domingo, 14 de setembro de 2014

Iron Maiden para Coelho e Portas

Passava hoje pela feira medieval de Leça do Balio, que parece que também mudou de nome (ao menos parece que não tem borboletas) e seguiu também a moda da cobrança de entradas - e deparo-me com uma exposição (a mesmíssima exposição - boceeeejo - de todos os anos) de reproduções de artigos de guerra e objetos de tortura, e observava a beleza de uma peça em particular. 

De imediato me surge o pensamento que, com jeitinho, se conseguia meter o Portas e o Coelhinho ali dentro.... Já agora, se ainda sobrasse espaço podia-se também ainda convidar o Camilo Lourenço a entrar...

Portas, Coelho: Olha ali dentro o milagre económico!...Puuuum!

... e fechar-lhes a porta!

E porque não criar uma espécie de cavalo de Tróia, em formato "dama de ferro" gigante, convidar um sem número de gente a entrar lá para dentro, e encerrá-los lá para todo o sempre?! 

Quanto à feira, seja com o nome antigo, ou a "nova" feira com o novo nome, é para não repetir.



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O elogio ao hospital público

Consulta marcada para as 12h30 no Hopital Santo António no Porto. O relógio da parede marcava 12h25 quando o médico abre a porta da sala 212, e chama pelo meu nome, precisamente cinco minutos antes da hora marcada. 

Porque também é preciso dizer bem, e porque é muito mais difícil elogiar que reclamar do que está mal. Porque este governo dos partidos de direita tudo tem feito para matar o Sistema Nacional de Saúde (que até votaram contra ele há mais de trinta anos) mas ainda assim há hospitais que contra todas as adversidades ainda vão funcionando bem. Desde que a minha zona de residência mudou para este hospital, que eu só tenho a dizer bem da forma como funciona este hospital público.

Quanto ao governo, terá de se esforçar ainda mais por fazer ainda mais estragos ao que é de todos, para levarem ainda mais clientes para os amigos da saúde privada. Curiosamente, isto aconteceu quando no mesmo dia, dizia-me a minha mãe: "estou farta de clínicas privadas e de médicos chupistas".

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aproveitar a vida

Segunda pessoa que recentemente, primeiro uma mulher, hoje um homem, os dois a fazer pela mesma idade, que me diz, que tem pena de não ter vivido (ainda) mais no passado. E essa resignação faz-me alguma confusão, afinal as pessoas ainda estão vivas e podem viver tudo o que quiserem já hoje. Eu diria que, não deixes para amanhã o que podes viver hoje, nem penses no que poderias ter vivido, porque o passado já foi, não volta. Viver é o presente, e nem vale a pena fazer grandes projetos para o futuro, porque no futuro muito próximo estaremos todos mortos, nem vale a pena suspirar por um passado do qual só nos restam recordações que aos poucos vão sendo diluídas no tempo.

Para quê pensar que queriam, como no caso que me contavam hoje, ser transportado para o ano 2000 e saber o que se sabe hoje? Isso não faz qualquer sentido. A vida é feita de experiências, de aprendizagens e de erros, e de escolhas, mas a qualquer momento também podemos mudar tudo e inverter o rumo as coisas, afinal somos nós o timoneiro do nosso destino. O passado não se apaga, o que está feito está feito, e perder tempo a pensar no que poderia ter sido, quando se pode hoje mesmo estar a viver da tal forma que se acha que se deveria ter vivido parece-me uma perda de tempo.


via Pinterest

Ou então talvez as pessoas achem que há um tempo certo para "aproveitarem a vida". Pronto agora já tenho mais de trinta anos, ou estou casado, já tenho de viver uma vidinha estúpida!" Isto faz-me lembrar da minha avó materna quando me dizia "já não tens idade para isso" como se existisse uma idade própria para isto ou aquilo, como se tivéssemos de nos preocupar com o que os outros vão pensar de nós. E é isso que eu acho, que as pessoas perdem demasiado tempo a viver em função dos outros, e a não fazer o que realmente querem. 

E porque será que eu fiquei com a clara ideia ideia, que em ambos os casos o "não ter aproveitado mais a vida" foi "não ter pinado mais"? Conclusão a retirar: Aproveitar a vida é pinar!

domingo, 7 de setembro de 2014

Registo Nacional de Ministras com cara de Aborto

Depois da canalha fascista deste governo, que não sabe nem faz a mais pequena ideia do que é um Estado de Direito democrático, se preparar para fazer listas de cidadãos que cometeram um crime mas que cumprirem a sua pena e como tal têm os mesmos direitos e a mesma presunção de inocência que qualquer outra pessoa, e pretenderem divulgar os dados dessas pessoas, eu vinha então sugerir uma outra lista. 

Sugiro ao senhor primeiro-ministro - depois da demissão do Relvas agora é o Paulo Portas que manda não é? - que se sinalizem todas as ministras com cara de aborto que por aí andam no governo, para que eu e todas as pessoas de bem, possam antecipadamente prevenir-se e fazer algo para se defenderem, nomeadamente manterem-se o mais longe possível dessas criaturas demoníacas. 

Tal como diz a ministra da justiça, os cidadãos têm o direito de se proteger, e proteger principalmente as suas crianças da visão horripilante de uma ministra com cara de aborto. As ministras com cara de aborto são um grave  perigo para a sociedade, pois ao olharmos para a cara de uma, poderemos ficar com uma sensação de enjoo com efeitos persistentes. Agora imaginem os efeitos que isso pode ter numa criança, que ainda não tem as suas defesas consolidadas. Registo Nacional de Ministras com cara de Aborto Já! Se calhar não seria má ideia fazer já uma petição. 


domingo, 31 de agosto de 2014

Manda quem menos se interessa...

Há uns meses partilharam comigo um artigo sobre algumas verdades inconvenientes acerca das relações modernas, e logo no primeiro ponto referia que, quem menos se interessa é quem manda. E é verdade. E estou em crer que isso é tão válido não só para as relações de afeto (amor, sexo ou seja lá qual for o interesse), como para tudo o resto no que à socialização entre humanos diz respeito. 

Dificilmente numa relação as coisas estão equilibradas, até porque não há duas pessoas iguais, que demonstrem, gostem ou amem da mesma forma. E começa logo pelo início, e já Eça dizia que "há sempre um que ama e outro que se deixa amar". E quem menos se interessa manda sempre. E manda, porque passa sempre a mensagem, ainda que teoricamente, que não precisa tanto do outro, e que o outro estará mais  preso, mais dependente.

O mesmo se passa até no sexo. Um dos dois pode estar sempre pronto para ir aos treinos e gostar de transpirar bastante, mas se o outro não está para aí virado, tem duas alternativas, ou vai treinar e suar sozinho, ou azar, não treina de todo. Mas quem não se interessa, não manda só na frequência dos treinos, manda até no tipo de exercício. Se alguém se lembra de fazer um exercício diferente, mais exigente ou diferente do habitual, ou convidando por exemplo outras pessoas que gostem do mesmo desporto para se juntarem à prática desportiva, rapidamente os planos podem ir por água abaixo se o outro acha que isso já é inovação desportiva a mais.

Também nas amizades manda quem não se interessa tanto.Também nestas situações há sempre duas opções, ou andar atrás dos outros, comprando vontades, quase como quem mendiga uma amizade que já só funciona num sentido, ou então invertem-se as coisas.

Mas tudo tem um reverso da medalha, quantas vezes a caça vira-se contra o caçador? Quantas vezes, quem não se interessava, depois já torce as orelhas. Ignorar os olhinhos que a gordinha do liceu fazia, e depois, anos mais tarde passar por ela, boa com'o milho... ah pois! Pode-se sempre correr atrás, mas por certo irá-se descobrir que já anda a treinar com outro qualquer!

Também quem não se interessa e corta-se sistematicamente aos treinos, pode ir mandando, mas só até um dia, em que fica com as trouxas à porta, ou então, ir continuando a mandar, mas com um belo enfeite na cabeça! E assim ficam todos felizes, quem pensa que manda pela indiferença, quem se deixa mandar e as faz pela calada, e claro, a terceira pessoa que aproveita o desinteresse dos outros em benefício próprio.

Mas olhando para esta história do (aparente) desinteresse, no fundo, hoje em dia parece que andamos todos a jogar, quer-se uma coisa mas dá-se a entender que não, há que se fazer de difícil. E agora todos querem ser aquele que se interessa menos. Eu devo ser uma espécie em vias de extinção. Quando tenho interesse acho que dou sinais evidentes disso mesmo, tal como quando não o tenho. E ainda faço pior, quando gosto acho que o demonstro. Quanto aos que menos se interessam, esses também só mandam até um dia.