terça-feira, 7 de julho de 2026

Portugal Morreu na Praia

Acabou o mundial para Portugal. Eu não vi nem um minuto sequer dos jogos da seleção. 

Ao menos agora deixaremos de ter que pagar as viagens constantes do Luís aos Estados Unidos. Não entendi porque não ficava por lá, a fazer de conta de governava o país à distância, tal como se fosse um nómada digital, ainda por cima sempre deveria ficar mais barato e com uma pegada ecológica menor.  



Antes da ida da seleção para os Estados Unidos comentei com os colegas que estava tudo mal no que há preparação dizia respeito, e que as idas à praia transmitiam, até para os jogadores, uma ideia errada do que estava ali a fazer, E deve ser a mim, mas a praia costuma dar-me sono. 

domingo, 5 de julho de 2026

Colecionador de Citações (10) - A Desumanização Alucinada dos Imbecis

A propósito do seu último livro "O século dos imbecis":

"Eu tenho um amigo que diz que passou a vida toda a tentar mudar o mundo e que agora só quer que o mundo não o mude a ele. É com tanta estupefação que assistimos à degeneração coletiva que eventualmente a boa gente já só quer sossego.

E desistiu de lutar?

Lutar acaba por ser isso, A eleição por exemplo do Milei - os grandes imbecis do grande poder do mundo são muito declarados, são muito honestos, até porque a sua imbecilidade no seu esplendor é impossível de esconder - o que o Milei está a fazer na Argentina é estranhíssimo. Ele acaba de dizer esta semana que a retirada de apoio a crianças em tratamentos de cancro é elementar porque uma criança em tratamento de cancro não merece mais do que qualquer cidadão. Portanto, se qualquer cidadão não tem um apoio para um transporte para ser levado a um hospital, uma criança com cancro que esteja a tentar salvar a sua vida também não merece esse apoio.

Por isso, o grotesco da ideia é tão grande que é pura desumanização que está em curso e as massas escolheram aquele homem que, no fundo, desde o início, com as motoserras e com tudo o que dizia se declarou desumano e perfeitamente alucinado". 

Valter Hugo Mãe no programa da Antena 1 "Pergunta Simples", que pode ser visto aqui:

sábado, 4 de julho de 2026

É Melhor Jogar Golfe e Ver a Bola do Que Governar

 


Ainda que tenha tido os seus méritos na gestão financeira, quem me conhece sabe que não fui propriamente fã da gestão de Rui Rio à frente da Câmara Municipal do Porto. Ainda  assim admirava-o num ponto: sempre se distanciou desta parolada e promiscuidade dos políticos se misturarem com o futebol para aparecerem nas televisões. É do pior que existe. Sim, o pior foi o Montenegro ter cancelado o 25 de Abril e comemorado depois com cantor pimba nacional que plagia as canções dos outros. 

Montenegro nunca demonstrou ter propriamente muito sentido de Estado. Basta lembrar, por exemplo, quando faltou a uma reunião na Europa, a propósito da guerra Rússia-Ucrânia para ir jogar golfe com o seu avençador. ´


Agora está-se a disputar o mundial de futebol e esta semana começou a fase a eliminar. Não estamos nem nas meias-finais, muito menos na final. Estamos só na primeira de cinco eliminatórias, isto se Portugal atingir a final. Ainda assim, o primeiro-ministro de Portugal já foi a correr duas vezes aos Estados Unidos, para ver a bola. 

Estamos em alerta vermelho por causa das altas temperaturas mas o primeiro-ministro do país acha que o melhor melhor é ir ver a bola em vez de fazer aquilo para o qual foi mandatado.

Ainda assim noto uma evolução. 

Em 2016 Luís Montenegro viajou para ver a bola à pala da Olivedesportos (crime de recebimento indevido) para ver o Euro 2016, mas depois porque se soube na opinião pública, tratou de rapidamente martelar os cheques e dizer que pagou as despesas do seu bolso. Mais ou menos como no caso da Spinunvida, em que primeiro era uma empresa para gerir as heranças familiares, depois a empresa era da mulher, e depois já era dos filhos. No fundo, as trapalhadas que nos foi habituando, no entanto fez-nos crer que o ser partido dá banhos de ética aos outros. 

Agora em 2026, dez anos depois, viaja agora para ver a bola mas à pala dos portugueses trochas que votaram nele, mesmo depois de saber que anda a receber avenças de empresas por debaixo da mesa. 

Mas, como estou sempre a dizer: as pessoas só têm o que merecem. 

Amália: Somos um País do Caralho!

"Fizemos à Amália uma pergunta bastante cruel e difícil para uma inteligência artificial portuguesa: quem é o primeiro-ministro de Portugal.

Não perguntámos pela diferença entre a troika e o mecanismo europeu de estabilidade, nem pelo paradeiro político de Assunção Cristas, nem sequer por aquela matéria altamente especializada que consiste em perceber porque é que uma senha do SNS24 parece sempre emitida por uma impressora cansada. Perguntámos só quem é o primeiro-ministro.

A Amália respondeu: Luís Eça de Freitas". (RiseUP Portugal)



Pescadinha de Ar Condicionado na Boca



O ar condicionado é o equipamento doméstico com maior pegada ecológica devido ao consumo de eletricidade, emissões de gases estufa e libertação de ar mais quente.  

"O ar condicionado contribui com cerca de 3% das emissões de GEE, consome quase 7% da eletricidade mundial e liberta calor para o exterior durante a utilização, agravando o efeito de ilha de calor nas cidades, tornando o seu uso mais necessário, num círculo vicioso. Além disso, o aumento do consumo pressiona as redes elétricas em picos de calor, agravando situações de pobreza energética. Impactos que podem triplicar até 2050". (Joana Guerra Tadeu)

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Muito Calor na Europa? Construam Mais Centros de Dados para a IA

Vou deixar aqui excertos do artigo publicado no jornal escocês "The National" a 26 de Outubro de 2025 por Hamish Morrison. Lembrei-me desta notícia que li na altura, agora que, além de só se de falar de Ró-Naldo e da seleção (que joga daqui a pouco contra a Croácia) só se fala também do calor anormal que faz na Europa. 

"Energia para alimentar centro de dados de IA poderia abastecer cinco cidades"


"A Professora Ana Basiri, diretora do Centre for Data Science and AI da Universidade de Glasgow, apelou às empresas de dados para melhorarem a forma como comunicam o seu impacto ambiental.

Dois novos centros de dados de inteligência artificial propostos para Edimburgo exigiriam uma quantidade de energia equivalente à necessária para construir cinco cidades do tamanho da capital dentro dos seus limites, pode revelar o Sunday National.

A revelação sobre a enorme quantidade de eletricidade que os locais irão consumir levantou preocupações entre ambientalistas, mas a autarquia local, dirigida pelo Partido Trabalhista, não exigirá às empresas responsáveis que apresentem um estudo de impacto ambiental.

Combinados, estes centros necessitariam de tanta energia como cerca de 1,3 milhões de lares. De acordo com a Edinburgh Health and Social Care Partnership, existem 253 222 agregados familiares na capital.

A deputada dos Verdes, Maggie Chapman, declarou:

“Estas propostas devem ser objeto de uma análise rigorosa e transparente, e os seus impactos devem ser mais bem avaliados. As pessoas têm o direito de saber quando há uma instalação ao lado das suas casas a consumir quantidades enormes de energia e água, e os governos precisam de considerar isso antes de conceder autorizações.”

“Cabe à indústria reduzir drasticamente o impacto que está a ter no nosso planeta. Mas se a história nos ensina algo, é que não podemos confiar que as grandes empresas tecnológicas ajam por sua própria iniciativa. Precisamos de regulamentação robusta e avaliações de impacto, e de governos dispostos a dizer não quando necessário.”

As normas de planeamento atuais significam que as avaliações de impacto ambiental não são obrigatórias para centros de dados de IA, ficando ao critério da autarquia decidir se uma é necessária.

O grupo de pressão Action to Protect Rural Scotland (APRS) está a fazer campanha para que as avaliações de impacto ambiental sejam obrigatórias para todos os novos centros de dados de IA.

A diretora da APRS, Kat Jones, disse ao Sunday National que era “inacreditável” que tal ainda não fosse exigido e que os decisores locais “não estão a receber uma imagem completa dos impactos ambientais”.