Esta semana ofereci boleia a uma adolescente. Sim, é verdade, é a segunda vez que, num curto espaço de tempo dou boleia em Avintes.
Na verdade ela parecia uma adolescente, mas hoje em dia nunca fiando. Há crianças que parecem ter dezoito anos e mulheres de trinta anos que parecem pós adolescentes.
Eu tinha acabado de entrar no carro, vindo da pastelaria que serve refeições à hora de almoço, giro rapidamente a manivela do vidro para baixo (muito bem, ainda te lembras do que disse o escritor brasileiro no curso de escrita criativa: "devemos mostrar e não contar" e, ao referires que giraste rapidamente a manivela, estás a "mostrar" que o carro é antigo e que estava calor) e uma jovem, de telemóvel na mão que vinha caminhando pela rua aproxima-se e pergunta-me:
- Sabe-me dizer onde é o Continente de Avintes?
Olha, vais por ali abaixo... e depois quando chegares lá ao fundo.... Olha, se quiseres eu posso-te levar lá.
- Aceito, respondeu a jovem.
E eu fazendo conversa:
Então tu não és cá de Avintes?
- "Não, eu sou de Gaia".
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