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sábado, 26 de dezembro de 2020

Porque é Que os Asiáticos Resolveram o Problema Pandémico e os Ocidentais Não?

 Ontem, dia de Natal, a grande generalidade dos portugueses ainda estava a dormir porque se deitou muito tarde porque ficou à espera do Pai Natal que este ano não veio porque lhe mataram as renas todas na Quinta da Torre Bela e já eu andava de bicicleta junto ao rio Douro. Mas não satisfeito, logo após o almoço que aqui em casa dos meus pais é sempre ao meio-dia, meti a bicicleta no reboque e rumei em direção à cidade do Porto. Deixei o carro a três quilómetros do Freixo, peguei na bicicleta e fui dar uma volta, para exorcizar do meu corpo os últimos vestígios de bolo-rei da noite anterior. Fiz o passadiço de Valbom e rumei ao passadiço de Rio Tinto, passando pelo Parque Oriental. 

Ainda era cedo e fui vendo poucas pessoas a caminhar. Maioritariamente ninguém usava máscara, e na rua, a caminhar ao ar livre eu também não vejo grande problema com isso uma vez que o distanciamento facilmente se consegue. Eu também não ando de bicicleta com a máscara colocada, ainda que de vez em quando lá passa uma pessoa com ela colocada. 


No entanto, comecei a prestar atenção. Passo por um casal de asiáticos (eu não os distingo, se são japoneses, chineses, coreanos ou vietnamitas!) e ambos com a máscara corretamente colocada. Adiante outro asiático de meia-idade, sentado num banco com uma criança, também de máscara colocada corretamente. Depois de feito o passadiço de Rio Tinto decidi rumar até à Ponte da Arrábida e ao Jardim do Passeio Alegre. Fui passando por cada vez mais pessoas na rua quando me aproximei do jardim, e aí já ia vendo mais pessoas com máscara mas a grande maioria não usava. Continuo a dizer que isto não é uma crítica, é unicamente uma constatação, pois o que a lei diz é que o uso da mascara só é obrigatório quando o distanciamento não é permitido, e relembrar que estamos a falar de espaço ao ar livre. Mas fui contado, e a verdade é que passei por uns dez conjuntos de asiáticos e, sem exceção, estavam TODOS de mascara e corretamente colocada.

Sobre a China muita gente coloca dúvidas como é que eles erradicaram o vírus tão rapidamente e já fazem a sua vida normal e vão aos bares e discotecas. Colocam-se dúvidas porque é um regime autoritário que não cumpre os direitos humanos e devemos sempre ter cautela com as informações que de lá vêm. Contudo a China não foi o único país asiático a resolver o problema da pandemia, foi a grande generalidade. O Japão, por exemplo, pertence ao G7 (os países mais industrializados do mundo) e é de todos eles o país que está melhor. 

Podem-me dizer que por aquelas bandas eles estão mais preparados porque já convivem com as máscaras há mais tempo e é verdade. Em muitas cidades chineses sei que já se usava máscara simplesmente para as pessoas se protegerem da poluição. Existe essa familiaridade com esse objeto que para nós, excluindo as pessoas que já as tinham que usar nos seus trabalhos, era ainda uma novidade. 

Mas os asiáticos resolveram os seus problemas com a pandemia porque cumprem! Os asiáticos que estão em Portugal poderiam comportar-se como qualquer português e não usar a máscara, ou usá-la no queixo, mas não, eles usam-nas sempre e de forma correta. Estão em Portugal, e aqui não há nenhum regime autoritário de pontos que os possa prejudicar. Da Ásia também conheço nem ouvi falar em grupos negacionistas como aqui na Europa, e que infelizmente chegaram também a Portugal, que são contra o confinamento e contra o uso das máscaras como os conhecidos grupos de mentirosos pela verdade.

Os asiáticos têm um sentido de comunidade muito forte. Ajudam-se uns aos outros e respeitam o próximo. Nós portugueses e ocidentais em geral, só pensamos no nosso umbigo. Devemos guardar distanciamento e respeitar as regras para que a pandemia acabe mais depressa? Nada disso, eu faço o que me apetece e ninguém manda em mim e têm que respeitar a minha liberdade individual de ser um atrasado mental. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

A Melhor Forma de Transportar Bicicletas no Carro



Como é sabido eu gosto de dar as minhas voltas de bicicleta e, por norma vou para diferentes sítios, mas quase sempre para longe de casa, porque vivo num local com grandes desníveis o que não facilita muito a utilização deste meio de transportes ecológico e que ainda por cima faz bem à saúde. Apesar de já por algumas vezes ter pegado na bicicleta e ter ido, por exemplo, até à cidade do Porto, a verdade é que quase sempre tenho que transportar a bicicleta no carro. 

Sem nenhum mecanismo auxiliar podemos meter as bicicletas no carro de diferentes formas consoante a dimensão do carro. Eu por exemplo posso tirar uma roda e meter a bicicleta de montanha na mala do carro comercial (dois lugares) que tem uma bagageira grande, ou até rebater os bancos do todo-terreno e metê-la inteira dentro do carro, desde que só transporte mais uma pessoa. Mais facilmente ainda conseguimos meter duas bicicletas dobráveis na mala dum carro utilitário. 

Foi isto que disse ao meu amigo que vive num apartamento, que, com duas bicicletas dobráveis conseguia por certo transportá-las no seu Renault Clio sem grande problema. Ele experimentou a minha dobrável, e ficou de tal forma convencido que na semana seguinte já tinha comprado a  sua primeira bicicleta dobrável e depois nas semanas seguintes compraria uma para a namorada. 

Para transportar bicicletas no carro temos diferentes possibilidades. Os típicos suportes que se usam nas barras do tejadilho, provavelmente a forma mais popular de transportar bicicletas nos carros, mas que implica ter altura e força de braços suficiente para colocar a bicicleta lá em cima, tendo ainda como desvantagem o atrito e barulho e o perigo de malhar com as bicicletas em cima se a pessoa se esquece que as leva lá em cima ; temos também os suportes que se fixam com fivelas na mala do carro, mas em que a maioria é ilegal em Portugal porque ocultam a matrícula e as luzes mas já xistem alguns, mais caro, que são sobreelevados e perfeitamente legais; e temos por último os suportes que se fixam no gancho de reboque. 

E foi isso que eu comprei, um suporte para fixar no gancho de reboque para três bicicletas. Comprei-o na net, em segunda mão, mas como novo, porque a pessoa após ter usado duas vezes (o suporte estava completamente novo) ia vender o todo terreno antigo que tinha e não tinha onde o usar. Um suporte deste novo, da marca Norauto, ronda os 150€, eu comprei-o por 90€ com a vantagem da já vir montado!

Este suporte fixa-se como disse muito facilmente no gancho do reboque e só precisamos de lá colocar uma matrícula, porque ligando a ficha de sete pinos de imediato temos luzes e piscas bem visíveis.  As bicicletas fixam-se por meio de fivelas que se apertam nos ferros. Gostei bastante deste tipo de suporte. O suporte fixa-se muito facilmente e tem sistema de chave anti-roubo, as bicicletas vão na mala de forma segura, não há atrito nem barulhos, muito menos ilegalidades! Creio que preciso ainda de comprar é um cadeado e aloquete para que, se quiser deixar as bicicletas no suporte e ir, por exemplo, a um café, nenhum amigo do alheio as roube facilmente. 

Alguns dos passeios de bicicleta que fiz:





sábado, 18 de maio de 2019

Espinho - Praia do Furadouro

Primeiro passeio de bicicleta do ano. Meti a bicicleta na carroça lá me fui encontrar com o meu amigo em Espinho, ainda que, em piscinas diferentes!!

- Já cheguei. 
- Eu também. Onde estás? 
- Junto à piscina.
- Eu também, em que zona?
- Junto ao mar.
- Mas eu também! Espera que eu vou dar uma volta e já te encontro. Afinal não.
- Tens a certeza que Espinho não tem duas piscinas?

Partimos de Espinho, com passagem pela Barrinha de Esmoriz e paramos no Parque do Buçaquinho. Por ali repusemos energias, que pedalar dá fome, e rumamos pela Ecopista do Atlântico até ao destino, na Praia do Furadouro. Depois foi fazer a viagem de regresso a Espinho.

Uma tarde bem passada e mais de quarenta quilómetros nas pernas.