"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
Não podia acreditar no que estava a ver! Alguém partilhava umas daquelas muitas coisas que se partilham no Twiiter que nos passam ao lado. Ainda por cima era no Brasil. Simplesmente não interessa e passamos à seguinte publica... ção... Alto! Pára tudo! Está ali um jornalista (deixa ver melhor) da Rádio Itatiaia com uma t-shirt de Morbid Angel do primeiro álbum Altars of Madness?! Uau! Respeito!
Olho mais para cima e... não pode ser!! É o Marshall Erikson de How I Met Your Mother! É jornalista numa rádio brasileira e é grande fã de Death Metal!
A música que hoje se colou ao meu cérebro foi: "Resist" do David Fonseca.
Apanhei-a de manhã na Antena 3, no carro a caminho do trabalho e alojou-se no cérebro o dia todo.
Gosto muito da voz da menina que o David convidou para a gravar com ele. Ele conheceu a Alice Wonder no Instagram porque era a amiga de uma amiga: "Ela é uma miúda (que parecia ter 16 mas tem 21 anos) com uma (linda) voz de velha".
(A fazer-me lembrar a mim o Ian Curtis de Joy Division, que morreu com 23 anos, e que, no meu entender, era outro jovem com voz de velho).
... Tu e eu nunca poderemos ser um, sim
Nós tentamos fugir, mas tu és tão difícil de resistir
Nós separamo-nos porque pensamos que era o que estava certo
Mas agora nenhum de nós pode dormir à noite, oh não
Eu senti que era difícil para ti, mas era mais do que já sabia
Tão vicioso, tão verdadeiramente repetitivo
Tu não te vais livrar de mim, bem, eu não consigo livrar-me de ti
Um de nós deve saber, devemos ficar, devemos ir ?,
Tão vicioso e altamente supersticioso
Tu és tão difícil de resistir, agora por que é que eu te continuo a resistir?
Um de nós deve saber, devemos ficar, devemos ir ?,
Por que é que eu te continuo a resistir?
"Resist" / David Fonseca (com Alice Wonder) / 2018
É sempre engraçado quando nos convidam a ir ver um concerto de alguém que nem sequer tínhamos ouvido falar. Sim, eu gosto de Doom Metal e Kate Bush não é das piores coisas. Os dois juntos é que não sabia como ia resultar. Mas há muito que não ia a um concerto.
Gostei, principalmente do ritual; do ir a um concerto. E da companhia, obviamente.
Do concerto propriamente... Bom... Casa da Música; bilhete caro. Esperava mais. Esperava algo decente, com qualidade. Já lá tinha estado mas há uns dez anos. Desta vez um som de merda. Um calor insuportável que mais parecia uma sauna. Lá fora chovia mais que na noite da tempestade e fazia imenso frio. Lá dentro estava-se a ver quem era eleita a Miss Tshirt Molhada. Eu acho que estava bem lançado pois se torcesse a roupa ela devia pingar bastante. E só isto tudo já me deixou um bocadinho irritado. Já não tenho paciência para certas coisas. E ao vivo afinal a menina não soa tanto Kate Bush...