quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Presidenciais 2026: Os Bons e os Vilões

 


Vi zero debates, vi zero tempos de antena. 
O meu candidato foi escolhido no momento exato em que avançou e chama-se António Filipe. 
Para mim é de longe o melhor, com o perfil certo para presidente da república. 
É a primeira vez que votarei num candidato apoiado pelo PCP. 
Bloco de Esquerda e LIVRE andaram a nanar, como que à espera de um salvador da pátria que nos viesse salvar numa manhã de nevoeiro e, quando acordaram (depois do Não de Sampaio da Nóvoa) avançaram com candidaturas próprias para medir pilinhas. Jorge Pinto ainda conseguiu anunciar que desistia para apoiar Seguro e depois deu o dito por dito!

Entretanto dizia-se que o Capitão Iglo - que disse que não tinha jeito nenhum para a política e que se enforcava se caso um dia se metesse nessas coisas - iria vencer facilmente as presidenciais à primeira volta, quando facilmente toda a gente percebeu que ele mesmo era o seu pior inimigo e bastaria dar-lhe um microfone e deixá-lo falar. 

Durante toda a minha vida subscrevi uma só candidatura e foi agora, com Manuel João Vieira! Por isso coloco-o no lote dos bons. Diz, a brincar, coisas muito sérias. 

Os candidatos bons são António Filipe, Catarina Martins, e Manuel João Vieira. 

Os vilões, os piores dos piores são: Cotrim, Ventura, Mendes e o almirante que se queria enforcar. 

Os maus? Eu não votos nos maus para impedir os vilões de chegarem ao poder. Eu voto SEMPRE no melhor. 


Lições do Meu Avô: Significado de Falência

O meu avô, que mal sabia ler e escrever mas que foi para mim uma referência moral, explicou-me certa vez:

- "Sabes o que é uma falência?
É tirar o dinheiro dum bolso e metê-lo noutro" (sem pagar o que se deve).



sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Presidenciais 2026

Pergunta para um milhão de euros colocada pelo monárquico Miguel Esteves Cardoso e que deveria fazer corar todos os partidos de esquerda:



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Era Isto Que Eu Gostava Que a IA Fizesse Por Mim

Ainda Há Esperança na Humanidade

A psicóloga quis conversar comigo na véspera da consoada de Natal porque seria o primeiro Natal que eu passaria sem a minha mãe. Falei-lhe de natais da minha infância, das saudades das mesmas conversas do meu avô e do madeiro que punha a arder. expliquei-lhe que sempre odiei esta época de excessos, de hipocrisia e consumismo. Uma época em que todos se lembram dos outros e até oferecem prendas a quem não gostam, e até os sem abrigo podem comer nestes para que depois se esqueçam deles no resto do ano. Se tivesse que passar este dia sozinho, acho que iria ser um dia como todos os outros em que estou sozinho, provavelmente a comer as mesmas coisas que cozinho no resto dos dias. Mas, felizmente, tive alguns convites para passar a consoada, ainda que, como esperado, nenhum de familiares. 

Depois de há dois anos ter esperado cerca de duas horas numa pastelaria, tendo inclusivamente de subir umas escadas em caracol do prédio e ficar numa sala andando aos passinhos muito pequeninos, e ter trazido um bolo-rei para casa que estava completamente recesso (aconteceu o mesmo a um colega de trabalho) e ter prometido que nunca mais compraria um bolo-rei, eis senão quando sou convidado para passar a ceia de Natal em casa da família de uma amiga... 

Ó diabo, pensei, tenho de comprar umas coisas para levar!

E, por recomendação, tentei encomendar ainda on-line nesta pastelaria do centro do Porto, mas já não aceitavam encomendas. Consegui uma cunha, porque esta pastelaria fica mesmo perto de casa da pessoa que me aconselhou a comprar lá, e então, às 9h da manhã do dia de consoada ainda iriam ter alguns bolo-rei para vender na loja. E foi assim que ainda consegui comprar um, que veio conjuntamente com um bolo Gaspar ("O Gaspar [26€/kg] é uma criação nossa. Usamos a nossa massa de bolo-rei, sem fruta cristalizada mas com uma selecção muito criteriosa de frutos secos, à qual adicionamos o nosso doce de ovo e apontamentos de chila - ingredientes que o tornam num bolo muito interessante e muito rico”) e ainda comprei mais uns doces conventuais. 


E a avaliação não poderia ser melhor, é um bolo-rei a saber a bolo-rei da minha infancia. Ou seja, ainda há esperança na humanidade. E o Gaspar também é uma delícia. 

P.S: O que não consigo entender é esta recente paranoia pelas pastelarias. Há quinze ou vinte anos eu simplesmente saía do trabalho, na Areosa, e no dia 24 de dezembro, passava numa pastelaria da baixa do Porto e poderia trazer para casa o que me apetecesse. Hoje em dia é o fim do mundo....