terça-feira, 31 de março de 2020

Enviar Encomendas em CTT Expresso e a Recolher no Domicílio por 7€!

A maioria de nós, como eu, está fechada em casa, mas isto não invalida que os nosso pequenos negócios de compra e venda cessem! A economia precisa de funcionar, e agora nem sequer precisamos de sair de casa e nos colocarmos em risco. É aproveitar, porque até até final de Abril, por causa da pandemia, e muito bem, os CTT estão com uma baixa nos preços. 


Solicitaram-me que enviasse uma encomenda, relativamente grande e pesada, e eu estava para não o fazer porque não quero sair de casa, mesmo que seja para ganhar dinheiro. E posso dizer que fiquei muito surpreendido me lembrei de verificar se existia algum serviço dos CTT que levantasse as encomendas em casa, e quanto é que cobrariam pelo serviço. 

Sim, existe, que é o serviço de CTT Expresso que levanta em nossa casa ou no trabalho e a boa notícia é que, pelo menos até ao fim de Abril, está, segundo o site com um desconto de 20%. 

Mas o que me diz a minha experiência é que o preço está bem mais barato que os 20% anunciados,  porque eu já paguei 15 e 20€ pelo mesmo envio, ou então o CTT Expresso a levantar no domicílio sempre foi mais barato que ir depositar no posto dos correios, e eu nunca soube, mas isso não me parece muito lógico. 

Para se ter uma ideia, por uma encomenda num caixote grande com 9Kg (o escalão de peso vai até 10Kg)  em CTT Expresso a levantar em casa paguei pouco mais de 7€.

Para simularem um envio por CTT Expresso a recolher no domicílio clicar aqui.

Quando Íamos à Venda

Há uma série de palavras ou expressões que, apesar de muito usadas num determinado momento, uns anos mais à frente podem rapidamente desaparecer do léxico popular e deixam de fazer grande sentido.

Quando eu era miúdo, por exemplo, usava-se muito a expressão "ir à venda". Ir à venda significava ir à mercearia fazer compras. Hoje em dia já ninguém vai à venda fazer compras ou, melhor, vão mas dão-lhe outros nomes. Hoje cada vez menos se fala em mercearias. Apareceram os mini-mercados e os mercados Não satisfeitos seguiram-se os supermercados e por fim os hipermercados! Sempre a aparecer cada vez mais um maior a engolir todos os outros mais pequenos.

Expresso.pt
O primeiro hipermercado Continente abriu em 1985 em Matosinhos e foi a loucura. Faziam-se excursões de todo o país para lá ir gastar dinheiro. O deslumbramento era tanto que se conta que muitas pessoas chegavam às caixas e depois tinham que ir devolver muitas compras porque não contavam com uma conta tão elevada. Mas não se pense que as coisas mudaram muito desde os anos oitenta. A mesma romaria continua a fazer-se hoje, se bem que eu nunca tenha percebido muito bem porquê, pois sempre que abre um novo centro comercial na cidade, ou por exemplo uma nova grande superfície de contraplacados sueca, ou uma nova mega-mercearia espanhola é ver toda a gente em procissão lá ir ver o que lá se passa.

Abriram enormes hipermercados e centros comerciais que tiveram livre acesso a estarem abertos ao domingo, que começaram a esmagarar as milhares de mercearias e os pequenos negócios que havia por todo o país e que, muitas vezes, se calhar ainda vão sobrevivendo nos dias de hoje, primeiro graças à proximidade nos meios mais pequenos, mas também à facilidade que algumas, mais antigas, que ainda permitem que se lá vá pagar depois, tal como se fazia antigamente com o livro dos calotes, em que as pessoas compravam e depois iam à venda pagar mal recebessem o salário.

Hoje em dia já não se vai à venda. Vai-se ao Continente, ao Pingo Doce, ao Minipreço e ao Lidl. E os novos livros dos calotes são agora as carteiras carregadas cartões dos diferentes hipermercados e dos postos de combustível e de talões para descontar na próxima visita ao hipermercado.

segunda-feira, 30 de março de 2020

E a Ira Começou a Fermentar...

"E os homens em êxodo espraiavam-se pelas estradas e havia fome e miséria nos seus olhos. Não empregavam argumentos nem possuíam um sistema certo de agir; tinham apenas o seu número e as suas necessidades. Quando aparecia trabalho para um homem havia logo dez a disputá-lo, lutavam por ele, aceitando uma paga miserável. "Se aquele tipo trabalha por trinta cents, eu trabalho por vinte e cinco". "Se ele trabalha por vinte e cinco, eu trabalho por vinte".
"Não, eu... eu, que tenho fome. Trabalho nem que seja por quinze". "Trabalho mesmo só pela comida. Os meus filhos. Só queria que o senhor os visse! Estão com o corpo cheio de furúnculos, estão que nem podem andar. Dei-lhes frutas podres, apanhadas do chão incharam terrivelmente. Eu; eu trabalho até por um pedacinho de carne".
E isso causava satisfação, pois, embora os salários diminuíssem, os preços dos géneros mantinham-se altos. Os grandes proprietários estavam contentes e mandavam distribuir ainda mais impressos para atrair mais gente. Os salários baixavam e os preços mantinham-se altos. Não tarda muito que haja de novo escravos no nosso país.

Foi então que os grandes proprietários e as grandes companhias inventaram um novo método. Um grande proprietário comprava uma fábrica de frutos de conserva. E, quando as pêras e os pêssegos amadureciam, ele descia o preço das frutas abaixo do custo de produção. Como fabricante de frutas de conserva, ele pagava a si mesmo um preço baixo pelas frutas e, mantendo alto o preço das frutas em conserva, auferia ótimos lucros. Os pequenos proprietários, que não possuíam fábricas de de fruta de conserva, perdiam as suas propriedades, que eram absorvidas pelos grandes proprietários, pelos bancos e pelas companhias, às quais pertenciam essas fábricas. Com o tempo diminuía a número de propriedades. Os pequenos proprietários não tardavam a mudar-se para as cidades por um certo tempo, onde esgotavam o crédito, os amigos, as relações. Depois acabavam ávidos por trabalho, prontos a assassinar por trabalho. 

As companhias e os bancos trabalhavam para a sua própria ruína, mas ignoravam-no. Os campos estavam prenhes de fruta, mas nas estradas marchavam homens que morriam de fome. Os celeiros estavam repletos, mas as crianças cresciam raquíticas e inchava-lhes o corpo com as pústulas da pelagra. As grandes companhias ignoravam quão estreita é a linha divisória entre a fome e a ira. E o dinheiro, que podia ter sido empregado na melhorias dos salários, gastava-se em bombas de gás, em carabinas, em agentes espiões, em listas negras e exércitos bélicos. Nas estradas, os homens deslocavam-se como formigas, à procura de trabalho e de comida.  
E a ira começou a fermentar.


domingo, 29 de março de 2020

Resumo de Um Ano nas Redes Sociais

É verdade, na sequência do encerramento do Google+, que foi basicamente a única rede social que usei desde os tempos do Myspace, acabei por me registar, no último ano e alguns meses, nas três maiores redes sociais da década que termina no fim deste ano e aqui fica um breve resumo do que encontrei e do que achei de cada uma delas.


Primeiro fi-lo no Instagram porque a minha amiga blogger que percebe destas coisas das redes sociais e dos blogues insistiu disse que fazia todo o sentido, porque até os bloggers estavam todos a abandonar os blogues e a mudar-se para lá, e porque eu tenho tantas fotografias espetaculares, e porque poderia trazer visitantes para os meus blogues tal e coisa. Tanto falou que eu acabei mesmo por me registar naquilo para ver como funcionava, apesar de o ter feito no computador porque ainda não uso um telemóvel com internet (apesar de ter um velho que cá ficou do meu tio). Registei-me e lá fui metendo uma fotografia de vez em quando, adicionando alguém de vez em quando e sendo seguido por mais uma ou outra pessoa de vez em quando. 

O que é que eu achei do Instagram? Parece-me um Pinterest ou blogue de fotografias, com muitas fotos dos cus das gajas empinados ao espelho, mais parecendo que se estão a oferecer para uma canzana, e muitos decotes e gajos em tronco nu, e muitos pratos de comida! Comentários muito poucos porque dá trabalho escrever e quer-se já passar à fotografia seguinte e não há tempo para isso (excluindo claro, os perfis de figuras públicas porque aí já têm mais interação). Mas uma rede social é aquilo que cada utilizador quiser, e como a mim me interessa seguir algumas coisas, nem chateia nada. Cinco minutos por dia chega para ver as fotografias de toda a gente, e não, não tenho paciência para ver as stories de ninguém. Mas quantas pessoas leram a biografia do Instagram e quiseram visitar os meus blogues? Zero! 


Mais recentemente o Inferno Congelou quando me registei no Facebook! E porque é que eu me registei lá se até escrevi um texto a explicar porque estava fora da cardeneta? Dois motivos, primeiro por causa de divulgar material relativo ao clube de ténis-de-mesa, segundo para ganhar dinheiro. E percebi que andei a perder algum dinheiro estes anos todos porque, tanto por via do Marketplace quer por via de determinados grupos específicos, é um bom sítio para promovermos as coisas que queremos vender. E tem sido basicamente essa função da coisa. O grupo de conversa do clube, partilhar e divulgar material do clube e fazer dinheiro com vendas. 
Tirando isso, o que é que eu achei do Facebook como rede social? Um vazio completo. Um deserto.  Parece que o Facebook entrou em quarentena há muito tempo e as ruas estão vazias e toda a gente mantém grande distanciamento social! Ninguém publica nada, ninguém comenta nada! Não entendo como é que, por exemplo, o meu patrão, que é uma pessoa muito informada sobre redes sociais e as últimas novidades do digital me diz que é a maior rede social do mundo e há-de continuar a ser. Não, não é! É verdade que determinados grupos, sobre determinados temas são muito ativos na entreajuda e nas publicações, mas não é isso que vejo nas contas pessoais. Um colega do meu clube até me disse passado um mês,"ainda agora te registaste e já partilhaste mais coisas que eu nos últimos anos"!  Sim, eu partilho mas nem é para ter gostos, partilho porque fica ali espalhada informação. E, por falar em informação, aproveitei também para criar uma página do Bucólico-Anónimo nesta rede social que vai precisamente funcionar para divulgar certas coisas que não cabem como publicação. Ah, coisa espetacular, mal faço o registo, e, surpresa!, tinha lá vários pedidos de amizade com vários anos! E eu ainda nem sequer lá estava, mas já tinha pedidos de amizade! Espetacular! Sinal evidente que, sim, esta rede social tinha os meus dados pessoais lá, apesar de eu por lá nunca ter andado. Por último dizer que, não, até à data não fui fazer qualquer pesquisa sobre as ex namoradas!

Por último falar no Twitter. Registei-me no Twitter no primeiro dia de 2019. Primeira impressão: "não percebo um caralho desta merda! que raio de confusão"! Mas pronto, nada de desistir ao início e deixa lá ver que no que isto dá. Começa-se a seguir uma pessoa e depois outra, vêem-se comentários de outras pessoas e lá se descobre que aquilo até pode ser interessante. Sigo hoje cerca de trinta pessoas, maioritariamente jornalistas e por vezes é muito mais divertido vê-los a discutir entre eles que ver porno! Nesta rede social sim, há um lado de voyeur em mim que se diverte com as postas de pescada que uns mandam aos outros. E depois é ou parece-me, a rede social das discussões, das ideias, da política. E eu gosto disso! E é por isso que é o Twitter hoje, das três grandes redes sociais da década, aquela que mais me prendeu a atenção. A minha miga dizia-me que eu ainda me iria perde rno Facebook. Mas isso se calhar poderia acontecer se tivesse sido há dez anos! E eu não me perdi com o Twitter, simplesmente acho interessante e, fofinho vá, especialmente quando a Rita Marrafa de Carvalho se põe a dar música aos seguidores em tempos de quarentena!

Sobre os blogues e as redes sociais, e, na minha modesta opinião de gajo que não percebe um cu disto, é que as redes sociais não substituem o blogue. Podem ajudar a divulgá-lo, podem complementá-lo mas não o substituem. Apareceu o Facebook por volta de 2009-10 e foi ver muita gente a desistir dos blogues. Mais à frente, quando já davam os blogues como mortos, aparece uma nova vaga de gente a fazer dinheiro e foi ver muita gente de novo a regressar pensando que iriam ficar todos ricos. E as pessoas deixam a informação espalhada por dezenas de redes sociais que mais à frente abandonarão, mas quem fica no blogue como eu ficarei, tem a informação toda sempre aqui. É uma espécie de diário, um blogue é isso mesmo, uma espécie de diário. Um dia mais à frente, podemos sempre relembrar qualquer texto ou fotografia. Daqui a uns anos as redes sociais que fazem hoje furor se calhar não existirão, ou estarão vazias, como as ruas ficaram vazias de pessoas em tempos de quarentena. Mas o blogue é sempre a minha casa, onde me posso refugiar quando me apetecer. 

Profissionais Na Linha da Frente Para Foder o Coronavírus

Informação extremamente relevante no Jornal I: 

É preciso ter noção que há profissionais na linha da frente a dar o corpo ao manifesto para foder o vírus. Só que há uma dúvida que me assalta: então mas as prostitutas não deveriam também estar em isolamento profilático e a fazer teletrabalho?