"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Eles Também Vão Lá para Dentro e Saem Logo
domingo, 3 de maio de 2026
Publicidade da IKEA à Kallax Revista e Atualizada
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Conversas Improváveis (89) - O Sítio Mais Perigoso
sexta-feira, 20 de março de 2026
A Justiça Tem os Olhos Bem Abertos III
Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, foi acusado de peculato e perdeu o mandato porque emprestou o carro da câmara à mulher.
Mas esta semana ficamos a saber que, Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, usou os advogados do Estado em proveito próprio por causa do caso Spinumviva, e a notícia apareceu no jornal Público, mas, de resto, não houve qualquer polémica e parece que está tudo bem.
Talvez por já ser normal o Luís não declarar casas ao Tribunal Constitucional, andar a viajar com cheques martelados da Olivedesportos ou ser avançado por debaixo da mesa enquanto que, ao mesmo tempo, é primeiro-ministro.
Parece que está tudo bem, só que não está. No entanto a Justiça tem os olhos bem abertos e faz de conta que nada vê.
domingo, 7 de dezembro de 2025
Acabemos com os Juízes
domingo, 3 de dezembro de 2023
Um Cheirinho a Salazarismo no Ar
Há duas semanas a polícia retirou à força estudantes universitários de uma universidade que estavam a cometer o crime de dar uma palestra sobre o clima:
Não menos grave haver também notícias que a polícia andou a incomodar associações e a identificar pessoas que defendem a Paz na Palestina.
sábado, 18 de novembro de 2023
O Golpe de Estado de 7 de Novembro de 2023
Aquela terça-feira, 7 de Novembro de 2023, era um dia como outro qualquer. Como de costume eu estava a trabalhar trabalhar, tranquilamente, a poucos metros da ponte D. Luís quando inesperado acontece!
O chefe chega, todo empolgado, e pergunta se sabíamos das últimas notícias. Parece que todo o governo estava a ser investigado, vinha aí o Diabo e, no mínimo iam rolar cabeças. Eu continuei no meu canto, impávido e sereno. Já os meus colegas tinham colocado os smartphones a dar em direito as notícias e, com tanto frenesim, mais parecia que vinha aí o fim do mundo em fio dental a íamos ser invadidos por extraterrestres.
Mas foi pior. Um comunicado de imprensa da Procuradoria Geral da República acabava de cometer um golpe de Estado e deitar abaixo um governo de maioria absoluta, eleito democraticamente pelos portugueses.
Perante os indícios e o diz-que-disse do comunicado, o primeiro-ministro demite-se. Foi um escândalo nunca visto. Certamente em breve todos iriam ser todos exemplarmente presos.
Uma parte do país estava completamente eufórica. Nem imagino a quantidade de garrafas de champagne que terão sido abertas nesse dia. Contudo, eu, que nem sequer tinha contribuído para eleger este governo e de quem até sou muito crítico, não me senti particularmente feliz, pelo contrário, fiquei muito apreensivo. O meu primeiro sentimento foi de dúvida, sabendo muito bem que a justiça portuguesa ainda não tinha tido o seu 25 de abril, e que está completamente dominada por interesses, quer da maçonaria, quer pelos próprios partidos, quer do partido ilegal da extrema-direita que viola a Constituição e que se tem infiltrado nas forças de segurança.
Como já há quase dez anos que não tinha televisão, não via telejornais nem ouvia os manipuladores, disfarçados de comentadores políticos, nem ouvia as escutas diárias, às pinguinhas, a queimar em lume brando os arguidos que, segundo a Constituição gozam de presunção de inocência.
Ainda assim, nunca foi por não ter televisão que me tinha por mal informado. Naquele tempo não esperava que a informação viesse ter comigo, era eu que ia atrás da informação e, entre outros, lia todos os dias o JN, DN, El País, Guardian, Folha de São Paulo, e comecei a ler o que diferentes figuras relevantes, de diversos setores, tinham para dizer, E o mais curioso é que, todos eles, convergiam com as minhas suspeitas: ou o ministério público rapidamente apresentava as graves provas que tinham reunido ou então estávamos perante um golpe de Estado.
Cândida Almeida, ex-diretora do DCIAP escrever no Jornal de Notícias:
A justiça portuguesa é, afinal, a mais célere do Planeta! Com estrondosa e censurável violação do segredo de justiça, esquecida que foi a discrição até então, o país foi acordado na passada terça-feira com notícias sobre a realização de várias diligências, de detenção, buscas e apreensões domiciliárias e não domiciliárias, no âmbito do processo relativo à exploração do lítio e hidrogénio verde. De imediato, os média rodearam-se de alguns espertos nestas matérias, e não só, que rapidamente se organizaram, nomeadamente sobre a égide dos vários canais de televisão, em mesas redondas, quadradas e de outras formas possíveis.
Pela primeira vez na história da nossa liberdade assiste-se de forma grave e perigosa a uma negativa conexão entre a Justiça e a Política.
As vozes sensatas presentes nesses debates foram desconsideradas e abafadas. Era preciso condenar, sem recurso, pelos crimes de que aqueles eram indiciados, corrupção activa e passiva, prevaricação e tráfico de influências. Registe-se que os detidos nem sequer tinham sido interrogados pelo juiz de instrução. A justiça da praça pública serve interesses ocultos e entusiasma os pretensiosos e ignorantes. O processo encontra-se em segredo de justiça (!), porém os justiceiros já decidiram a causa, no conforto de uma cadeira estrategicamente colocada num espaço de TV.
Com maior gravidade ainda foi a revelação de que corria no STJ inquérito contra o primeiro-ministro António Costa por actos relativos à investigação sobre o lítio. Rompendo com todas as normas deontológicas, alguém informou a imprensa da existência do inquérito, não obstante sem suspeitos ou arguidos constituídos. Por curiosidade, na passada quarta-feira, o Expresso online referia que são praticamente inexistentes indícios do cometimento de crime por António Costa, que até pode não ser constituído arguido.
Receio que a nossa democracia não esteja de boa saúde. E falta esclarecer o porquê e para quê a Senhora PGR foi a Belém!...
Num artigo intitulado "Um dia negro", Miguel Sousa Tavares escrevia no Expresso:
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
A Justiça Portuguesa é uma Javardice
Já um político e deputado cometer sucessivos atos racistas contra a comunidade cigana e que inclusive já mandou uma outra deputada "para a sua terra" pagou 400€ de multa.
Mais interessante é que, pela mesma coisa - cometer racismo para com os ciganos - valeu ao Presidente da Junta de Freguesia de Paredes nove meses de cadeia. Ou seja, pelo mesmo crime, um vai para a cadeia mas o outro que ainda fez pior paga 400€ de multa! Justíssimo!
Sim, é verdade que eu não sou jurista, mas diz-me o senso comum - aquele do bom pai de família - que a Justiça deve ser justa. Deve tratar todos por igual. Infelizmente não. A Justiça portuguesa ainda não teve o seu 25 de Abril, tem os olhos bem abertos e é completamente discricionária e injusta.
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Segurança Social Vai Pagar Subsídio de Fuga à Prisão
Na sequência da fuga à prisão por parte do banqueiro João Rendeiro, e antecipando já as negociações para o Orçamento do Estado de 2022, os partidos de Esquerda vieram já reivindicar junto do primeiro-ministro António Costa que, por uma questão de igualdade de tratamento e fazendo cumprir a Constituição que eije igualdade de tratamento, que o Estado apoie também os mais carenciados que não têm possibilidade de fazer turismo pela Europa e depois, tranquilamente e sem ser incomodado pela justiça, escolham o melhor país para viver que não tenha acordos de extradição para Portugal.
Inês Sousa Real, líder do PAN, partido que também tem votado favoravelmente os orçamentos no governo socialista em minoria no parlamento, veio também já reivindicar o mesmo para os animais, nomeadamente para cães de raças perigosas condenados à morte por morder pessoas.
António Costa foi sensível a estas justíssimas reivindicações, fez as contas e está em condições de assegurar que a Segurança Social irá financiar todos aqueles que, com decisões transitadas em julgado e a aguardar pena de prisão, e que, por insuficiência económica enão tenham capacidade de fugir do país, a Segurança Social irá agir rapidamente e financiar todas essas pessoas para que tenham um tratamento igual aos banqueiros deste país que não metem os costados no xelindró.
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
O Negador do Racismo Condenado Por Racismo
Estávamos no Verão, em plena pandemia, e o líder partidário André Ventura do CHEGA, que tinha criticado a manifestação contra o racismo que se fez em Portugal, na sequência da morte de George Floyd, isto porque afinal estávamos em pandemia, resolve, ele mesmo, dando o dito pelo não dito, porque afinal a sua manifestação dos negadores de máscaras não ia infetar ninguém, resolve ele mesmo fazer a sua manifestação afirmando que "não há racismo em Portugal".
Estamos a falar do líder partidário que é apoiado por nazi-fascistas, incluindo, por exemplo, Mário Machado condenado a dez anos por ter matado um negro em que o seu único crime foi ter-se cruzado com ele no Bairro Alto. Estamos também a falar do líder partidário que mandou a deputada eleita da nação Joacine Moreira "ir lá para para a sua terra.
Hoje ficamos a saber que o líder partidário que nega que exista racismo em Portugal, foi ele mesmo condenado por racismo. Este é um daqueles casos em que se costuma dizer que a realidade ultrapassa a ficção.
segunda-feira, 4 de maio de 2020
Justiça Portuguesa a Dar Cambalhotas
domingo, 28 de julho de 2019
O Homem Fez Deus à Sua Imagem
terça-feira, 5 de março de 2019
Capitão Moura vai Liderar a Magistratura Portuguesa
É urgente ver Capitão Moura nos tribunais liderar a magistratura portuguesa. Porquê?
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Dúvida Existencial (4): As Médias de Acesso à Cadeia
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Justiça: A Falta de Senso Comum
terça-feira, 27 de novembro de 2018
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
A Justiça Portuguesa Tem os Três Olhos Bem Abertos
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| Imagem emprestada da net |
domingo, 28 de outubro de 2018
Apedrejar um Gato dá Cadeia. Violar uma Mulher ou Roubar um Banco Claro que Não!
Toda a gente tem a sua opinião sobre o que está pior no seu país, eu também tenho. Para mim, desde que me conheço, o que está pior, é, sem dúvida, a Justiça (ou a falta dela). Diz-se que a justiça é cega, mas em Portugal a justiça anda de olhos bem abertos, e distingue muito bem o pobre, muitas vezes de espírito, do homem rico, que por ter dinheiro é certamente pessoa de bem.
Primeiro caso. O banqueiro João Rendeiro, acusado de burla e falsear a contabilidade do BPP, banco que foi à falência porque andou a vender gato por lebre, estilo Dona Branca prometendo juros de 5%, e já depois de ter sido declarado inocente em tribunal (sim, a sério!) e por recurso do Ministério Público, foi agora condenado. A sério que a justiça portuguesa colocou um banqueiro na cadeia? Acham mesmo? Claro que não! Um banqueiro é o supra-sumo da pessoa de bem! João Rendeiro que saiu em liberdade com pena suspensa!
Segundo caso. Dois homens violam uma mulher desmaiada numa discoteca de Gaia. Não mostram qualquer arrependimento perante o tribunal. O coletivo de juízes aplica-lhes uma pena suspensa porque afinal a culpa até foi da mulher, que como mulher de bem tinha era que estar em casa na cozinha e não num espaço de diversão noturna, onde só vão as galdérias que querem foder!
Terceiro caso. Homem de 25 anos apedrejou um gato. Pena: dois anos de cadeia efetiva!
Disto concluirmos então que: para a justiça portuguesa, é muito mais grave apedrejar um gato que violar uma mulher ou roubar e levar um banco à falência! No meio disto tudo, a minha pergunta é: e se fosse um banqueiro a apedrejar um gato, também ia para o chelindró dois anos? Oh, estupidez minha! Claro que não, como disse no início, estava-me a esquecer que um banqueiro, sendo rico, é inevitavelmente pessoa de bem!
































