domingo, 27 de janeiro de 2019

As Feministas São Mesmo Muito Feias

Porque hoje é Domingo, dia mais dado a trivialidades, mas principalmente porque este fim-de-semana uma mulher, que eu nem sequer conhecia, em conversa, fez questão de me mostrar, orgulhosamente, os pêlos das suas pernas, lembrei-me de deixar aqui vários rostos de conhecidas mulheres feministas (com ou sem pêlos!)
E como facilmente se pode ver, tal como a nova ministra e pastora brasileira do governo do Bolsonaro disse, são extremamente feias e como não têm homens que as queiram, por isso é que deram em feministas e lutam pela igualdade. Senão eram lindas, iam para a cozinha e faziam o que os homens lhe mandassem. Caso contrário levavam nas trombas e ficavam satisfeitas. 
(A laranja clicar para ler a biografia)

Começando talvez com a figura maior: Simone de Beauvoir, na imagem com o marido Jean Paul Sartre.


Keira Knightley




Gloria Steinem




Emma Watson




Angela Davis




Oprah Winfrey


sábado, 26 de janeiro de 2019

"O que eu gosto em si é a sua alegria e otimismo"

Em poucos minutos a conversa estava já incontrolável, o que comigo não é nada difícil de acontecer. Eu pareço uma espécie de soldado com a metralhadora descontrolada a disparar palavras por todos os lados. Acho que no entanto deixei espaço para a ouvir, ainda por cima ela é daquelas pessoas que tem um timbre de voz que dá gosto ouvir. Há pessoas assim, que ainda não conheço pessoalmente mas já gosto da sua voz. Ela foi um desses casos.

E assim do nada disparo inesperadamente:
- Já viu como tenho as mãos?
"Já tinha reparado, mas não disse nada."
Ela já tinha reparado... Recentemente é pelo menos já a segunda pessoa que me diz que "já tinha reparado". E se calhar, agora que penso, já não há mesmo como não reparar. Mas não interessa, porque fui eu que fiz questão de lhe mostrar! Na verdade, pensando bem, acho que agora passo a vida a mostrar as minhas mãos às pessoas.

Foto emprestada da net
E já agora, faço aqui um parêntesis para me dirigir às duas leitoras que comentaram na publicação "As últimas palavras que me escreveste". Da mesma forma que vos disse na altura, que, só quem está à vontade com o seu passado é que fala abertamente dele, também só quando aceitamos uma doença ou uma deficiência é que, alegremente, até fazemos reclame dela. Porque se querem saber, durante muito tempo eu escondi as mãos, e logo eu, que sempre falei muito com elas... E ter de passar a escondê-las não era fácil. 

Muito bem. Ela tinha então já reparado nas minhas mãos...
Mas o mais engraçado foi que, minutos depois, sem nada que o fizesse prever, e com todo o à vontade do mundo, aquela mulher, que nada sabe de mim e com quem só tinha estado uma meia dúzia de vezes, talvez uns dois ou três minutos de cada vez, o tempo suficiente para pegar numa encomenda e colocá-la na mala do carro, e a quem eu sempre, respeitosamente, estendi a mão, de repente, com enorme à vontade (defeito profissional?) pega-me nas mãos e lentamente começa a massajá-las...

Ainda conversamos mais uns quantos minutos, até que a chuva fez questão de nos interromper, e também de me lembrar que tinha de ir trabalhar. Coloquei-lhe a encomenda na mala do carro, mas desta vez não lhe estendi a mão. Disse-lhe-lhe:
- Olhe, vou-lhe dar dois beijos! 
"Também já tinha pensado nisso", respondeu-me! 

Cada um foi à sua vida e eu fiquei a reviver aquele encontro meio surreal. Retive uma frase que ela me disse:
"O que eu gosto em si é a sua alegria e otimismo"...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sempre Com o Último Grito da Tecnologia....

...no mínimo, com dez anos de atraso!

É verdade, tenho um telemóvel novo. Custou dez euros usado!
Até partilho o atual e o de há dez anos, numa cena ao estilo  #10yearchallenge que o Facebook se lembrou de inventar, das pessoas colocarem uma fotografia atual e como eram há de anos, que dá sempre imenso jeito quando pretendes desenvolver um algoritmo de reconhecimento facial!!



Ainda se lembram destes telefones icónicos da Nokia?

Quando o Meu Avô Rasgou o Cartão de Sócio

Passava os olhos pelas capas dos jornais desta manhã, e uma frase de um treinador ("marcamos mais golos mas não ganhámos") fez-me lembrar de uma das muitas histórias que o meu avô contava e que eu nunca me cansava de ouvir: o dia em que ele, em pleno campo da bola, rasgou o cartão de sócio e decidiu nunca mais ir ver um jogo de futebol.

Apesar de ter ouvido esta história dezenas de vezes (peço desculpa mas o neologismo "estórias" faz-me bué da comichão na psoríase) na verdade já não sei bem todos os pormenores.

Creio que se tratava de um daqueles clássicos, um Medas - Zebreiros (ou seria um Medas - Melres?) jogos que na certa acabam em pancadaria, e que, segundo o meu avô, o árbitro esteve sempre a prejudicar o clube que era associado. E por falar em associado, ainda por cima, o meu avô já andava a ficar chateado porque, lá de longe a longe, quando se lembrava de ir ver um jogo, chegava ao lá e, azar, era "Dia de Clube" e lá tinha de pagar! E até que, nesse tal clássico da terrinha, houve um lance por demais evidente da roubalheira. Farto daquilo, o meu avô, ainda no campo rasgou o cartão de sócio e fez promessa de não voltar a meter os pés num campo de futebol. 

"Ando-me para aqui a chatear, a gastar dinheiro, quando na verdade só ganha quem aqueles senhores de preto quiserem? Não!"

Eu estou em crer que, quando a maioria das pessoas fizer o mesmo, talvez os senhores que mandam tomem de facto medidas para que o futebol deixe de estar aVARiado. 

Imagem emprestada da net

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Ninguém é Aquilo Que Diz que É

"Não, ninguém é aquilo que diz que é. Quanto muito, diz, com alguma sinceridade, aquilo que está. Nós é que, por defeito ou feitio, não sabemos usar a língua e, atrás da língua, lá nos vai também a cabeça. Ninguém é ministro, está ministro. Governar-nos-íamos melhor se evitássemos este tipo de confusão entre os dois verbos. Ninguém é advogado, professor, funcionário, médico, passageiro de autocarro ou de metro. Podemos estar, por algumas horas, nessas funções que, durante algumas horas das suas vidas, ocupam.


Luto pela Felicidade dos Portugueses / Rui Zink (2007)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Marcelo e Cristina Ferreira: Favores que se Pagam

No passado sábado estive com aquele meu amigo de há muitos anos. Não tenho mais nenhuma amizade (com um homem) assim. Mantemos uma daquelas verdadeiras amizades que o Alberoni descreve no seu livro.
Várias horas a caminhar, mesmo que, quase sempre debaixo de chuva permanente, deu para muitos temas e para pôr a conversa em dia. E até que, de repente, (e nem sequer falamos muito de política) lá se falou no célebre (e patético) telefonema do senhor Presidente da República à Cristina Ferreira no seu primeiro dia na SIC.

Primeira abordagem do meu amigo, quase em tom de desculpa: "Eu adoro uma boa Teoria da Conspiração"!
Ó Diabo!, pensei. Isto já parece que estamos no trabalho, e nos dizem, a mim e à minha colega de trabalho, que só alimentamos teorias da conspiração! Pois, por mim podem sempre chamar-lhe o que quiserem, contudo, eu suspeito sempre de coincidências muito convenientes! E que las ay las ay!

"Por mim foi um favor que foi pago" desenvolveu. "Havia um favor que precisava ser pago, isto foi ponderado, e abdicando de uma eventual perda de popularidade, tinha de ser agora que o favor teria de ser pago". 



Em boa verdade, a  meu ver, isto nem sequer se trata de uma verdadeira teoria da conspiração, mas sim de uma análise perfeitamente lógica. Ainda assim, partilhei hoje esta ideia, ou a teoria se quiserem, com a minha colega, que, rapidamente, comprovou toda a asseertividade e lógica desta dedução!

Relembrou a minha colega - algo que que eu não fazia ideia porque não consumo televisão, muito menos o universo cor-de-rosa das revistas - que, a primeira entrevista, para o primeiro número da revista Cristina foi, precisamente, Marcelo Rebelo de Sousa!, a pessoa que poderia vir a ser presidente da República! Disse-me a minha colega que, na altura, muito se especulou sobre quem seria o primeiro convidado. Que poderia ser o Cristiano Ronaldo, que poderia ser o Mourinho, mas acabou por ser o Marcelo Rebelo de Sousa, aquele que, caso fosse eleito presidente, seria o primeiro presidente (segundo a própria) de quem a Cristina Ferreira tinha o número pessoal. 

E de facto, se o comentador Marcelo Rebelo de Sousa deve, e muito, a sua eleição como presidente da república à TVI (relembre-se que, enquanto político, até então, Marcelo era um total fracasso, desde a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, à liderança do PSD)  e na TVI, passou anos e anos a fio em pleno Tempo de Antena gratuito, vendendo-se a si mesmo e granjeando simpatias. Ainda assim, ter a possibilidade de aparecer no primeiro número daquela que foi, enquanto existiu, a revista de maior sucesso do país, também terá ajudado à festa, por pouco que tenha sido, ainda por cima a poucos meses das eleições presidenciais.

E foi assim que, duas pessoas que nem se conhecem entre si, me conseguiram explicar, cada uma com o seu ângulo de visão e conhecimento, e me fizeram crer que, o telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa ao novo programa da Cristina Ferreira, foi simplesmente um favor que se pagou. 

P.S. Já sei que revista ainda existe!