domingo, 13 de setembro de 2026

A Minha Análise ao Resultado do PISA

Em 2007 deram máquinas de calcular às crianças e agora estão muito surpreendidos que elas não tenham cálculo mental.  Não satisfeitos, introduziram os tablets e smartphones, IA e o diabo a sete, e agora estão todos chocados que os alunos regrediram vinte anos. 

Obviamente que isto não é assim tão simplista. Há muitos mais fatores e eu nem sei o que se passa agora nas escolas. Parece-me que o facilitismo de passar alunos sem saber, alunos sem professores, e professores desmotivados também não ajudará grande coisa. 


Excerto da entrevista a Andreas Schleicher, hoje, no Público, comparando com o que se passa na China, país que saltou para o nº 1 nos resultados do PISA ao lado de outros países asiáticos:

"Volto ao meu primeiro ponto: a perda de rigor. Muitas crianças conseguem fazer muito melhor do que aquilo que se pensa. Se dissermos: “Está bem, como vens de uma família pobre, vou facilitar-te as coisas”, estamos a prestar um péssimo serviço a uma criança. Na Ásia, dizem sempre:

“Vens de uma família com dificuldades, tens de te esforçar mais do que toda a gente; vou apoiar-te melhor e vou dar-te os melhores recursos.” E eles conseguem. Temos alunos das regiões mais desfavorecidas da China que têm melhores resultados do que os alunos de meios privilegiados em Portugal.

Mas faz sentido comparar os países europeus com a China?

Sim. Acho que há muita coisa que podemos aprender com a China. Por exemplo, a confiança em cada criança. Na China não se nota o impacto da origem social como em Portugal. As crianças, incluindo as mais pobres, têm um desempenho quase tão bom quanto o das crianças abastadas. A segunda lição que se pode aprender com a Ásia é que o seu professor vai estar mesmo interessado em saber quem você é, quem quer ser e vai acompanhá-lo nesse percurso. Em Xangai fi quei impressionado quando vi professores que conseguem contar a história de vida de cada criança da turma.

Com turmas muito grandes.

O problema não é o tamanho da turma. Numa das regiões mais pobres da província chinesa de Yunnan, perguntei a uma professora: “Como é que consegue que os pais a ajudem tanto?” E ela disse: “Bem, todas as semanas falo com eles uma ou duas vezes.” Perguntei: “Como é que se faz isso? Tem 50 alunos na turma e fala com todos os pais.” Ela respondeu: “Se não tivesse os pais a ajudar-me, não conseguia fazer o meu trabalho.”

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A Estúpida Romantização do Trabalho

Aprendi com o Miguel Esteves Cardoso que a palavra trabalho significa torturar. 
Estamos em 2026 e romantiza-se o trabalho porque, afinal, até se pode ser feliz a ser torturado.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Colecionador de Citações (12) - Sozinhos Somos Mais Fracos


"O que a vida nos ensina é que quando nos juntamos uns aos outros, somos tão mais fortes. É isso que irrita os maus do mundo, que nos querem mais sozinhos e solitários porque assim nos manobram melhor".  (Eduardo Sá)
 
A grande mentira dos dias de hoje - além de terem metido na cabeça dos pobres que a culpa do seus estado é de outra minoria ainda mais pobre - é terem convido, principalmente os mais jovens, que com fé foco, sozinhos, e com "resiliência", claro!, que vão conseguir todos os seus objetivos. 

Quanta ingenuidade. 

domingo, 6 de setembro de 2026

Kuni - Künne - König - Kuning - KönigLöwe - Königvs

Não se diz Konigves. É Kö-ni-gus. 
Eu sei porque fui que inventei! 


 Excerto do livro "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado" de Engels.

Tenho Muita Pena dos Espanhóis

Há dois anos, aquando das legislativas, andavam por aí uns cartazes populistas do PSD - partido fundado por Sá Carneiro que disse que o PSD era um partido de esquerda e não tinha nada que ver com as forças de direita e quis, inclusive, que o partido integrasse a Internacional Socialista - com a frase "O socialismo empobrece". E até me dei ao trabalho de fotografar este cartaz para memória futura. 

 

E a verdade é que o PS - que não tem nada de socialista - saiu do governo e, oito anos depois, o PSD foi novamente para a gamela do poder junto com o CDS, sendo o país liderado pelo CEO da Spinunviva que, nas horas vagas, entre jogar gold com o dono da Solverde e ir aos jogos de futebol nos Estados Unidos, faz de conta que governa o país. 

E, agora mesmo, enquanto folheava os jornais, tropecei numa reportagem em que um empresário português fez 200Km para ir abastecer a Espanha e conseguir poupar 150€! 


E pus-me a pensar na vida miserável que os espanhóis devem viver, sob um regime socialista de um governo que é uma espécie de Geringonça entre o PSOE e o Bloco de Esquerda lá do sítio. 

Salário mínimo de 1200€; garrafa de gás a 10€ e gasóleo a menos 45 cêntimos do que em Portugal, coitados. Deve mesmo ser horrível viver num regime socialista!

Nós por cá é que estamos bem.