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domingo, 13 de janeiro de 2019

O Maior Salário Mínimo do Mundo

Os portugueses são muito empreendedores. E adoram recordes e o livro do Guiness.

Ele é o Maior desfile de Pais Natal do mundo; A maior bandeira bandeira e logótipo humano; a Maior feijoada do mundo na Ponte Vasco da Gama e Maior mesa e Maior número de pratos lavados do mundo; o Maior arroz de lapas do mundo; a Maior aula de judo do mundo; a Maior sardinhada do mundo; o Maior assador de castanhas do mundo; o Maior pão com chouriço do mundo; o Maior prato de bacalhau de mundo; o Maior bolo-rei do mundo; o Maior tacho de caracóis do mundo; o Maior número de colorações de cabelo do mundo; o Maior lançamento em simultâneo de aviões de papel do mundo; o Maior bouquet de noiva do mundo; o Maior piquenique do mundo; os Maiores chifres de bode do mundo; o Maior número de t-shirts vestidas de uma marca de roupa.... 

Não há nada que os portugueses vejam que não querem logo ser os maiores do mundo. Só é pena que os patrões portugueses não serem nada empreendedores. Quando é que os patrões portugueses metem na cabeça em colocar Portugal no Guiness com o Maior Salário Mínimo do Mundo?




quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Americano Médio Não Consegue Juntar 450 Euros Para Emergências

"O americano médio não consegue juntar 450€ para uma emergência . Um terço dos americanos não pode pagar comida, abrigo e cuidados de saúde. Os cuidados de saúde para uma família agora custam 25 mil Euros - cerca de metade da renda média, que é de 50 mil Euros."

"Todas as coisas que realmente elevam a qualidade de vida das pessoas - saúde, finanças, educação, transporte, moradia e assim por diante - passaram a consumir uma parcela tão grande da renda média das famílias que têm pouco para poupar, investir ou gastar. em qualquer outra coisa."

"Assim, os americanos não são apenas absolutamente ou relativamente pobres, mas pobres de uma maneira totalmente nova. Primeiro, os fundamentos da vida explodiram de preço, a tal ponto que agora são inacessíveis para muitos, talvez a maioria dos lares. Em segundo lugar, os americanos arcam com os riscos de pagar esses custos inacessíveis a um grau extremo, arcando com os riscos que as instituições deveriam ter, e, portanto, esses riscos estão agora ruinosamente altos." 

"Os americanos trabalham muito mais do que em qualquer outro lugar - eles estão sempre a um passo de perder tudo, da ruína genuína, mas os seus pares em países verdadeiramente ricos não o estão." 

"Os americanos vivem vidas bastante abismais - curtas, solitárias, infelizes, cheias de trabalho, stresse e desespero, em comparação com seus pares."



sábado, 22 de setembro de 2018

Nos Estados Unidos Paga-se por ir para a Cadeia e se Não se Pagar Vai-se Preso de Novo!

"O que me fez perder a cabeça esta semana...

Os Estados Unidos tem uma das maiores populações carcerárias do mundo, perto de um milhão de pessoas e, em quarenta e nove dos cinquenta Estados norte-americanos, quem sustenta os prisioneiros não é a sociedade mas sim os próprios prisioneiros. No final de cumprir a pena eles levam para casa uma conta para pagar. Se não pagarem perdem os bens, perdem a casa, perdem tudo o que têm, e em alguns Estados, se eles não conseguirem pagar ainda vão para a prisão de novo

Na Florida por exemplo, depois de três anos de prisão, num caso, um senhor saiu com uma dívida de 55 mil dóllars. Bom, e ele trabalhou na prisão. Só que o problema é que o salário na prisão é 55 centavos de dóllar por hora. O salário mínimo nos Estados Unidos é de 8,45 dóllars por hora. Ou seja, se ele trabalhasse onze anos, sem tirar dinheiro nenhum dentro da prisão, ele talvez conseguisse pagar a dívida de três anos de prisão. Mas ele não estava mais na prisão para pagar. Com o salário mínimo da Florida ele precisaria de três anos sem gastar nada, sem comer, sem pagar aluguer, sem pagar nada, com o salário mínimo para poder o tempo de prisão que ele teve. 

Quer dizer, como é que eles querem reabilitar os criminosos...?

Jair Rattner / O Esplendor de Portugal / Antena 1


domingo, 16 de setembro de 2018

Bem-vindos Às Falsas Promessas do que Seria o Trabalho no Século XXI

Quando eu era miúdo prometiam-nos uma vida muito melhor. Diziam-nos que num futuro próximo as máquinas de escrever iam ser substituídas por computadores e imaginem que até se dizia que o papel iria desaparecer. Infelizmente o papel não desapareceu, e por causa disso temos um país infestado de eucaliptos. Diziam também que iríamos ter de trabalhar muito menos horas por dia e com os computadores até se poderia passar a trabalhar de casa.

As novas máquinas vieram, e hoje, ao contrário de quando era criança, em que basicamente a maioria das pessoas só tinha uma motorizada para se deslocar, hoje, toda a gente tem o seu carro, dois ou mais até, ou pelo menos um para cada elemento do agregado familiar. Hoje, ao contrário do tempo em que era criança, todos já têm o seu computador de secretária ou portátil, têm dois ou três, e todos até têm o seu telemóvel com acesso à internet. A indústria sofreu uma verdadeira revolução e até aí estão os robots para, supostamente, substituir os humanos. Mas afinal, até que ponto a nossa vida mudou verdadeiramente para melhor? A vida mudou realmente para melhor, ou as pessoas passaram a ter de trabalhar muito mais para comprarem as merdas que o capitalismo meteu na cabeça das pessoas não podem sem as ter? 

Pois é. Afinal todas as promessas não passaram de mentiras deslavadas e continuamos a ter de trabalhar de sol a sol, tal como antigamente. Simplesmente já não nos levantamos com o sol com uma enxada na mão para ir cavar. A única coisa que mudou foram os objetos dos escravos trabalhadores. Se antigamente os trabalhadores usavam foices e martelos, hoje vão para a jorna de trabalho (olha o Google nem sabe o que é jorna e sublinha como se fosse erro!) e vão para a jorna dobrar roupa, estar o dia todo, de pé a passar códigos de barras ou de telefone na mão a atender clientes ou a impingir-lhes serviços. As ferramentas foram a única que mudou.

De resto, continuamos a ter que trabalhar de sol a sol, oito horas por dia. Talvez hoje ainda se trabalhe mais, visto que antigamente as pessoas só se levantavam com o sol, e hoje, graças aos carros, já todos poderemos ir trabalhar para bem longe de casa, nem que para isso tenhamos de sair de noite, e percamos duas horas de viagem, todos os dias e viagens essas que os patrões não pagam. Mas depois as pessoas revoltam-se é com a mudança da hora! Se trabalhássemos duas horas de manhã e duas horas de tarde, alguém andava a discutir se era preciso ou não mudar a hora? Andamos sempre a discutir o que não interessa para nada, em vez de exigirmos as mudanças que interessam verdadeiramente. 


Sim, o futuro chegou, a nossa realidade mudou e foi higienizada, e tomamos dois ou três banhos por dia, mas ao contrário do que se pensa, a nossa realidade mudou para pior. Acham que não? Então pensem um bocadinho. Hoje já ninguém se reforma aos cinquenta anos, ao contrário do tempo em que era criança. Hoje, em pleno século vinte e um, vamos ter de trabalhar em prol de outro ser humano, não até aos cinquenta anos mas sim até morremos! Quão espetacular é isso, trabalhar até morrer? E vamos ter de trabalhar até morrer porque não vai haver dinheiro para pagar as reformas. Mas dizem-nos até, como se nós fôssemos muito burros, que é por causa da "esperança média de vida"! Maldita esperança média de vida que deveria era de diminuir para não sermos obrigados a trabalhar, sem forças, até aos setenta anos! E dizem-nos ainda, como se fôssemos muito burros, que temos de fazer muitos bebés para que depois, quando eles crescerem, nos possam pagar as reformas que não vamos ter porque não há dinheiro para as pagar!

Quando eu era criança, maioritariamente só o homem o trabalhava e o dinheiro de uma só pessoa chegava para construir uma casa. Acham que estamos melhor hoje? Hoje quase nenhum jovem terá dinheiro para comprar um terreno e construir uma casa! Antigamente a mulher ficava em casa a tomar conta dos filhos que não precisavam de infantários nem de amas. Eram verdadeiramente educados pelos pais. Hoje são educados por quem? Eu vou ter um filho para quê? Para ter de pagar para os outros o educarem? Antigamente as crianças brincavam livremente, tal como eu brinquei, sem horários, pelo menos até aos seis anos de idade, quando então tínhamos de ir para a escola primária.  

Hoje trabalha o homem, trabalha a mulher e aos seis meses as crianças vão para a ama ou para o infantário que é mais uma despesa no orçamento familiar. As pessoas correm de um lado para outro, as crianças correm de um lado para o outro. As pessoas não têm tempo nem pachorra para se ouvirem. Não têm disponibilidade física nem mental para ainda chegar a casa, depois de um longo dia de trabalho, e terem de fazer as tarefas domésticas, cuidar dos filhos, ouvir os problemas do cônjuge ir para a cama e ainda ter vontade fazer sexo. Temos setenta, repito, 70% de divórcios e as crianças além de correrem de um lado para o outro por causa das dezenas de atividades que os pais agora as obrigam a fazer, têm ainda de correr de casa da mãe para casa do pai por causa da guarda partilhada. E há uma nova geração de gente que cresceu em famílias disfuncionais, que mais não foram que armas de arremesso entre pais e mães. 

A vida supostamente melhor que o século vinte e um prometia, no final de contas, é ser ainda mais escravo do trabalho e ter cada vez menos tempo. É trabalhar mais horas, é fazer mais horas-extra que agora deixaram de ser pagas porque se inventou uma coisa chamada banco de horas, e é trabalhar de noite com menos horas de subsídio noturno (muito obrigado aos senhores Passos Coelho & Paulo Portas), e é, por exemplo, trabalhar sábados e domingos no turismo, que em Portugal está a fazer dinheiro como ninguém faz no mundo, e ter um salário principesco de 620€. Repito: 620€ para trabalhar aos sábados e domingos!!  E é viver num dos países da Europa onde os patrões se aumentam a si mesmos 40%  em três anos, mas onde ironicamente os escravos, perdão, é a força do hábito, onde os trabalhadores (que agora lhes chamam colaboradores) são os menos aumentados da Europa. 

domingo, 15 de abril de 2018

Capitalismo Sim, mas Não para Todos!

Vivemos em pleno capitalismo selvagem. Tudo se compra e tudo se vende. Não interessa que tipo de negócio seja, não há moralismos, o que interessa é o máximo lucro. Desde que haja alguém interessado em comprar e pague por isso, tudo é lícito, nem que seja comprar um trabalhador que dá uns chutos numa bola por quatrocentos milhões de euros. É o mercado a funcionar dizem alguns.

Mas depois, quando alguma pessoa, um qualquer particular compra um ingresso para um espetáculo por vinte ou trinta euros, seja um concerto de música ou um jogo de futebol, e tenta rentabilizar a sua compra, aí já vem logo a ASAE e prende as pessoas que muito rapidamente são julgadas de imediato tal como acabo de ouvir na rádio, que foram detidas duas pessoas por venda ilegal de bilhetes para o SL Benfica - FC Porto e já sabem que têm de entregar uma quantia de dinheiro a instuiçoes de solidariedade social ou fazer trabalho comunitário. 

O capitalismo é selvagem e tudo vale, mas é só para alguns, os grandes que muito roubam como os banqueiros. Os peixinhos pequeninos que se fodam. São sempre engolidos.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Tão Bom que era o Patrão Belmiro

Agora que o Belmiro de Azevedo morreu, ouvem-se tantos elogios ao empresário-modelo, que pagava salários miseráveis, que quase fico comovido. Passemos os olhos em alguns testemunhos de quem trabalhou nas suas empresas e que certamente só boas coisas terá a dizer:


Sair a horas é impossível

O ordenado é a mesma miséria, 3€ à hora e é se quero, senão põem outra pessoa no meu lugar, de momento não tenho outra hipótese senão continuar

Trabalho há vários anos na Worten, sou permanência de loja, sou responsável de uma secção, trabalho a tempo inteiro e recebo 3€/hora

Trabalho num Continente-Modelo e subscrevo tudo que foi dito anteriormente, despediram metade dos meus colegas e faço o turno da noite sozinha, querem que faça sozinha o trabalho que faziam 3 pessoas. Devia sair às 22h mas nunca saía a horas, saía quase sempre às 23h. Relativamente às horas a mais nunca me foram pagas nem nunca foram gozadas

Quanto aos contratos é verdade 3 e rua…uma vergonha

Trabalhei em lojas da Sonae em que chegava a trabalhar 10 dias seguidos, com uma folga por semana ou então umas cinco horas sem ir comer ou à casa de banho por me encontrar sozinha em loja

Vendo o meu trabalho há 23 anos como Operadora de Caixa num Hipermecado do Grupo Sonae . Sim, sempre pedi para ir ao WC e muitas das vezes ignorada indo á rebelia das chefias

Tenho uma anemia crónica e ainda assim insistiam em meter-me 2 dias a trabalhar 5h e sem comer…

Fui ensinada se possível a comer de 5 em 5 horas ou mais


Comerr? mesmo que tenhas problemas de saúde (estômago) que impliquem comer vezes amiúde não podes!!! tens que aguardar as tuas ditas 4h que é para estragar mais ainda o estômago…

Cheguei a fazer horários de 8 horas na caixa e só ao fim de 6 horas de trabalho ia jantar ou almoçar. EX: 12h00 às 21h00, só comia das 18h00 às 19h00 e no meu horário estava das 14h00 às 15h00; falei à minha chefe e a resposta delas era ‘não tenho operadoras suficientes, aguenta’… depois há erros de que os clientes não têm culpa…

Na loja onde trabalhei, o director proibiu a água. Qual o motivo? Não foi explicado, mas era fácil perceber que a ideia era limitar as idas à casa de banho o mais possível

Uma colega gravida (gravidissima) com diabetes gestacionais estava a sentir-se mal porque não a deixavam fazer uma pausa para ir sequer comer, beber ou à casa de banho

Isto para já não falar das colegas mulheres que estão com o período e chegam a ficar todas sujas porque não lhes permitem ir ‘mudar o penso

Reconheço todas as queixas e ainda acrescento algumas: na loja onde trabalhei, o aquecimento era desligado e só era ligado nos dias em que vinham auditorias à loja

Eu deixo já a sugestão para que a Igreja Católica canonize Belmiro de Azevedo e o ponha no altar! Todos os elogios ao patrão-maravilha podem ser lidos aqui.

domingo, 7 de maio de 2017

Outro tipo de Crise

Via Pinterest

Observava a minha mãe a retirar comida da lata e a dar à gata que teve quatro gatinhos há umas semanas. E teci o seguinte comentário:

"Hoje em dia os gatos comem melhor do que vocês comiam há cinquenta anos. Provavelmente, quem vos dera ter tido tantas vezes dessa comida para gatos para comer quando eram crianças. Fala-se muito de crise agora, mas hoje vivemos outro tipo de crise".




sábado, 26 de novembro de 2016

Definições: Capitalismo

"A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite."
AGOSTINHO DA SILVA

Tropeçava nesta imagem - que vale mais o que mil palavras -  e chegava à brilhante conclusão sobre o que é o capitalismo:

No fundo o capitalismo é mesmo isto: arranjar um problema que não existe, mas convencer o maior número de pessoas que este novo produto ou serviço, na maior parte das vezes completamente supérfluo, e até nefasto à sociedade, que é essencial para a sua vida das pessoas! As pessoas têm mesmo de comprar esta nova coisa, seja ela lá qual for, senão as pessoas serão infelizes. O capitalismo é isso, criar a ideia artificial que vende a felicidade, apesar de, ironicamente, nunca como agora o mundo viver deprimido a Xanax, Valium e Ritalina. 

E no capitalismo é preciso sempre mais. O tão propalado "crescimento económico" é isso. Por isso a propaganda do aumento da taxa de natalidade. São precisos novos exércitos de consumidores. Como é que a economia pode crescer se não se aumentam os salários? Só fabricando novos consumidores! Mais contribuintes! É preciso vender, vender sempre mais, até o mundo rebentar!


"Vendes um peixe a um homem, ele come por um dia. Ensinas o homem a pescar, arruínas uma fantástica oportunidade de negócio".

Toda a gente tem de querer ter o que toda a gente tem, toda a gente quer fazer o que toda a gente faz. Ainda hoje comentava que, desde que recomecei a trabalhar, comecei, de novo, a aperceber-me do que as pessoas fazem, dos seus hábitos e das suas rotinas. E só nos últimos meses, a moda passou de: andar à caça duns bonecos virtuais com o telemóvel, para ir fazer o máximo de compras no Lidl para ter umas miniaturas plásticas ridículas! E toda a gente só fala nisto naquele momento, até que passado um mês, já ninguém se lembra das Pokemonas e do lixo plástico do Lidl e andarão todos completamente excitados com outra idiotice qualquer. 

"A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do muno das coisas"
KARL MARX

E como tal, para cada nova ideia, completamente idiota, existem exércitos inteiros de gente que quer logo comprar, consumir ainda mais, mais que o vizinho do lado. Ninguém quer ser diferente. Todos querem ser iguais, apesar de todos pensarem que são especiais e melhores que todos os outros.
Pensar diferente exige uma coisa dificílima que é... pensar! Para quê pensar se os outros o podem fazer por nós?

sexta-feira, 20 de março de 2015

Cúmulos do capitalismo - Pagar para comprar

Estava aqui a ver um evento na Exponor para este fim-de-semana, e surpresa: é preciso pagar para lá entrar. Serei só eu que acho um verdadeiro roubo este tipo de coisa? 



Ainda por estes dias me perguntavam "Então vais ao Salão Erótico"? 
Eu confesso que me sinto um pouco extra-terrestre, pois nunca me senti atraído por tal coisa, no fundo estou a negar uma ciência que desconheço, tal é a paranóia de tanta gente com a coisa, mas se eu não pago para entrar numa Loja de Sexo(1) então porque raio tenho de pagar para entrar num sítio que será uma espécie de centro comercial só de sexo?
Pagar para ver brinquedos sexuais? Qual é a lógica? "Ah mas tem sexo ao vivo"... e? 
Se nas Feiras do Livro não se paga entrada, por carga de água se pagará num evento de sexo? Por acaso a roubalheira da entrada dá direito a entrar numa orgia, ou a fazer alguma coisa com o mínimo de interesse? Não? Então se é só para ver, muito obrigado mas não contem comigo, até porque já existe uma coisa que se chama.... pornografia?

Se a moda de cobrar para aceder à possibilidade de comprar pega, então um dia destes quero ir a um centro comercial e também tenho de pagar. Ou para entrar num hipermercado, ou para entrar em feira como a Vandoma, Custóias, Ladra, ou os milhares de feiras que se fazem todas as semanas pelo país. 

Ou então um dia destes alguém se vai lembrar de cobrar entrada num centro comercial, ou num hipermercado. É que parece-me que a coisa já esteve bem mais longe de acontecer. 

Pagar para entrar e poder comprar? Mas está tudo louco?
E se for ao contrário? Paguem-me para eu entrar na vossa feira? Que tal vos parece? A mim parece-me bem melhor. 

(1) São todos contra o acordo ortográfico, mas depois diz-se "sex shop" como se no português não existisse a palavra loja e a palavra sexo. Defender o português é ser contra o acordo, mas usar os anglicismos. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Mortos pagam parquímetro

Eu, que não sou cristão, muito menos católico-apostólico-hipócrita-romano, nem sempre estou a par das novidades que vão acontecendo aqui nas paróquias das aldeias. Mas, por estes dias, tomei conhecimento que a paróquia vizinha, que até tem o mesmo padre daqui, regressou às verdadeiras bases do verdadeiro espírito católico e tomou uma medida verdadeiramente empreendedora.
Empresários: ponham os olhos nisto!


Então não é que decidiram criar parquímetros para os mortos? A ideia deve ser a seguinte, se um carro tem de pagar para estar estacionado, por que não um morto, que está na casa mortuária, que fizeram - convenientemente - dentro da igreja, não há-de também ele pagar por estar ali a ocupar espaço?

Estou em crer que desde a bula da indulgências, que basicamente mais não era que oferecer o perdão dos pecados em troca de bom dinheiro - para Deus claro, que a vida está cara e Deus também deve ter imensas despesas! - que a igreja não tinha ideia tão brilhante!

E a brincadeira não fica nada barata como convém! Cada morto paga 70€/dia!
Um carro se ficar 24h na zona mais cara do Porto, que é 1€ à hora, paga das oito às vinte 12€/dia. Um morto que ocupa bem menos espaço que um automóvel, paga quase seis vezes mais!

A igreja católica sempre na vanguarda do capitalismo.

Imagem via SCX.hu