domingo, 29 de junho de 2014

Gordos na cadeia já!

Não, não penso que ser mais ou menos gordo mereça ser punido com pena de prisão, a minha questão tem a ver com o título de hoje da capa do JN:


A notícia diz que, só no primeiro trimestre foram gastos três milhões de euros em produtos para emagrecer, produtos esses que os especialistas dizem não ser eficazes! É evidente que a malta do pneu anda a tentar emagrecer acima das suas possibilidades!

Acho também que o Estado devia era avançar com uma parceria entre o Ministério da Saúde e Administração Interna, e encaminhar as pessoas dos hospitais para as cadeias, em vez de lhes andarmos a pagar drogas para emagrecer e bandas gástricas. 

A solução está à frente dos nossos olhos! As cadeias só fazem bem à saúde, basta olhar como os presidiários lá entram e depois como saem. O mais recente exemplo mediático disso mesmo foi Isaltino Morais, que entrou bucha e saiu estica.


O homem esteve lá dentro uns meses (logicamente que os ladrões distintos não podem ficar sete anos na cadeia) e saiu de lá sem qualquer gordurinha! Quer dizer, o pessoal rouba, passa uns meses na cadeia, e ainda por cima faz um tratamento de emagrecimento totalmente de borla, e que resulta! No fundo o homem só ficou a ganhar!

Dizem às pessoas que para emagrecer têm de fazer muito exercício, tomar esta ou aquela banha da cobra, mas a solução é muito mais simples. Quer emagrecer com sucesso e sem fazer exercício físico? Inscreva-se numa cadeia perto de si!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Bancos: Mão ao ar - isto é um assalto!

Hoje, qual não é o meu espanto, quando vou a fazer uma transferência, e reparo que o meu banco - que não é só meu e ainda é de todos nós, pois a cambada de ladrões que nos governa ainda não o vendeu aos chineses ou aos angolanos - rouba-me, por uma transferência inter-bancária, cinquenta e dois cêntimos! Não roubou porque eu não deixei, mas se não verificasse o custo da operação, nem sequer tinha sabido que tinha sido roubado!


Mas ao que parece, os roubos começaram já desde janeiro, e o mais estranho é que, apesar de eu ser quase um eremita a viver numa caverna, sem televisão e isolado do mundo (há mesmo quem pense que sim!), até me tenho por uma pessoa minimamente informada, até tenho internet aqui na caverna vejam lá, e nunca tinha ouvido falar de tal coisa. E faz sentido! É mesmo bom que não se fale, pois assim todos os incautos da Caixa Geral de Depósitos ficarão sem os seus 52 cêntimos por cada transferência que fizerem, assim como os do BCP ficam sem 1€ e o pessoal que vai ao Totta lerpa 1,25€!

Este negócio dos bancos de facto está cada vez melhor - para os banqueiros logicamente - e eu até me pergunto - ter uma conta bancária para quê? A resposta é: para ficarmos com menos dinheiro!
Ainda há uns tempos, um especialista afirmava na rádio, aquilo que eu sempre disse "se uma pessoa depositar 250€ numa conta à ordem num banco, ao fim de um ano terá 200€"!!! Ó diabo, não é que tem muito menos dinheiro que se tivesse metido as notas no colchão?!

O negócio dos bancos pode ser explicado de forma simplista mais ou menos assim: nós emprestamos-lhes dinheiro através dos depósitos que fazemos, e eles em troca, pagam-nos um juro pelo tempo que retiveram o nosso dinheiro. Mas entretanto eles decidiram que, além de passarem a não pagar nada pelo dinheiro à ordem que lhes emprestamos, vamos é passar pagar-lhes!! Não é fantástico? Mas há mais! O Estado, e os nossos governantes da merda, que neste período mais acentuado de crise, passaram a vida a dizer que precisamos é de aforrar dinheiro em vez de o gastar, o que é que fazem? Decidem roubar-nos cerca de 30% dos juros a prazo da ninharia que o banco nos paga! O Estado torna-se assim num parasita chupista, que sem dar nada em troca, automaticamente nos rouba 30% das nossas economias!

E é por os bancos estarem falidos - se todas as pessoas de determinado banco forem levantar o seu dinheiro, eles não o têm para dar! e é por isso que têm de aumentar receitas, e então qual a melhor forma de as aumentar rapidamente? Assaltar os seus próprios clientes, que no fundo são os seus credores e deveriam tratar muito bem! Não é fantástico? E ninguém se importa, e quem devia fazer alguma coisa, não faz nada para impedir estes verdadeiros roubos.

E é esta a lógica atual dos bancos. Antigamente alguns corajosos assaltavam os bancos para ter dinheiro, agora não, agora são os próprios bancos que, como estão todos falidos por culpa própria, assaltam todas as pessoas que decidem lá ir! "Sorria, vai ficar sem o seu dinheirinho"!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cobertura jornalística da Seleção Portuguesa de futebol

A seleção portuguesa de futebol concentrou-se há pouco mais de uma semana, com vista à preparação do Mundial do Brasil 2014. Entretanto a equipa saiu de Portugal há uns dias para um estágio nos Estados Unidos, e da cobertura jornalística ficamos a saber que:

- O Cristianinho tem um dói-dói.
- Cristianinho dá autógrafos.








- Cristianinho foi aos fados.
- Cristianinho tira fotos com fadista.













- Cristianinho faz filme publicitário com o filho.
- Cristianinho deu um peido mal cheiroso, jornalistas investigam o cheiro e chegam à conclusão que terá comido feijoada.
- Paulo Bento está triste pois não sabe quando vai poder usar o Cristianinho nos treinos.
- Dirigentes da Seleção acreditam que o dói-dói do Cristianinho vai sarar a tempo do primeiro jogo do mundial contra a Alemanha.
- Nani acha que o dói-dói do Cristinaninho não é nada de especial.
- Real Madrid mostra-se preocupado que o dói-dói do Cristianinho possa ser grave.








- Federação publica no site que Cristianinho afinal tem dois dói-dóis.
- Entretanto Cristinaninho já faz carrida, arrotou e mudou a fralda.
- Cristianinho já brinca com as bolas no relvado, a de futebol e as outras que coça entre as pernas.
- Paulo Bento fica irritado com perguntas sobre o Cristianinho e volta a dizer que não sabe quando vai poder usar o Cristianinho.

E está feito o resumo do que a imprensa nos deu a conhecer dos trabalhos dos 23 jogadores no estágio da seleção portuguesa de futebol.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Feito para se deteriorar

Antigamente, já há muitos anos, as coisas, fosse o que fosse, eram feitas para durar. Comprávamos algo e era resistente e durável, mesmo os eletrodomésticos ou automóveis, que têm mecânica ou eletricidade duravam uma vida. De há umas décadas para cá, cada vez mais, as empresas apostam nas vendas, o que interessa é vender, e o artigo que dure só até acabar a garantia, porque assim, quanto mais depressa avariar, mais depressa o cliente vai comprar um novo artigo. É esta a lógica do tão falado crescimento económico!

Há várias formas de levar o consumidor a comprar mais, mesmo que este não precise, como são as épocas de saldos, em que levado para ideia de estar a fazer uma compra inteligente, a maioria das pessoas acaba por trazer para casa uma rima de coisas que provavelmente nem sequer vai usar, mas como estava mais barato a pessoa fica de consciência estupidamente tranquila! Outra forma é fazer constantemente novos modelos, seja do que for, como com os telemóveis, ou então como acontece por exemplo com os automóveis. Se antigamente o mesmo modelo de automóvel poderia ficar na linha de produção durante vinte anos, agora é muito provável que o mesmo modelo mude no espaço de um ano, levando assim quem tem o modelo anterior, a pensar que está a ficar para atrás, principalmente quando vê o vizinho com o modelo acabado de sair. O que é perfeitamente estúpido, visto que um automóvel é simplesmente uma maquineta inventada pelo homem, para nos levar do ponto A ao ponto B (ou para dar umas trancadas lá dentro para quem não tem casa e tem boa flexibilidade!) e a não ser que saia um novo carro que levante voo, ou que conduza sozinho, são todos iguais, todos gastam combustíveis, e é preciso conduzi-los. 

Mas a forma mais ardilosa de vender mais e mais, é fazer artigos de qualidade fraquinha, mesmo as marcas mais afamadas fazem artigos rapidamente deterioráveis e que tenham de ser constantemente substituídos, e muitas vezes, qual plano diabólico, os artigos estão mesmo programados para avariar depois de determinado uso. Ah pois é!

Mas esta introdução vem isto a propósito do meu descontentamento com o calçado. Eu sempre fui muito esquisito com o calçado, tanto a nível estético, e hoje em dia é quase impossível comprar umas sapatilhas que não tenham uns neons e luzinhas a piscar! Se uma pessoa quer algo tão fácil como preto ou castanho é quase impossível, pois agora lembraram-se que quanto mais berrante melhor! E sou esquisito com a estética mas também a nível de conforto, mas no entanto nunca entrei em grandes loucuras com o calçado. Mas há uns anos, decidi gastar uns 80€ numas sapatilhas (deixa-me ir buscar o cilício para me penitenciar dos meus pecados!) pois eu nunca tinha gasto semelhante quantia numas sapatilhas! Mas esteticamente eram apelativas e pareciam confortáveis, e pronto, também andava a trabalhar bastante e a fazer muitas horas-extra, e achei por bem mimar os meus pés e, supostamente, até estava a comprar um artigo de qualidade, pois na altura uma amiga até me disse que teve umas Merrel em miúda, e que aquilo durou que foi uma coisa maluca.

Comprei umas sapatilhas Merrel numa loja onde também tinha muito artigo da marca CAT mas lá não vendiam retro-escavadoras e máquinas de terraplanagem, era só mesmo sapatilhas! E qual não é o meu espanto, quando vou a ver, e a merda das saptilhas, que supostamente iam durar uma vida, estão com a sola toda esburacada! E não, o meu trabalho nunca foi andar a caminhar, era de estar sentadinho ao computador! E infelizmente nos últimos anos, elas têm estado encostadas, pois como estou desempregado, uso calçado velho para trabalhar em casa. Estão as sapatilhas ainda com bom aspeto exterior, e com a sola toda esventrada!




Que 80€ mais mal gastos, acho que vou chorar o dinheiro toda a vida, e se alguém me falar em Merrel, digo logo para fugir disso como o diabo da cruz! 

Mas isto não é caso único! Em tempos comprei uns sapatos da marca Ecco e a primeira impressão, é que eram bastante confortáveis, o problema foi que passado uns meses rasgaram a sola! Logicamente fui à loja reclamar, que averiguassem, não me estava a fazer a uns novos, mas que, no mínimo os reparassem. Lá voltei à loja para saber o que tinham decidido e deram-me a boa nova: os sapatos não tinham reparação! Mas deram-me uma devolução no valor que paguei, para eu trocar por outros. E lá troquei, e lá voltei a ter uns sapatos que duraram pouquinho!

E o mesmo se passou com umas sapatilhas Nike que comprei em 2004/5 por aí. Lembro-me bem pois comprei-as dias antes de um convívio na empresa, em que fomos andar de kart e fazer paintball. Poucos anos duraram, com o mesmo problema: sola descolada. 

Bom, eu poderia pensar que o defeito é meu! Na volta posso ter os pés descalibrados, mais ou menos como a direção dos automóveis, em que é preciso alinhá-la se não até pode desgastar os pneus mais de um lado que do outro! Mas não, em pequeno tive umas sapatilhas Adidas que duraram estupidamente. O couro acabou por rasgar e a sola parecia que não se tinha desgastado. E o mesmo se passou quando comecei a tirar a carta. Eu que na altura andava sempre de botas Dr. Martens, resolvi comprar umas sapatilhas leves e confortáveis, para sentir melhor os pedais, e acabei por comprar umas Airwalk pretas, bem bonitas e confortáveis. Mas mais importante que isso, é que elas ainda à pouco tempo andavam cá por casa, velhinhas, mas ainda serviam para andar a jardinar! Duraram que se fartaram! Agora não, parece que o calçado é feito de merda que desfaz-se num instante! E eu nem quero imaginar como será com as crianças, pois eu também me lembro quando era criança em andava sempre a jogar à bola, ou a chutar qualquer coisa. 

Deixamos de ter material durável, para termos algo que se desgasta rapidamente, pois quanto mais rapidamente se desgastar, mais as pessoas terão de comprar  calçado novo.  

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Se eu nunca te conhecer...

"Se eu nunca te conhecer nunca terei de te perder." 

É esta a frase que me fica do último episódio da quinta série de Lost (Perdidos). O casal em causa é composto por Juliet, a loira de olhos azuis escuros, a ex-Outros (the Others) que fala a linguagem dos iluminados (latim), de perfil intrigante, ora é médica da fertilidade, serena, preocupada com os outros e de sorriso fácil, ora é capaz também de olhares intimidantes, de pegar na arma e matar qualquer um a sangue frio, ou de aplicar uns golpes karatecas vindos assim do nada e sem ninguém saber onde raio os aprendeu. E o outro elemento do casal é Sawyer, o trapaceiro de corpo escultural, que gosta de sair do mar sem roupa, e só pensa nele e de como se pode aproveitar dos outros em proveito próprio. Mas não é um bronco qualquer, Sawyer é a personagem que mais lê na série, tem sempre uma nova alcunha para qualquer pessoa, e nos últimos três anos, depois de ambos terem parado de saltar no tempo, trinta anos atrás do tempo presente, e de terem ido brincar às casinhas com o pessoal do Dharma Iniciative, Sawyer amadureceu.



Aparentemente este poderia ser um casal improvável. A mulher culta e bonita mas inteligente e sensível com o bonitão trapaceiro, mas além de Sawyer amadurecer, também restam unicamente o físico "louco", o coreano de poucas palavras, e o chinês que fala com os mortos, e claro, a malta da Dharma Iniciative, que ambos sabem que acabarão todos mortos. Sawyer e Juliet têm-se um ao outro, protegem-se um ao outro e a coisa acontece naturalmente.







E tudo corria bem, até que todos os que tinham saído da ilha, resolvem voltar para ajudar os que tinham lá ficado. E depois de toda uma série de desenvolvimentos extremamente complexos com explicações de física quântica - bem mais complexos que no filme "Regresso ao futuro", em que se as personagens alterassem o passado poderiam desaparecer no futuro - surge a possibilidade de, ou deixar tudo como está, e ficarem a viver no passado, trinta anos atrás, ou então acreditar que fazendo algo, irão regressar ao presente, e impedir o avião em que seguiam de ter o acidente que teve. 

Só que isso tem grandes implicações, se o avião nunca se despenhar, todas aquelas pessoas que entraram no avião e que não se conheciam antes, e fizeram grandes amizades, e algumas apaixonaram-se mesmo na ilha, com essa decisão, no presente o avião irá aterrar em segurança e nunca se conhecerão.


Neste episódio chega-se a um grande conflito de interesses. Jack, o médico, o líder natural dos sobreviventes, que no entanto nunca quis liderar ninguém, o obsessivo, o senhor "se-não-vivermos-juntos-vamos-morrer-sozinhos", personagem com quem me identifico em certos aspetos, está decidido a fazê-los voltar ao presente. Mas será que isso tem alguma coisa a ver com Kate? Sawyer diz-lhe que se fizer o que pretende, nunca conhecerá Kate, mas Jack afirma que "o que tem de ser tem muita força". 

"Eu tive-a" disse-lhe. "Eu tive-e e perdi-a" repetiu. Sawyer não concorda nada com Jack, pois Sawyer está bem com Juliet, só que algo acontece e ela muda radicalmente de opinião. Se inicialmente Juliet, sua companheira, estava com ele na ideia de travar Jack, de repente ela intervém e diz a Sawyer que não e acha que Jack tem razão. Mas Sawyer quer saber, afinal o que mudou na cabeça da Juliet?


Ela é Kate, com quem Sawyer andou enrolado na ilha, antes dela ter saído da ilha com Jack e mais alguns sobreviventes, e já fora da ilha acaba finalmente por viver com Jack. Sawyer diz-lhe que não interessa para quem olhou, que está com ela, e Juliet responde-lhe, que sabe disso e que ele ficaria com ela para todo o sempre se ela o permitisse, e que é por isso que sempre o amou. E que só porque se amaram durante um tempo, não quer dizer que fiquem juntos, e que talvez não tivesse de ser assim. Talvez não fosse sequer suposto ficarem juntos. 

Mas Sawyer pergunta de novo: - porque estás a fazer isto Juliet?


E chegamos à frase: "Se eu nunca te conhecer nunca terei de te perder". Juliet prefre apoiar Jack na sua decisão, e assim nunca ter a oportunidade de conhecer Sawyer, e de um dia não ter de o perder. No fundo ela sabe que ele ficaria para sempre com ela, mas ela não o quer com ela, ainda pensando na "sardenta" Kate. 

Acho que sempre que vemos um filme, uma série, lemos um livro, ouvimos uma letra de uma canção, ou simplesmente observamos uma qualquer situação, há sempre algo com que nos podemos identificar. E quem diria que um dia estaria eu na pele do Sawyer, e encontrar alguém que simplesmente não me quis conhecer porque.... acho que não cheguei a saber bem porquê, ou talvez tenha percebido demasiado bem, ou então provavelmente já estou estou a confundir realidade com ficção, e já são episódios a mais de Perdidos. Mas agora também já só falta a última temporada! 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Eleitorado português com síndrome de Estocolmo

Não ter televisão poupa-nos aquele espetáculo deprimente das televisões, em que todos os partidos em noite eleitoral afirmam ter sempre uma vitória, bem como ter de levar com os comentadores da treta que as televisões escolhem para puxarem a brasa ao partido que defendem. Em vez de se convidarem pessoas minimamente isentas e não militantes de nenhum partido, não, vão escolher para comentadores ex-políticos mais ou menos frustrados mas com ambições de, quem sabe, ainda virem um dia a conseguir mais um tacho. 

E passava agora os olhos pelas capas dos jornais, precisamente para ficar a saber os resultados das europeias de ontem, que ao que parece ainda nem são definitivos, mas comprovo mais uma vez o óbvio. Grande parte dos eleitores portugueses estão doentes e sofrem de Síndrome de Estocolmo. Deveriam fazer acompanhamento psicológico (ou psiquiátrico?) e só então depois de curados desta patologia grave, poderiam e deveriam usar do seu direito de voto. 

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Desde que passamos a ter eleições livres, Portugal tem sido governado sistematicamente e sem qualquer mudança, por três partidos. Ora um sozinho ou então coligados, aos pares, ou então os três juntos, como me parece que se prepara para voltar a acontecer, seguramente, para o ano. São eles, e quem neles sistematicamente vota, os únicos responsáveis pelo estado de coisas a que chegamos. Mas ironicamente o eleitor continua a escolher sempre os mesmos, como ontem se verificou. 

Mas porquê? Como é que isso se explica? É por burrice? Por ignorância? Por masoquismo? Por medo da mudança? 

Da mesma forma que se explica o porquê das vítimas de violência doméstica, que anos e anos, sofrendo violência psicológica, ameaças, e muitas vezes levando mesmo porrada, passam a vida a defender o seu agressor, que coitado não tem culpa de ser assim, e muitas vezes só deixam mesmo de o defender quando vão parar ao cemitério. 

O português é roubado, é humilhado, insultado e literalmente fodido por estes três partidos há quase quarenta anos, mas sempre que tem a possibilidade de mudar alguma coisa, não muda, faz finca-pé, e defende com unhas e dentes o seu agressor, até à morte se for preciso.