domingo, 4 de setembro de 2016

Resgata o meu Coração


Anda cá
Resgata o meu coração
Vou-me afogar
sem ti

Anda cá
e resgata o meu coração
Caí no fundo 
e não consigo sair daqui para fora

Então anda cá
Quem vai resgatar o meu coração?
Quem?

Anda cá
Por favor resgata o meu coração
Vou-me afogar
sem ti



Rescue my Heart / Weithless / Liz Longley / 2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Estrangeiro no próprio país

Já me aconteceu inúmeras vezes. Acho que até deveria apontar as situações mais caricatas para depois não me esquecer! Vem isto a propósito de, vá lá saber-se porquê, eu passar constantemente por estrangeiro no meu próprio país. E não, não estou a falar daquelas situações em que o pessoal vai a um restaurante no Algarve e partem logo do pressuposto que quem ali entra é estrangeiro!

Não. Estou a falar mesmo em situações normais do dia-a-dia. Como, por exemplo, quando um ressacado, ali perto da Torre dos Clérigos, dirige-se a mim e diz enquanto passa os polegares pelos dedos, e não é preciso saber linguagem gestual para perceber de imediato que ele se referia a mortalhas:

"Do you have papers"? 

Hoje aconteceu mais uma situação dessas, mas bem mais interessante. Ora bem, desde logo mais interessante porque foi com gaijas! Várias, jovens, sei lá, seis ou sete gaijas, e depois porque durante alguns segundos ouvia-as falar de mim, não sabendo elas que eu as estava a perceber perfeitamente! pois pensavam elas que eu era estrangeiro e não falava português!



Enquanto eu acabava de tirar uma fotografia e me abaixava para colocar a máquina dentro do saco, e por sua vez o saco dentro da mochila, ouvia o grupo de mulheres:

"Vamos tirar umas fotos?
Olha ele até tem machine e tudo... Vamos-lhe pedir? Mas que língua é que ele falará?

E enquanto estava curvado, tratando de arrumar as coisas, pensava para comigo, "mas tu queres ver que elas estão a falar de mim"?

E nisto sinto alguém aproximar-se de mim, e diz, como se eu fosse uma criança de dois anos:

"Ooooolá"!...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Lei do Amor

O problema existe quando o ódio foi posto no nosso coração pela ação direta de um "desarrumador". Quando nos vemos afetados pelo furto, pela tortura, pela mentira, pela traição, pelo assassínio. Nesses casos, o único que nos pode tirar o ódio é o próprio agressor. Assim indica a Lei do Amor. A pessoa que provoca um desequilíbrio na ordem cósmica, é a única que pode restaurá-la. Na maioria das vezes não é suficiente uma vida para se conseguir isso. Por isso, a natureza permite a reencarnação, para dar oportunidade aos "desarrumadores" de arranjarem as suas confusõezinhas. Quando há ódio entre duas pessoas, a vida reuni-las-à tantas vezes quantas fores necessárias até este desaparecer. Nascerão uma vez e outra, perto um do outro, até aprenderem a amar-se. E virá um dia, depois de quatorze mil vidas, em que terão aprendido o suficiente sobre a Lei do Amor para que lhes seja permitido conhecer a sua alma gémea. Esta é a melhor recompensa que um ser humano pode esperar da vida. E podem ter a certeza que caberá a todos, mas a seu devido tempo. É isto que a minha querida Azucena não percebe. O momento de conhecer Rodrigo já lhe tinha chegado , mas não o de viver a seu lado, pois, antes, ela tem de adquirir maior domínio sobre as suas emoções, e ele liquidaar dívidas pendentes. Antes deve pôr algumas coisas no seu lugar, se pretende unir-se para sempre com ela, e Azucena vai ter de o ajudar. Esperemos que tudo corra bem para benefício de encarnados e desencarnados. Mas eu sei que vai ser muitíssimo difícil. Para triunfar na sua missão, Azucena precisa de muita ajuda. 



Eu, como seu Anjo-da-Guarda que sou, tenho a obrigação de socorrê-la. Ela, como minha protegida, tem de se abandonar e seguir as minhas instruções. E aí é que está o busílis. Não faz caso nenhum de mim. Estou há cinco minutos a dizer-lhe que tem de desativar o campo áurico de proteção de sua casa para Rodrigo poder entrar e até parece que estou a falar para uma parede. Está tão emocionada com a ideia de o conhecer que não tem ouvidos para as minhas sugestões. Vamos lá ver se o pobre noivo não fica muito estragado ao pretender atravessar a porta. Qual quê? Ainda bem que por mim não foi. Sussurrei-lhe milhares de vezes o que ela tem de fazer. E nada! O que mais me preocupa é que, se não é de ouvir nem de executar esta ordem tão simples, o que será quando realmente depender da minha cooperação para salvar a sua vida! Enfim, seja o que Deus quiser!


A Lei do Amor / Laura Esquivel / 1997

Quanto duram umas sapatilhas Quechua baratas?

Estranhamente, não sei porquê, mas é já a terceira vez que vou falar de calçado aqui no blogue. E posso assegurar que não é nenhum fetiche! Da primeira vez manifestei a minha estranheza, e até revolta, para com uma marca de calçado (Merrel) que me custou os olhos da cara, e em que a sola se desfez rapidamente. Agora vou falar do oposto, de um par bem barato.

E por norma as pessoas tendem a achar, onde por vezes também me posso incluir,  que artigo caro é muito bom, - umas Merrel de 80€ deve valer bem o investimento - e que artigo barato não presta, o que não é de todo verdade. Se não vejamos. 

Fez agora dois anos que comprei umas Quechua Arpenaz 50 por 13€. Ora bem, é fácil fazer as contas, as Merrel que comprei davam para comprar 6 pares destas Quechua! Mas logicamente que não estamos a falar do mesmo segmento, mas mesmo assim, calçado muito mais caro, deveria, em proporção, durar muito mais.

Quando comprei as minhas Quechua na Decathlon, ouvia uma senhora a dizer para um rapaz, que até tinha ali umas bonitas, mas que eram "muito baratas"! O melhor seria mesmo comprar outras, da mesmíssima marca, mas pelo dobro do preço! E eu ouvia aquilo, enquanto pensava precisamente o oposto! São mesmas essas baratas que eu vou comprar! E comprei mesmo.


Eu quando compro calçado, a primeira coisa que faço, é dobrá-lo e perceber se é minimamente confortável. Calçado que não vergue facilmente é para esquecer. Lembro-me de certa vez ter comprado umas Berg na Sportzone, só porque estavam baratas e mais não fosse usava-as para jardinar, mas foi dinheiro quase deitado ao lixo. Extremamente duras, nada confortáveis. 

Estas Quechua eram leves e passavam nesse teste. Restava, como é lógico, saber quanto iriam durar, mas isso só depois de as comprar poderia depois saber. E duraram até agora, dois anos, mas a duração de algo que se gasta tem de se analisar quanto se usou, pois se estiveram no caixote, podem durar uma vida toda!

Bom, estas sapatilhas foram de facto muito usadas nestes dois anos, mas muito mesmo, grande parte do tempo no trabalho (foi para isso que as comprei) e ainda em algumas caminhadas, e por exemplo, fizeram comigo os Picos da Europa. E dois anos depois, é este o estado delas:




Depois de dois anos intensos a carregarem-me muitos dias, começam agora a descascar na biqueira, contudo, a sola mantém-se completamente intacta e apesar do mau aspeto ainda estão completamente funcionais, e como tal devo dizer que estas Quechua baratas estão aprovadas para o custo que têm.

Conversas improváveis III

Via Pinterest
Nem de propósito. Antes de vocês chegarem, estava aqui sozinho e a pensar como agora por estes dias tenho de almoçar sozinho, mas na verdade, argumentava comigo mesmo, que já almoço sempre sozinho, mesmo que tenha várias pessoas aqui ao lado, porque todos estão sempre a mexer nos telemóveis e ninguém fala com ninguém!

- Oh pá, tu nunca estás sozinho! Eu tive um funcionário que também era assim, quer dizer... Muitas vezes ouvia-o a discutir lá ao fundo, depois ia ver o que se passava e era ele sozinho!

- Olha, que são essas pintas vermelhas aí no teu ovo?

Ao início ninguém gosta de fumar. É preciso tu forçares-te a gostar de fumar. Fumar faz tossir, não é nada agradável. Mas olha, ninguém se força a comer brócolos e os brócolos fazem muito bem à saúde. Mas para o que é desagradável, as pessoas estão sempre prontas a forçar-se a gostar, nem que seja por pressão social, para se comportarem socialmente como os outros.

- Olha come os bróculos. Não gosto. Mas fazem-te bem. Lá está, ninguém se força a fazer algo que faça bem. Toda a gente sabe que fumar faz mal. Experimenta lá um cigarro...e ninguém gosta, mas continua a forçar-se para gostar, até que fica viciado. Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

- Olha, que são essas pintas vermelhas aí no teu prato?

Sim, porque tu, que nunca fumaste, percebes imenso de fumadores e do que é fumar. Deve ser de ler na internet! Eu acho-vos uma piada! com essa falácia de que quem não passou pelas situações não sabe como é. Sim, porque eu para saber que o fogo queima tenho de lá meter a mão!
Eu se calhar dava outro exemplo. Na verdade, não é preciso dar um chuto num poio de merda para saber que de imediato começará a cheirar mal...
Eu sei muito de fumadores pois convivo muito de perto com muitos amigos e sei muito bem o que se passa. Bem vejo muita gente, depois dos vinte, que nunca fumou a começar a fumar só por causa dos grupos onde se começa a dar.

- Olha, que são essas pintas vermelhas no teu ovo?

Quando as vítimas são culpadas do estado em que estão

O milénio caminhava a passos largos para o seu final. O salário mínimo eram 56 contos de réis ou 56 mil escudos se preferirem. Apesar de ter aparecido na entrevista todo vestido de preto, com uma camisola de capuz com três pentagramas nos braços e com um enorme nas costas, e de usar ao pescoço um fio com uma pequena caveira que tinha uns olhos que brilhavam, havia conseguido, fruto da reputação, da parceria ou provavelmente da extrema necessidade, um estágio numa reputada empresa alemã que precisava de estagiários para uma grande Central deste país. 

Acho que mais coisa menos coisa, entre compensação à hora mais ajudas de custo, o que estava acordado de forma verbal, depois duma visita guiada às instalações, eram cerca de 120 contos para trabalhar em regime de turnos rotativos durante o verão. E a necessidade era óbvia, a de preencher as férias dos próprios funcionários da empresa e não tanto proporcionar uma grande formação na área dos estagiários, para quem sabe, mais à frente, talvez o estagiário pudesse ficar com um emprego, e a empresa ficar com mais um trabalhador. Não, ninguém estava iludido a esse respeito. Eles precisavam de gente minimamente competente e responsável, a nós dava-nos jeito o dinheiro e a experiência para colocar no currículo.  

Eu desde criança que sempre trabalhei em casa, mas pode-se dizer que esta foi a minha primeira experiência no mercado de trabalho. E a esta distância, que estágio verdadeiramente surreal que foi! 

"Só me apetece dar peidos pela piça"! 

Retenho sempre esta frase de um dos seguranças da portaria. De noite, e quando só lá estávamos, naquela imensa Central, duas ou três pessoas, ele vinha para lá, para a sala de controlo, passar o tempo conversando connosco. Também me lembrei dele, quando os seguranças das empresas privadas que trabalham nos aeroportos fizeram greve por estes dias. O Pobre coitado tinha de fazer doze horas seguidas, e às vezes mais. Só pode ser mesmo escravatura.

E agora que estou a escrever e a pensar sobre isso, começam aos poucos a virem-me imagens desses tempos... e já lá vão quase vinte anos! Naquela sala de controlo, entre outras coisas, eu acho que até cheguei a levar um saco para pintar! É verdade, eu pintava os meus próprios sacos. Estão a ver aqueles sacos de estilo militar que se usam à tiracolo? Eu pintava os meus,  mas cheguei mesmo a pintar um saco para um colega de outro curso, ou amigo se preferirem. O Jorge foi meu amigo muito próximo durante dois, três anos no máximo. E naquela mesma sala, eu escrevia cartas a uma correspondente. E agora penso como seria interessante ir pegar nessas cartas e relembrar quem era afinal essa pessoa com quem me correspondi há quase duas décadas... Mais. Eu até terei essa tal carta que escrevi naquela mesma sala de controlo... 

Muita coisa se passava por lá.
Lembro-me também, quando mostrei aos operadores, que podiam jogar aqueles jogos do Windows95, em que o ambiente de trabalho estava escondido por aquelas páginas de dados, bastando para isso carregar em determinadas teclas de atalho! E pronto, a partir daí, de noite, enquanto eu pintava ou escrevia - tudo a ver com a área do curso! - alguém passava horas a jogar às cartas. 

Mas lembro também como odiava os turnos. Os turnos, como referi, eram rotativos e os colegas também rodavam, e aos poucos ia-os conhecendo a todos. Sei que detestei os turnos rotativos e naquele momento disse a mim mesmo que nunca mais votaria a trabalhar naquele regime. Aquilo não é vida para ninguém. Ninguém deveria ser obrigado, seja qual for o dinheiro que paguem, a ter de trabalhar de noite. Nós somos um animal diurno, não somos mochos nem morcegos. E é uma aberração ter de trabalhar de noite, e depois, passado umas horas ter de trabalhar de dia, e andar a rodar entre três horários e daí a algum tempo o nosso cérebro está completamente fodido. 

Até me lembro agora do Hugo, um ex-colega de trabalho, que quando trabalhava comigo, me disse que se ia despedir, para trabalhar, precisamente numa outra Central, com os mesmos turnos rotativos que eu havia experienciado. Mas ele estava muito agradado por ir ganhar mais do dobro. Mas o dinheiro não é tudo disse-lhe. E quando me lembro dele, lembro talvez um dos gaijos mais calmos que conheci. Ele tinha mais ou menos a minha altura, olhos azuis, corpo robusto, e algum cabelo já a rarear. Era o típico betinho-certinho de sapatinho de vela que qualquer mulher poderia apresentar aos pais, na certeza que o sucesso estaria garantido. Lembro-me também do que ele mudou mal casou! O Hugo sempre foi certinho e cumpridor. Pois não é que a partir do dia em que casou, nunca mais conseguiu entrar a horas? Lembro-me até, quando certo dia lhe telefono do trabalho, e ele ainda estava na cama! E conversei com ele sobre isso, sobre como com os turnos rotativos ele quase nunca se iria encontrar com a mulher na cama... Talvez ele ache que o dinheiro pague tudo isso. Eu acho que não paga.
De volta ao estágio, dizer que tudo foi correndo bem. Era era cumpridor, mostrava interesse em aprender e dava-me bem com os colegas. Não tinha por isso porque correr mal. 

Eu era tão responsável, mas tão responsável, que faltei ao próprio casamento da minha mãe. Se estou arrependido? Oh pá, foi como teve de ser. Se calhar bastaria ter trocado com outro colega ou avisado, ou sei lá, agora também já não lembro dos detalhes e também já não interessa. Estive com ela e o futuro marido em casa, e ainda cumprimentei os convidados, mas depois, quando todos foram para a cerimónia e para os comes e bebes, eu fui almoçar a um restaurante sozinho e depois fui trabalhar normalmente. E lá na empresa nunca ninguém teve nada que me pudesse apontar. E como eu costumo dizer, eu prefiro sempre que tenha de dizer dos outros, que os outros tenham alguma coisa a dizer de mim.

Mas infelizmente eu tive que dizer. O dinheiro lá foi sendo pago, mas depois parecia que afinal que nós tínhamos compreendido mal. Afinal já não eram 120 contos, parece que era só metade! E não fomos só nós, os estagiários, que tínhamos estado em reunião com o diretor lá da Central. Não, também lá tinha estado connosco o responsável do estágio por parte da instituição de ensino. 

E foi aí que o caldo ficou literalmente entornado. Sei que fiquei a saber da novidade num sábado. Pois bem, no domingo seguinte, simplesmente não apareci. E depois liga-me o responsável, todo exaltado, que não podia ser, que não podia ter faltado que só lá tinha ficado uma pessoa e mais não sei o quê. Fiz-lhe ver os meus motivos e homem já me queria pagar o táxi e tudo para ir para lá. Sim, porque na altura eu nem sequer tinha carta nem carro. Mas não, não mais lá pus os pés, pelo menos durante o período de estágio (haveria de lá voltar mais tarde). Não, eu não queria que me pagassem a merda do táxi, queria simplesmente que assumissem o que disseram e que não faltassem à palavra. Porque eu sempre aprendi em pequeno, que a palavra de honra vale mais do que um contrato assinado, mas logo ali, na primeira experiência profissional, aprendi que hoje em dia a palavra vale muito pouco. A vida está cheia de irrevogáveis.

E eu creio que seríamos uns cinco estagiários, em duas centrais distintas. Querem adivinhar quantos tomaram a posição que eu tomei?

Eu lembrei-me destes tempos, agora, porque por estes dias se tem falado muito na comunicação social, sobre esses grandes filhos da puta, desses patrões, que pisam e aproveitam-se das pessoas mais fragilizadas: os estagiários. Segundo as notícias, muito empresário obriga os estagiários a devolver o dinheiro da comparticipação da empresa no valor a receber. Se primeiro declaram que pagam ao estagiário e esse dinheiro entra no balanço das contas da empresa, depois, quando o estagiário é coagido a devolver o dinheiro, este é entregue pela porta do cavalo. 

Mas logo quando ouvi a notícia, e pasmem-se, à data da notícia não havia qualquer queixa por parte das vítimas que isto acontecia! Só depois das notícias é que começaram a aparecer as queixas! Assim ao género da Casa Pia, só depois da reportagem da Cabrita é que afinal havia gente a apresentar queixas que foram abusados. Será que também ainda vou a tempo de acusar alguém que fui violado e receber uns 50 mil euros? Quem é que querem que eu acuse?!

Mas quando ouvi a notícia, veio-me logo à memória o que tenho comentado a algumas pessoas próximas e que até certamente já terei comentado aqui no blogue: que muitas vezes a vítima é o principal culpado do seu estado. 

Pois o que eu acho é que, ninguém se deve deixar pisar. Já sei. Vão-me dizer que as pessoas sujeitam-se porque precisam, nas neste caso, nem é de todo o que está em causa! É só a merda dum estágio! Não é o trabalho de uma vida! E uma coisa é precisar, outra é que deixemos que nos roubem e que não façamos nada contra isso. Porque eu pergunto: e se um dia os estagiários chegassem ao trabalho, e o patrão também lhes dissesse: olha, agora sempre que me apetecer vou-te enrabar, se não acaba-se o estágio! Será que eles também se iam sujeitar? (excluindo os que iriam gostar como é óbvio)

Não. Se não queremos ser pisados nem humilhados, então não podemos deixar que nos pisem e nos humilhem. Se ninguém aceitasse ser roubado e denunciasse a situação, por certo mais nenhum patrão ousaria roubar os próximos estagiários. Deixar ser roubado é abrir a porta e incentivar que os próximos estagiários também o sejam. E se as pessoas aceitam ser roubadas e humilhadas, então, como digo mais uma vez, as vítimas é que são as principais culpadas do estado em que estão.