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domingo, 25 de maio de 2025

Quem Adormece em Democracia...

 Frase do dia (adaptada):

Quem adormece em democracia, um dia pode acordar sem Constituição". 




quinta-feira, 24 de outubro de 2024

O Papel da Polícia no Estado



Que haja gente a votar sem sequer saber distinguir o que é a "esquerda" da "direita", sim, é muito parvo, por exemplo, haver gente que ache que a Iniciativa Lacoste é de esquerda, mas, pronto, tudo bem, é, como eles diriam "a iliteracia" política que temos. Agora, haver deputados na assembleia da república que não sabem qual o papel da Polícia no Estado de direito democrático, que está inscrito na Constituição da República Portuguesa, que qualquer político deveria conhecer de cor, deveria dar imediata expulsão do parlamento. Não, a polícia não existe para matar ninguém. Pelo contrário, existe para estar ao serviço e defender as pessoas. Porque, felizmente, o regime fascista-católico de Salazar, Marcelo e Cerejeira acabou em Portugal há 50 anos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dúvida Existencial (4): As Médias de Acesso à Cadeia

Pelo que tenho percebido também nas cadeias não entra quem quer, só mesmo quem pode. Suponho que só mesmo quem estudou muito e teve médias altíssimas é que pode ir para uma cadeia que todos querem. 

Alguém me sabe dizer qual é a média que é preciso ter para poder ter acesso ao Estabelecimento  Prisional de Évora? 

Ou então só os senhores presidiários que possam pagar as propinas altíssimas que eles devem cobrar é que lá pode entrar e, mais uma vez, os coitados dos pobres têm que se contentar com as cadeias que os ricos não querem!

E prova-se mais uma vez que a Constituição não serve para nada. O tão famoso artigo 13º da Constituição Portuguesa:

Artigo 13.º - (Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. 
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Amar a sério

Ontem à noite, depois de jantar, apanhei na RTP uma reportagem que pretendia dar uma ideia de como se vive a sexualidade em Portugal nas diferentes idades, e que abordou até junto de uma investigadora que se dedica a estudar estas coisas "chatas" do sexo, quais os fatores recentes que contribuíram para uma mudança de comportamentos. Explicou a senhora que identificou três  fatores: O "25 de abril", as telenovelas brasileiras e a Internet. Mas quase nada do que foi mostrado ao longo da reportagem me surpreendeu, nem mesmo o facto de em 1960 só 1,1% dos casamentos dar em divórcio, ao passo que em 2012 subiu para os 73,4%!

O que me chamou realmente a atenção, foi quando a jornalista, vestindo a pele de Carrie Bradshaw do Sexo e a Cidade deixa a pergunta: "Mas haverá quem faça da traição uma forma de manter o casamento?" 
E então entrevista uma senhora que, com a cara oculta por uma planta e voz modificada, e já com idade para ter juízo e saber bem o que quer - também se não é depois dos cinquenta nunca mais seria! - começa logo por esclarecer muito bem as coisas para que não hajam dúvidas nos telespetadores: "Eu amo o meu marido. Mas amo-o a sério!" Claro que ama, aliás, quem sou eu para julgar quem quer que seja, ainda para mais uma pessoa que desconheço, mas quis-me parecer que a senhora ao afirmar o que disse, quer antes de mais convencer-se disso a si mesma, para que continue tudo bem na sua cabeça. Aliás, não deixou de ser até caricato que, depois ter ter afirmado solenemente que o ama, seguidamente explica todas as razões do seu descontentamento para o trair! Mas ama-o a "sério". Claro.


E de seguida abordou-se um desses sites que se dedicam a permitir o contacto entre pessoas casadas que querem dar umas trancadas mas sem ninguém saber, como aliás convém para manter as aparências da boa moral e dos bons costumes. E a tal senhora que ama o marido "a sério", acaba por confessar que se apaixonou por uma pessoa que conheceu no tal site. E isto não deixa de ser curioso, pois recentemente conheci dois casos em que me disseram "Ah, eles conheceram-se num site de sexo, deram umas trancadas e depois começaram a namorar". E isto deixa-me realmente a pensar.

Depois a senhora, volta a meter os pés pelas mãos referindo que "todas" aquelas pessoas que estão naquele site "não precisam pagar para ter sexo", quando a jornalista anteriormente tinha dito que os homens pagam 30€/mês para poderem estar no site! Pequeno detalhe sem importância!

No fundo este site é um excelente modelo de negócio e um enorme exemplo de empreendedorismo! Então é assim, no fundo o site contrata mulheres de borla, como esta senhora que ama o marido a sério e depois prostituem-nas junto dos homens que querem dar umas trancadas, ganhando dinheiro agindo como se fossem verdadeiros chulos e elas uma verdadeiras putas! Mas é tudo virtual, muito bem engendrado! Sublinho que foi muito bem engendrado só é pena, e parece que ninguém reparou ainda no pormenor, de violar claramente o princípio da igualdade consagrado na Constituição Portuguesa. E, neste caso, o violar por acaso até se aplica na perfeição! 

Foi dito que o site nasceu na Holanda, não sei se a representante em Portugal alguma vez leu a Constituição Portuguesa, mas ela é muito clara quando fala no princípio da Igualdade: 

"Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual." 

Acho que é por demais evidente que neste caso, as pessoas registadas do site que têm um pénis são descriminadas em favor das que têm uma vagina.