"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
sábado, 29 de agosto de 2026
quinta-feira, 4 de junho de 2026
A Ditadura da Desatenção
"Quando a criança está exposta ao ecrã ela está numa atitude passiva. O ecrã não lhe vai responder. O ecrã não vai motivar a comunicação. Não há tomada de vez no ecrã. A criança não fala e o ecrã responde. Não há esta reciprocidade e, mesmo que ela fale, é numa repetição eventual daquilo que está a ver e portanto deixa de ser num contexto comunicativo.
Por outro lado, em relação à qualidade daquela exposição, aquilo que nós estamos a fazer quando as crianças estão em frente ao ecrã, e na maior parte dos conteúdos nós temos passagens muito rápidas, de flash de imagem para flash de imagem, o que é que nós estamos a treinar o cérebro da criança a fazer? É a ter tempos de atenção curtíssimos. E, às vezes, nós temos pais que nos dizem; "ah, mas ele até tem um tempo de atenção grande porque consegue estar uma hora em frente ao ecrã". Aquela hora que ele está em frente ao ecrã, ele viu um número infindável de flashes e a atenção daquela criança não é de uma hora, é daqueles flahses todos pequeninos.
Portanto, quando ela passa para uma atividade de mesa, por exemplo, fazer um puzle, fazer plasticina, para brincar até com umas bonecas no chão, rapidamente se aborrece porque ela não está habituada a que sejam atividades mais longas. E isto depois tem um impacto muito grande, neste tempo de permanência na tarefa, que depois vai também consequentemente impactar a capacidade que essa criança tem de aprendizagem quando for para a escola, e isso é um problema que se vai adensar quanto maior a criança for.
Duas de Prosa (Podcast) Episódio 89 - de 12 mai 2026 - RTP Play
quarta-feira, 6 de agosto de 2025
Alter Ego
sábado, 14 de junho de 2025
A Pressa Suicida dos Jovens
quinta-feira, 8 de maio de 2025
A Minha Frase do Dia (3) - Os Estranhos
A minha geração, que cresceu na rua a jogar à bola e à malha, e a última ainda a fazer um sem número de coisas na rua, cresceu também a ouvir os pais a dizer-lhes para para nunca falarem com estranhos.
quinta-feira, 13 de março de 2025
Quantos dos Teus Pensamentos Vieram de um Algoritmo?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
A Geração Mais Aborrecida da História
"A imprensa anglo-saxónica chama à geração Z (nascida entre 1997 e 2012) "Gen ZZZZZZ". Excessivamente preocupada com a saúde e com fobia ao envelhecimento (apesar de ainda não ter chegado aos 30), não fuma, bebe pouco álcool, evita açúcares e hidratos de carbono de absorção rápida, sai pouco e madruga para fazer 40 agachamentos e 80 flexões enquanto os seus gurus da produtividade sussurram no TikTok: “Ganha a manhã e ganharás o dia”. “Ter barriga e banhas é coisa de quem ganha pouco”.
Uma geração que poupa para pagar subscrições em ginásios premium e que se suplementa com colagénio, magnésio, proteínas e adaptogénios. Venera a ordem, a disciplina e a doutrina estóica, onde os seus pais e avós teriam escolhido o hedonismo epicurista. Note-se que os últimos relatórios de saúde indicam que os hábitos de vida “problemáticos”, o elevado consumo de álcool e as doenças sexualmente transmissíveis já não são predominantes entre os mais jovens, mas sim entre os maiores de 55 anos, os seus pais e avós.
Por outro lado, os mais jovens sentem vergonha (com frequência ou muita frequência) se o seu estilo de vida não for considerado saudável, e quase 80% tem em conta critérios de saúde ao decidir o que come e bebe. E isso inclui o bem-estar físico e emocional, conclui um estudo global encomendado, entre outras empresas, pela Ikea, Pepsi-Cola, Visa e WWF International, abrangendo 27 mercados. O relatório indica que, à medida que a idade diminui, aumentam as horas dedicadas ao ginásio, a preocupação com a saúde mental e a gestão do stress.
Pouco dados à ironia, interpretaram literalmente a ideia de que a verdadeira beleza vem de dentro. Aterrorizadas com a possibilidade de envelhecer, as mulheres investem em produtos de skincare e, apesar de dominarem melhor as técnicas de maquilhagem do que as suas mães e avós, submetem-se a massagens linfáticas e dietas anti-inflamatórias que prometem eliminar olheiras e celulite, não apenas disfarçá-las.
Os homens querem abdominais six-pack e músculos bem definidos. Não procuram calças de ganga que lhes assentem bem no rabo – querem esculpi-lo no ginásio com exercícios de glúteos e creatina. Querem ver no espelho um rosto firme, sem sinais de cansaço, manchas ou acne e, quando não se sentem bem, afirmam nas redes sociais que têm “cara de cortisol”. Exibem uma pseudo-gíria especializada que traduz uma visão da estética e da beleza como sinónimo de optimização da saúde, mesmo que isso implique uma disciplina monástica e intermináveis rotinas detox.
Vidas organizadas e o medo de envelhecer
Viver segundo folhas de produtividade, aplicar critérios de eficiência a cada aspecto da vida e seguir horários rígidos é compatível com a loucura da juventude? Estaremos perante a geração mais organizada, saudável e aborrecida da história?
“Provavelmente é uma das gerações mais bem informadas de sempre sobre nutrição e os efeitos nocivos do álcool, mas também apresenta algumas obsessões e mudanças de hábitos. É provável que não morram de um ataque cardíaco antes dos 50, mas podem enfrentar outros problemas relacionados com o uso de esteroides anabolizantes no ginásio para atingir um físico específico, com músculos definidos e hipertrofiados”, refere o psicólogo Luis Miguel Real. Segundo ele, para estes jovens, a identidade está no corpo, e ganhar dinheiro é o auge da felicidade. “O que vejo em consulta é a adopção de hábitos produtivos tóxicos que colocam em risco a saúde mental. Não investem em relações saudáveis e têm a ideia perigosa de que tudo depende apenas deles próprios.”
O lema “normalizemos cancelar planos” é uma categoria popular de conteúdos no TikTok e ilustra o que muitos consideram um plano ideal para o fim de semana: ficar no quarto com o telemóvel e evitar os riscos da vida social. Sentem-se muito mais confortáveis a fazer scroll do que a conversar com desconhecidos.
Oriol Bartomeus, director do Institut de Ciències Polítiques i Socials (ICPS), da Universitat Autònoma de Barcelona, acredita que a pandemia serviu como um teste para os mais jovens, ensinando-os a estar sozinhos e a relacionar-se com o mundo através de um ecrã. “É uma geração com angústia existencial”, diz. Talvez por isso nunca atendam chamadas. Nada lhes causa mais horror do que o telemóvel a tocar e a expectativa de terem de responder. Segundo a última sondagem da Uswitch, um quarto das pessoas entre os 18 e os 34 anos nunca atende o telefone. Ignoram-no e depois respondem por mensagem. Se não reconhecem o número, pesquisam-no no Google. Mais de metade dos inquiridos associa o toque do telefone a más notícias.
Os especialistas notam que as interacções digitais ultrapassaram, em muitos casos, os contactos presenciais, e esse modelo digital não exige “lubrificantes sociais” como o álcool, cujo consumo caiu drasticamente. Segundo um estudo da HBSC, apoiado pela OMS, apenas 8% dos jovens consome álcool semanalmente, quando em 2006 esse número era de 25%. Além disso, quase 80% considera que beber cinco ou seis copos num fim de semana pode ter “consequências graves”. Felizmente, décadas de campanhas públicas contra o consumo excessivo de álcool começam a dar frutos.
“As cervejas e o vinho deixaram de ser as bebidas padrão”, observa Felipe Romero, sócio da consultora The Cocktail. Segundo dados da Euromonitor International, o mercado de bebidas sem álcool em Espanha tem crescido 18% ao ano nos últimos três anos. Romero descreve um cenário onde dominam as bebidas energéticas, batidos e águas minerais. “E, se bebem, preferem bebidas de menor graduação alcoólica. Existe um forte desejo de estar sempre disponível, activo e produtivo. E o álcool não é um optimizador”, explica.
O preço da disciplina
No Ocidente, triunfam startups que procuram a quadratura do círculo: uma bebedeira sem ressaca. Experimenta-se com novas bebidas que oscilam entre o álcool e a abstinência, oferecendo um ligeiro estado de desinibição e alegria, sem comprometer a lucidez e o controlo. Chamam-lhes “bebidas espirituosas funcionais sem álcool”, sendo a mais popular a Three Spirit, uma infusão de chá verde, ashwagandha e cogumelo melena de leão, com efeitos nootrópicos, ou seja, que acalmam a mente e melhoram a memória e a concentração – três fragilidades da primeira geração nativa digital.
Porém, esta é também uma geração disposta ao sacrifício. Levantam-se todos os dias às cinco da manhã para maximizar o desempenho cognitivo e serem produtivos. Diz-se que todos os bem-sucedidos na vida – de Jennifer Lopez a Tim Cook – começam o dia a essa hora mágica. Um ritual de esforço sustentado por best-sellers como O Clube das 5 da Manhã, de Robin Sharma, e pela comunidade #5amClub do TikTok, que soma mais de 18 milhões de publicações a partilhar rigorosas rotinas matinais.
Bartomeus acredita que esta geração vive angustiada e quer um regresso aos básicos, a um mundo mais simples. “Assumiram que o futuro será terrível, que a festa acabou. Sentem-se vítimas e procuram vingança. Na política, isso traduz-se num desejo de ordem. Muitos rapazes, em particular, seguem com fervor as doutrinas do rigor e da disciplina.”
Segundo o World Happiness Report, esta é uma geração menos feliz do que os seus pais e avós. Desde 2006, os níveis de felicidade dos jovens caíram em todos os continentes. A geração mais saudável e disciplinada da história não parece estar a divertir-se. Ou então, os mais velhos – boomers, geração X e millennials – não estão a perceber nada.
Jovens e Estoicos | Karelia Vázquez | El País (23 de Fevereiro de 2025)
sábado, 8 de fevereiro de 2025
Pensa Por Ti Próprio - Pensa Como Nós
"Imaginemos dois momentos marcantes na história da tecnologia e, portanto, da humanidade. No primeiro, assiste-se a um famoso anúncio de televisão. Enquanto se sucedem imagens a preto e branco de ícones como John Lennon, Pablo Picasso ou Maria Callas, o ator Richard Dreyfuss recita um poema:
domingo, 26 de janeiro de 2025
Convite a uma Revolta
sábado, 11 de janeiro de 2025
sábado, 29 de junho de 2024
As Dificuldades na Escola Vieram com as Redes Sociais?
Ao ler uma reportagem sobre resultados dos PISA num jornal espanhol, foi olhar para os resultados no site oficial, e olhei para este gráfico em particular, e uma coisa chamou-me a atenção: os maus resultados dos alunos, que começaram a cair abruptamente, entre 2009-2012, foi quando as redes sociais se massificaram e em que apareceram as câmaras selfies dos smartphones.
Será que isto é só uma mera coincidência, ou há, de facto, uma causa-efeito?
domingo, 17 de setembro de 2023
O Twitter Morreu e eu Fui Para o Céu
sexta-feira, 8 de setembro de 2023
Ateu, Graças a Deus
Por estes dias tornou-se viral nas redes sociais uma frase de Carlos Magno dita numa qualquer televisão: "Eu sou ateu, graças a Deus.
Acontece que a frase é uma citação do realizador espanhol Luis Buñuel, que ainda na adolescência (obrigado Wikipedia) se tornou anticlerical e ateu.
Cavalgando, e muito bem, a onda, a Azul Pop aproveitou para colocar a frase num azulejo que se pode comprar por 6€ no site. Confesso que, se calhar, até ficava aqui bem no meu quarto!
terça-feira, 1 de agosto de 2023
A Falácia da Meritocracia e Porque Deixamos de Ler na Adolescência
domingo, 7 de maio de 2023
As Redes Sociais Não São Uma Representatividade da Sociedade
Pequena sondagem no Twitter para aquilatar das crenças das pessoas.
Não estranhamente os resultados são o inversos dos últimos censos. Mais de 80% afirma não ter religião ou é ateu ou agnóstico (tal como eu, que não pude votar).
Só que as redes sociais são pequenos guetos. As pessoas que votaram, a grande maioria, suponho, são pessoas que me seguem, logo, terão formas de pensar parecidas com a minha.
E, não podemos partir desses guetos e depois extrapolar e achar que isso representa toda a sociedade.
É verdade que eu digo, e é a minha convicção, que o cristianismo se irá extinguir, no médio prazo. Mas ainda demorará uns anitos até isso acontecer.
terça-feira, 25 de abril de 2023
O Professor que Conseguiu que os Alunos lhe Dessem os Telemóveis
* artigo publicado no jornal La Vanguardia (Espanha) no dia 23 de Abril (Dia Mundial do Livro)
O projeto em questão, denominado No Phone Challenge, surge da preocupação de Lazkano com este problema: “Há vários anos que leio boa parte da literatura publicada sobre esta questão e os dados que as diferentes investigações produziram pareceram-me alarmantes. Ao mesmo tempo, como professor do ensino secundário, tinha diante de mim aquela realidade que a pesquisa mostra”.
Este professor de Inglês e Ciências Sociais de 29 anos começou por fazer uma pergunta aos seus alunos: quantas horas passais à frente do teu telemóvel? “Diretamente não me disseram, e a média era entre cinco e seis horas por dia. Em alguns casos, nos finais de semana chegavam sete ou oito horas por dia”. Além disso, Lazkano surpreendeu-se com o desconhecimento dos alunos sobre o funcionamento das redes.
“Quando temos de pagar por algo, por uns sapatos ou por uma bicicleta, tendemos a desconfiar e a valorizar se o preço é condizente com o produto, se o material é bom ou se a origem é ética. Quando é gratuito, por outro lado, essa desconfiança desaparece. Deveria ser o contrário. Deveríamo-nos estar a perguntar por que empresas multibilionárias investem tanto dinheiro em aplicações como estas e porque os oferecem gratuitamente. É evidente que nós somos o produto, e não existia essa reflexão entre os alunos”, aponta.
Este diagnóstico foi o ponto de partida da experiência, que exigiu um trabalho prévio. Em primeiro lugar, assistiram ao documentário El dilema de las redes e gerou-se um debate. Em segundo lugar, refletiram sobre temas como os filtros de beleza nas redes ou sobre a perspetiva aspiracional destes. Por fim, pediu que lhe dessem os seus telemóveis por uma semana: “Foi totalmente voluntário. Se eu considerasse sem aquele trabalho anterior, eles não teriam concordado. Buscamos conhecimento e, posteriormente, reflexão crítica. A motivação foi gerada em torno do projeto”.
A partir daí, o que foi anotado nos diários pelos jovens mostrou a profundidade da experiência: “Nos primeiros três dias, aconteceu exatamente o que os estudos diziam: um quadro muito claro de dependência. Viviam com nervosismo, não conseguiam dormir, comiam mais do que o normal, sofriam com pensamentos intrusivos, não sabiam lidar com o tédio, irritavam-se com facilidade... Foram deixados numa quinta-feira e isso chamou-nos a atenção que a partir do quarto dia, após o fim de semana, ocorreu uma virada. Eles começaram a expressar que se sentiam mais felizes e, acima de tudo, muito mais livres. Que eles haviam removido uma pedra de cima. Disseram que saíam como se fosse algo excitante e que podiam dedicar essas cinco horas a hábitos saudáveis como ler, visitar a avó, ir às montanhas ou ver um pôr do sol sem registá-lo”.
Um dia antes do fim do projeto, alguns alunos disseram que não queriam recuperar os telemóveis ou com medo de cair na dinâmica anterior. Outros, entretanto, estavam ansiosos para saber quantas mensagens haviam recebido. “O objetivo era torná-los mais conscientes da sua relação com os telemóveis e as redes, e estabelecer a partir daí hábitos mais saudáveis. Quando voltamos ao assunto, depois de alguns meses, alguns alunos mostraram que haviam reduzido pela metade o consumo diário”, aponta.
Lazkano vê no seu dia-a-dia as consequências que o uso compulsivo de telemóveis está a causar entre os menores: “As empresas tecnológicas lutam pela nossa atenção naquilo que se chama economia da atenção. Como nosso tempo é finito e a concorrência é grande, eles implementam diferentes estratégias para nos manter na frente do ecrã. As consequências destas técnicas são as que mais tarde afetam a sua auto-estima, a sua saúde mental ou a sua atenção”.
E é aí que surge a pergunta: é possível um adolescente manter uma relação saudável com o telemóvel? “A melhor medida para conter os seus efeitos nocivos é o treino adequado, o contacto progressivo, o acompanhamento no processo e a idade adequada à ferramenta que vai utilizar. É difícil para uma criança menor de 16 anos ter uma relação saudável com o telemóvel sem formação. Além disso, seria apropriado que os pais não fizessem guerra por conta própria e concordassem em adiar a idade inicial. Há muito a ganhar."
quinta-feira, 2 de março de 2023
A Cultura da Pressa e a Desumanização das Relações
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| Imagem roubada da net |
domingo, 1 de janeiro de 2023
Tweet do Ano 2022
Fazem hoje quatro anos que me registei no Twitter.
Neste ano que passou uma criança, ainda que seja a criança mais rica do mundo, Elon Musk, comprou a rede social Twitter. Muita gente saiu. Milhares ou milhões. Musk como que soltou os criminosos sob a falsa desculpa da liberdade de expressão. Bloqueou recentemente as contas de jornalistas americanos que o criticam. Ele é aquela criança que leva a bola para o recreio e, quando contrariado, expulsa quem não lhe faz a vontade.
Muita gente fez questão se ir para outras redes sociais. Eu nem saí, nem fui tentar descobrir mais uma rede social. A verdade é que, por exemplo, cada vez menos utilizo o Instagram e cada vez menos me apetece ir lá e não consigo lá estar muitos minutos.
O Twitter é a rede social da comunicação, da troca de ideias, argumentos. Também cada vez mais, como as outras, a rede social das mentiras e do ódio. Mas, até ver, sinto-me confortável por lá, e enquanto sentir por lá ficarei. Quando não fizer sentido saio.
Não planeio ir para outro sítio. Talvez porque não seja de desistir facilmente, seja nas relações, no clube, nos amigos... Se sair do Twitter, ficarei na minha casa, que é esta, o blog, e de onde nunca saí, apesar de por vezes o tomar por garantido, e haver tempos em que esteja mais presenta e tempos em que esteja mais afastado.
No Twitter não é fácil subir em número de seguidores. Em 2022 atingi os mil seguidores, não é nenhum troféu, mas é um número redondo engraçado. E por uma questão de curiosidade fui ver qual tinha sido o "tweet" (no Twitter os "posts" (ou mensagens) chamam-se "tweets") e foi uma reflexão sobre os 90 milhões de euros que o Estado (alegadamente) laico vai gastar nas jornadas da juventude da Igreja Católica.
Curiosamente estes 90 Milhões de Euros não fazem memes, não enchem jornais, não são discutidos nas televisões, nem originam demissões de presidentes de câmara, nem secretários de Estado nem ministros... e toda a gente se sente confortável com isto. Não é o meu caso.
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
Desgostos de Amor em Tempos de Instagram
quinta-feira, 31 de março de 2022
Porque é Que Gostei Tanto do Twitter?
As coisas são como são. Em 2009/2010 começava toda a gente a debandar o Myspace, rede social onde estava, e mudavam-se para o Facebook para plantar alfaces. A esta distância posso dizer que, no Myspace consegui apaixonar-me, fazer várias amizades que chegaram aos dias de hoje, e ainda ganhei bilhetes para concertos e festivais.




















