domingo, 19 de maio de 2019

Alphaville é um bom nome para um Motel

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- Boa pergunta. Creio que foi o patrão que escolheu o nome. É preciso ver que os nomes dos love hotels não querem dizer nada. Afinal, trata-se de um local onde homens e mulheres se encontram para aquilo que toda a gente sabe. Tudo o que é preciso é uma cama e uma casa de banho. Toda a gente se está nas tintas para o nome, desde que lhes cheire a love ho. Porque perguntas?
- Ahphaville é o título de um dos meus filmes preferidos. De Jean-Luc Godard.
- Nunca ouvi falar.
- É um velho filme francês dos anos 60.
- Deve ser daí que vem o nome. Da próxima vez que estiver com o patrão, já lhe pergunto. Quer dizer o quê, Alphaville?
- É o nome de uma cidade imaginária do futuro - explica Mari. - Uma cidade algures na nossa galáxia. 
- Nesse caso, trata-se de um filme de ficção científica? Como A Guerra das Estrelas?
- Não, não tem nada que ver com A Guerra das Estrelas. A acção e os efeitos especiais são coisas que não existem. Como explicar? É um filme abstracto, mais conceptual. A preto e branco. Povoado de diálogos. Passa muito nos cinemas de arte e ensaio...
- Conceptual? E isso quer dizer o quê?
- Por exemplo, em Alphaville, as personagens que choram são presas e executadas em público.
Porquê?
Porque em Alphaville as pessoas não podem ter sentimentos profundos. Como tal, não existe amor. Assim como não há lugar para a ironia nem para a contradição. Tudo se resume a fórmulas matemáticas, de maneira concentracionária.
Kaoru franze a testa.
- Ironia?
- Ironia é quando as pessoas se observam a si mesmas e analisam os outros à luz de um olhar objetivo, para aí descobrirem o lado cómico e grotesto da coisa. 
A explicação de Mari deixa Kaoru pensativa.
- Não se pode dizer que compreenda lá muito bem - confessa ela. - Diz-me uma coisa: e em Alphaville, existe sexo?
- Sim, há sexo em Alphaville.
- Sexo não implica amor nem ironia. 
- É isso.
Divertida, Kaoru solta uma gargalhada.
- Pensando bem, Alphaville é um nome bem achado para um hotel de amor.   

After Dark - Os Passageiros da Noite / Haruki Murakami (2007)

Dinheiros Públicos Vão Ser Obrigados a Usar Chip

Imagem emprestada da net
Um dos principais problemas da economia portuguesa é a corrupção, a lavagem de dinheiro, a fuga ao fisco, o desvio de dinheiros públicos para o bolso dos privados. 

Em face deste cancro que nos torna a todos mais pobres, fazendo por outro lado engordar os mais ricos, e depois do escândalo das declarações de Joe Berardo na Comissão de Inquérito à Caixa Geral de Depósito, a coligação de Esquerda no Parlamento acaba de fazer aprovar, à semelhança do que já se passa com os animais de "companhia", o uso do Microchip nos dinheiros públicos. 

A partir de agora facilmente qualquer empresário ou contribuinte que ande a criar Fundações para fugir ao fisco será apanhado. Toda e qualquer tentativa de lavagem de dinheiro será imediatamente descoberta e responsabilizará o seu verdadeiro dono. Todo e qualquer dinheiro público que for inadvertidamente parar ao bolso de qualquer empresário privado, de imediato será descoberto e será forçosamente obrigado a voltar à esfera pública.

Espera-se que, com esta medida os ricos comecem a pagar impostos e a economia portuguesa comece a crescer 50% ao ano. Em face disso já foi anunciado um salário mínimo de 1500€ mês bem como um aumento nos dias de férias, que passarão dos atuais vinte e dois para trinta e cinco dias. O horário de trabalho passará a ser de, tanto no público tal como no privado de cinco horas por dia.

sábado, 18 de maio de 2019

Qual o Partido com que Mais te Identificas nas Eleições Europeias 2019?

Vale o que vale (porque uma coisa são as propostas ou aquilo que os partidos defendem em teoria e depois o que fariam na prática), mas não deixa de ser curioso fazer o questionário do jornal PÚBLICO  e depois ver os resultados, sem estarmos condicionados por cores ou simpatias deste ou daquele partido ou  desta ou daquela pessoa. Os meus resultados fazem bastante sentido, situando-me mais perto do PAN,  LIVRE, PS e BE  e extremamente distante do populista-salazarista BASTA: