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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Couchgardening

www.thegardenglove
Tens uma casa num sítio interessante, com espaço exterior porreiro mas tens o jardim numa lástima e as empresas de jardinagem cobram couro e cabelo? Então é assim, dás-me estadia aí em casa durante uns dias, e em cada dia eu tiro duas horas por dia para te cuidar do jardim. Eu arranjo estadia de borla, tu ficas com o jardim um bocadinho melhor. Chama-se a isto uma negociação ganhar-ganhar. 

E pronto, está criado agora mesmo o movimento Coughgardening (estadia-no-sofá-a-jardinar)!


domingo, 5 de agosto de 2018

Férias Sim - Mas só Quando o Patrão Quiser

Estou de férias, ponto final. Conseguiram sentir a emoção? 
Pois, se calhar não. Ao que parece, segundo me têm transmitido ultimamente, agora as pessoas deixaram de conseguir interpretar um texto, mesmo que esteja muito bem adjetivado e com pontuação correta. Se as frases não tiverem bonecos, então, ninguém vai entender nada!

(Ainda assim, pergunto-me o que irá acontecer à ironia e ao sarcasmo... Se a escrita, como a conhecemos, tem os dias contados, e as pessoas passarão só a entender-se com bonecos - como é que se vai usar a ironia? É que a ironia não é explícita, é uma forma indireta de passar a mensagem, e se se disser antes ou depois que é ironia perde a piada.)

Mas sim, estou de férias. Não, não estou extremamente animado com isso. 
Conseguem perceber mesmo sem um boneco com uma emoção? Vejam lá, não fiquem com a ideia errada do texto! Vou repetir muito devagar como se faz quando encontramos um estrangeiro que nos pede informações:

Es-tou de Férias. Van-can-ces oui? Understandes? Férias? Vacaciones? Holidays? Si? Pressupuesto?! 
E Não! Não estou extremamente contente com isso. Já chegaram lá? Ótimo!



Nunca que no meu juízo perfeito marcaria férias em Agosto. Nunca. Jamais (pronunciem em francês faz favor) em tempo algum. Em Agosto o tempo nunca está bom - quem é que vai andar a passear com 45 graus? Depois tudo é mais caro. Tudo está cheio de gente em todo o lado. Sim, até nas aldeias com o regresso do imigrantes e de alguns que ainda por cima vêm casar. 

Sim, pode-se dizer que estou de férias compulsivas. Porquê? Porque o Código do Trabalho assim o permite. Como ter vinte e dois dias de férias por ano (que já foram vinte e cinco) já é uma enorme benesse! (vejam lá se querem trabalhar de sol a sol por uma côdea de broa e um copo de vinho como antigamente!) e para quem é obrigado a trabalhar oito horas por dia, cinco dias por semana, então, ao fim de um ano, podemos gozar férias sim, mas nada de se esticarem! Gozam férias sim, mas quando os patrões quiserem! Não é extraordinário?

Conseguiram apanhar a emoção do texto? O tédio e a revolta? Por via das dúvidas o melhor será eu ilustrar o texto com uma imagem apropriada!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Solteiros: como sacar mais 15 dias de férias?

Ser solteiro no trabalho não trás vantagens nenhumas. Um gaijo que está solteiro nunca que se pode escapar ao trabalho. É ver os outros a casar e gozar quinze dias de férias. É ver o pessoal depois a ter filhos e a ficar em casa uns meses. Mas não acaba aí! Depois de terem as crias, têm de ir aqui e acolá e têm sempre as faltam justificadas! Um gaijo solteiro só tem mesmo direito a trabalhar, como se não fizesse também coisas interessantes que merecessem uns bons dias de folga!

Por lei, depois deste governo fascista ter reduzido o número de dias de férias de 25 para 22 - e ainda por cima ter cortado nos feriados - eu só vejo mesmo uma solução para termos mais dias quinze dias de férias por ano. E isso é possível? Como? Eu explico!

Podemos arranjar quinze dias-extra de férias, casando todos os anos! Pode parecer um bocadinho parvo, mas se calhar, até nem é tanto assim. Mas vejamos então as coisas na prática:




Para casar gasta-se 100€ na conservatória e está feito! A partir desse dia já temos direito aos nossos quinze diazinhos espetaculares de férias (tecnicamente são dias de faltas justificadas mas remuneradas, que equivale ao mesmo!) Mas o gasto não se fica por aqui. Temos ainda de abrir mais os cordões à bolsa. Porquê?
- Porque temos de nos divorciar, isto se no ano seguinte quisermos voltar a ter os quinze dias-extra de férias! Caso contrário podemos continuar casados na mesma e poupamos o dinheiro da separação, mas não esquecer que estando casados pagamos mais impostos. 

Mas o divórcio - e não me perguntem porquê! - fica mais do dobro que o casamento! Isto deve ser tipo uma punição! As pessoas já estão - por norma vá - aquelas que casam mesmo por convicção (e não nós que queremos só casar para ir buscar os dias de férias!) já estão frustradas com a separação, mas ainda apanham por tabela, pagando mais do dobro na separação, que no casamento em si. 

Ora bem, temos de juntar aos 100€ do casamento + 280€ que é o custo do divórcio, ou seja, para casar e divorciar, temos um gasto de 380€/ano Mas calma!

O que temos de fazer, é só arranjar outra pessoa - e que agora tanto pode ser um homem como uma mulher! - mas que tenha o mesmo interesse que nós, em ir buscar os seus quinze diazinhos de férias! Dividem-se as despesas, e assim sendo, a coisa fica-se só pelos 190€.

Acho que se poderia até criar um site, ou rede social - se até os católicos criaram uma porque não? - para juntar o pessoal todo que quer fazer gazeta ao trabalho, e que alinhe em casar só mesmo para sacar os quinze dias de férias! E como isto é algo por mero interesse recreativo, até até se podem travar novos conhecimentos! Até se pode casar e arranjar companhia para as férias! Isto tem um sem número de possibilidades! Bora lá então casar por interesse?

P.S: Sim, é possível que esta talvez seja a mensagem mais idiota de todo o blogue... ou então se calhar é a mais genial!