"A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão."
quinta-feira, 24 de julho de 2025
sábado, 19 de julho de 2025
É o Que dá Escrever Discursos no ChatGPT, Luís!
sexta-feira, 18 de julho de 2025
Limbo
O que é o Limbo, papá?
Limbo, meu filho, é o sítio para onde vão os Papeis do Panamá, os clientes da Spinunviva, os ficheiros do Epstein e tudo o resto que se quer enterrar vivo.
quinta-feira, 17 de julho de 2025
Merditocracia
Merditocracia é fazeres uma valente merda no ministério da saúde e depois não seres reconduzida mas o governo arranja-te um valente tacho noutro sítio para continuares a tua carreira merdosa.
terça-feira, 15 de julho de 2025
Os Melhores 50 Anos de Sempre
Já agora, para recordar como estes últimos cinquenta anos foram os melhores da nossa História basta ler alguns factos na crónica de Filipe Luís na Visão do dia 3 de julho:
"Os últimos 50 anos, período que coincide com o regime democrático, foram, provavelmente, aqueles em que o nível de corrupção, em Portugal, terá sido mais baixo (...) Os cartazes e os discursos populistas – sim, refiro-me ao Chega – que falam de 50 anos de corrupção são desmentidos pelos factos: houve imensa corrupção, como há, em todos os regimes, mas nunca ela tinha sido tão sistematicamente prevenida, investigada e, no final – o mais difícil e, portanto, ainda com caminho para andar –, punida. Os portugueses mais velhos, com boa memória, lembram-se do País da “atençãozinha”, do “empenho”, do untar as mãos ao fiscal, ao polícia de trânsito ou ao simples manga de alpaca das Finanças. Tudo isto ainda se passa? Sim, pontualmente. Mas é muito mais arriscado. Na pirâmide de favores, cunhas e endogamia sistémicos, a dimensão da metástase corruptiva aumentava consoante crescia a importância do detentor do cargo público ou do servidor do Estado, até à dimensão da oligarquia pura e simples. Antes disso, desde os Descobrimentos, passando pela Monarquia Constitucional e pelos desmandos da I República, é bom nem falar. No Estado Novo, a inexistência de imprensa livre e a ficção de uma separação de poderes que não existia eram sinónimo de inexistência, também, de exemplos de corrupção. Claro, nunca apareciam à luz do dia. E até um escândalo sexual, o caso Ballet Rose, em que altas figuras do regime estiveram comprovadamente envolvidas numa terrível organização de pedofilia, quando foi denunciado, pela oposição, à imprensa internacional, valeu aos seus denunciadores perseguições políticas implacáveis, ordenadas pelo governo e pela polícia de Salazar.
Liverpool Pagou Imposto pela Morte de Diogo Jota
Nem de propósito, e refiro-me à publicação anterior, para ilustrar como, de repente, parece que "tributo" mudou de significado, vejamos a mesma notícia pelo olhar de dois jornais diários portugueses:
Comecemos pelo tabloide Correio da Manhã: "Tributo - emoção no primeiro dos "reds" sem Diogo". Um gajo lê isto e o que pensa? Pá, mas então mas o Liverpool pagou imposto por causa da morte do Diogo Jota?
Mas depois vemos a mesma notícia tratada pelo Jornal de Notícias:
E percebemos que não era um imposto, mas unicamente uma homenagem!



