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terça-feira, 11 de junho de 2019

O que Deus Uniu Descola Mais Rápido?



Números oficiais PORDATA, hoje, na primeira página do Jornal I:

"Quem casa pela Igreja divorcia-se mais do que quem casa pelo civil".

E temos que ter em conta que, pessoas do mesmo sexo não podem casar (nem divorciar-se) pela Igreja, pelo que vão para o bolo dos casamentos e consequentemente divórcios civis. 

O que eu me pergunto, e seria certamente uma reportagem interessante, era perguntar aos responsáveis da Igreja Católica - o que acham destes resultados?, afinal, segundo julgo saber, pelo menos por aqui na aldeia que há uns anos, quem queria casar pela Igreja Católica, até tinha que fazer um curso de preparação e tudo!, ainda que, esse curso fosse ministrado - ironicamente! - por alguém que nunca soube o que são os desafios de estar casado!

O que é que isto poderá querer dizer? 

Na minha opinião que quem casa pela Igreja, se calhar fá-lo de forma menos esclarecida, se calhar querendo corresponder e ir de encontro a determinadas expectativas, dogmas e pressões familiares, não fosse até corrente que o casamento é a cerimónia dos pais (que muitas vezes a pagam) e não dos dois principais interessados. Mas para mim quer também dizer outra coisa: a completa falência da instituição casamento, até porque, e já aqui falei do assunto: mais de 50% das crianças que nascem em Portugal, nascem fora do casamento.

domingo, 31 de março de 2019

Conversas Improváveis (37): Casamento

"Quero-te ver casado antes de um de nós se ir embora daqui".

(a sério que achei isso muito bonito... ainda que isso possa não ir de encontro aos meus objetivos)

Imagem emprestada da net

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Conversas Improváveis (33) - Casamento Perfeito

Depois de eu ter dito que alguma coisa há de errado as pessoas estão a fazer para termos temos uma taxa de divórcios à volta dos 70%:

Um dia destes casamos!
Boa ideia, nós realmente damo-nos muito bem! Nós nunca nos chateamos!
Pois não. E tens a minha permissão para comer todas as gajas que quiseres! Estás à vontade, e se elas tiverem uns gajos jeitosos também podem apresentar!


Foto emprestada da net

domingo, 23 de setembro de 2018

Que Tipo de Casamento Vai Escolher Hoje?

"Os Últimos Dias da Monogamia" 
Laslo Havas - Louis Pauwels 
(1969)
A liberdade para um casal viver a sua vida à sua maneira está, de facto, conquistada, com a condição de respeitar a regra do jogo. Consiste em poucas palavras: fingir.
Largo uso tem sido feito desta liberdade. É provável que restem por inventar formas inéditas da vida a dois. Mas já se oferece uma bela gama de possibilidades (...) Nas sociedades avançadas da segunda metade do século XX, um homem e uma mulher casados (só falamos aqui destes) podem escolher as seguintes soluções:

1. Castidade Absoluta

Os cônjuges não têm relações sexuais nem entre si, nem com terceiros.
Os motivos são diversos. O mais respeitável, senão o mais difundido, é a fé (...)
Estes abstinentes permanecem agarrados a uma conceção antiga. Obedecem a S. Jerónimo para quem "a virgindade é o estado natural". Receiam as ameaças de S. João Crisóstomo "O casamento é o fruto da desobediência do primeiro casal, da maldição e da morte". Seguem o exemplo de S. Aleixo que, contraindo o matrimónio, não tinha a intenção de o consumar. E, acima de todos, veneram S. José, cuja união com a Virgem mostra,  segundo S. Agostinho, "magnificamente que o casamento pode subsistir sem as relações conjugais e até com o consentimento a uma continência recíproca" (...) 

2. Castidade Conjugal com adultério

O casamento não está consumado, mas um dos cônjuges, ou ambos têm relações com terceiros (...)

3. Alibigamiade

A união legal dos homossexuais com pessoas do sexo oposto, destinada a afastar suspeitas (...)



4. Monogamia para toda a vida

Os cônjuges casam virgens e mantêm-se fieis um ao outro.
Esta fidelidade não termina antes da morte de uns dos cônjuges. Para maior segurança, nas Índias, até 1829, a mulher era queimada com os despojos do seu marido. Devemos todavia fazer notar que que os padres, herdando todos os bens da viúva sacrificada, por alguma razão forçavam o respeito deste costume (...)

5. Monogamia Temporária

Fidelidade absoluta dos dois cônjuges limitada à duração do casamento (..)

6. Monogamias Sucessivas

Diz-se igualmente monogamias seriais ou poligamia serial. Pode-se igualmente falar de fidelidade intercambiável: é mesmo disto que se trata (...)

7. Adultério sem Consentimento

O homem ou a mulher, ou os dois, têm relações extra-conjugais que o outro ignora e tudo é feito para que assim aconteça (...)

8. Adultério com Consentimento Tácito

O outro sabe-o, mas não se fala disso (...)

9. Adultério com Consentimento

Ambos o sabem e disso falam (...)

10. Lar a três

Coabitação do casal com o ou a amante (...)

11. Spouse trading 

Troca dos cônjuges entre dois ou mais casais, para uma noite ou um fim-de-semana (...)

12. Casamento Intermutável

Troca de cônjuges de duração prolongada (...)

13. Sexo Coletivo 

O casal conduz-se quotidianamente como qualquer outro casal, mas participa em orgias programadas. Para que esta fórmula se torne uma forma de vida, é preciso que a participação seja regular e as reuniões organizadas, isto é premeditadas (...)

14. Omnigamia

Promiscuidade absoluta, liberdade sexual total, sem restrição alguma. Os adeptos do sexo coletivo formam uma sociedade, com as suas regras os seus usos, a sua sabedoria de vida. Os adeptos da omnisexualidade são os fora-da-lei daquela sociedade. Eles trocam de mulheres mas também as roubam. Tanto os companheiros do mesmo sexo como os do sexo oposto são bem-vindos. O incesto é quotidiano e as menores não são banidas. As orgias de massa alternam com noites íntimas e mesmo uma conversa a dois é tolerável (...)

15. Grande Família

Comunidade de vários casais que dividem a sua mesa e a sua cama frequentemente, mas não necessariamente, os seus bens. Esta grande família, também chamada "kolkose amoroso" ou "kibutze sexual" começa com quatro pessoas, não havendo limite para o máximo 
(...)

Os julgamentos, autoritários ou sumários, não faltam. Pseudo-científicos, moralistas, imoralistas, avançam a sua formula e afirmam-na universalmente boa. Esse não é o nosso caso. Nós recenseamos. A variedade da escolha é, de facto, desconcertante. Mas cada um que decida, no conhecimento da sua própria causa. Basta saber por que e como viver a dois, o que é o casamento e o que dele se espera. Mas sabêmo-lo?

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Português: inventem-se novas palavras!

Antigamente, sempre que surgia algo de novo, que não existia antes, depressa se criava uma nova palavra adaptada da língua estrangeira para o português. Na escola até aprendemos que esse tipo de palavras se chamavam neologismos. 

Mas entretanto o tipo que fazia esse trabalho de inventar novas palavras deve ter  morrido ou então foi para a reforma ou foi despedido por extinção do posto de trabalho porque, de repente, tudo que aparece de novo na sociedade quase não tem nenhum equivalente no português, e rapidamente impinjem-nos para usarmos o inglês. E então passamos a vida a dizer wi-fismarthphone, tablet, etc. 

Mas não é só neste tipo de tradução para o português que deveriam ser criadas novas palavras. Há também novas coisas a acontecer na sociedade que depois não têm uma palavra apropriada e as pessoas até ficam constrangidas sem saber muito bem o que dizer.

Até há não muito tempo o casamento era para a vida e até era mesmo proibido o divórcio. E até então era fácil: ou se era solteiro, ou se namorava ou se estava casado ou viúvo. Mas hoje em dia temos uma nova categoria para a qual não há palavra e isso cria na cabeça das pessoas alguma confusão e até descriminação. 
Grande parte das pessoas, e não estamos a falar de uma minoria deixaram de casar. Segundo o INE, em dez anos houve menos 39% de casamentos, e os casamentos católicos diminuíram 61%! E de 2001 para 2011 as pessoas que viviam em união de facto passaram de 381 mil para 730 mil. Ou seja, cada vez os casais vão viver juntos mas estão-se a cagar para o papel assinado.

Só que há um probleminha: não existem palavras em português, tanto para designar o seu estado civil - ninguém diz "a minha união de facto está nas ruas da amargura" pois não? porque "união de facto" foi o rótulo legal que os políticos arranjaram, tal como, por exemplo, para o corte cego de freguesias que o anterior governo procedeu e chamaram-se "união de freguesias" que fica lindo que que fode! Ninguém diz que vai à União de freguesias de Santa Cona do Assobio e de Arrebimba o Malho tal como ninguém diz que um amigo vai-se unir de facto com a namorada, pois não? E depois ainda sobra outra questão de português mais complexa. Marido e mulher (ou marido e marido/ esposa e esposa no caso homossexual) designa duas pessoas que são casadas de papel passado. Mas e quem não assinou o papel? São o quê? Companheiros? Camaradas? Unidos? Namorados? Igualmente marido e mulher? Como é que vamos uniformizar isto tudo?

A verdade é que ainda há muito preconceito, principalmente nas mentes mais velhas ou pouco arejadas para este tipo de situação. E eu ainda me lembro muito bem de ouvir referir-me a este tipo de situação de "mal casada" e tenho o exemplo da minha própria mãe, que abdicou (e mal a meu ver) da sua pensão de viuvez e quis casar, precisamente para ter um título maior de importância. Porque não estando casada parece que é uma galdéria qualquer. 

Infelizmente as pessoas não se atualizam e têm muitos preconceitos nas suas cabecinhas . Ainda hoje, parece que quem decide fazer um contrato e jurar que vai ficar com aquela pessoa para a vida toda, mesmo apesar de existirem 70% de divórcios! parece que tem sempre mais importância do que quem decide estar junto da pessoa que gosta de livre vontade, sem nenhuma formalidade.

E depois é o constrangimento que cria. Quem está casado diz "a minha mulher/marido", quem vive junto nem sabe muito bem o que dizer... Por norma ouço dizer "o meu namorado(a)", mas namoro no meu entender é o estado antes de se viver junto. É diferente. Há quem use também "o meu companheiro", mas companheiros, camaradas, colegas, e tipos com quem se dá umas fodas também há muitos. 

Quem me conhece sabe que eu não diferencio, e trato de igual forma quem está casado como quem vive junto. Por exemplo, à minha colega engenheira lá do trabalho falo no "marido". E eu ajo assim pois parece-me a melhor forma de não discriminar, de dar igual importância. 

A este propósito, uma amiga minha, que recentemente foi viver com o namorado, até me disse por estes dias que está mesmo a pensar casar, precisamente pela pouca importância que os outros dão quando menciona o "namorado". Mas neste ponto já não estou de acordo. Nós temos que fazer a nossa vida em função do que nós acreditamos. A importância e o valor que realmente importa é o que nós damos. E temos de fazer a nossa vida pela nossa cabeça, não em função do que os outros pensam de nós. 
Se queremos casar porque era uma ambição e fazer uma festa e gastar uma pipa de massa para mostrar aos outros; se queremos casar porque poderemos ter vantagens fiscais; se queremos casar por questões religiosas? Sim. Ir casar forçado, quando nem sequer se acredita na instituição, e só porque os outros torcem o nariz e não nos valorizam? Não. 

Ainda assim, o que acho é que é mesmo preciso, é que se inventem novas palavras para a língua portuguesa. 


sábado, 19 de setembro de 2015

"Queres um conselho? Não te cases."

Se eu gostasse de conselhos pedia-os, e na verdade, e ao contrário de muitas pessoas, não sou muito de pedir conselhos aos amigos, aos pais, ou seja lá a quem for. Conselhos, como é lógico, naquilo que é verdadeiramente importante na minha vida pessoal, e não sobre coisas triviais, pois não me tenho por nenhum supra-sumo do conhecimento de todas as áreas, e sempre que existe algo que não domino quero-me informar, gosto de auscultar quem tem mais experiência ou sabe mais do que eu em determinado assunto para depois então depois decidir pela minha cabeça.

Mas esta semana deram-me um conselho sem eu o pedir.

Depois de já antever as palavras que teria de ouvir quando chegasse a casa e tivesse de explicar à mulher uma coisa tão simples, como o horário do voo que teria de apanhar, um colega no trabalho diz-me:

"- Queres um conselho? Nunca te cases. Nós pensamos que connosco vai ser diferente dos outros. Que elas serão diferentes. Que serão diferentes das mulheres dos outros. Mas não. É tudo igual".

E vira-se para o outro colega que estava connosco, também ele casado e interpela-o:
"- Não é ó... "? Ao que ele de imediato concordou totalmente!

freeimages.com

Pois é, mas eu se quisesse conselhos pedia-os. E se eles fossem mesmo muito bons, então talvez as pessoas os devessem vender, pois talvez um bom conselho valha bom dinheiro.

Mas o que eu questiono é - será que as pessoas dizem isto que pensam ao respetivo(a)? Será que as pessoas casadas dizem ao respetivo(a) que dão conselhos aos outros para não se casarem? Será que ao menos conversam sobre isso?

"Olha amor, sabes, nós estamos casados há alguns anos, eu estava cheio de expectativas, achei mesmo que iríamos ser felizes, que iríamos ser diferentes dos outros, que tu irias ser diferente dos outros, mas isto afinal é um casamento exatamente igual ao dos outros.
Sabes amor, estou farto de aturar as tuas merdas e já nem me lembro qual foi a última vez que fodemos, mas a sério e não aquela fodinha da misericórdia em que abres as pernas enquanto pensas na cena do episódio da novela de amanhã, e eu, com sorte, venho-me três minutos depois. Olha amor, se eu soubesse não me tinha casado contigo".

Será que as pessoas realmente dizem o que sentem, ou armam-se simplesmente em muito sabedoras, mas só para com os outros, quando na verdade não fazem nada para mudar o estado de coisas das suas próprias relações e dos seus próprios casamentos?

Pois é. Querem um conselho? Não estão bem? Ponham-se. Os divórcios são livres. E já agora guardem os conselhos para vós mesmos. Talvez vos façam mais falta que a mim que ainda sou solteiro. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Brasileiras, uma ciência que desconheço

Como dizia a outra, não vou negar à partida uma ciência que desconheço, mas há coisas que me deixam a refletir.

Vamos imaginar que um grupo de homens, todos casados, que têm de se deslocar por uns mesitos ao Brasil, a fim de por lá fazerem uns trabalhos para a empresa onde trabalham em Portugal. E vamos imaginar que chegam e os seus casamentos foram todos para o espaço.

Afinal - O que é que as brasileiras têm a mais que as outras?

Por esta altura os meus seguidores imaginários já me estão a responder "Ah porque as brasileiras são jeitosas, e bonitas"... Sim, mas sem querer defender o produto nacional, felizmente que também há muita portuguesa jeitosa e bonita.
Outros dir-me-ão que é do calor, da pouca roupa e dos bikinis.... Certo, mas no verão português também faz muito calor, e as praias também estão cheias de mulheres semi-nuas! E relembro que os senhores foram - supostamente - trabalhar, e não apanhar sol sol e ver bundas na praia!
Ah, então, estão outros a pensar,  é do sexo, as brasileiras devem ser umas grandes malucas! Mas vamos lá ver uma coisa. Eu quando conheço uma mulher, só de olhar para ela, não faço a mais pequena ideia se ela é "uma grande maluca na cama" ou se pelo contrário é um verdadeiro tédio! 
Ou seja, ninguém se interessa por uma mulher só de olhar para ela e achar que é uma grande trancada, porque para saber mesmo, ter de partir para as vias de facto! E estamos a falar de senhores casados, homens de respeito, com contrato de fidelização com a mulher e tudo. Contrato esse que é supostamente para toda a vida!
E ainda a propósito do sexo com brasileiras, relembro uma reportagem na RTP sobre putas, em que referiram que muitos clientes já estavam a dispensar as brasileiras, porque segundo eles, elas eram "muito despachadas"!

Agora, que há aí um fenómeno qualquer, mais ao menos ao nível do Triângulo das Bermudas, isso é por demais evidente. Afinal os homens vão para o Brasil, e de imediato os casamentos desaparecem, para todo o sempre!

Obviamente eu não estou em condições de avançar hipóteses para o fenómeno. Talvez só quando eu mesmo for para o Brasil, me misture junto das nativas, para fazer um estudo verdeiramente aprofundado para retirar as verdadeiras conclusões e publicar aqui! 

Até lá, tenho para mim, que os homens portugueses não perdem a cabeça pelas brasileiras, só por estas serem boas. Tenho para mim que será por serem boas mas principalmente fáceis.