"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
domingo, 30 de novembro de 2025
sábado, 13 de setembro de 2025
Sinistra Última Fotografia
sexta-feira, 6 de junho de 2025
As Gatas Não Tiram Selfies
Tinha acabado de sair da Adega, um dos restaurantes onde almoço e que também serve petiscos, e eis se não quando um gato (os meus colegas disseram que pelas cores é uma gata) começa a chamar por mim. Aproximo-me e começo a fazer-lhe umas festas e por aí estive um bom bocado, até reparar que faltavam quatro minutos para pegar ao trabalho.
"Bem, tenho que ir", e ela salta do muro para o passeio e começa a vir atrás de mim, e fê-lo ainda uns quantos metros.
As gatas da rua reparam em nós porque não andam com a cabeça curvada no telemóvel ou a tirar selfies, porque, infelizmente, hoje já ninguém repara em ninguém na tua. Só mesmo os animais.
sábado, 25 de janeiro de 2025
O Amigo Canídeo
sábado, 30 de novembro de 2024
Regressa Porto de 2010
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
segunda-feira, 29 de abril de 2024
domingo, 21 de janeiro de 2024
Sítios Não Instagramáveis
quinta-feira, 19 de outubro de 2023
Starlet Trip 2023: Mais de 2 Mil Km Numa Semana a Conduzir um Chaço de 27 Anos
No dia anterior fui ao cinema ver O Colar de São Cajó. Tinha estreado no início de agosto, mas fui adiando e, ou era agora, ou não era mais, porque o filme já estava a sair de cartaz e no grande Porto já só estava disponível na Maia. E, de facto, percebi que o cinema tem agora, como se diz, muito mais adeptos. Estavam comigo quatro pessoas na sala!
Saí relativamente cedo de casa e com a mala cheia de tralha! Primeira paragem Pateira e depois segui para Viseu e, entre outras coisas visitei o Museu Grão Vasco, Parque Aquilino Ribeiro, Mata do Fontelo, mas só um bocadinho porque aquilo é imenso! (ficará para outra oportunidade para ver mais em detalhe)
No segundo dia andei por Belmonte e Trancoso a seguir as pisadas dos judeus sefarditas... De manhã por Belmonte e visitei uma porrada de coisas com um bilhete único: Castelo de Belmonte, Museu Judaico e judiaria, Museu das Descobertas (estamos na terra de Pedro Álvares Cabral), Ecomuseu e quando cheguei ainda passei pela Torre Centum Cellas que, no entanto, já sabia que estava em obras, mas que, ao vivo pode ser só impressão minha, mas parece bem mais pequena que nas fotografias.
Depois de Almoço Rumei a Trancoso. Passei pelo Centro de Interpretação Judaica, Casa do Bandarra, Casa do Gato Preto, Casa de Judá. No Centro de Interpretação Judaica deram-me a indicação duma necrópole que ficava a 7Km, em Moreira de Rei, e que por lá haveria festa e "sardinha doce" (seja isso lá o que for). Lá chegado a edilidade ali estava, de microfone na mão, a fazer um qualquer discurso. Inaugurava-se o posto de turismo local. Várias pessoas de livros na mão, talvez para autografar. Minutos depois, no posto de turismo, chega uma simpática senhora, que parecia ter ali caído de paraquedas e quase não sabia indicar a tal necrópole. Apontou e lá segui nessa direção para ver a maior necrópole da Península Ibérica.
Deixei a Guarda e rumei a Castelo Branco, quase exclusivamente só para visitar o Jardim do Paço Episcopal, jardim que, já por diversas vezes estive para visitar mas, por este ou por aquele motivo acabou por não acontecer. Depois farei uma publicação no Bucólico-Anónimo.
De seguida atravessei a fronteira e enchi o pequeno depósito do Toyota Starlet 1.5D na GALP. E não deixa de ser curioso, em Portugal, a GALP que era uma empresa pública antes de ter sido privatizada pelo PS, é das mais caras, ironicamente, já do lado espanhol é das mais baratas. Abasteci a 1,70€, cerca de 20 cêntimos mais barato do que a média em Portugal.
Nesta primeira cidade espanhola passei pelo Parque de Castela e Puerta de Palmas, visitei o espetacular MUBA (Museu de Belas Artes), o Museu Arqueológico (um bocadinho de forma apressada porque fechavam às 15h) e passeei pela Plaza Alta de Badajoz...
E de Badajoz fui para Mérida. E a verdade é que, já nem me lembrava que Augusta Emerita era, no tempo dos romanos a capital da Lusitânia, que incluía quase todo o território atual de Portugal, ali abaixo do rio Douro.
Em Mérida comecei por parar perto de um parque onde se pode ver o Acueducto de los Milagros, um aqueduto romano construído no século I. Muito fácil de encontrar, aliás, acho que foi o aqueduto que me encontrou a mim!, vi-o e dirigi-me para o parque. Depois de me esticar na erva do parque dirigi-me ao Museu Nacional Romano onde paguei 3€ pela entrada.
Em Mérida comprei também um bilhete por 16€ que permite a visita a uma data de coisas romanas: Teatro, Anfiteatro, Alcazaba, Casa del Mitreo, Columbarios Cripta de Santa Eulália e Circo Casa del Anfiteatro, Templo de Diana, Área Arqueológica de Moreira, Templo de Culto Imperial.
E, se em Elvas fui xulado ao pequeno-almoço, já em Mérida estive no Cafe Joplin, um espaço todo decorado com artistas do rock (o nome vem de Janis Joplin) comi umas belas tostadas com queijo e sumos e foi bem barato.
Real Alcazar:
Antes de chegar ainda carreguei na mala do Stalet uma porta para o carro, porque a do lado do condutor está um bocado podre! Lá tive que retirar os sacos para fora e tentar conseguir acondicioná-la da melhor maneira, a ver se cabia, mas veio e chegou inteira!
Foram 2100Km em sete dias. Um bom teste ao chaço que está comigo há um ano, e que quando cheguei passou os 300 mil Km. Sempre que andei em auto-estrada, e foram muitos quilómetros, nunca devo ter passado os 100Km/h porque há que saber o carro que temos. E não raras vezes ia a conduzir e botava um olho na estrada e outro no indicador de temperatura do quadrante!
Tirando um ou outro pormenor, o importante é que correu tudo bem.
terça-feira, 17 de outubro de 2023
Estátuas que Dizem Coisas
Há estátuas que parecem dizer coisas.
Esta, por exemplo, parece dizer:
"Olha que chatice, parece que estou a ficar com as nádegas descaídas"!domingo, 5 de fevereiro de 2023
domingo, 17 de julho de 2022
Cheguei às Portas do Céu... mas Achei Melhor Não Entrar!
Em Bombarral foi assim:
1. Abra o portão da rua que está aberto.
2. Suba ao segundo andar.
3. Junto à porta do apartamento vai encontrar um pequeno cofre
4. Insira o seguinte código...
5. Quando sair tranque tudo e deixe as chaves n caixa do correio
No Forte de Valença a caça ao tesouro foi diferente, porque, como referi, a coisa era muito mais modernaça. E aquela receção com secretária e cadeira e tudo, mas sem ninguém? Nem sei como é que seria se eu quisesse pedir o livro de reclamações! Mas pronto, também não houve motivos para reclamar porque tudo era perfeito. Quase demasiado.
No último dia saíamos de Valença e fomos passeando, tranquilamente enquanto observávamos a vista do rio. Paramos em Cerveira, e depois ela mostrou-me uma imagem de um Miradouro que tinha visto no Instagram. O Google Maps não estava a ajudar, mas se era miradouro tinha que ser num sítio bem alto. Olho em volta e deixa com o tal Miradouro Portas do Céu ou Espírito Santo...
Pode-se dizer que cheguei mesmo às Portas do Céu... mas achei melhor não entrar! até porque o tombo é grande!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Caravana do PAN
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
De Olho em Ti
"A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens mas sim em ter novos olhos".
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
Ah e Tal as Pessoas Gostam é de Ver Gatinhos na Net
domingo, 24 de janeiro de 2021
Por Todo o Mundo Falam de Portugal Por Causa da Pandemia mas Mostram a Fotografia Deste Café?
Ontem passava os olhos por notícias no estrangeiro até para perceber o que se dizia de Portugal e deparamo-me com esta fotografia. Olhei melhor e pensei "Espera lá, mas isto não é um Hospital! Isto é a montra de um café"! Num hospital não há montras com lanches e croissants!
Agora com certeza que os diferentes sites de informação não se lembraram todos de pegar nesta imagem do nada. Esta foto é da Associated Press, uma agência de notícias independente, que lança as notícias e depois muitos outros pontos de informação vão lá bebê-las.
Movido pela curiosidade decidi tentar investigar e com recurso ao Google Maps consegui mesmo chegar à identificação! Isto é na rua Silva Carvalho em Lisboa, e está sinalizado com sendo um edifício da Sociedade Filarmónica Aluno de Apolo.
Alguém precisa de um detetive?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
As Pessoas Enganam-se Tanto
Primeiro fim-de-semana de novo pseudo-confinamento. Mais uma camada de geada a deixar tudo branco no monte e nas ruas, mas também um belo dia de sol, antes da chegada da chuva, amanhã. Decidi ir fazer o meu "passeio higiénico", neologismo que dá para as pessoas justificarem tudo aquilo que não seja o seu dever de estar em casa confinadas e, logicamente que neste caso contra mim falo porque também saí, ainda que, em minha defesa, possa dizer que quase não me cruzei com viva alma.
Peguei na bicicleta e fui fazer um pouco de exercício, não que já esteja propriamente redondo, mas, principalmente, arejar um pouco em véspera de mais uma semana de "trabalho". Resolvi ir para montante do rio Douro, aldeia vizinha e freguesa anexada e fui explorar uns caminhos ali pela beira do rio.
Saí de mochila às costas e roupa comum, botas e caças de ganga justas e elásticas, porque não sou daqueles que para andar de bicicleta têm que vestir o equipamento desportivo todo, como se fossem fazer a volta a Portugal. Saí agasalhado, com gorro preto na cabeça e óculos de sol. Cabelos esvoaçantes e barba de duas semanas.
Por onde passava e se me cruzava com alguém, educadamente dizia "boa tarde". Imagino que para quem me leia e que viva na cidade isto pareça estranho, mas nas aldeias, quer as pessoas se conheçam, ou não, sempre foi normal cumprimentarem-se, e não vergarem simplesmente os cornos ao chão, fazendo de conta que não vêem ninguém. Até me estou a lembrar, dos sítios onde fui fazendo caminhadas, sempre vi o bom hábito das pessoas se cumprimentarem. Em Espanha, por exemplo, sempre que me cruzava com alguém, quer na Senda Del Cares ou nos Lagos de Covadonga ouvia sempre um "Holla!".
Então sempre me pareceu natural e instintivo cumprimentar quem passa. Ontem, infelizmente, várias vezes do outro lado respondia-me o silêncio. Numa das ruas, de boas vivendas (a aldeia vizinha não é como a minha, pobre, até porque em tempos até já foi sede de concelho) mas entretanto chego a um cais onde estavam dois pescadores a pescar e, minutos depois, no regresso, cruzo-me de novo com o senhor, um dos que não me respondeu e vi-o a fechar o portão da sua bela vivenda, não fosse eu decidir, sei lá, assaltar-lhe a casa, em pleno fim-de-semana de confinamento com toda a gente em casa!
Pedalar calmamente também é bom para pensar. E eu refletia como há coisas que não mudam. Há uns anos lembro-me (já não sei se contei esta história aqui no blogue) que uns emigrantes radicados em França, numa altura em que estavam de novo cá na aldeia, ficaram estupefactos a olhar para mim quando passei por eles na rua. E eu não vi essa surpresa, mas ouvi ao longe uma vizinha, que seguia no carreiro do campo de carro-de-mão carregado: "Não tenhais medo, é o filho da Rosa Maria"!
E, não deixa de ser muito curioso que, ainda por estes dias em conversa com a minha amiga carioca dizia-lhe que nunca me senti muito discriminado em Portugal por causa deste meu aspeto mais "exótico". E exótico talvez seja uma bela palavra quando tantas vezes sou interpelado em inglês no meu próprio país. Mas, para o bem ou para o mal, nós somos sempre vítimas ou reféns da forma como nos apresentamos e do nosso aspeto físico. No entanto eu sempre arranjei empregos e nunca senti propriamente que o meu aspeto fosse um entrave a fazer a minha vida normalmente. Há sempre reserva e medo com aquilo que não se conhece, ainda que, digo eu, eu não devesse ser motivo para que sejam mal educados quando passo.
Por outro lado, não deixa de ser irónico, que, se um qualquer meliante se vestir bem, como qualquer "pessoa de bem" (expressão muito em voga pelo candidato fascista) e usar um fato e gravata, e for por aí pelas aldeias dizer que vem trocar as notas de Euro, porque como agora o Reino Unido saiu da União Europeia, tem que se retirar do mapa aquele país, aposto que as pessoas os recebem quase de braços abertos. É assim a sociedade, sempre a julgar pelas aparências, e, como diz a minha mãe: "as pessoas enganam-se tanto".
sábado, 2 de janeiro de 2021
PAREIDOLIA
sábado, 26 de dezembro de 2020
Porque é Que os Asiáticos Resolveram o Problema Pandémico e os Ocidentais Não?
Ontem, dia de Natal, a grande generalidade dos portugueses ainda estava a dormir porque se deitou muito tarde porque ficou à espera do Pai Natal que este ano não veio porque lhe mataram as renas todas na Quinta da Torre Bela e já eu andava de bicicleta junto ao rio Douro. Mas não satisfeito, logo após o almoço que aqui em casa dos meus pais é sempre ao meio-dia, meti a bicicleta no reboque e rumei em direção à cidade do Porto. Deixei o carro a três quilómetros do Freixo, peguei na bicicleta e fui dar uma volta, para exorcizar do meu corpo os últimos vestígios de bolo-rei da noite anterior. Fiz o passadiço de Valbom e rumei ao passadiço de Rio Tinto, passando pelo Parque Oriental.
Ainda era cedo e fui vendo poucas pessoas a caminhar. Maioritariamente ninguém usava máscara, e na rua, a caminhar ao ar livre eu também não vejo grande problema com isso uma vez que o distanciamento facilmente se consegue. Eu também não ando de bicicleta com a máscara colocada, ainda que de vez em quando lá passa uma pessoa com ela colocada.
Sobre a China muita gente coloca dúvidas como é que eles erradicaram o vírus tão rapidamente e já fazem a sua vida normal e vão aos bares e discotecas. Colocam-se dúvidas porque é um regime autoritário que não cumpre os direitos humanos e devemos sempre ter cautela com as informações que de lá vêm. Contudo a China não foi o único país asiático a resolver o problema da pandemia, foi a grande generalidade. O Japão, por exemplo, pertence ao G7 (os países mais industrializados do mundo) e é de todos eles o país que está melhor.
Podem-me dizer que por aquelas bandas eles estão mais preparados porque já convivem com as máscaras há mais tempo e é verdade. Em muitas cidades chineses sei que já se usava máscara simplesmente para as pessoas se protegerem da poluição. Existe essa familiaridade com esse objeto que para nós, excluindo as pessoas que já as tinham que usar nos seus trabalhos, era ainda uma novidade.
Mas os asiáticos resolveram os seus problemas com a pandemia porque cumprem! Os asiáticos que estão em Portugal poderiam comportar-se como qualquer português e não usar a máscara, ou usá-la no queixo, mas não, eles usam-nas sempre e de forma correta. Estão em Portugal, e aqui não há nenhum regime autoritário de pontos que os possa prejudicar. Da Ásia também conheço nem ouvi falar em grupos negacionistas como aqui na Europa, e que infelizmente chegaram também a Portugal, que são contra o confinamento e contra o uso das máscaras como os conhecidos grupos de mentirosos pela verdade.
Os asiáticos têm um sentido de comunidade muito forte. Ajudam-se uns aos outros e respeitam o próximo. Nós portugueses e ocidentais em geral, só pensamos no nosso umbigo. Devemos guardar distanciamento e respeitar as regras para que a pandemia acabe mais depressa? Nada disso, eu faço o que me apetece e ninguém manda em mim e têm que respeitar a minha liberdade individual de ser um atrasado mental.




















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