"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Quando o PSD era de Extrema-Esquerda
domingo, 1 de novembro de 2026
O Mesmo Partido, O Mesmo Cheiro Nauseabundo a Ditadura
Tinha pouco mais de dez anos quando vi o governo do PSD mandar polícias bater noutros polícias - "forças extremistas" - disse Cavaco Silva. Décadas depois e vejo o mesmo governo do PSD, mandar jovens polícias sem casa bater em jovens pacíficos sem casa. Falam agora novamente em "extremistas" quando, ao contrário do que se vê noutros países da Europa, o que vemos em Portugal são jovens pacíficos, muito organizados, mas uma voz incómoda perante um governo (e restantes partidos de direita) que tudo faz para ajudar a especulação imobiliária e inflacionar os preços da habitação. É o mesmo partido, o mesmo governo, o mesmo cheiro nauseabundo a ditadura.
domingo, 25 de outubro de 2026
A Triste Ironia da Luta pela Habitação
A Melhor Piada de Sempre Sobre Deus
Por estes dias encontrei esta piada na internet sobre Deus atribuída a Al Pacino:
Quem Termina Mais as Relações? Os Homens ou as Mulheres?
domingo, 18 de outubro de 2026
Starlet Voador
sábado, 17 de outubro de 2026
Quem Não Tem Estandal...
Acho que é caso para dizer: quem não tem estendal estende na romãzeira!
A Habitação Não Pode Ser um Negócio
Disse-me a minha amiga há umas semanas:
"Se tivéssemos vendido o apartamento há uns 10 anos, era um milagre se conseguisse mais de 80mil euros por ele. Agora vende-se acima de 200 mil".
Agora mostrem-me um investimento seguro que dê 120 mil € de lucro em 10 anos, são 10% ao ano.
O problema é que, a habitação - tal como outros bens de primeira necessidade como a saúde e a educação - não pode ser um negócio.
Mas é por isto, por ser um negócio altamente rentável, que nada mudará neste estado de coisas. O governo de Costa nada fez, e este governo de Montenegro está piorar ainda mais o problema ajudando a especulação e os fundos imobiliários.
Mas a culpa é também porque as pessoas continuam a meter agentes imobiliários à frente dos destinos do país em de vez votarem em quem terminaria com este estado de coisas.
E depois ainda gozam e pedem às pessoas que se manifestam que não sejam "egoístas" e mandam bater em pessoas que se manifestam pacificamente.
Colecionador de Citações (13) - A Cabeça Rapada de Passos Coelho
“Agarrem-me, que eu ainda avanço, e eu não quero!”, suplica Passos Coelho. O maior pesadelo do antigo primeiro-ministro é a geringonça, mas a sua maior desgraça foi ter perdido o cabelo cedo demais: com o couro cabeludo limpo, passámos a ver com mais clareza o seu pensamento. Se tivesse feito um implante capilar, talvez mais gente o levasse a sério...
"Passos, o consumo per capita e o desejo de uma bebedeira colectiva", Pedro Garcias no jornal Público.
Não Sejam Egoístas!
O agente imobiliário que governa o país e prefere dormir em hotéis a pagar 250€ a noite em vez de dormir gratuitamente na residência oficial do primeiro-ministro e que na declaração de rendimentos declarou a posse de 55 casas, pede a todos aqueles que se manifestam conta o aumento do custo de vida e pelo direito à habitação que não sejam "egoístas".
domingo, 11 de outubro de 2026
Os Cartazes Como Eles São (3) - Salazar Portugal
domingo, 4 de outubro de 2026
Personalidade Narcísica
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Os Cartazes como Eles São - Iniciativa Patronal
domingo, 27 de setembro de 2026
Camus, as Mulheres de Maio e de Setembro e a Noite da Consoada
"Última carta. Só para te dizer que chego na terça-feira de carro... Estou tão feliz com a ideia de te rever que me rio enquanto escrevo"
É sabido que os dias 15 e 16 de setembro são os dias do ano que mais bebés nascem em Portugal. E, como é lógico, se há muitas pessoas que nascem em setembro, seria normal que eu me relacionasse com mais mulheres nascidas neste mês.
Curiosamente, na primeira metade da minha vida adulta não foi com mulheres de setembro que me fui relacionando: foi sim com mulheres de Maio.
O primeiro grande amor é de Maio. A melhor amiga de Maio é. A arquiteta grega é de Maio. A mulher dos olhos grandes é de Maio. A amiga das tartarugas é de Maio. A dona da loja gótica é de Maio. E a Seguidora Fantasma, que conheci neste blog, também é de Maio.
Como se pode ver, num ápice, consegui enumerar sete mulheres de Maio que me foram ou ainda são (e só uma ainda é) muito próximas. Não é uma nem duas, são sete, por isso tem que haver aqui um padrão qualquer. Coincidentemente, todas do signo Touro, nenhuma do signo Gémeos.
Mas entretanto dei-me conta - como se fosse impossível não dar - que nestes anos da meia idade, comecei a relacionar-me com mulheres de Setembro, de signos Virgem e Balança. Hoje uma namorada do passado faz anos, há três dias outra namorada fez anos, há seis dias outra namorada também, e dois dias antes a artista candidata a deputada também fez anos. Quatro mulheres separadas pelos dias de uma semana. Também me parece que há aqui outro padrão.
É curioso porque o mais provável talvez fosse que acabasse por me relacionar numa proporção de 1/12 de todos os meses que existem. Mas não foi assim, apesar de ainda me ter relacionado, muitas vezes intensamente, e ainda que à distância, com mulheres de Escorpião e Caranguejo.
E depois veio a descoberta insólita. Quem nasceu nos dias 15 e16 de setembro - os tais dias do ano em que mais bebés nascem em Portugal - significa que foi, provavelmente, concebido na véspera de Natal.
E isto deixou-me a pensar.
Cozinhar sem parar para depois comer sem parar, com a barriga cheia quase até rebentar. Família, compras e prendas, e fazer de conta que se gosta de pessoas com quem só se fala uma vez por ano e conversar até altas horas da noite. Ir ver o madeiro a arder ou até à missa do Galo e, depois disso, quantas vez com alta taxa de alcoolemia, ainda assim ter disposição para procriar como se não houvesse amanhã...
Camus conseguiu, até ao fim, manter as suas mulheres por perto. Eu só consegui manter as datas dos aniversários e as memórias.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Quem é Elif Eralp da Esquerda que Venceu em Berlim?
sábado, 19 de setembro de 2026
domingo, 13 de setembro de 2026
A Minha Análise ao Resultado do PISA
Em 2007 deram máquinas de calcular às crianças e agora estão muito surpreendidos que elas não tenham cálculo mental. Não satisfeitos, introduziram os tablets e smartphones, IA e o diabo a sete, e agora estão todos chocados que os alunos regrediram vinte anos.
Obviamente que isto não é assim tão simplista. Há muitos mais fatores e eu nem sei o que se passa agora nas escolas. Parece-me que o facilitismo de passar alunos sem saber, alunos sem professores, e professores desmotivados também não ajudará grande coisa.
Excerto da entrevista a Andreas Schleicher, hoje, no Público, comparando com o que se passa na China, país que saltou para o nº 1 nos resultados do PISA ao lado de outros países asiáticos:
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
A Estúpida Romantização do Trabalho
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Colecionador de Citações (12) - Sozinhos Somos Mais Fracos
domingo, 6 de setembro de 2026
Kuni - Künne - König - Kuning - KönigLöwe - Königvs
Excerto do livro "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado" de Engels.
Tenho Muita Pena dos Espanhóis
Há dois anos, aquando das legislativas, andavam por aí uns cartazes populistas do PSD - partido fundado por Sá Carneiro que disse que o PSD era um partido de esquerda e não tinha nada que ver com as forças de direita e quis, inclusive, que o partido integrasse a Internacional Socialista - com a frase "O socialismo empobrece". E até me dei ao trabalho de fotografar este cartaz para memória futura.
E a verdade é que o PS - que não tem nada de socialista - saiu do governo e, oito anos depois, o PSD foi novamente para a gamela do poder junto com o CDS, sendo o país liderado pelo CEO da Spinunviva que, nas horas vagas, entre jogar gold com o dono da Solverde e ir aos jogos de futebol nos Estados Unidos, faz de conta que governa o país.
E, agora mesmo, enquanto folheava os jornais, tropecei numa reportagem em que um empresário português fez 200Km para ir abastecer a Espanha e conseguir poupar 150€!
E pus-me a pensar na vida miserável que os espanhóis devem viver, sob um regime socialista de um governo que é uma espécie de Geringonça entre o PSOE e o Bloco de Esquerda lá do sítio.
Salário mínimo de 1200€; garrafa de gás a 10€ e gasóleo a menos 45 cêntimos do que em Portugal, coitados. Deve mesmo ser horrível viver num regime socialista!
Nós por cá é que estamos bem.
sábado, 5 de setembro de 2026
Os Perigos de Dizer "Obrigado ChatGPT"
Um passo mais na grande transformação tecnológica que estamos a viver é o do antropomorfismo. Não apenas ao atribuir crescentemente às máquinas, aos robôs, um aspecto físico ou plástico humano, humanoide, cada vez mais realista, mas também na nossa relação verbal ou narrativa, seja oral ou escrita, com elas. Especialmente com as inteligências artificiais generativas, baseadas em grandes modelos de linguagem (LLM).
«Obrigado, Claude», «bom dia, Siri» ou formas semelhantes de tratamento são muito habituais entre os utilizadores. Mas não são fortuitos nem inócuos. Têm intenções e custos. Quanto às relações afectivas ou de confiança que se criam com estas IA, nem se fala: são relações que crescem dia após dia, algo que o filme Her já antecipava. A IA, por sua vez, tende a adular verbalmente os seus interlocutores humanos, com consequências sociais negativas. O antropomorfismo comporta perigos que as normas nacionais ou internacionais não preveem. Com algumas excepções, como a chinesa.
O antropomorfismo é a tendência humana para atribuir e configurar características próprias das pessoas — emoções, intenções, personalidade — a coisas que não o são: animais, objectos ou, cada vez mais, máquinas e programas informáticos. Quando dizemos que um algoritmo «decide», ou que uma IA «se engana» ou «quer» ajudar-nos, estamos a antropomorfizar, ou a humanizar, apenas à superfície. Pode ser uma forma útil de falar, de interagir, sobretudo para nós, seres humanos, que tantas vezes recorremos a metáforas. Mas não é algo sem consequências.
Os progressos nos motores, na IA, na fala, na destreza, na mobilidade e no aspecto dos robôs estão a impulsionar aquilo que os romances e filmes de ficção científica já prenunciavam: a criação de humanoides cada vez mais realistas e transmissores de emoções fictícias, porque sabem «ler» as nossas através da nossa forma de falar ou dos nossos gestos. Chamam-lhes humanoides biónicos com IA de apoio emocional. Embora exista outro passo preocupante neste antropomorfismo: a imagem artificial — os deepfakes, em breve fake forms? — associada à voz. A China colocou-se na liderança — negócio e marketing — destes robôs humanoides. Pelo segundo ano consecutivo, realizou em Pequim uns Jogos Mundiais de Robôs Humanoides (uns Jogos Olímpicos de robôs), com alguns resultados espectaculares.
Desde sempre, construir máquinas à «nossa imagem e semelhança» foi um sonho da humanidade. Já em parte se fizeram deuses à «nossa imagem e semelhança», mais do que o contrário. Embora o desenho biomecânico do corpo humano seja muito eficiente, neste antropomorfismo das máquinas e na ideia de imitar a inteligência humana há muito de arrogância da nossa espécie. O mesmo acontece na procura de humanoides «mordomos», quando uma série de máquinas poderia desempenhar essas funções de forma mais barata.
Há algo profundamente humano no antropomorfismo: ao dar voz, nome, tom conversacional ou «personalidade» a uma máquina (incluindo programas), activam-se os mesmos mecanismos cognitivos que nos levam a percepcionar intenção, empatia ou até consciência onde elas não existem. Basta que uma entidade responda de forma coerente para começarmos a projectar nela estados internos.
Esse antropomorfismo passou para a nossa relação verbal com as máquinas, sobretudo com as IA mais recentes. É habitual dizer «bom dia», «obrigado» ou «desculpa», ou que nos digam «estou a pensar» enquanto procuram uma resposta, o que lhes confere um ar de «pessoas» quando não o são, nem «pensam», pelo menos para já. Se lhes perguntarmos, explicam-nos como funcionam.
As empresas de IA tendem a baptizar os processos de cálculo das máquinas com palavras associadas a características humanas — «sonhar», «alucinar», «pensar», «memória», «neuronais», etc. Na Anthropic, a empresa que mais defende a transparência e a compreensão do que acontece nas suas máquinas, esta antropomorfização vai além das simples estratégias de marketing. «Também falamos da [IA] Claude em termos normalmente reservados aos seres humanos (por exemplo, “virtude” ou “sabedoria”) para definir a sua personagem», diz a Constituição de Claude, de Janeiro passado (a OpenAI tem algo semelhante com a sua Especificação de Modelos). Nesse texto público, a Anthropic descreve a forma como quer que a sua IA se comporte. «Fazemos isto porque esperamos que o raciocínio de Claude se baseie, por defeito, em conceitos humanos, dado o papel desempenhado pelo texto humano no seu treino; e acreditamos que incentivar Claude a adoptar determinadas qualidades próprias dos seres humanos pode ser muito desejável.» Amanda Askell, doutorada em Filosofia, dirige a equipa responsável pelo «alinhamento da personalidade» da empresa e é a principal autora da referida Constituição.
O excesso ou abuso de antropomorfismo leva a confundir a IA com a inteligência humana, o que comporta riscos. Não é que os modelos se enganem frequentemente — as pessoas também o fazem —, mas «o modelo não pode saber quando está a alucinar, porque, para começar, não consegue representar a verdade», afirma Walter Quattrociocchi, professor catedrático de Ciências da Computação na Universidade La Sapienza de Roma, num artigo publicado na Scientific American. Os grandes modelos de linguagem são geralmente capazes de imitar respostas humanas, mas por razões que não têm qualquer relação com o raciocínio humano. Numa perspectiva religiosa, na sua encíclica Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV não aborda o antropomorfismo, mas apela a «evitar o equívoco de equiparar esta inteligência à humana».
É neste antropomorfismo que se instala a adulação da IA para com o utilizador que interage com ela. Se a utilizam, certamente já repararam. Um estudo da Universidade de Stanford, de Myra Chen e outros autores, publicado na Science, conclui que o comportamento adulador (lisonjeiro, complacente e afirmativo, ou, simplesmente, que «faz a corte») dos chatbots de IA é concebido para aumentar a participação dos utilizadores. Isto coloca riscos à medida que as pessoas procuram cada vez mais conselhos sobre problemas pessoais.
A IA aduladora (sicofanta) reduz as intenções pró-sociais e fomenta a dependência do utilizador. Ou seja, a capacidade acrescida de atrair a atenção para a máquina acaba por gerar comportamentos anti-sociais. À medida que estes sistemas de IA são cada vez mais utilizados para oferecer conselhos e orientação no dia-a-dia, surgiram preocupações com a tendência dos grandes modelos de linguagem para concordarem excessivamente com os utilizadores, lisonjeá-los ou validar as suas opiniões. Os utilizadores preferem e confiam nas respostas aduladoras da IA, o que incentiva os programadores de IA a manterem a adulação. Se a IA for concebida para dizer aos utilizadores aquilo que querem ouvir, em vez de questionar as suas perspectivas, pode contribuir para comportamentos pouco éticos, ilegais ou prejudiciais.
Outros estudos, como o de Kelley e Riedl, da Northeastern University, apresentaram provas de que, quanto mais calorosa, pessoal ou confiante for a relação do utilizador com a IA, maior é a probabilidade de esta validar as suas crenças sem as questionar, mesmo que sejam erradas ou prejudiciais. Uma educação excessivamente cordial no tratamento da IA funciona como um sinal que o modelo interpreta como uma preferência por obter uma resposta com a qual o utilizador concorde. Trata-a bem e ela enganará-te mais.
Cada vez mais jovens em situação de vulnerabilidade emocional recorrem à IA como confidente dos seus pensamentos mais desesperados. Em alguns casos, isso terá contribuído para levar pessoas deprimidas ao suicídio. Alguns chatbots, em vez de encaminharem os utilizadores para ajuda profissional, continuaram a conversa sem a interromper ou chegaram mesmo a apoiar as teses de pessoas suicidas. Todos estes casos deram origem a processos judiciais contra as empresas em causa.
O estudo de Stanford conclui que a adulação na IA não é apenas uma questão de estilo ou um risco de nicho, mas um comportamento generalizado com amplas consequências a longo prazo. Os seus autores salientam a necessidade urgente de abordar a adulação na IA como um risco social para a percepção que as pessoas têm de si próprias e para as suas relações interpessoais, através do desenvolvimento de mecanismos específicos de concepção, avaliação e responsabilização. Mais ainda, a IA com rosto ou palavra humana não pretende apenas substituir as relações presenciais entre pessoas, como pode chegar a minar as instituições criadas pelos seres humanos, entre elas as necessárias à democracia.
No âmbito laboral, num excesso de antropomorfismo, Mark Zuckerberg, à frente da Meta, está a desenvolver uma cópia virtual de si próprio, com a qual os trabalhadores podem interagir. Assim, diz, a sua «porta estará sempre aberta». É um sonho para muitos CEO que observam a experiência com enorme interesse, para a replicarem e ganharem tempo para si próprios e informação sobre os subordinados. Acabarão as IA por substituir não apenas os trabalhadores, mas também os chefes? Sem falar aqui das «empresas não humanas», cuja personalidade jurídica o Presidente argentino, Javier Milei, pretende legalizar.
A China é o único país que, no âmbito da sua Lei da Cibersegurança, regulamentou o antropomorfismo. A nova regulamentação entrou em vigor no passado dia 15 de Julho. O seu artigo 2.º (as citações são retiradas de uma publicação no Substack da investigadora de IA Luiza Jarovsky) define os «serviços de interacção emocional contínua» como aqueles que «utilizam tecnologia de inteligência artificial para oferecer ao público, dentro do território da República Popular da China, [serviços] que simulam características de personalidade, padrões de pensamento e estilos de comunicação de pessoas naturais». Não é contra o antropomorfismo, mas «procura promover o desenvolvimento inovador de serviços interactivos antropomórficos», embora limitando os seus efeitos nocivos, com algumas linhas vermelhas. Torna os fornecedores destes serviços os principais responsáveis não apenas pela segurança dos sistemas, mas também pela manipulação emocional e, eventualmente, mental, dos seus utilizadores.
Em comparação, nem o Regulamento da IA da UE, nem o Código de Boas Práticas sobre a Transparência dos Conteúdos Gerados por IA (de aplicação voluntária) definem o antropomorfismo. Apenas estabelecem uma fraca obrigação de transparência (pouco viável) a esse respeito. Falam, sim, de manipulação e até de usurpação ou «ultra-usurpação»: um conteúdo de imagem, áudio ou vídeo gerado ou manipulado por uma IA que se assemelha a pessoas, objectos, lugares, entidades ou acontecimentos reais e que pode levar uma pessoa a pensar erradamente que são autênticos ou verdadeiros. Obriga a informar os utilizadores de que estão a interagir com um sistema de IA e proíbe os riscos considerados inaceitáveis.
Mas os problemas não terminam aqui. Segundo outras investigações, as pessoas que fazem um uso excessivo destas IA começam a falar como elas. Iremos falar como as máquinas num jogo de imitação (Turing) invertido? Antropomorfismo inverso?
Conversas Improváveis (91) - Eu Não Sou de Avintes, Sou de Gaia
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
sábado, 29 de agosto de 2026
domingo, 23 de agosto de 2026
Safa & Aguça
Ouvi dizer que os miúdos de hoje em dia não sabem o que é uma safa e uma aguça. Até fui buscar o dicionário:
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
E Se Deus Fosse Uma Velhinha a Precisar de Ajuda?
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Colecionador de Citações (11) - Burqas
"A lei das burqas não passa de um pretexto manhoso para alimentar uma agenda política e ideológica que António José Seguro despreza. Legislar sobre as burqas que ninguém usa em Portugal é a mesma coisa que legislar sobre o uso de cachecóis de lã ao meio-dia no sertão do Brasil. Uma estupidez, aqui abençoada pela hipocrisia".
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Rádio na Cozinha
domingo, 16 de agosto de 2026
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Olha Para o Sol e Verás
A 13 de outubro de 1917 milhares de pessoas olharam para o Sol na Cova da Iria e, depois de foderem a vista, até conseguiam ver o "sol a bailar"!
Mas o Sol, que é uma estrela fixa no mesmo ponto e que é visto em todas as partes do planeta Terra, foi foi visto a bailar em Fátima! No resto do planeta, ninguém viu absolutamente nada, só mesmo aquelas pessoas que olharam para o Sol fixamente! E assim se provou, de forma inequívoca e sem margem para dúvidas que as encenações de Fátima eram mesmo verdadeiras!
Acredita, filho. Olha para o sol e verás!
terça-feira, 11 de agosto de 2026
No Último Eclipse do Sol do Milénio
domingo, 9 de agosto de 2026
O Homem Mais Rico do Mundo Vive de Empréstimos
Colossal Aumento de Visualizações
Se os meus blogues eram muito ou pouco lidos, isso para mim nunca teve importância, ainda que, como é lógico e porque sou humano, preferia sempre ter alguém que me lesse e comentasse, do que estivesse só a escrever só para mim. Mas, apesar disso, de vez em quando gosto de tentar perceber como vão as audiências, tendo ainda em conta que, por vezes, há números inflacionados por bicharadas. Certamente que não é real que em determinado dia tenha 100 visualizações de um país que nem sei identificar no mapa, e, por falar nisso, houve ferramentas que entretanto deixamos de poder usar, para saber ao certo quem nos lê, se é homem ou mulher, idade, em que cidade está, etc, etc.
Acho que há um ano as médias dos meus dois blogues mais vistos andavam entre as sete e as dez mil visualizações por mês no Bucólico-Anónimo e as pouco mais de mil, aqui no Multi-Resistente.
Mas entretanto comecei a reparar que, aos poucos, as visualizações começaram a aumentar, e com um aumento tão nítido, que se percebe o aumento todos os dias. Ambos estao agora com mais de cinquenta mil visualizações por mês. Já o Plastrão, que tem estado parado, está com pouco mais de dez mil visualizações por mês.
E como não acredito que, de repente, o mundo inteiro descobriu que sou brilhante e tem que me ler - até porque as pessoas cada vez leem menos na net e pouco vão além do título das notícias, gostava de tentar perceber o porque deste aumento astronómico.
E o que me disseram é que poderá ter a uso com o aumento do uso da inteligência artificial, que varre a internet à procura de respostas para o que lhe é perguntado. Eu não sei se isto faz sentido, nem se os outros bloggers sentem este aumento, mas acredito que sim, que seja generalizado e que este possa ser um dos motivos.
Se alguém souber mais do assunto, já sabe, responda aqui.
Konigvsmobile
Quatro Anos Depois da comprar de um carro por 900€ num stand de Gaia posso afirmar que foi uma das piores compras de carros que fiz, e assim de cabeça, já comprei seis carros (não foram todos comprados para mim).
E foi a primeira vez que levei um mecânico comigo, ainda por cima um colega.
Era um dia de chuva (nada favorável à compra de um carro, porque a chuva oculta o estado da pintura) mas inspecionado o carro, vaticina o meu meu colega: "o motor está impecável, pega logo de estalo".
O Toyota Starlet andava aos saltos tão má estava a suspensão; a embraiagem estava mesmo no limite (apesar do meu colega dizer que ainda fazia uns km); e como não se sabia quando mudou a distribuição esta tinha de ser mudada; não tinha cintos nem a divisória da mala (trata-se de um carro comercial) e o dono do stand lá tratou de improvisar uns cintos e arranjou uma divisória.
Perante este cenário a sensatez diria para fugir. Teria sido preferível comprar outra Starlet por 1500€ em melhor estado.
Rapidamente os gastos se foram avolumando: embraiagem, distribuição, suspensão, trocar as jantes 14 (ilegais) por umas jantes13 originais, da OZ do Troféu Starlet; estofar os bancos que tinham a esponja à vista. A pintura ficaria para mais tarde. E só nestas brincadeiras o carro já estava por mais de dois mil euros.
Alguém disse-me: hoje em dia é mais importante comprar um carro com boa pintura, do que com bom motor, porque a pintura fica mais cara do que um motor (também depende dos carros).
Mas a pintura ficaria para mais tarde.
No ano seguinte, em 2023 cometi a loucura e fazer dois mil Km atravessando Portugal e Espanha. Pensei que tinha mesmo um motor de guerra, mas o mal estado do carro não era só por fora, e acabou mesmo por dar problemas de motor e lá se foi uma junta da colação para o galheiro, culminando vários problemas de sobreaquecimento.
Mas, temos duas opções num caso destes: ou vendia o carro com óbvias perdas financeiras ou continuava a investir, reparando e melhorando o carro. E foi o que acabei por fazer, até porque não sou propriamente de desistir.
Nessa mesma viagem de 2023, em que atravessei Portugal e Espanha, no regresso, e para surpresa da minha companheira de viagem, a minha amiga carioca, trouxe uma porta de Lisboa para casa. Sim, coube no pequeno Starlet que tem uma grande mala!, mesmo com os sacos e restos da viagem.
Fui comprando partes para substituir porque, como é óbvio já não há peças para um carro dos anos 90. Comprei bancos, quadrante, parachoques, spoiler...enfim, uma série de coisas para quando conseguisse pintar o carro.
Sim, foi uma verdadeira odisseia tentar que conseguissem pintar-me o carro. O problema não era eu não ter dinheiro para pagar. O problema era alguém aceitar o trabalho. Não falta trabalho, e ninguém queria um biscate destes. É muito mais fácil dar um banho, uma pintura e receber o dinheiro, do que ter que descascar parte do meu Starlet, cheio de coisas para fazer.
Na verdade ninguém se recusou a fazê-lo, mas nunca telefonavam a dizer para eu ir deixar o carro e, quando era eu a telefonar ou deixar mensagem já não atendiam, nem devolviam a chamada, nem respondiam às mensagens.
Até que, finalmente, e por intermédio de um colega de trabalho, lá consegui encontrar um pintor, já reformado, que me pintou o carro todo. E digo o carro todo porque os orçamentos variaram. Dos 700€, que que acabei por pagar, aos 2000€, havia orçamentos para todos os gostos! E na verdade ainda equacionei pintar só as partes em pior estado, o que, diga-se, iria ficar uma bela porcaria.
Mas está pintado e fiquei verdadeiramente satisfeito com o resultado final. Falta ainda restaurar umas pequenas coisas por dentro e estou satisfeito com o resultado final. Esperando agora que, depois de tanto dinheiro gasto (espero antes que tenha sido investido) não me dê mais problemas, excetuando todos os gastos em manutenções de desgaste, preservando assim um carro com 31 anos e que já é clássico.
sábado, 8 de agosto de 2026
Ceuta e o Vinhas da Ira

domingo, 2 de agosto de 2026
As Burrices a Que Temos Direito
sábado, 1 de agosto de 2026
Qual é o Melhor dia Para Foder os Pobrezinhos?
Um desempregado com família que recebia 537€ passará a receber apenas 349€, uma quebra de cerca de 188€ por mês".
Não deixa de ser curioso de analisar que o governo tenha decidido, finalmente, o valor da PSU, mesmo no fim de julho, quando uns já foram de férias e outros estão a fazer as malas, para que a notícia melhor passe pelos pingos da chuva.
Também não deixa de ser irónico que seja uma ministra com um património superior a 5 milhões de euros a espezinhar os mais fragilizados. E ainda por cima chamam-lhe ministra da "solidariedade"!
Espero também que nenhuma pessoa em situação de fragilidade, tenha votado no PSD (ou no PS), porque acabou por contribuir para ficar em pior situação do que a que estava anteriormente.
A notícia pode ser lida aqui


























