Multi Ω Resistente
"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
O Maior Analista Político do País
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
A Melhor Reflexão em Véspera da 2a Volta das Presidenciais
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Antes que Janeiro Acabe
Todos os inícios de ano lembro-me que deveria comprar uma agenda, principalmente porque gosto de escrever em papel e não gosto muito dos calendários digitais. Mas depois sei que, e definitivamente não é de agora, acabo por não a usar como deveria e a maioria das páginas ficará em branco. E é uma tristeza que assim.
E tantas coisas que tenho eu para tomar nota como: as datas dos jogos da nossa equipa, dos meu torneios de veteranos, das injeções, das consultas médicas, dos aniversários, além, como é lógico, de todas as outras coisas normais do dia-a-dia, e talvez até gostasse de fazer da agenda um mini diário.
Tudo isto só para dizer que passaram dez anos que uma leitora deste blog simpaticamente me enviou uma agenda... Dez anos!, e parece que foi ontem que ela aqui deixou o seu primeiro comentário.
Tenho saudades tuas, Seguidora Fantasma. Onde quer que estejas, espero que estejas bem.
Dizem Todos Mal do "Socialismo" Até Ficarem Sem Telhado
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
A Geração Atual
domingo, 25 de janeiro de 2026
Olá Doutora, Como Está?
"Olhe que não, doutor, olhe que não"!, é uma conhecida expressão de Álvaro Cunhal no célebre debate que teve com Mário Soares em 1975.
Não é de agora. Há alguns anos que, na brincadeira, trato toda a gente por Doutor(a) - "como está, doutor(a)? - influência das brincadeiras no penúltimo emprego em que muito se falava de política.
Estávamos no final do milénio passado. Eu vestia preto e calçava Doc Martens 365 dias por ano. Quando a conheci, ela tinha o cabelo pelas orelhas e usava umas calças de ganga rotas nos joelhos e, por vezes, roupas do irmão.
Ela achava que eu era uma espécie de Deus grego e que depois de termos começado a namorar seria roubado por uma gótica ou metaleira toda boa!
Já eu comecei a sentir alguma insegurança quando ela foi para a universidade. Eu era cinco anos mais velho e estava a meio de um curso técnico-profissional, pós 12º, de três anos. Não é que me tivesse em má conta, porque aos vinte anos até era um jovem eloquente, bem falante e minimamente culto, pelo menos acima da média medíocre. Mas ela ia para uma universidade, na altura ainda não era uma coisa assim tão comum, e eu imaginava um local de jovens cultos, de boas famílias, ainda por cima ela tinha entrado numa privada. Se ela temia que uma gótica boazuda eu temia alguém mais culto do que eu (e quão errado isto haveria de ser).
Uns oito ou nove anos depois - estamos agora no final da primeira década do século XXI - e cada um já tinha seguido caminhos diferentes. A primeira mulher que, para minha grande estranheza voltou-me a tocar - aquela mão nas minhas costas não era a mão que habitualmente me costumava tocar - era uma jovem metaleira, universitária, que trabalhava num bar.
Saímos bastantes vezes, fomos a muitos concertos juntos. Até era bastante curioso, porque ela depois começou a namorar, mas nós continuamos a sair, e algumas pessoas terão pensado que ela seria minha namorada. Só que, não. Na verdade, e pensando bem, eu sempre tive mais fama do que proveito, mas, como dizia a outra, isso agora também não interessa nada.



