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sábado, 15 de agosto de 2020

Férias no Primeiro Mês de Inverno

Estou para entender por raio porque as empresas historicamente sempre gostaram de encerrar em Agosto ou, porque é que a maioria das pessoas adora tirar férias em Agosto?! É que eu nunca consegui entender esse fetiche!

Já diz o ditado popular que "Agosto é o primeiro mês de Inverno" ou "Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno", e é fácil percebê-lo. Em Agosto os dias deixam de ser grandes. Já não é dia até quase às dez da noite e às oito horas já anoitece. As noites, e neste caso muitas vezes felizmente, já são bem mais frias. De manhã, ou pelo menos aqui pelos meus lados já faz bastante nevoeiro e não há Agosto sem uns bons dias de chuva que, como se vê, é o que me espera na próxima semana!



E claro que é óbvio que pode chover em qualquer dia de qualquer mês do ano. Mas alem da meteorologia há outras razão válidas para que, estando eu no meu juízo perfeito, jamais marcaria férias para Agosto! É sempre mês de muitos incêndios (é lógico que se há muitas pessoas em casa com muito tempo disponível é normal que as coisas aconteçam!); é mês de muitos emigrantes que regressam e se fazem passar por estrangeiros; é mês onde tudo é mais caro; é mês de uma enorme confusão e como é sabido eu gosto de poucas confusões. 

E entretanto passou-se mais um 15 de Agosto e já há algum tempo que não vou a Estarreja... 

sábado, 15 de setembro de 2018

Emigrantes: Carros de 50 Mil Euros, T-Shirts de 2 Euros

No mês passado, tinha acabado de deixar o segurança do Lidl de Dark para trás e uma meia hora depois já estava no Outlet de Vila do Conde. O parque estava bastante cheio, mas acho que isso é normal. É verdade que lá devo ir duas ou três vezes por ano, se tanto, e sempre que lá passo o parque encontra-se cheio, mas o que não é normal, pelo menos no resto do ano que não Agosto, é ter o parque cheio de carros com matrícula estrangeira, maioritariamente matrículas suíças e francesas. 

Lá dentro nas lojas só se ouvia falar francês. A determinado momento comecei a achar que era o único português naquele enorme espaço comercial. Melhor dito, comecei a achar que era o único português que não estava a falar francês naquele enorme espaço comercial! Ainda assim, quando queriam pedir ajuda às empregadas das lojas, a muito custo, que eu bem vi, lá perguntavam, em português, se tinha outro tamanho ou coisas do género. 

No fim do mês, o Jornal de Notícias até fazia destaque com a notícia que as vendas de Agosto, por causa das compras dos emigrantes, já valem mais que as vendas no Natal, o que não deixa de ser impressionante.  


Entretanto, na oficina do mecânico, estive à conversa com um emigrante na Suiça. Estava lá com uma Volkswagen Transporter para mudar a bateria, coisa que qualquer leigo como eu até sabe fazer. E entretanto o homem gaba-se que enche a carrinha, cheia de produtos como vinho, para levar para lá e vender, e à minha pergunta, se vendia a portugueses ou suíços, responde: "a quem quiser". E que depois cá volta, carrega de novo a carrinha e para lá voltar de novo para vender. Portanto, há compras de produtos a serem feitas cá em Portugal por emigrantes, com o intuito de depois serem vendidos lá na Suíça (ou noutros países também).

Mas tudo isto deixou-me sem dúvida a pensar, pois como diria o camarada Jerónimo, isto não bate a bota com a perdigota. Vamos lá ver uma coisa. Os emigrantes chegam cá a Portugal, em grandes máquinas, carros que devem valer cá, no mínimo de cinquenta mil euros para cima....

... mas depois vão comprar t-shirts a dois euros a um Outlet!
Qual e a lógica disto tudo? Se eu tenho muito dinheiro para comprar um carro de 100 mil Euros, vou ter um padrão de vida condizente com isso, certo? Se eu tenho cem mil euros para dar por um carro, terei muito mais para comprar roupa no país em que vivo, ou não? Por que é que estes emigrantes todos, se vivem assim tão bem como os seus carros querem fazer parecer, parece que passam o ano todo sem fazer compras, para depois cá chegarem a Portugal e desatarem a comprar a torto e a direito tudo que é roupa barata? 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A esfera armilar dos imigrantes parolos

Todos os anos é a mesma coisa. Chega-se a agosto e é ver a imigrantada toda a passear-se em carros desportivos - e vá lá saber-se porquê - a falar em francês e a vir casar à santa terrinha. Ainda este fim-de-semana, passei por um casamento em que basicamente só vi carros de matrícula francesa e suiça. Olhava para tal espetáculo e até me interrogava: - terão vindo em procissão desde casa do noivo, lá de terras gaulesas, para casar na santa igreja da terrinha da noiva cá em Portugal? Não faço ideia qual é o fenómeno, mas sei é que tive de esperar uns quantos minutos, até que aquela enorme bicha de carros de matrícula estrangeira, com fitinhas nas antenas, decidisse estacionar para que eu pudesse ir à minha vidinha.  

No meio daquela azáfama toda voltei a reparar num pormenor que também já há muito me intriga e que só se costuma ver por estas alturas de agosto, quando está de volta a parolada dos imigrantes. Vi novamente vários carros de imigrantes com matrícula estrangeira, incluindo no casamento, ostentando o símbolo da Federação Portuguesa de Futebol. 

forum.autohoje.com

Até comentei com uma amiga minha que curiosamente até está radicada em França há algum tempo, para ver se ela tinha uma explicação para tal fenómeno! E ela deu-me uma explicação perfeitamente plausível. A avec-imigrantada-parolo-azeiteira coloca o símbolo da FPF no vidro traseiro do carro que exibe com todo o orgulho porque pensa que aquilo é a esfera armilar da bandeira nacional!
Pois, realmente assim já faz todo o sentido!