Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta língua portuguesa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Dizer 500 Vezes João Félis

João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis  João Félis João Félis João Félis João Félis João Félis  João Félis João Félis João Félis



Que o povo todo dê um pontapé na gramática ao dizer João "Féliks" tudo bem, não vem grande mal a mundo, afinal, a quarta classe já foi há algum tempo e todos nós cometemos erros. Mas quando a maioria dos jornalistas, comentadores, e gente com alguma responsabilidade passa a vida a dizer à boca cheia "Féliks", é que já me parece grave, afinal, se um jornalista nem português sabe, o que é que andou a fazer na universidade?

E o que dizer daqueles a quem informamos que estão a dar uma calinada mas preferem continuar a dizer mal?

# Ó Judite, Escreve 500 Vezes Florida para ver se Aprendes!

# Pessoas Que Não Gostam de Ser Corrigidas

sábado, 28 de abril de 2018

Palavras em Desuso: "Tarraçada"

"Agora bebia era uma estarraçada d'água", disse-me a minha colega na semana passada. 

Imagem Via Google Images
Na verdade eu gosto muito destas palavras tão carregadas de história e significado e que, infelizmente, vão quase entrando em vias de extinção porque deixamos de as ouvir. E mais uma vez lhe disse, que acho muito curioso que ela, quinze anos mais nova que eu, ainda use muitas palavras que eu cresci a ouvir da boca dos meus avós e da minha mãe. E eu cresci a ouvir esta palavra dita precisamente nesta forma : "estarraçada", mas trata-se já de uma adulteração popular. 

Como não podia deixar de ser, fui investigar, e na verdade a palavra correta é tarraçada, que como se percebe significa "grande quantidade de bebida".

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Português: inventem-se novas palavras!

Antigamente, sempre que surgia algo de novo, que não existia antes, depressa se criava uma nova palavra adaptada da língua estrangeira para o português. Na escola até aprendemos que esse tipo de palavras se chamavam neologismos. 

Mas entretanto o tipo que fazia esse trabalho de inventar novas palavras deve ter  morrido ou então foi para a reforma ou foi despedido por extinção do posto de trabalho porque, de repente, tudo que aparece de novo na sociedade quase não tem nenhum equivalente no português, e rapidamente impinjem-nos para usarmos o inglês. E então passamos a vida a dizer wi-fismarthphone, tablet, etc. 

Mas não é só neste tipo de tradução para o português que deveriam ser criadas novas palavras. Há também novas coisas a acontecer na sociedade que depois não têm uma palavra apropriada e as pessoas até ficam constrangidas sem saber muito bem o que dizer.

Até há não muito tempo o casamento era para a vida e até era mesmo proibido o divórcio. E até então era fácil: ou se era solteiro, ou se namorava ou se estava casado ou viúvo. Mas hoje em dia temos uma nova categoria para a qual não há palavra e isso cria na cabeça das pessoas alguma confusão e até descriminação. 
Grande parte das pessoas, e não estamos a falar de uma minoria deixaram de casar. Segundo o INE, em dez anos houve menos 39% de casamentos, e os casamentos católicos diminuíram 61%! E de 2001 para 2011 as pessoas que viviam em união de facto passaram de 381 mil para 730 mil. Ou seja, cada vez os casais vão viver juntos mas estão-se a cagar para o papel assinado.

Só que há um probleminha: não existem palavras em português, tanto para designar o seu estado civil - ninguém diz "a minha união de facto está nas ruas da amargura" pois não? porque "união de facto" foi o rótulo legal que os políticos arranjaram, tal como, por exemplo, para o corte cego de freguesias que o anterior governo procedeu e chamaram-se "união de freguesias" que fica lindo que que fode! Ninguém diz que vai à União de freguesias de Santa Cona do Assobio e de Arrebimba o Malho tal como ninguém diz que um amigo vai-se unir de facto com a namorada, pois não? E depois ainda sobra outra questão de português mais complexa. Marido e mulher (ou marido e marido/ esposa e esposa no caso homossexual) designa duas pessoas que são casadas de papel passado. Mas e quem não assinou o papel? São o quê? Companheiros? Camaradas? Unidos? Namorados? Igualmente marido e mulher? Como é que vamos uniformizar isto tudo?

A verdade é que ainda há muito preconceito, principalmente nas mentes mais velhas ou pouco arejadas para este tipo de situação. E eu ainda me lembro muito bem de ouvir referir-me a este tipo de situação de "mal casada" e tenho o exemplo da minha própria mãe, que abdicou (e mal a meu ver) da sua pensão de viuvez e quis casar, precisamente para ter um título maior de importância. Porque não estando casada parece que é uma galdéria qualquer. 

Infelizmente as pessoas não se atualizam e têm muitos preconceitos nas suas cabecinhas . Ainda hoje, parece que quem decide fazer um contrato e jurar que vai ficar com aquela pessoa para a vida toda, mesmo apesar de existirem 70% de divórcios! parece que tem sempre mais importância do que quem decide estar junto da pessoa que gosta de livre vontade, sem nenhuma formalidade.

E depois é o constrangimento que cria. Quem está casado diz "a minha mulher/marido", quem vive junto nem sabe muito bem o que dizer... Por norma ouço dizer "o meu namorado(a)", mas namoro no meu entender é o estado antes de se viver junto. É diferente. Há quem use também "o meu companheiro", mas companheiros, camaradas, colegas, e tipos com quem se dá umas fodas também há muitos. 

Quem me conhece sabe que eu não diferencio, e trato de igual forma quem está casado como quem vive junto. Por exemplo, à minha colega engenheira lá do trabalho falo no "marido". E eu ajo assim pois parece-me a melhor forma de não discriminar, de dar igual importância. 

A este propósito, uma amiga minha, que recentemente foi viver com o namorado, até me disse por estes dias que está mesmo a pensar casar, precisamente pela pouca importância que os outros dão quando menciona o "namorado". Mas neste ponto já não estou de acordo. Nós temos que fazer a nossa vida em função do que nós acreditamos. A importância e o valor que realmente importa é o que nós damos. E temos de fazer a nossa vida pela nossa cabeça, não em função do que os outros pensam de nós. 
Se queremos casar porque era uma ambição e fazer uma festa e gastar uma pipa de massa para mostrar aos outros; se queremos casar porque poderemos ter vantagens fiscais; se queremos casar por questões religiosas? Sim. Ir casar forçado, quando nem sequer se acredita na instituição, e só porque os outros torcem o nariz e não nos valorizam? Não. 

Ainda assim, o que acho é que é mesmo preciso, é que se inventem novas palavras para a língua portuguesa. 


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Há Não Muitos Anos o Português Escrevia-se Assim:

Christo / Satanaz / christã / catholicos / peccados / chonica / metter / symphatico / affeição / mezes / alfandega / flôr / d'estas / emquanto o commendador / elle / cabellos / um livro cahido /caricia promettedora / cadellinha / sete annos / já tinham seccado / um candieiro / no quarto de engommar / janella / sêdas claras / a ingleza / bemdita / velha egreja / as arvores / caldo de gallinha / os nossos bahús / sobre o hombro / pôz no chão / muito sêcca / columnas d'um altar / homemzinho / syllabas / fallou /Alemtejo /dôce / chásinho / hombros / d'ahi / velludo / donzella / bahús / ao ouvil-o narrar / philosophia / deshonesta / á sahida / effeito / occupamos / chammas / commover / accendeu / ingleza / mãosinha / Vizeu / Marianna / Rocio / idéa / desappareceu / utilisei / civilisação / aza / anarchia / orgão / logares /  tumulo / fórma / sympathia / Allemanha / Athenas / Egypto / Syria / Lybia / Hespanha / auctoridade / cincoenta / mordel-a / Jeoronymo / scientifico / tranquillisado / jornaes / heroe / fluctuavam / olhos azues-claros / succulenta / musulmanas / flaccidos / sósinho / signal / dou-t'a / collocal-a / creatura / quasi / columnas / Affonso / divan / panthera / arripiada / portuguezes....

(do livro "A relíquia" /  edição de 1945)

Via Google Images

domingo, 3 de setembro de 2017

Atropelar a Língua Portuguesa é Cule

Acho que até hoje nunca me pronunciei aqui no blogue sobre o acordo ortográfico. E para não variar a minha opinião não seria a da maioria. Aliás, neste caso nem se trata da maioria, porque tenho ideia, que 99% das pessoas - vinte anos depois do acordo ter sido assinado, é que se deram conta que a grafia já tinha mudado há muito - e estavam todos contra.

Contra, simplesmente porque há uma coisa que se chama resistência à mudança e então tudo que seja mudar, é muiiiiito chato para as pessoas. Quantas vezes ouço dizer que o Facebook mudou uma vírgula, e os utilizadores manifestam-se violentamente contra nas redes sociais? Porque estava tudo tão bem sem alterações! Parece que o mundo vai acabar para os facebuquianos! Por outro lado, o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação, daí termos proliferado tanto no planeta. Será que as pessoas ainda se lembram do Escudo? Ninguém queria mudar para o Euro! Ninguém. Mas hoje, se formos pela rua, e perguntarmos a dez pessoas diferentes se querem voltar ao Escudo, essas dez pessoas dirão que não querem ficar sem o Euro. E porquê? Não, não é porque o Euro é uma moeda que nos beneficia, porque como é sabido só nos prejudica visto que temos uma moeda que vale duzentas mais do que a nossa economia, é termos uma moeda de ricos quando somos muito pobres, mas as pessoas não quereriam voltar à nossa moeda,  porque sas pessoas detestam mudar.

E se há coisa a que acho muita graça, é ouvir toda a gente - não conheço uma só pessoa que me tenha dito: "olha que boa ideia que tiveram, lá nos anos 90 do século passado, terem uniformizado a língua" - e então, toda a gente manifestou-se radicalmente contra o acordo ortográfico, mas depois, por outro lado - generalizadamente! - cada vez mais, toda a gente, em cada três palavras que usam, uma é em inglês! Deixem ver então se eu percebi, retirar umas consoantes mudas que ninguém pronuncia é um absurdo, mas estar sempre a usar anglicismos, quando para cada uma dessas palavras temos uma palavra em português, isso já é defender a língua portuguesa! Olha que grande coerência! Como se diz agora em bom português: Uotéber!

E há algum tempo, comecei a anotar todas as palavras que ouvia, principalmente na rádio, mas também de colegas, e de conversas que ouvia, e comecei a anotar no telemóvel. Entretanto peguei nesse telemóvel antigo, e encontrei a lista, que é a seguinte:

Highlight   Globetroter   Selfies   Croudfounding   Gaming   Follow up   Draft   Subscription   Flirtar 

Mainstream   People   Cloud   Teasing   Voucher   Big Data   Retro Game   Multiplayer   Oldschool

Top   Mind Grames   Backlog   Sweg on   Delay   Playlist   Mister   Spin Off   Stalker   Foil   Vintage

Track Number   Nerd Budget   Pre Match   Soft   Standards   Outsiders   Show Case   Respect   

Front Man   Repeat   Remake   Sketch   Know How   Headphones   Outdoor   Flash Interview

E para cada uma destas palavras em inglês, existiria sempre uma ou mais palavras, em português, para dizer exatamente o mesmo. Acho que é mesmo caso para dizer, como se ouve por aí, mesmo nos órgãos de comunicação, como até no Telejonal da televisão pública: atropelar a língua portuguesa é muito cule!