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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Só para me dar uns mimos

Num dia cheio de tristes surpresas, umas mesmo tristes, outras só desagradáveis para os próximos dias, chego a casa, e quem é que tinha à minha espera e que não dava notícias há muito tempo? Pois é, precisamente hoje, num daqueles tristes dias de instrospeção, o meu amigo felídeo estava à espera que eu chegasse a casa...

Pareceu-me meio esfomeado, mas isso se calhar foi só para disfarçar. Se calhar quis só parecer esfomeado para eu não perceber que ele sabia que eu hoje não estava bem, e então quis visitar-me precisamente hoje para me dar uns mimos. 

Eu aos poucos fui recolhendo diversas informações, e creio que já juntei os pedaços todos para completar a história deste visitante inesperado. 

Como já fui contando, este gato apareceu-me por casa e rapidamente me acolheu e fez do meu espaço seu espaço também de visita. Sempre achei que eu seria uma espécie de restaurante grátis. Mas descobri que os donos viviam a duzentos metros, mesmo junto da estrada principal, numa grande e moderna vivenda, com toda a comida que quiser à disposição. 



Só que o pobre bicho é perseguido, ao que parece, ele como os outros gatos das redondezas, por um grande gato pardo, que eu suspeito que tenha sido ele que por estes dias vi quando cheguei a casa. Estava todo esparramado na minha varanda, e que mal me viu, desatou a fugir. Diz-se que ele os fere para os matar, não sei ao certo se já matou algum. 

Disse a dona do meu amigo visitante que já teve de o curar. E que é precisamente por se sentir ameaçado, que foge e depois passa imenso tempo sem aparecer em casa. Mas há um facto extraordinário, que é, ter-se mostrado muito surpreendida por o gato dela, me fazer festas a mim, um estranho, e subir para cima de mim quando estou deitado na relvado, quando lá em casa, ninguém pode pegar nele.  

"Nós vamos estar de férias, ele (eu) que lhe deite de comer".
E bem que me parecia que estava esfomeado. Ou então apareceu só para me dar uns mimos.

sábado, 23 de julho de 2016

Adivinha quem voltou?

Ao que parece os donos não sabiam dele há já algum tempo. Talvez tenha sido durante o tempo que me vinha visitar.. Mas de repente nunca mais o  vi... Talvez tenha voltado a casa e tenha ficado fechado de castigo... ou então não. Ele lá saberá.

Mas entretanto, surpreendentemente, voltou no fim-de-semana passado. Talvez tenha tido um desejo incontrolável de comida das tartarugas!












terça-feira, 14 de junho de 2016

Ser O Outro

Nunca pensei ver-me nesta situação. 
Sou o Outro. Sempre critiquei isso relações abertas, e agora de repente vejo-me numa. Nunca digas nunca, já dizia o outro! 



Sou o outro. O outro que serve para estar, quando o oficial não está por casa. Quando está ficamos para segundo plano. Bem esperamos mas no fim-de-semana mas não deu para aparecer. E não me venhas com esses miados de desculpa. Quando se quer arranja-se sempre um tempinho. Nem uma SMS sequer! Nada!




Bem sei que também estou livre para ir dar festinhas noutros animais que me apeteça. E não há ciúmes nem sentimentos de posse. E ninguém se chateia assim. Temos o melhor do animal de estimação, sem as partes chatas das preocupações e gastos com veterinários!




Mas não sei. Acho que isto não me convence. Eu sou um gaijo de rotinas, gosto pouco de imprevistos e gosto de saber com o que conto. Acho que temos de falar. Conversar sobre a nossa relação e o que queremos para o futuro. É que isto assim não sei se vai resultar!