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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Como Podemos Saber que a História não foi Manipulada? E Como Deve Agir o Historiador?


"Os jornais não servem para dizer a verdade. Já é bom que eles não mintam."

"Numa viagem de Mário Soares à Índia, parou o presidente da república em Omã. No sultanato de Omã. O sultão convidou-o a ver um museu sobre Omã, onde havia uma praça forte portuguesa. E nesse museu, o presidente da república portuguesa foi confrontando com uma figura de Vasco da Gama, mas na legenda dessa figura, não estava que ele era o descobridor, ou que era um magnífico navegador, mas sim que foi um usurpador, um homem que usurpou nomeadamente os conhecimentos dos verdadeiros conhecedores da navegação que eram de Omã. Raptava os pilotos de Omã, e era com eles que ia navegando ao longo da costa. Em suma era ali um bandido... (eu fui testemunha deste episódio porque era repórter) a tal ponto o tradutor teve mesmo que dizer ao presidente da república que o Vasco da Gama é um pirata e o Mário Soares não gostou.

Vasco da Gama: o pioneiro descobridor ou um mero pirata usurpador e sanguinário?


Dito de outra maneira, como é que podemos aferir o que é a História se as fontes são engajadas? 

O estudo dos jornais como de qualquer outra fonte histórica exige previamente uma análise crítica, o crivo crítico, muito apertado. Os jornais são particularmente useiros e vezeiros na deturpação do narrar dos factos e depois na sua interpretação. Portanto, nós temos sempre que ter, e sobretudo nós que trabalhamos com a imprensa, mas não só, e que trabalhamos com depoimentos vários e pessoais, nós temos sempre que ter este distanciamento e ter esta precaução. 

Um historiador deve ser o mais objetivo possível. e o mais rigoroso possível na interpretação. Agora, a verdade é que, nesse tempo, por essas razões, também na Gazete de France por exemplo, o Françoi Rene Dau a certa altura tem uma frase que se aplica aos jornais desse tempo, entre os quais se integra as gazeta da restauração. Ele tem esta frase que é impressionante de confissão: 
"Os jornais não servem para dizer a verdade. Já é bom que eles não mintam."

José Manuel Tengarrinha (que faleceu no dia 29 de Junho) no programa Quinta Essência) da Antena 2.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Da Manipulação da Imprensa e das Opiniões que Contam para Limpar o Cu

 Hoje, 4 de dezembro de 2017 Mário Centeno, Ministro das Finanças do governo socialista, apoiado pelos partidos de Esquerda, é eleito (para o bem e para o mal) Presidente do Eurogrupo. Mas em Novembro de 2016, o pasquim Sol, dava como certa a sua saída do governo no início deste ano, provando-se que se tratou de mais uma mentira descarada e de uma campanha de intoxicação e manipulação da opinião pública.


Ora bem, Mário Centeno não sai do governo em Janeiro tal como afirmava o pasquim do Saraiva, mais, em face dos bons resultados que a economia portuguesa apresentava, Centeno começa a granjear simpatia na Europa, mesmo na família política da direita europeia, tanto que, o próprio Schäuble, Ministro alemão das Finanças, chega mesmo a apelidá-lo de "Ronaldo do ECOFIN. E começa-se mesmo até a falar dele como possível candidato a Presidente do Eurogrupo.

E o que é que tem a dizer sobre isto o comentador e ex-político frustrado, Marques Mendes, na SIC, canal do fundador do PSD e aquele de quem Belmiro de Azevedo disse que não servia nem para porteiro da SONAE?

 

Muito elucidativo não é? E dizem que esta é a "opinião que conta". Jornais e comentadores a manipular e a mentir descaradamente. Mas infelizmente, os jornais nem para para limpar o cu servem.

E o que é que eu acho de Centeno no Eurogrupo? 
Não acho nem deixo de achar. Pode ser prestigiante para Portugal sim, se desenvolver um bom trabalho, mas neste momento acho que os portugueses estão mais preocupados com a economia portuguesa do que com a economia europeia. E depois eu não tenho especial simpatia por portugueses no estrangeiro, principalmente se forem incompetentes. Prefiro todo e qualquer estrangeiro competente a um português incompetente por dois motivos: primeiro ficamos melhor servidos, segundo, não passamos vergonhas como com Durão Barroso. Vou esperar para ver.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A notícia só tem um lado: O negativo

Passo agora pelo site da TSF e a notícia sobre a final do Open da Austrália não é sobre quem venceu. Não, é acerca de quem perdeu.

Quem venceu não teve mérito nenhum. O mérito foi todo de quem perdeu.

www.tsf.pt


Eu apesar de há muito não acompanhar o desporto (porque não tenho televisão) até gostava de ver a carinha laroca da tenista que venceu, certamente com uma carinha bem mais feliz que esta que ali meteram, que até mete medo ao susto, mas isso para o nosso jornalismo de trazer por casa não interessa nada. 

Meteram nas cabeças ocas dos jornalistas - classe que cada vez menos respeito - que só vendem as notícias negativas, e pronto, é isto que temos de aturar. E mesmo que isso seja verdade, e eu aceito que assim o seja, pois o ser humano interessa-se muito pelo negativo, pelo escândalo - basta ver que, pelo menos em Portugal, sempre que há um acidente na auto-estrada num sentido, rapidamente dá-se outro acidento no outro sentido, tão simplesmente porque os condutores de imediato abrandam a marcha para ver se conseguem vislumbrar algum corpo retalhado aos bocados - acho que os jornalistas têm uma responsabilidade, pedagógica se quiserem. 

E mesmo que assim seja, mesmo que as notícias escabrosas vendam mais, os grandes grupos que dominam os média, e que são muito poucos e que cada um domina vários jornais e várias revistas, deveriam ter a responsabilidade de tentar influenciar as pessoas para o bem ou para o melhor. Fala-se muito na responsabilidade social das empresas, mas no fundo tudo isso são balelas. O que importa é vender, e quanto mais escarro jornalístico nas notícias melhor, mais se vende, e para isso basta só ver qual o jornal mais lido do país.  

P.S: Bem, lá fui informa-me devidamente, e de facto, apesar da senhora não ser nenhum portento de beleza física, acho que em Portugal até venderia muito bem, pois toda a gente parece ficar logo com a roupa interior molhada mal vê uma coisa amarela de olhos azuis.