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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Expressões Extintas Pelas Alterações Climáticas

Para o mês de Maio existe um conhecido provérbio aludindo ao frio que ainda costuma fazer:

"Em Maio ainda se come a cereja ao borralho" 

Entretanto, com as alterações climáticas, e com o calor que se tem sentido o melhor será passar para:

"Em Maio coloca-se a piscina cá fora para o catraio".


sábado, 9 de maio de 2020

Novos Ditados Populares: A Dobradiça do Portátil

Já ninguém vai à fonte buscar água porque hoje em dia todos temos água canalizada em casa. Então, o velho ditado popular "tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia deixa lá a asa" extinguiu-se e não faz mais sentido ser usado.

A partir de agora a expressão deverá ser substituída por:

"Tantas vezes o computador portátil abre e fecha que um dia fode a dobradiça". 


HP

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Ditado Popular 0 - Meteorologia 1

ALEX WONG, GETTY IMAGES


Sábado ao fim da tarde:

"Vermelho ao Mar.... amanhã vai estar um belo dia de sol."

Olhe que a meteorologia diz que depois de meio-dia vai chover.

- "Vais ver que vai estar sol". 

Veremos se "vermelho ao mar trará um calor de rachar".

Em pleno Verão de São Martinho (que se comemora hoje) temos tido chuva permanente e temperaturas que não fazem lembrar nenhum verão, nem sequer mesmo primavera. E ontem, domingo, choveu. 

Não há assim muito tempo que toda a gente considerava a meteorologia mais ou menos ao nível da economia que nunca acertas com as suas projeções para o semestre seguinte. Mas entretanto a meteorologia, pelo menos as previsões que fazer aqui para os meus lados, tem andado bastante certinhas, tão certinhas que conseguem mesmo bater a sabedoria popular. 


domingo, 7 de abril de 2019

Chuva e Frio em Abril - Onde Já se Viu?

Habitualmente levo comida de casa para almoçar na empresa, mas na sexta-feira isso não aconteceu e fui almoçar ao restaurante mais perto. Eu por norma até me sento de costas para a televisão, mas já no restaurante e a pensar em tirar o livro que estou a ler do saco, sento-me na primeira cadeira da primeira mesa livre que encontro, mas desta feita de frente para o grande televisor (ou telecrã) plano lá ao fundo da sala. 

Meto a mão ao saco para sacar do tal livro que ando a ler e me abstrair do que se passa ao meu redor, mas constato que, afinal, o livro tinha ficado no carro. Merda! E pronto, lá fiquei eu sentado, sozinho, como se fosse a primeira vez que ia a uma praia de nudistas, com uma mesa de seis pessoas mesmo coladinha a mim, todos nus a conversar lá sobre as suas vidas. E não tive outro remédio se não olhar em volta. 

Como é muito raro não levar comida de casa (nem que seja só uma sopa) são raras as minhas visitas a este restaurante. Reparei na empregada de mesa nova, de cabelo preto apanhado para trás, que muito vagarosamente tomou nota de todos os pedidos da mesa de seis pessoas ao meu lado, mas que a mim preferiu não me ver, ou fez de conta, ou acho talvez aquela mesa estivesse destinada a outros empregados. Não sei. Mas o que sei é que se eu fosse preto já podia já dizer que fui vítima de racismo, não sendo preto, acho que fui vítima de outra descriminação qualquer. Incompetência, provavelmente. 

Tudo demasiado lento. Talvez quando já se tratam os clientes pelo nome e se conhece as suas preferências, já achem que se podem desleixar, porque este no dia seguinte voltará. Ainda assim eu não facilitaria, e segundo sei o que não faltam por ali são restaurantes.


Contei as mesas, reparei nas pessoas e constatei que, apesar de só haver dois pratos do dia, apesar de só ser preto ou branco, houve pelo menos dois pratos que chegaram à mesa e o cliente disse que não foi aquilo que havia pedido. Tudo muito lento e nem por isso eficaz.
E pronto, lá fui olhando também para a televisão que estava no mesmo canal de sempre: a TVI. Talvez neste restaurante ainda não tenham sabido da notícia que a Cristina Ferreira foi para a SIC, e que é líder de audiências, ou então porque deve dar muito trabalho mudar de canal; ou então porque talvez achem mesmo que, aquela hora, e apesar dos não sei quantos canais de televisão que os restaurantes têm, talvez achem mesmo que, aquela hora de almoço, o melhor que se podem mostrar aos clientes é um programa a fazer conversa de café a falar de assassinatos.

Entretanto começam as notícias das 13h. Bem, deixa-me lá ver quais são as notícias mais importantes do dia para a TVI, pensei. 
Notícia de abertura: Estava a nevar na Serra do Alvão mas a reportagem mostra de imediato neve na Serra da Estrela! E lá estava um reporter a tilintar de frio e a entrevistar um casal e um criança. De seguida sim, fazem uma reportagem na Serra do Alvão. Terceira notícia mais importante do dia: "Choveu no Algarve e afastou os turistas das esplanadas"! Quarta notícia: "Acidente na A1 provoca quatro feridos ligeiros"! 

Para a TVI, a notícia mais importante no dia 5 de Abril de 2019 é que estava chuva e frio. Acho que estes jornalistas certamente não andaram na escola, ou se andaram, ficaram em casa quando se deram alguns dos muito provérbios de Abril:

"Em Abril águas mil"  ou "Em Abril queima-se o carro e o carril". 

Mas para os jornalistas da TVI (bem como para muitos outros canais)  há agora um novo provérbio: "Chuva e frio em Abril - onde já se viu"?

sábado, 1 de setembro de 2018

Batem as Portas em Tons de Insolvência

O corno é sempre feliz enquanto não sabe nada do que se passa nas suas costas, e do que em breve pode ficar a saber. E não raras as vezes, senão quase sempre, só sabemos o que querem que nós saibamos. Mas mesmo o mais otimista, como eu geralmente costumo ser, e se bem me lembro eu era (pretérito imperfeito) provavelmente, a pessoa mais otimista da empresa, mas (conjunção adversativa) perante a crueza das evidências temos que nos render aos factos. 

E os factos, tal como diz o ditado português: "donde se tira e não se põe, não há nada mais rõe"!

Lembro ainda muito bem as palavras proféticas do gajo que manda, aquela sigla CEO que ninguém sabe o que quer dizer, mas que parece uma coisa importante: "Estamos num ponto em que, ou vamos ganhar milhões, ou então vamos encerrar portas, porque estão a ser contraídos empréstimos avultados".

E quando não há dinheiro para comprar matéria prima não se produz. Se não se produz, não se vende. Se não se vende não há dinheiro para matéria prima. Se não há matéria-prima para produzir as pessoas não têm nada para fazer. E não ter nada para fazer até pode nem ser de todo desagradável, mas por outro lado não deve ser muito agradável ter que pagar a pessoas no fim do mês para não fazer nada, mais desagradável ainda quando não se tem muito dinheiro para lhes pagar. 
Resta esperar mais ou menos tranquilamente pelo que irá acontecer. 

Batem as portas em tons de insolvência, como se fosse mais uma empresa a fechar. 


domingo, 1 de julho de 2018

Os Iranianos só Souberam Protestar e Pressionar o Árbitro

Basicamente só vejo jogos da bola quando joga Portugal. E tinham-me dito, depois do jogo contra o Irão, que os iranianos só souberam protestar e pressionar o árbitro por tudo e por nada. Que o Carlos Queiroz passou a vida a exigir que o árbitro consultasse o video-árbitro. E o que eu respondi é que os iranianos lutaram com as armas que tinham. Que não são a melhor equipa do mundo, mas que o que lhes falta em técnica lhes sobra em empenho e em vontade. E que se nós, que passamos a vida a jogar a passo (porque correr cansa) se tivéssemos metade do empenho deles, não tínhamos empatado o jogo. Tínhamos vencido o nosso grupo e evitado o perigoso Uruguai.

Capa Diário de Notícias
E afinal, como se viu no jogo contra o Uruguai, de facto nós somos completamente diferentes dos iranianos. Somos pessoas serenas e aceitamos de bom grado todas as decisões do juiz da partida, e não agimos de cabeça quente, como se nos fôssemos explodir em seguida. E o nosso treinador esteve sempre impávido e sereno, tranquilamente sentado no banco de suplentes. Pois o que eu vos digo é: não critiquem nos outros, aquilo que, nas mesmas condições agiriam exatamente de igual forma. Como diz o ditado bem português (e nem precisam ir ao refresco e à pimenta brasileiros):

"Com os males dos outros posso eu muito bem". 

sábado, 21 de abril de 2018

Quem Não Sabe Estacionar Não Compra Carrinhas Grandes

No carro a fazer tempo para ir ao hospital. Entretanto chega uma carrinha Ford Focus azul, que vai estacionar à frente do carro que está estacionado à minha frente. Por ali andava um arrumador, qual abelha atarefada para um lado e para o outro como que à procura de pólen. De repente assusto-me pois a carrinha Audi A4 que está à minha frente dá um salto da trombada que levou da pessoa que tentava estacionar. Começo a prestar mais atenção ao que se está a passar, e vejo de novo a pessoa que está a estacionar a malhar, de novo, desta feita no carro da frente. E não satisfeito ainda, volta a malhar com a traseira na Audi. 
Há gente assim, muito despachada! Não precisa de arrumador de carros muito menos de sensores de estacionamento! Malha-se no carro detrás, depois no da frente, volta~se a malhar no detrás, as vezes que for preciso, até que o carro fica bem estacionado e vai-se a vidinha tranquilo da vida. 

Wikipedia
E quem de lá de dentro é que ia sair? Conversei comigo mesmo. Eu ainda sou do tempo do "mulher ao volante é um perigo constante". No meu trabalho até há quem advogue que as mulheres não têm consciência do que fazem na estrada. E então, quem seria? Seria um homem ou uma mulher? Uma pessoa muito jovem ou alguém já bastante experiente. Quem seria? 

Pois lá de dentro sai um homem. De cabelos brancos e bigode. Certamente com mais de sessenta anos! 

E de imediato criei um novo provérbio: "Quem não sabe estacionar não compra carrinhas grandes". 

quarta-feira, 14 de março de 2018

O Outro Lado dos Provérbios




"Quem tem a terra do seu terreno toda levantada não fala das toupeiras do vizinho, até porque vem sempre um castor pelo caminho". 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

...nem bom Comportamento

Ainda nem uma semana passou desde a notícia de que mil alunos portugueses, na casa dos 18 anos foram expulsos de Espanha, e já outra notícia ecoa além fronteiras: o aberrante caso dos cânticos da claque troglodita do Futebol Clube do Porto, que nem a memória dos mortos da Associação Chapecoense respeita, nem tem respeito pelos próprios adeptos do clube que repudiam tais manifestações, e isto poucos dias depois de um dos elementos da claque ter, em campo e para toda a gente ver, ter partido o nariz de um árbitro de futebol. 

Eugenia Loli

Em Portugal, como em quase todos os países, gostamos de rebaixar os nossos vizinhos, no nosso caso os espanhóis, e usamos um provérbio que diz que "de Espanha nem bom vento nem bom casamento". Pois o que eu acho é que na verdade quem tem telhados de vidro não deveria atirar pedras aos outros, porque pelo que se tem visto: de Portugal nem bom vento, nem bom Comportamento.

domingo, 13 de novembro de 2016

O outro lado dos Provérbios

Diz-se, ou dizia-se que:

"Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher". 

Mas nos dias que correm, em que até já se tinha definido que um dos pré-requisitos para o próximo Secretário Geral das Nações Unidas, além de ser europeu, era que deveria ter uma vagina, este não será por certo um provérbio muito popular.

Via Pinterest
Qualquer pessoa, que nem precisará ser feminista, dirá que este é um provérbio machista, que a mulher não está atrás, mas no mínimo ao lado. Sejamos inclusivos. Mudemos de perspectiva. Podemos então passar a dizer que:

"À frente de uma grande vaca existe sempre um grande boi". 



domingo, 25 de outubro de 2015

As mulheres querem-se é como as castanhas

Desde que me conheço, e habituado que fui a ouvir diferentes expressões populares, até porque sempre vivi no campo, sempre fui ouvindo dizer que a mulher quer-se como a sardinha: pequenina. Bom, na verdade não sei quem foi o iluminado ou iluminada que que se lembrou de afirmar tal coisa, se calhar alguém que tinha uma mulher baixinha - mais ou menos como o outro que fala dos olhos castanhos, como se a cor dos olhos fizesse uma pessoa. 
Mas ainda assim, eu certamente não queria uma mulher que fosse com uma sardinha, e não me refiro à altura, pois as mulheres, tal como os homens, não se medem pela altura que têm. Mas eu não quereria uma mulher que fosse como uma sardinha, cheia de espinhas, gordurosa, ou então daquelas que para aí se vêem muitas, das congeladas, enxabidas e carregadas de sal, que como se sabe tão mal fazem à saúde. Ou então pior, encontrar uma mulher como uma sardinha moída! E ainda por cima agora a sardinha tornou-se numa elite e está mais cara que o bife, muito pouco acessível às bocas alheias.

Pois então está mais do que no tempo de criar um novo provérbio:

As mulheres querem-se como as castanhas: Quentes & Boas.

E lembrei-me disto ontem, quando preparava umas castanhas que assei no moliço, e por moliço, quero dizer a caruma dos pinheiros, pois noutros lugares do país, moliço significa outra coisa completamente diferente. 







Quentes & boas, mas talvez um bocadinho menos queimadas! Tenho-me por grande especialista a assar castanhas - como se a coisa tivesse alguma coisa que saber! - mas desta feita saíram-me um pouquinho queimadas.