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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Conversas Improváveis (45) - Ignorância Cultural do Grande Porto

Ao passar por uma tenda de vendas de uma artesã que faz pinturas em pedras com motivos celtas, e depois da pessoa que estava comigo ter perguntado sobre os motivos, e sobre quem é que fazia aquele trabalho, que era mesmo a própria senhora que ali estava, perguntou-se sobre como estava a decorrer a Viagem Medieval... E tal como eu sempre achei (até porque já tive o retorno de uma amiga) não corre assim tão bem para os artesãos, mas a senhora descreve de forma muito interessante o cenário:

"As pessoas do grande Porto são completamente ignorantes do ponto de vista cultural. E nós somos do grande Porto. Então Gondomar ou Famalicão... ui! 
- Então e que zonas são boas?
- Tomar, Torres Novas...

Aqui, para a maioria das pessoas, a feira medieval é para vir cá comer e beber. Não valorizam o trabalho do artesão. Os próprios média só fazem alusão à comida e esquecem os artesãos. Ainda antes da feira começar já a comunicação social só falava, como se eles precisassem de publicidade, da comida, e dos porcos que aqui na zona já tinham esgotado."  

Viagem Medieval 2001

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Haja o que houver


Haja o que houver
eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti
Volta no vento
Ó meu amor
volta depressa
por favor
Há quanto tempo
já esqueci
Porque fiquei
Longe de ti
Cada momento
é pior
Volta no vento
Por favor

Eu sei, eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
espero por ti


Haja o que houver / O Paraíso / Madredeus / 1997

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

na Terra...



... "desejando amar e entender"



On Earth / Reign of Light / Samael / 2004


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Como imagino a primeira vez que fizermos sexo

(...) As minhas mãos. Tu ainda não conheces bem as minhas mãos. Sei que tens uma ideia sobre elas, mas ainda não as conheces muito bem. Eu próprio me surpreendo com elas frequentemente. As minhas mãos vão procurar as formas do teu corpo. Gosto de começar por perceber a dimensão das coisas. Vou segurar-te nos ombros, nos braços, na barriga de lado, nas ancas e nas pernas. A escolha destes lugares do teu corpo não tem nada a ver com a procura de um crescendo, com uma gradação que, no seu auge, chegue a lugares mais intímos e/ou pornográficos. Aliás, não chegarei a estes lugares pela escolha, mas sim pelo instinto. Eu conheço os meus instintos, os bons e os maus, os que me fortalecem e os que me enfraquecem. Gosto de todos, não os contrario, todos fazem parte de mim, sou todos eles. Mais, nos teus ombros, braços, barriga, ancas e pernas estarei já inteiro. Nesse momento, não terei ainda a certeza de que iremos, de facto, fazer sexo.Não estarei preocupado. Não consigo imaginar-me preocupado enquanto estiver a beijar-te, a abraçar-te e enquanto as minhas mãos estiverem no teu corpo. Estar preocupado significaria estar longe de ti. Contigo, não consigo estar longe de ti. Contigo, apenas sou capaz de estar contigo.

Posso desabotoar-te as calças? O momento em que tiver nos dedos o botão das tuas calças será determinante. Se sentir que me facilitas o gesto que farei com o polegar e o indicador, se não sentir a tua mão a afastar a minha, será dado um grande passo entre nós. É claro que eu não pensarei isto com estas palavras. Estes pensamentos apenas são possíveis porque estou aqui, longe, e porque a minha mente se aventura por caminhos desaconselháveis. Baixar-te as calças com as duas mãos.

Certezas que tenho:

- A tua pele é suave.

- As minhas pernas cabem no interior das tuas.

- Aguento o teu peso com facilidade.





Vou querer abrir os olhos para, em instantes, ver o teu rosto. Vou querer guardar essas imagens paradas, fotografias do teu rosto. Após um vinco na respiração, entraremos num mundo que se construirá à nossa volta, um mundo que se propagará a partir de nós. Deixaremos de saber os nossos próprios nomes.

O meu corpo pesado, lançado pelos meus braços para o teu lado. Quanto tempo passou? Onde estamos? Enquanto recuperarmos a respiração, estaremos cheios de perguntas.

Além disso, há este texto. Se chegarmos a fazer sexo, há a possibilidade deste texto interferir, de nos sentirmos na obrigação de contrariar os seus detalhes para o garantirmos como ficcional e não nos acharmos previsíveis. Então, não me irás morder a língua, não ficaremos no sofá e não me deixarás desabotoar-te as calças, irás tu própria desabotoá-las. Mais tarde, daqui a semanas ou meses, falaremos deste texto e será como uma piada. Iremos rir-nos da própria dedicatória: para a L. Iremos, pelo menos, sorrir. Tudo estará bem se, semanas ou meses após termos feito sexo pela primeira vez, estivermos juntos a rir ou a sorrir.

Se nunca chegarmos a fazer sexo, este texto continuará a existir. Se tiver de ser assim, espero que estas palavras não tenham qualquer interferência com essa possibilidade, que ficará no lugar invisível onde se acumulam todas as possibilidades que nunca se concretizaram. Seria bastante rebuscado que este texto impedisse esse encontro, mas já me surpreendi com coisas bastante menos surpreendentes. Em todas elas, a vida e o tempo continuaram. Se assim for, se assim não for, espero que a memória deste texto seja a memória destes dias e que, dessa maneira, seja algo de bom, que nos faça bem, e que, nesse futuro, sozinhos ou acompanhados por rostos que agora desconhecemos, sejamos capazes de um sorriso que mais ninguém entenda e que não tentaremos explicar a ninguém.

Abraço / José Luís Peixoto (2011)


domingo, 4 de setembro de 2016

Resgata o meu Coração


Anda cá
Resgata o meu coração
Vou-me afogar
sem ti

Anda cá
e resgata o meu coração
Caí no fundo 
e não consigo sair daqui para fora

Então anda cá
Quem vai resgatar o meu coração?
Quem?

Anda cá
Por favor resgata o meu coração
Vou-me afogar
sem ti



Rescue my Heart / Weithless / Liz Longley / 2016

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Lei do Amor

O problema existe quando o ódio foi posto no nosso coração pela ação direta de um "desarrumador". Quando nos vemos afetados pelo furto, pela tortura, pela mentira, pela traição, pelo assassínio. Nesses casos, o único que nos pode tirar o ódio é o próprio agressor. Assim indica a Lei do Amor. A pessoa que provoca um desequilíbrio na ordem cósmica, é a única que pode restaurá-la. Na maioria das vezes não é suficiente uma vida para se conseguir isso. Por isso, a natureza permite a reencarnação, para dar oportunidade aos "desarrumadores" de arranjarem as suas confusõezinhas. Quando há ódio entre duas pessoas, a vida reuni-las-à tantas vezes quantas fores necessárias até este desaparecer. Nascerão uma vez e outra, perto um do outro, até aprenderem a amar-se. E virá um dia, depois de quatorze mil vidas, em que terão aprendido o suficiente sobre a Lei do Amor para que lhes seja permitido conhecer a sua alma gémea. Esta é a melhor recompensa que um ser humano pode esperar da vida. E podem ter a certeza que caberá a todos, mas a seu devido tempo. É isto que a minha querida Azucena não percebe. O momento de conhecer Rodrigo já lhe tinha chegado , mas não o de viver a seu lado, pois, antes, ela tem de adquirir maior domínio sobre as suas emoções, e ele liquidaar dívidas pendentes. Antes deve pôr algumas coisas no seu lugar, se pretende unir-se para sempre com ela, e Azucena vai ter de o ajudar. Esperemos que tudo corra bem para benefício de encarnados e desencarnados. Mas eu sei que vai ser muitíssimo difícil. Para triunfar na sua missão, Azucena precisa de muita ajuda. 



Eu, como seu Anjo-da-Guarda que sou, tenho a obrigação de socorrê-la. Ela, como minha protegida, tem de se abandonar e seguir as minhas instruções. E aí é que está o busílis. Não faz caso nenhum de mim. Estou há cinco minutos a dizer-lhe que tem de desativar o campo áurico de proteção de sua casa para Rodrigo poder entrar e até parece que estou a falar para uma parede. Está tão emocionada com a ideia de o conhecer que não tem ouvidos para as minhas sugestões. Vamos lá ver se o pobre noivo não fica muito estragado ao pretender atravessar a porta. Qual quê? Ainda bem que por mim não foi. Sussurrei-lhe milhares de vezes o que ela tem de fazer. E nada! O que mais me preocupa é que, se não é de ouvir nem de executar esta ordem tão simples, o que será quando realmente depender da minha cooperação para salvar a sua vida! Enfim, seja o que Deus quiser!


A Lei do Amor / Laura Esquivel / 1997

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

do AMOR

" Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.



Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão ser estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor."

Kahlil Gibran "The prophet" (1923)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Próximas Leituras

Como acho que já terei mencionado que não sou um leitor compulsivo e recomecei a ler de forma mais regular nos últimos anos, que até coincidiu temporalmente com o período em que deixei de ter televisão. Por vezes vou à biblioteca e trago um ou outro livro para casa, ou então compro determinado livro específico, usado, de preferência barato, porque por algum motivo me chamou a atenção.



Mas recentemente, fruto de algumas trocas, ou compra, em que, em vez de só comprar o que queria, trouxe mais dois porque estavam baratinhos e acabei por acumular vários livros. Talvez possa dizer que me escolheram a mim em vez de ser eu a escolhê-los a eles. Chegaram-me às mãos por mera sorte, ou então, se preferirem, talvez tenha sido por algum sortilégio ou maquinação do universo.

Ironicamente já depois disso tropecei numa crónica da rádio sobre um outro livro que parece ser a minha cara. Livro do ano passado, mas que apesar do contexto, surpreende por já ser recorde de vendas internacionalmente, Mas está anotado, mais hoje ou amanhã, também por certo me me virá ter às mãos. 

domingo, 3 de julho de 2016

Todo dinheiro é assaz imundo

- E quanto ao dinheiro? continuou Pete. - Acha que eu deva recebê-lo, sabendo de onde vem e a quem pertence?

- Todo o dinheiro é assaz imundo - disse Mister Propter - e não me consta que o do pobre Jo seja sensivelmente mais imundo que o de outro qualquer. Talvez você o ache, mas isso porque vê, pela primeira vez, o dinheiro na sua fonte - fonte pessoal e humana. Você é como uma dessas crianças acostumadas a receber o leite em garrafas esterilizadas, de um camião branco e reluzente. Quando vão ao campo vêem ser extraído de um animal enorme, gordo, malcheiroso, ficam horripiladas, enojadas. O mesmo se dá com o dinheiro. Você está acostumado a recebê-lo detrás de uma grade de bronze, ao balcão de um Banco monumental todo de mármore. Agora veio para o campo; mora no estábulo com o animal que segrega o dinheiro que recebe. E o processo não lhe parece primar pela delicadeza ou pela higiene. Mas, mesmo enquanto você não sabia, esse processo realizava-se. Se não estivesse a trabalhar para Jo Stoyle, provavelmente trabalharia para alguma universidade ou colégio. Mas, de onde sai o dinheiro das universidade e colégios? Dos ricos. Em outras palavras: de gente como Jo Stoyle. De modo que seria a mesma imundície servida em recipientes esterilizados e distribuída por cavalheiros de beca e capelo. 
- Então o senhor acha bem que eu continue a ser o que sou? 
- Sim - respondeu Mister Propter - entendendo-se por isto que não é escandalosamente pior que qualquer outra coisa. 

"Também o cisne morre" / Aldous Huxley (1939)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Se eu esperar...



... Do relógio ao passado
Um futuro que tu tens
E só para encontrar apenas um outro
Parece ser o objetivo de toda a gente
Da procura à dor
Acreditavas que me poderias levar
E sairíamos
E eu poderia ver-te sempre que quisesse

Se eu te posso dar tudo, tudo, tudo?
Eu sei que tu não me podes dar nada
Se eu esperar, se eu esperar
Sei que confias que nos veremos novamente
Se eu esperar
Sei que confias que nos encontraremos novamente...




"If you wait" / London Grammar / 2013



terça-feira, 21 de junho de 2016

sábado, 16 de abril de 2016

Matar os bons filmes

Mia Wallace (Uma Thurman) em Pulp Fiction de Tarantino


... É como por exemplo quando me dizem... verem filmes piratas.  
No outro dia estava a falar com um amigo que me dizia (...) "Pá os filmes cada vez mais são feitos para adolescentes". 
e eu estava-lhe a dizer "Sim mas tu vês filmes em casa no computador não vês?
- Vejo.
E são filmes que interessam?
- São.
Então tu estás a contribuir para que isso aconteça. 

Uma pessoa vê um filme que gostaria de ver no cinema mas em casa, está a matar esse filme, porque está a dizer ao realizador... Dando um exemplo muito prático: nós os dois somos os dois fãs, imagina, de Tarantino (para dar um exemplo que toda a gente conhece). 
As pessoas quando decidem ver em casa um filme do Tarantino em vez de ir ao cinema como iam no tempo no Pulp Fiction porque não tinham outra hipótese, estão a tirar espectadores a esse realizador. Estão a dizer aos estúdios que dão dinheiro a esse realizador, que não vale a pena dar dinheiro porque ele não faz muitos espectadores lá fora. 

Porquê? Porque nós em vez de sairmos de casa e irmos ao cinema vê-lo, estamos em casa a ver o filme e depois, mais tarde, quando o Tarantino deixar de filmar porque deixou de ter espectadores, (no caso do Tarantino nunca vai acontecer) mas pronto seja como for, quando isso acontecer, como é óbvio, o que vai restar é os filmes de adolescentes. Porque os adolescentes nos Estados Unidos enchem os cinemas, e porque tu não convidas alguém para sair e ver um filme no computador. 


"Por Estes Dias" / Daniel Belo com Nuno Lopes / Antena 3

O programa pode ser ouvido na íntegra aqui.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ser Forte

Ser Forte.

Mas ter sempre presente que somos todos vulneráveis.

E ser vulnerável nada tem a ver com fraqueza.





Strong / If you Wait / London Grammar / 2013



quarta-feira, 30 de março de 2016

Tu para mim és perfeita

Ó Professor, diga-me lá - quantas vezes é que viu o "Amor Acontece" (Love Actually)? 
Eu bem o ouvi, por estes dias, na rádio (em repetição?) a dizer que viu cinquenta e tal vezes o Notting Hill! 
Como eu o compreendo! 

Nós os românticos (baixinho para ninguém ouvir!) exaltamos com essas demonstrações de afeto no cinema. O professor bem pode dizê-lo, afinal é uma figura pública, um homem reconhecido pela sua profissão. Mas eu não. Tenho este aspeto de bárbaro, escrevo mal e uso calão, apesar de ser propositado. Se me ponho a dizer a dizer que sou um romântico afasto logo a freguesia toda! O professor sabe. Um homem não chora. Um homem não diz que não a uma mulher, come-as a todas. Homem que é homem não anda a sofrer por uma mulher. Homem que é homem sabe que há muito peixe no mar. Um homem perante a sociedade, tem de ser como todos os homens.

E ser romântico hoje em dia, é pior que dizer que se tem uma doença venérea! Imagine agora, um homem afirmar que viu uma comédia romântica! É o fim do mundo! Na verdade eu não uso essa palavra... costumo dizer que "sou um bocado Gó". Sabe, eu tenho a minha terminologia, gosto de usar as minhas expressões. Olhe, gosto de escrever gajo com "i" já viu!  
Viking Gó está a ver? Imagine um Viking alto, grande e forte, com uma grande espada, mas depois com um lado sentimental. Imaginou? Então não deve ter nada a ver!




Sabe que eu vi umas quantas vezes o "Amor Acontece". Aposto que o professor também o deve ter visto umas quantas vezes! Aquela cena final, em que o escritor inglês vai resgatar a sua donzela, aquela emigrante portuguesa que foi a sua empregada de limpeza é - lá está! - muito Gó! E quando ele lhe diz em inglês (que ela não entende) que quando a vai levar a casa, é o melhor momento do dia? Lindo não é?
Olhe, sabe que mais, tenho de rever o filme um dia destes! 

E especialmente dedicado a si, inauguro aqui no blogue, uma sequela de cenas românticas inesquecíveis de filmes, e começo já com esta do "Amor Acontece". "Tu para mim és perfeita":




"Por agora deixa-me dizer-te - sem esperança nem agenda - Para mim, tu és perfeita - E o meu coração despedaçado irá amar-te - Até seres assim (velhinha)".

E ó professor, isto só funcionava mesmo em filme não é? Um gaijo fazia uma coisa destas, e ela não vinha a correr atrás de nós dar-nos um beijo! No mínimo levávamos com a porta na cara! Mas resulta sempre muito bem em filme!

Já agora professor, se um dia destes passar por si na rua, dou-lhe um abraço. E digo-lhe "Gosto de si... o professor é um gaijo porreiro".

sexta-feira, 11 de março de 2016

Nós havemos de nos ver os dois



Nós havemos de nos ver os dois
Ver no que isto dá
Ficar um pouco mais a conversar
Ter a eternidade para nós
Quem sabe jantar
Se tu quiseres, pode ser hoje...



Seja agora / Mundo pequenino /2013


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Pobres que se tornam Ricos e que odeiam Pobres

Mister Stoyle era um rico que já fora pobre. Nos seis anos decorridos entre o dia que fugira de casa do pai e da avó, em Nashville, e o dia em que fora adotado pela ovelha ranhosa da família, o tio Tom, da Califórnia, Jo Stoyle aprendera - ao que suponha - tudo o que se podia aprender sobre a pobreza . Ficara-lhe desses anos um ódio inveterado às circunstâncias da pobreza, e, ao mesmo tempo, um enextirpável desprezo por todos os que, por demasiadamente estúpidos, fracos ou sem sorte, não tinham logrado sair do inferno em que caíram ou nasceram. Os pobres eram-lhe odiosos, não apenas por constituírem uma ameaça potencial à sua posição na sociedade, não apenas por os seus infortúnios reclamarem uma simpatia que não estava disposto a dar, mas também por lhe lembrarem o que sofrera no passado e, ao mesmo tempo, porque o facto de ainda serem pobres era prova suficiente, a um tempo, da sua desprezibilidade  e da superioridade dele, Jo. E, já que sofrera o que eles sofriam agora, era apenas justo que continuassem a sofrer o que ele tinha sofrido. Além do mais, visto como a continuação da pobreza, provava a desprezibilidade dessa gente, era justo que ele, agora rico, os tratasse como às criaturas desprezíveis que mostravam ser. Era esta a lógica das emoções de Mister Stoyte. E vinha agora Bill Propter censurá-la, dizendo ao agente que não deviam aproveitar-se da superabundância do trabalho para para baixar os salários: que, pelo contrário, deviam aumentá-los - imaginem! - numa época em que os vagabundos pululavam no Estado como uma praga de gafanhotos... E não era tudo: que deviam construir-lhes acomodações, cabanas como as que ele próprio - aquele idiota! - lhes construíra: cabanas de dois quartos, que custavam seiscentos e setecentos dólares, para gente dessa laia, as suas mulheres e aquelas crianças nauseabundas, tão sórdidas que ele nem nos hospital as receberia - a menos que estivessem realmente a morrer de apendicite ou coisa que o valha, pois, nesse caso, naturalmente, não podia rejeitá-las. Mas fosse como fosse, onde diabo tinha Bill Propter a cabeça? E esta não era a primeira vez que ele tentava intrometer-se.  

Também o cisne morre / Aldous Huxley / 1939


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Sou especial, tão especial



"Porque eu vou-te mostrar
Não há mais ninguém aqui
Ninguém como eu
Eu sou especial, tão especial
Tenho que ter alguma atenção tua
Dá-ma"



Brasse in pocket (I'm special) / the Pretenders / 1979


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Primeiro filme 2016

Por sugestão de várias famílias, já havia decidido ver o filme "Inception" (A Origem) e acabei mesmo por o comprar para depois ver quando me apetecesse. E não é que me apeteceu começar a vê-lo nos últimos minutos de 2015...? 

Nada sabia sobre o filme, o que é ótimo pois não estava minimamente sugestionado , quando muito unicamente estar sob o efeito da pressão de me terem dito que é um filme é "espetacular".




Mas poucos minutos depois, e poucos minutos antes do novo ano entrar, não sei precisamente quantos, dez, quinze minutos? Só sei que adormeci. É verdade, passei a passagem de ano a dormir... quem sabe a sonhar? Se calhar num outro tempo qualquer, passado ou futuro. Não sei, pois raramente me lembro dos meus sonhos... Mas não é que este filme é precisamente sobre os sonhos! Não é apropriado ? Começar a ver um filme sobre sonhos, adormecer e ir sonhar!

Acabei de o ver neste fim-de-semana passado, dez dias depois de ter visto o início, dez dias depois da entrada do novo ano.

Duas ideias quando acabei de ver o filme: "estás a ficar esperto", isto quando desde logo percebi que cena era aquela inicial do filme" (ou então o filme é demasiado previsível) e a música final, "Time", que ao fim de três notas logo se percebe que é de Hans Himmer, e que diga-se, é completamente arrebatadora.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Esta foi a música da minha semana, certamente a música que mais vezes ouvi. E ainda agora ouvia-a repetidamente, uma e outra vez. A forma como a vocalista, repete "Alone...I'm all alone" como que me hipnotiza.




"Alone" / Home / the Gathering (2005)