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sábado, 6 de junho de 2020

Quando os Aviões Bombardeiam Nós Jogamos Futebol?

Disseram-nos que isto da pandemia era uma guerra, não foi? 

Muito bem. Então quando os canhões inimigos disparam incessantemente e as anti-aéreas ainda não conseguem abater todos os aviões que não param de nos bombardear,  nós dizemos "que se lixe" e vamos mas é jogar futebol?



Depois de três meses que foi um descanso sem futebol, eis que os responsáveis do futebol, com o total apoio dos responsáveis políticos e governo - que eu saiba nenhum partido se manifestou contra o regresso do futebol - aprovaram o regresso do futebol, esquecendo-se que, apesar de terem proibido os santos populares e os festivais de verão, passado umas semanas, no fim do campeonato os adeptos irão para as ruas festejar o título como se não houvesse amanhã.

Sim, é verdade. Os responsáveis disseram que contam com a responsabilidade dos adeptos. Obviamente, até porque, como todos nós sabemos, os adeptos de futebol são das pessoas mais responsáveis e cumpridoras da lei que conhecemos na sociedade! Não há quaisquer motivos para preocupações. Os adeptos de futebol vão ficar todos em casa vendo pela televisão estas dez jornadas que faltam, não se irão misturar, e quando houver campeão ficarão todos, cada um na sua casa. 

As pessoas insurgiram-se contra cem pessoas no parlamento aquando do 25 de Abril; insurgiram-se aquando da manifestação do 1º de Maio da CGTP e, que se saiba não infetou centenas de sindicalistas; as pessoas vão para as praias fotografar os outros e depois meter nas redes sociais: "vejam como vem toda a gente para a praia em tempo de pandemia". Mas, estranhamente, não vejo manifestações violentas de nenhum partido, nem de milhares de indignados nas redes sociais por causa do futebol. Devo ser só eu que considero isto um perfeito absurdo e que não está tudo bem.   

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Como Hoje Ganhei Uma Medalha Por Grandes Feitos de Bravura

Disseram-nos que isto da pandemia era uma guerra, não é? 

Então eu hoje vou contar-vos como ganhei uma medalha de guerra por grandes feitos de bravura. 

Qual soldado que abandona a trincheira e que atravessa as linhas inimigas e passa por balas rasantes que trespassam muitos colegas, qual quê! 



Eu hoje fui ao hospital. Muito mais aterrador!

Chegado à portaria de máscara não cirúrgica pediram-me para a retirar e deram-me uma. 
Enquanto o segurança me aponta uma espécie de arma à cabeça, pergunta-me ao mesmo tempo se me pode tirar a temperatura. 
Segui a sinalização que separava as pessoas consoante queriam ir para consultas ou para análises e entrei depois propriamente na central de consultas. As pessoas que entram não se cruzam com as pessoas que saem. Entrei e o senhor que estava a receber as pessoas pediu-me para passar as mãos por desinfetante. E voltaram-me a tirar a temperatura e lá me deu a senha. Quantas pessoas tinha à minha frente? Nenhuma! Eu era o próximo. 
E da receção lá me encaminharam para a zona dos vampiros. Nesta fase ainda não se paga nada.
Desci, e lá me encaminhei para a grande sala de espera que estava.... Vazia!! Nem uma só pessoa! As cadeiras estavam identificadas, em quais as pessoas se podiam, ou não, sentar. Eu fiquei de pé e dentro de dois ou três minutos fui chamado. 
Lá dentro explicaram-me. Diariamente são chamadas poucas pessoas para garantir uma distância de segurança, mas mesmo assim, a maioria falta! 

Agora digam lá que eu não sou um verdadeiro herói! Vou imprimir o comprovativo de presença e anexar ao currículo pois certamente é uma grandessíssima mais valia em qualquer recrutamento. 

sábado, 16 de maio de 2020

Qual o Papel de Deus na Pandemia?


Acabava agora de ler que, nos Estados Unidos, dois terços da população crente (que são quase todos) acredita que a pandemia é uma mensagem de Deus.

E como é que os crentes portugueses verão o papel de Deus nesta pandemia?

Para um milhão de euros:

A - Deus nem sabe que está a acontecer uma pandemia

B - Deus sabe da pandemia mas não lhe apetece fazer nada

C - Deus sabe da pandemia mas é incapaz de acabar com ela

D - Deus causou deliberadamente a pandemia


segunda-feira, 4 de maio de 2020

Como É Que o Sabão Mata o Coronavírus?

Quem percebo um pouquinho que seja de agricultura biológica, sabe que o sabão é muito usado porque, entre outras bichezas, mata o piolho, a cochonilha e limpa a  fumagina, aquela película escura que se forma sobre as folhas das árvores. Diluindo um bocado de sabão em água, e pulverizando as plantas, todas estas bichezas morrem.

Como tal, para mim não é surpresa nenhuma que o sabão também mate o coronavírus, e por isso devemos lavar muito bem as mãos, porque se ele estiver nas nossas mão o sabão matá-lo-á! Mas o que a grande maioria das pessoas não sabe é porquê! Então, é muito simples e vão perceber porquê. As bichezas são, quando comparadas connosco, microscópicas não é? Então é mais do que óbvio. As bichezas, tal como o coronavírus acabam por morrer, com um enorme ardor nos olhos!

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Trump Candidato a Nobel da Ciência 2020


Depois de muito se ter falado que Trump poderia ser laureado com o Nobel da Paz em 2019, e depois das recentes revelações sobre vírus, germes e bactéricas, que culminou ontem com esta conferência de imprensa, Trump está lançadísismo para ser agraciado com o Nobel da ciência deste ano.

Depois de Trump ter feito a descoberta brilhante que o coronavírus é muito inteligente e tem a capacidade de ser invisível!, eis que chega agora com a cura: fazer solário (na impossibilidade de não se ser fakir e não se conseguir engolir um candeeiro) ou então, bem mais prático: injetar desinfetante! (e andaram por aí a gozar com os youtubers, enfim!)

A pneumónica matou milhões de pessoas há cem anos, mas Trump chega-nos agora em 2020 para nos salvar a todos do novo vírus. Caso não vença o Nobel da ciência será este ano será, novamente, uma uma tremenda injustiça. 

domingo, 19 de abril de 2020

A Pandemia Cá na Aldeia

Foi no início do mês de Março que foram confirmados os primeiros casos de infeção por coronavírus em Portugal (ainda que já poderia haver por aí mais casos, simplesmente assintomáticos). Mas apesar do vírus já estar aí a propagar-se há uma semana, cá no burgo as pessoas lembram-se de ir numa excursão, três autocarros, só de mulheres, celebrar o dia da mulher.

E a prova de como andar por aí misturado com outras pessoas dá mau resultado, é que, graças a esta excursão, além do motorista, várias mulheres ficaram infectadas, e, pelo menos num dos casos que foi sabido, resultou mesmo num internamento nos cuidados intensivos. Ou seja, apensas duas semanas depois do vírus ter aterrado em Portugal, já cá tinha vindo também visitar a minha aldeia. 

E se pensarmos, isto é muito interessante. As pessoas viajam e, para poupar nas despesas fazer couchsurfing, pois este vírus faz o mesmo, anda por aí a visitar o mundo inteiro mas fazendo humunsurfing!

Entretanto dez dias depois de conhecido o primeiro caso, o governo, e muito bem, decreta o encerramento das escolas. Só que as escolas foram encerradas para os miúdos ficarem fechados em casa. Encerrar as escolas temporariamente não foram férias, era para os miúdos não se misturarem. Mas não foi isso que eu vi. Na minha rua o que vi foi os miúdos andarem todos juntos a brincar, jogando à bola ou a andar de bicicleta. E se, de forma geral as pessoas deram bons exemplos, outras pessoas houve que mereciam era uns chapadões no focinho.

Tomei conhecimento de um caso muito próximo, em que uma pessoa, mesmo sabendo que estava infetada, resolveu continuar a trabalhar como se nada fosse. Talvez achando que não tinha grande mal devido ao seu trabalho ser, cuidar de um idoso! E foi precisamente o filho do idoso que, vendo-a com tanta tosse, resolveu mandá-la embora ou que apresentasse um documento atentando que não estava infetada. A estupidez é tanta que a pessoa não pensou que, se infetasse o idoso e este morresse ela ficaria sem trabalho. Não dá para entender.

Cá na aldeia quem mais deve estar a lucrar, e ainda bem, será a merceeira porque o negócio não ia lá muito bem. Como agora as pessoas, e bem, não se querem expor, serão estes negócios de proximidade a lucrar mais, evitando assim que as pessoas façam deslocações. Por outro lado esta senhora também se expõe bastante ao vírus porque contacta com muitas pessoas, que entram loja adento e nem sempre haja respeito do devido distanciamento social. Mas são as mercearia da aldeia que vão fornecendo as pessoas naquilo que elas mais precisam. Ainda por estes dias telefonou-lhe uma rapariga, duma família fechada em casa por estar infetada com coronavírus, perguntando se lá poderia ir e a senhora da mercearia acedeu, advertindo no entanto que fosse protegida com máscara e luvas.

Nestes dias de quarentena o silêncio impera. Interrompido algumas vezes por moto-serras a deitar pinheiros e eucaliptos abaixo porque é tempo de limpar em volta das casas. O fim-de-semana da Páscoa foi dos dias mais silenciosos, não se ouvia qualquer barulho humano, só mesmo os passarinhos. Já neste fim-de-semana que hoje termina - se é que isso interesse para alguma coisa, porque os dias passaram a ser todos iguais - mais parecia que vivo junto a um autódromo e havia uma competição de motociclismo a decorrer lá ao longe na estrada nacional.

Faz amanhã, dia vinte, um mês que estou por casa. Faz também um mês que decidi não tomar a medicação. Por agora, aparentemente, está tudo bem. Depois logo se vê o que vai acontecer.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Questões Práticas na Quarentena: Desligar os Bornes da Bateria do Carro

Cá por casa dos meus pais temos três carros e por esta altura de confinamento caseiro bastaria só um. Então, o que eu vou fazendo é utilizar uns dias cada carro à vez para que os carros não estejam permanentemente parados, porque a primeira coisa que irá à vida será desde logo a bateria e é escusado deitar ao lixo, entre 70 a 100€, sem falar que, além do dinheiro que não é de menos importância, há também a questão ambiental.

Não podendo ou não tendo necessidade de dar uma voltinha com o veículo, nem que seja pelas redondezas quando vão ao supermercado, então, o melhor a fazer é desligar os bornes da bateria, (basta o negativo), para que a bateria não descarregue e a pessoa se meta em despesas desnecessárias. Nos carros modernaços na volta convém dar uma vista de olhos no manual porque sei que fazer esse procedimento pode ter algumas implicações. E já agora não deixar o carro semanas a fio na mesma posição, isto se não quiserem ficar com as rodas quadradas!

domingo, 5 de abril de 2020

O Estado de Emergência é Para Todos, Menos Um



Os grandes líderes políticos vêem nas graves crise, tal como os grandes jogadores se vêem nos grandes jogos. Porque sem sermos testados somos todos os melhores da nossa rua. Em plena pandemia, seria de esperar da mais alta figura da nação, postura e sentido de estado, e é tudo que faltado em Marcelo Rebelo de Sousa. 

Ser-se presidente enquanto tudo corre bem é fácil. Aprovam-se as leis, faz-se uns discursos bonitos aqui e ali, aparece-se em todo o lado, distribuem-se abraços e beijinhos, tiram-se milhares de fotografias, condecora-se muita gente e fica-se sempre bem na fotografia. 

O primeiro caso de coronavírus COVID-19 apareceu em Portugal há cerca de um mês. Uma semana depois, Marcelo decide suspender a agenda e fazer um teste, quando o que a DGS disse é que os testes só seriam feitos a pessoas com sintomas. Marcelo não apresentava qualquer sintoma de estar infetado e o resultado deu negativo. Marcelo mesmo assim, manteve uma quarentena voluntária, e quinze dias depois voltou a fazer novo teste!

No dia 18 Marcelo decreta o estado de emergência e diz: "Isto é uma guerra, temos que estar todos unidos". Dia 2 de Abril, um mês depois de conhecido o primeiro caso de coronavírus em Portugal, Marcelo prolonga o estado de emergência e diz: "este é, vai ser, o nosso maior desafio dos últimos 45 anos". 

Dois dias depois e em plena fase crítica, em que todos apelam a  que os portugueses fiquem em casa e limitem os contactos sociais desnecessários, o que é que Marcelo Rebelo de Sousa faz? Vai visitar uma exploração agrícola e ver como vai a plantação de tomate!

Marcelo, como é sabido e exposto pelo próprio é hipocondríaco, e, carrega sempre consigo um monte de medicamentos para qualquer eventualidade. Só que, infelizmente, a falta dos holofotes e do protagonismo político é ainda maior que o medo de ser infetado. Mas o que o país não precisava neste momento era de um presidente da república que em vez de ajudar, atrapalha o trabalho dos outros. Quando o melhor que podia fazer era dar o exemplo e ficar resguardado, não, logo a seguir a prolongar o estado de emergência lembra-se de ir ver como estão os tomates! 

domingo, 29 de março de 2020

Profissionais Na Linha da Frente Para Foder o Coronavírus

Informação extremamente relevante no Jornal I: 

É preciso ter noção que há profissionais na linha da frente a dar o corpo ao manifesto para foder o vírus. Só que há uma dúvida que me assalta: então mas as prostitutas não deveriam também estar em isolamento profilático e a fazer teletrabalho?


quinta-feira, 26 de março de 2020

Nem Médicos Nem Segurança Social Ajudam Doentes Crónicos Com Isolamento Profilático


Na sequência do estado de emergência, do meu cada vez maior estado de ansiedade e consequentes apelos para que os doentes crónicos e de risco fiquem em casa, decidi mesmo não ir trabalhar. Contactei o centro de saúde por via digital e ao fim do dia a minha médica ligou-me. Disse-me que as indicações que tem é para não passar baixa porque não se trata de um caso de doença e encaminhou-me para a segurança social direta. 

Contactei a segurança social direta site e fiquei a aguardar. Um dia depois liga-me a médica novamente para saber se já tinha resolvido o problema e disse-lhe que não, que ainda não tinha obtido resposta e ela mesma queria saber porque estavam a aparecer mais situações como a minha. E não tendo obtido resposta da segurança social direta, tive mesmo que contactar por via telefónica, apesar da óbvia dificuldade dado o período que atravessamos.

A senhora que me atendeu muito simpaticamente diz-me que não há nenhum enquadramento legal para os doentes crónicos, que deveria contactar a ACT para tentar saber como justificar as faltas perante o empregador, e informalmente comenta mesmo que, se calhar, a efetivação da baixa seria o que faria mais sentido, tal como tinham feito com a minha colega. 

Tudo isto para mim foi muito estranho quando já tinha lido na internet, e até uma amiga me tinha dito que tendo que estar em isolamento profilático até ganhava a 100% (ao contrário da baixa que é pouco mais de metade) mas pronto, tudo bem, se no atendimento da Segurança Social é isto que me dizem, é porque sim, e quem sou eu para contrariar. 

Lá volto eu a contactar o centro de saúde, desta fez telefonicamente, e passam-me a um médico que estava de serviço (entretanto a minha médica ficou de quarentena porque esteve em contacto com um doente infetado). Explico a situação, e ele de imediato me pergunta "quer que lhe passe baixa? isto é uma ilegalidade, mas com a minha idade também não vou preso"! E o que eu respondi é que não queria que nenhuma ilegalidade fosse cometida, mas queria o meu problema resolvido, e se não há outra forma de resolver, então, sim, que me passasse baixa. 

Só que, infelizmente, e só agora já depois de já estar com baixa é que encontrei a resposta à minha situação, e pasme-se, no próprio site da segurança social, mas não no site da segurança social direta onde sempre procurei!


E o que eu acho é que, as pessoas responsáveis não podem simplesmente dizer "todos os doentes crónicos têm que ficar em casa" mas depois na prática quem trata destas questão (centros de saúde e segurança social) não saibam como encaminhar devidamente os doentes crónicos e de risco. Tanto eu como a minha colega estamos de baixa, na prática uma baixa fraudulenta (ainda que a receber muito menos!) não por culpa própria, mas porque as entidades competentes não estão devidamente informadas e não sabem encaminhar estas situações.

Editado:

Disseram-me entretanto do centro de saúde que perante este cenário complicado as diretivas mudam
constantemente, por vezes até diariamente. E entretanto hoje, na capa do Diário de Notícias diz que doentes crónicos e maiores de 60 anos têm que ficar de baixa para se protegerem, contrariando a informação disponibilidade pela Segurança Social, mas isto é só um título, nõ consegui ler a notícia no site, porque a mesma não é de leitura livre

terça-feira, 24 de março de 2020

Coronavírus: Darwin 40 - Deus 0


Ora bem, se no entender dos cristãos, que acreditam que tudo foi criado e nada evolui, Deus criou todas as coisas vivas, então também deve ter criado o coronavírus, certo? Foi naqueles primeiro seis dias que Deus se decidiu a fazer alguma coisinha da vida e depois decidiu não fazer mais nada para todo o sempre!, e lá num desses dias criou o coronavírus. Porque é que o vírus não matou ninguém antes é que eu não sei, ainda por cima porque naquele tempo, consta na bíblia que aquela gente durava séculos!, e o coronavírus deveria adorar aqueles velhotes todos!
Entretanto vinha aí o dilúvio e todos os seres vivos tinham que ser preservados. Foi aí que nos contam que Noé deitou abaixo umas árvores, fez umas tábuas com um serrote, e fez uma caixa capaz de levar todos os seres vivos do planeta, fossem do tamanho de mamutes ou do tamanho microscópico, como as bactérias, micróbios e vírus, como o nosso tão conhecido corona. E pegou no coronavírus e guardou-o na arca, não fosse ele morrer no meio daquela água toda e era uma chatice! E o vírus por aí ficou, durante todos estes seis mil anos que o planeta Terra tem, até ter entrado em atividade há quatro meses na China!

Os cristãos, além de acreditarem que o planeta tem seis mil anos (até porque como sabemos os dinossauros eram contemporâneos de Afonso Henriques e tal como todos nós aprendemos nas aulas de história, foi com a ajuda deles que ele combateu e venceu os mouros)! também não acreditam na evolução das espécies mas sim no criacionismo divino, apesar de todas as evidências que temos, tanto em nós mesmos humanos, tal como noutras espécies, e uma bem perto de nós, como o exemplo que dou sempre, os coelhos que foram introduzidos nas ilhas e que hoje nada têm que ver com os coelhos que sempre existem aqui no continente. 

Mas é muito curioso. É que em apenas algumas semanas, e graças aos inúmeros testes que os islandeses estão a fazer, conseguiu-se saber que lá na terra dos Vikings, o coronavírus já vai com quarenta mutações! Quarenta mutações! Os vírus infetam as pessoas, passam de pessoa para pessoa, mas adapta-se e evolui! Mas isto deve ser tudo invenção do Darwin e dos média ou então, mais provaelmente, obra de Satanás!

segunda-feira, 23 de março de 2020

Os Jogos Olímpicos da Pandemia 2020

Neste ano os Jogos Olímpicos serão outros. Neste dia em que passam três semanas desde que foi noticiado o primeiro infetado, Portugal é o 18º país do mundo com mais casos. Neste ranking eu não me importava nada que estivéssemos muito pior classificados. E já agora, veremos se os Estados Unidos que começaram o campeonato tão tarde, e que já saltaram para terceiro lugar, não acabam, tal como nos outros jogos do desporto no primeiro lugar.


sábado, 21 de março de 2020

Preferível Doente Que Morto

De tanto se falar, esta coisa do coronavírus acabou mesmo por se tornar viral. Acabou o stock mundial de máscaras, desinfetantes e o mais surpreendente: açambarcamento de papel higiénico! A minha mãe diz que nunca passou por nada igual mas falou-me da cólera que, ao que parece, e nesse caso sim, era caso para grandes gastos de papel higiénico. 

Nada se fazendo a sério, como não se fez no resto da Europa e no resto do mundo, talvez porque de tanto a imprensa sensacionalista alertar para uma nova pandemia, e já assim era com a gripe A, isto funcionou como o Pedro e o Lobo, e porque coronavirus no cu dos chineses é refresco nos europeus, americanos e brasileiros, acho que seria mesmo só uma formalidade até à globalização fazer aparecer o primeiro infetado para Portugal.  E por coincidência logo nos primeiros dias a minha própria mãe esteve em contacto com uma pessoa que tinha estado em Itália, pessoa essa que até tinha um colega que apanhou o corona e que depois se passou a chamar COVID19 e que até conheciam a jovem da feira que, se calhar por ser jovem e mulher - porque isto parece que só dava nos velhos - e acabou mesmo para ir para os cuidados intensivos. 

Lá apareceram os primeiros casos em Portugal e apareceu a primeira morte e de nova medida em nova medida mais restritiva que a anterior, chegou-se ao estado de emergência, decretado pelo presidente da república hipocondríaco. O primeiro estado de emergência desde constituição de 1976. No dia seguinte eu saí para a rua, mas, contrariamente ao que esperava, não encontrei chaimites nas ruas, nem polícias, nem sequer a municipal. Tudo continuou igual. O estado de emergência era afinal, uma mera ferramenta proposta pelo presidente da república para que, se o governo assim entendesse, pudesse restringir alguns direitos e liberdades em prol do combate ao vírus. 

Já há duas semanas que tinha deixado de ir ao clube para treinar apesar dos colegas o continuarem a fazer como se nada se passasse. Mas nesta última semana já eu me sentia um pouco desconfortável. Deixei de ir ao hipermercado buscar o café e foi estranho quando comecei a ver as primeiras pessoas de máscara e luvas. Parecia que estava num filme de ficção científica. Começa-se a ficar ansioso, de sobreaviso. O inimigo pode estar em todo o lado, escondido, pronto a disparar. À medida que o vírus se vai aproximando de nós, começam-se a aumentar as distâncias para os outros. Disse à minha colega que se um de nós ficasse doente também o outro ficaria, porque nós trabalhamos lado-a-lado, quase um em cima do outro. E por coincidência somos os dois doentes auto-imunes. Mas isso de ficarmos os dois infetados não é necessariamente verdade, porque, à medida que se foi sabendo mais do bicho, constatou-se que metade das pessoas que fizeram testes estavam infetadas mas nunca tiveram qualquer sintoma. 

O medo instala-se e até aquela pessoa que na empresa nunca lava as mãos depois de ir à casa de banho, começa a fazê-lo (e ainda bem), pela sua segurança mas especialmente pela dos outros. 

As escolas foram fechadas. O trânsito das ruas parece Agosto. Um dos patrões que acha que isto é uma "constipaçãozinha" continua a ir ao ginásio e eu quero-o distante de mim. Entretanto tudo fechou e também os ginásios fecharam. Até os cemitérios e as missas o estado de emergência fechou. No início da semana a minha colega consegue falar com a médica dela e fica de baixa. Passamos a ser quatro na empresa. Eu não consigo chegar à fala com o meu médico do hospital, dizem-me depois que não me preocupe, que esteja atento ao telemóvel porque eles estão a contactar todos os doentes crónicos. Mas até à data não me contactaram. 

E lá continuei a trabalhar porque na empresa age-se como se tudo estivesse normal. Pode-se fazer teletrabalho, pode-se levar trabalho para casa. Sugeri até, o que é ilegal. Em vez dos onze dias de férias que obrigam a gozar em Agosto, poderiam ser gozados agora. Nem me importava com uma espécie de lay-off e ficasse em casa com redução do salário. Mas não, enterra-se a cabeça na areia e faz-se de conta que está tudo bem. A única pessoa que vai para casa é a que está saudável, porque está protegida pelo decreto de cuidar dos filhos menores de doze anos. 

Entretanto as pessoas que se preocupam comigo começam-me a fazer sentir irresponsável por continuar a trabalhar. Mas é a minha obrigação continuar a trabalhar até haver justificação em contrário. É sempre preciso um papel. O papel da baixa ou outro papel qualquer que assim o justifique. Enquanto trabalho ouço na rádio, no meio de todas aquelas indicações tomadas pelo governo sobre o estado de emergência que os trabalhadores que são doentes crónicos não podem estar a trabalhar. Nem os diabéticos podem trabalhar. Bom, então acabou-se, decidi. Amanhã não vou trabalhar. E não fui. Depois de contactado o centro de saúde via eletrónica liga-me a minha médica de família a dizer que não me pode dar baixa porque não estou doente. Tenho que ir ao site da segurança social direta e ver como fazer. No site não há nenhum menu a falar do coronavírus, nem nenhum formulário para o efeito.  

Bem mais importante. Hoje é sábado e chegou o dia de tomar a medicação. O que fazer? Tenho de ser eu o meu médico e eu a avaliar a situação. Tomar uma droga que me baixa as defesas por mais quinze dias, podendo no entanto a doença piorar, ou fazer a medicação normalmente e sujeitar-me a ser infetado e depois ser uma chatice?

Acho que é preferível doente que morto. 

Não é?

Conversas Improváveis (51) - Em Estado de Emergência é Que Está Bom Para Passear de Autocarro!


A minha mãe acaba de saber e veio-me contar.
- Sabes quem é que está infetado com o vírus? O Luisito da Bicha. 

O "Luisito da Bicha" é  mais velho do que eu, mas adquirida uma alcunha em criança, ela depois enraíza-se e dela é difícil as pessoas verem-se livres. O Luís é motorista de autocarro da empresa que serve aqui a localidade, e faz também uns passeios de vez em quando ao fim-de-semana para ganhar mais algum. 

Mas o que eu fiquei agora a saber, fazendo fé que esta informação é verdadeira, é que agora, em pleno estado de emergência, parece que as senhoras mais velhas combinam e vão todas andar de autocarro e passear porque: é de borla!!

Só pode mesmo estar tudo maluco!

segunda-feira, 16 de março de 2020

Escárnio e COVIDizer

Como se pode ver, neste dia que infelizmente marcou a primeira morte em Portugal por COVID-19, a jovem conservadora de direita voltou a aparecer, novamente para pedir para que não se matem os velhinhos.

(Eu já tinha pensado em não mais abordar este assunto aqui no blogue, mas como parece que infelizmente este será o tema único das nossas vidas nos próximos meses, resolvi inaugurar esta série de escárnio e covidizer. Como facilmente se percebe também dá para ver que sou muito forte a usar o Paint!)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Preocupados com o Coronavírus?


Os jornalistas deixaram de informar para passarem a querer intoxicar as pessoas com os mais variados assuntos, enquanto outros, porque não interessa, passam pelos pingos da chuva e não são falados de todo.

Durante este mesmo de Janeiro o jornalismo quis meter na cabeça das pessoas que vinha aí uma Terceira Guerra Mundial (Entre Irão e Estados Unidos) e quase quiseram formar as pessoas em tática militar; seguidamente intoxicaram as pessoas com o caso Isabel dos Santos, mostrando-se toda a gente tão surpreendida com o facto da senhora empresária e empreendedora angolana ter roubado o seu povo, mais ou mais como a surpresa de Toni Carreira ser um plagiador mas há já dez anos que até o programa televisivo Contemporâneos gozava com isso.

Agora é o Coronavírus e parece que querem obrigar as pessoas a fazer um doutoramento em infecciologia causando enorme alarme social. 

Em Portugal morrem todos os anos três mil pessoas por causa da gripe e quase seis mil pessoas (16 por dia) por causa da pneumonia. Estão mesmo preocupados com o coronavírus?