terça-feira, 16 de outubro de 2018

Quanto é que o Teu Telemóvel Bebe aos 100?

Por norma, começa-se a chegar ao fim do mês e, invariavelmente (muito eu gosto de usar advérbios de modo) começo a ouvir a minha colega a queixar que a net está a acabar. Isto é mais ou menos como a maioria das pessoas que, geralmente tem quase sempre mais mês que salário para gastar!

Mas neste mês de Outubro (em que ainda nem tivemos oportunidade de começar a gastar o salário de Setembro) já vamos a meio e já ouvi hoje a minha colega a queixar-se que já está a ficar sem net. E sempre que isto acontece, sugere que pode muito bem ser o marido que lhe "rouba" net. 

Ora bem, como eu não percebo nada disto de telemóveis modernos com internet, suponho que se roube net como fazia antigamente nos carros com o combustível. Pegava-se numa mangueirinha, e aspirava-se o combustível para dentro dum bidão para depois o meliante despejar no depósito do seu carro. Na volta com os telemóveis é igual. Talvez haja um cabo qualquer que se ligue dum telemóvel ao outro, carrega-se numa tecla e pronto, rouba-se um bocado de net para jogar ou atualizar a rede social. 

E tu queres ver que os telemóveis também são como os carros, e que uns consomem mais ou outros menos? Na volta é isso, o do meu colega bebe muito menos net que o dela! Um dia já sei, se pensar em comprar um telemóvel com internet, já sei que tenho de comprar um que seja mais económico! 

Por que é que as Mulheres Não se Apanham com Mel?

"E sabes bem que Gerry Somercotes te adora.
- Oh, mas eu odeio tipos que me adoram! - gritou Yvette, erguendo o seu delicado nariz. - Eles aborrecem-me. Não nos largam!
- Então, o que é que queres, se não suportas que te adorem? Acho que está perfeitamente certo que sejamos adoradas. Sabes que nunca virás a casar com eles, portanto, por que é que não havemos de deixar que continuem a adorar-nos, se isso os diverte?
- Oh, mas eu quero casar-me! - exclamou Yvette.
- Então nesse caso deixa que eles continuem a adorar-te até que encontres um com quem te seja possível casares-te.
- Dessa maneira, nunca! Nada me irrita mais do que um tipo adorador. Aborrecem-me tanto. Fazem com que me sinta abominável.
- Oh, também a mim, quando se tornam insistentes. Mas, à distância, penso que são muito agradáveis.
- Gostaria de me apaixonar violentamente.
- É natural! Pois eu nunca! Odiaria tal coisa. E, provavelmente, o mesmo sucederia contigo, se na verdade isso te viesse a acontecer. No fim de contas, temos de assentar um pouco, antes de sabermos o que queremos.

A Virgem e o Cigano / D.H. Lawrence (1926)


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Fim do Google+

Pois é, a única rede social, digna desse nome, em que estava vai acabar. Estou a falar do Google+ que apareceu em 2011 para tentar concorrer com as outras grandes redes sociais da altura, mas que nunca se conseguiu impor. 

Eu juntei-me ao Google+ em 2015 porque resolvi, por fim, agregar todas as plataformas do Google, nomeadamente o Blogger (e eu tenho três blogues) o canal do Youtube e, claro, a conta de e-mail do Gmail. Com isso deixei de poder usar primeiro pseudónimo do Blogger "Aquifolivm" e passei a ser o Königvs do Youtube e do Gmail.



Nada é para sempre, muito menos as plataformas eletrónicas. Eu ainda me lembro bem da paranóia com mIRC, com o Messenger (que depois passou a Skype) com o Hi5 e o Myspace.

Como não estou nas redes sociais mais usadas atualmente, não tenho forma de comparar, mas devo confessar que gostava da forma como, além da página principal onde se pode ver tudo que partilho, depois poderia encaminhar cada publicação para a sua pasta respetiva, chamadas "Coleções do Utilizador" e um qualquer seguidor até poderia só seguir determinada coleção que tivesse interesse.

Infelizmente, vinha notando um cada vez maior abandono por parte dos utilizadores e era extremamente desagradável ver tanto spam e tanta pornografia ali escancarada.

Eu usava a rede social mais para mim que outra coisa. Diversos artigos que lia ou que depois queria ler, encaminhava para o Google+, para uma dessas tais coleções, e ali ficava organizado para facilmente depois encontrar e (re)ler. E claro, servia para mim como forma de agregar as coisas que ia publicando e apesar de pouca gente usar, cerca de duzentas pessoas por lá me foram acompanhando.

Ainda assim, por causa do Google+, há precisamente dois anos, desaparecem-me milhares de fotografias do Bucólico-Anónimo algo que me deixou verdadeiramente possesso.

Mas agora que estou órfão (apesar de ainda funcionar) de rede social, talvez seja sirva de incentivo para  ir pregar para outras freguesias. Já há algum tempo andava a pensar no Twitter... já percebi que para algumas coisas o diabólico Facebook também me daria jeito. Não sei. Encontramo-nos por aí. Mas antes tenho de ir ao funeral do Google+. Paz à sua alma.

domingo, 14 de outubro de 2018

Vantagens do Poliamor


Aqui e ali vamos ouvindo, cada vez mais, falar de poliamor e de casais poliamorosos que falam maravilhas da coisa. Não julgo, é uma opção legítima como qualquer outra, ainda por cima eu sou sempre defensor da liberdade, ainda assim julgo que não seria coisa para mim. Acho que já é tão complicado e raro, encontrar uma só pessoa por quem nos apaixonemos, e ainda por cima tem também ela que de sentir por nós o mesmo, no tempo certo e estar disponível, e querem convencer-me que podemos multiplicar isso por dois ou três e depois cada um desses elementos pode também ter mais dois ou três... Foda-se!, que puta de confusão! Nem quero imaginar como será a agenda dessas pessoas só para dar uma simples foda!

Mas no entanto já percebi a grande vantagens da coisa!

Apaixonei-me por uma mulher e estou extremamente feliz. As coisas vão bem até ao momento em que nos separamos. Fico na merda. É o fim do mundo. Quero morrer e vou já ali saltar da ponte mais próxima. Se calhar é melhor não porque não sei nadar e ainda morro afogado e é uma chatice. 

Ora, se um gajo alinha nessa cena do poliamor, quando uma namorada decide acabar com o contrato de fidelização, um gajo não precisa de ficar p'ra morrer! Basta ir logo a correr para os braços das outras namoradas para elas nos consolarem... Muito bem visto!

Coisas que Te Fazem Lembrar de Mim: 1986

Quando em Abril, dias depois de ter passado um ano desde a última vez que nos encontramos e quase me teres partido mais uma costela com os teus fortes abraços, dos quais como imaginarás tenho muitas saudades, perguntaste-me se eu já tinha visto algum episódio da série da RTP "1986" .


Tinha sim visto o primeiro episódio. Por esses dias a minha colega de trabalho não falava de outra coisa! Até estranhei tendo em conta que nós, aparentemente, temos tantas diferenças de gostos culturais! Ela estava muito entusiasmada com o início da série e achava que seria muito interessante para pessoas que viveram nesse tempo (que não ela que já nasceu em 90) relembrarem coisas da sua infância. 

Eu também já tinha reparado nas publicidades das paragens de autocarro, e tinha apanhado uma reportagem com o jovem ator e personagem principal, Tiago, no programa da manhã da Antena 3.


Disseste-me também que havia uma personagem que te fazia muito lembrar de mim porque tal como eu também falava muito!

Eu gostei bastante da série. Foi interessante recuar no tempo, às eleições provavelmente mais épicas da democracia portuguesa em que os comunistas, na segunda volta, apoiaram o mal menor Mário Soares do PS, para o que facho de direita Freitas do Amaral (CDS, e apoiado pelo PSD) não chegasse à presidência. E, se nos primeiros episódios, o interesse residia em saber se o puto bem comportado conseguia cair nas boas graças da miúda gira e na batalha que se disputava entre os pais que, à semelhança de Romeu e Julieta, se odiavam porque apoiavam candidatos opostos.

Entretanto a meio da série comecei a achar que as personagens principais (Tiago e Marta) começaram a apagar-se, ao passo que começavam a destacar-se, e até tinham mais graça, o Sérgio (o metaleiro) e a Patrícia (a gótica) e até o radialista que trabalhava no videoclube, um negócio em expansão na altura. 
Acho que era óbvio que seria o Sérgio, o metaleiro, que te fazia lembrar de mim porque de facto ele falava imenso! Agora se era tanto como eu, isso já só tu podes dizer!

# Coisa que Me Lembram de Ti

Affaire Satânico!


Não Saber Escrever o Nome do Próprio Carro que se Tem!

Um vendedor de Oeiras, está a vender no OLXulos, com destaque pago e tudo, um todo terreno de marca Geep!  


Como é que os Ricos Decapitam os Governos de Esquerda (para Totós!)

A Conspiração

"Tal como o Candidato tinha previsto, os socialistas, aliados com o resto dos partidos de esquerda, ganharam as eleições presidenciais. O dia da votação decorreu sem incidentes numa luminosa manhã de Setembro. Os de sempre, acostumados ao poder desde tempos imemoriais, ainda que nos últimos anos tivessem visto as suas forças debilitar-se muito, preparavam-se para celebrar o triunfo com semanas de antecipação (...)

O senador Trueba seguiu a votação na sede do seu Partido, com perfeita calma e bom humor, rindo-se com petulância quando algum dos seus homens se punha nervoso com o avanço indissimulável do candidato da oposição. Antecipando-se ao triunfo, tinha quebrado o seu luto rigoroso pondo uma rosa vermelha na lapela do casaco. Entrevistaram-no para a televisão e todo o país pode escutá-lo: "Ganharemos nós, os de sempre", disse com soberba, e logo convidou a um brinde pelo "defensor da democracia". 

À meia-noite soube-se que tinha ganho a esquerda. Num abrir e fechar de olhos, os grupos dispersos engrossaram, incharam, estenderam-se e as ruas encheram-se de gente eufórica que saltava, gritava se abraçava e ria. Ataram tochas e a desordem das vozes e o vaivém da rua transformou-se numa alegre e disciplinada comitiva que começou a avançar até às bonitas avenidas da burguesia (...) 

- Disse-te que ganharíamos às boas, Miguel! - riu Alba. 
- Ganhámos mas agora há que defender o triunfo - replicou. 
No dia seguinte, os mesmos que tinham passado a noite de vela aterrorizados nas suas casas saíam como uma avalancha enlouquecida e tomaram de assalto os bancos, exigindo que lhes entregassem o seu dinheiro. Os que tinham algo de valioso, preferiram guardá-lo debaixo do colchão ou enviá-lo para o estrangeiro (...)

Trueba estava mais surpreendido que que furioso (...)

- Uma coisa é ganhar eleições e outra muito distinta é ser presidente - disse misteriosamente aos seus chorosos correlegionários.  
A ideia de eliminar o novo Presidente, no entanto, não estava ainda na mente de ninguém, porque os seus inimigos estavam seguros que acabariam com ele pela mesma via legal que lhe tinha permitido triunfar. Isso era o que Trueba estava pensando. No dia seguinte, quando foi evidente que não havia que temer a multidão festiva, saiu do seu refúgio e dirigiu-se a uma casa de campo nos arredores da cidade, onde houve um almoço secreto. Ali se juntou com outros políticos, alguns militares e com os gringos enviados pelo serviço de inteligência, para traçar o plano que derrubaria o novo governo: a desestabilização económica, como chamaram à sabotagem (..)




Todos eles, menos os estrangeiros, estavam dispostos a arriscar metade da sua fortuna pessoal na empresa, mas só o velho Trueba estava disposto a dar também a vida. 
- Não o deixaremos em paz nem um minuto. Terá que renunciar - disse com firmeza. 
- E se isso não resultar, Senador, temos isto - acrescentou o general Hurtado pondo a arma do regulamento sobre a toalha. 
- Não nos interessa um golpe militar, general - respondeu o agente da embaixada no seu correto castelhano. - Queremos que o marxismo fracasse estrondosamente e caia por si, para tirar essa ideia da cabeça dos outros países do continente. Compreende? Este assunto vamos resolvê-lo com dinheiro. Ainda podemos comprar alguns parlamentares para que não o confirmem como presidente  Está na sua Constituição: não obteve a maioria absoluta e o Parlamento deve decidir. 
- Tire essa ideia da cabeça , mister! - exclamou o senador Trueba. 
- Aqui não vai conseguir subornar ninguém! O Congresso e as Forças Armadas são incorruptíveis. É melhor destinar esse dinheiro para comprar todos os meios de comunicação social. Assim poderemos manejar a opinião pública, que é a única coisa que na realidade conta. 
- Isso é uma loucura! A primeira coisa que os marxistas vão fazer é acabar com a liberdade de imprensa! disseram várias vozes em uníssono.
- Acreditem-me cavalheiros - respondeu o senador Trueba. - Eu conheço este país. Nunca acabarão com a liberdade de imprensa . Além disso esta nos seu programa de governo, jurou respeitar as liberdades democráticas.
Apanhá-lo-emos na sua própria armadilha .
O senador Trueba tinha razão. Não conseguiram subornar os parlamentares e no prazo estipulado pela lei a esquerda assumiu tranquilamente o poder. E então a direita começou a juntar os ódios (...)

A direita realizava uma série de ações estratégicas destinadas a destruir a economia e a desprestigiar o governo. Tinha nas suas mãos os meios de difusão mais poderosos e com a ajuda dos gringos, que destinaram fundos secretos para o plano de sabotagem. Em poucos meses puderam-se apreciar os resultados. O povo encontrou-se pela primeira vez com dinheiro suficiente para cobrir as suas dificuldades básicas e comprar algumas coisas que sempre desejara, mas não o podia fazer, porque os armazéns estavam quase vazios. Tinha começado o desabastecimento, que chegou a ser um pesadelo coletivo. As mulheres levantavam-se ao amanhecer para ficarem de pé nas longas bichas onde podiam comprar um magro frango, meia dúzia de fraldas ou papel higiénico. 
Produziu-se a angústia da escassez, o país estava sacudido por ondas de rumores contraditórios que alertavam a população sobre os produtos que iam faltar e as pessoas compravam o que houvesse, sem medida, para prevenir o futuro.... 


sábado, 13 de outubro de 2018

Por que é que a Despesa do Estado Não Diminui Se os Funcionários Públicos Têm Cortes e não São Aumentados Há 10 Anos?

Se calhar é por causa deste tipo de coisa:

"Este país, tornou-se num país de outsourcing’s.
Aliás, quando me falam da despesa pública com a saúde e a educação, apetece-me perguntar-lhes.
O Estado nos últimos sete anos despachou mais de 70.000 funcionários públicos para a reforma, ou para o desemprego (contratados).
Os ordenados dos que ficaram, e as reformas dos que saíram para a aposentação foram reduzidos pelos cortes ou pela via fiscal. Nem no ano de 2018 ainda não estarão como estavam em Janeiro de 2010, por causa dos escalões de IRS.
Mas a despesa continua intacta. Ou reduziu pouquíssimo.
E qual a razão?
Ah, é culpa do chulo do funcionário público!
Ou talvez não.
É a empresa de limpeza e o catering nas escolas. Mas o pior é que a limpeza vale pouco, e a comida uma boa bodega. Perguntem aos putos? Nalgumas até a Segurança é privada. Universidades e Politécnicos em especial.
Nos hospitais, idem. É limpeza, o catering, e a Segurança. O velho electricista, canalizador ou trolha que ia fazendo a manutenção, conservação, e tapando os buracos deixou de existir para dar lugar aos ajustes directos. Até os espaços públicos, jardins são arranjados por empresas outsourcing.
Qualquer dia vamos ao balcão das Finanças da nossa residência fiscal, e em vez do funcionário que nos habituámos a consultar, está uma menina dos CTT para nos atender, informando-nos que os CTT tinham ganho o concurso público para cobrar os impostos.