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domingo, 6 de novembro de 2022

Papá, o Que é um Populista?



Olha puto, é assim, ser populista é ser, ao mesmo tempo, contra e a favor qualquer assunto, para dessa forma tentar cair na simpatia do eleitorado e os burros acharem que dizemos as verdades!

Mas isso não é um bocado incoerente?

Ser coerente não interessa nada. O populista não tem coluna vertebral, o que interessa é chegar depressa ao poder. E só isso é que os move. 

Na imagem acima podes ver o recorde mundial do fascista português. Em menos de 24 horas e em pleno parlamento conseguiu votar de todas as maneiras possíveis: contra, a favor e abster-se!



Nos dias que correm o populista-mor deixou passar mais algum tempo para não dar tanto nas vistas. Primeiro que não, que não se pode taxar as petrolíferas que estão a ganhar milhões com a especulação de preços. Dias depois já considera esses lucros imorais!

Do partido de onde saiu o populista-mor, o PSD que já foi "Pelo Socialismo" mas que agora é "Deus nos livre do socialismo" também temos tido populismo do bom. 

Primeiro contra o governo que é um disparte aumentar o salário mínimo. Depois contra porque o aumento do salário mínimo deveria ser maior! 


Populismo é: ser contra e a favor, para a cada momento cair nas boas graças do povo ignorante, e passarem por ser aqueles que dizem as verdades. 

domingo, 22 de dezembro de 2019

A Crise da Verdade ou como Adof Hitler é o Pai de Todos os Populistas Mentirosos

"Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, 
e eventualmente todos acreditarão nela"
(ADOLF HITLER)


"A diminuição da confiança na História aparece como uma das manifestações da crise da verdade, como um dos sintomas mais graves do nosso mal, mais grave mesmo que a "decadência da liberdade", porque é um ferimento que vai direito ao mais profundo do ser. Devemo-nos lembrar das palavras atrozes de Hitler, no Mein Kampf:

"Uma mentira colossal trás em si uma força que afasta a dúvida... Uma propaganda hábil e perseverante acaba por levar os povos a julgar que o céu é, no fundo, um inferno, e que a mais miserável das existências é, pelo contrário, um paraíso... Porque a mentira mais descarada deixa sempre rasto, mesmo se foi reduzida a nada".

Estas fanfarronadas de um prisioneiro e de um louco, aegri somnia, viram-se realizadas pela prática corrente da vida política, no decurso da nossa geração. O desprezo da verdade histórica patenteou-se em toda a parte. Digo em toda a parte, porque os exemplos que vêm espontaneamente ao espírito são os do Estados totalitários (assim a utilização pelos culpados do incêndio do Reichtag, do massacre de Katyn...). Mas as democracias ocidentais não estão isentas de mácula. Basta pensar no recurso a calúnias incontroladas, por parte dos "caçadores de bruxas", nos Estados Unidos, ou, entre nós, nas mentiras balbuciantes que são os "desmentidos oficiais" dos nossos ministros. O recurso a eles tornou-se tão normal que acabamos por ver nisso uma mera figura de retórica e uma praxe.

Nesse mundo transtornado, que lugar resta para a História? Não passa de um jogo de máscaras no armazém dos acessórios dos comediantes da Propaganda. Podemo-nos dar por felizes quando eles não vão ao ponto de fabricar integralmente uma história que sabem que é falsa. Na melhor das hipóteses, vêem no conhecimento do passado um reportório de incidentes pitorescos, paralelos ou de precedentes úteis a invocar.   

"Do Conhecimento Histórico" / Henri Irénée Marrou (1954)

quinta-feira, 30 de maio de 2019

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Quão Populista és Tu? Responde ao Inquérito para Saber!



"O populismo está a destruir a politica global, forçando muitos de nós a lidar com o que o conceito significa. Responde às perguntas para descobrires quão populista és, e como te comparas a líderes como Donald Trump."

O desafio é do jornal britânico The Guardian. Para ficarem a saber respondam ao inquérito aqui.

O meu resultado, ainda que um pouco distante no mapa (e menos populista!) está mais perto de Pablo Iglesias e o mais afastado possível de Donald Trump.


domingo, 11 de novembro de 2018

O Que é Que Tendes Dentro da Cabeça?


...Mas quando há um vácuo na nossa democracia, 
quando não votamos, quando tomamos os nossos direitos básicos e liberdades por garantidos,
 e viramos as  costas e deixamos de prestar atenção,
 e deixamos de nos importar, e deixamos de acreditar,
 então, outras vozes preenchem o vazio. 

Uma política de medo de ressentimento e guerrilha toma conta. 
E os demagogos prometem soluções fáceis para problemas complexos. 
Eles prometem lutar pelos mais fracos
eles prometem acabar com a corrupção, 
e apelam ao sentimento nacionalista racial que está oculto, 
oculto de todo. 
A maior ameaça à nossa democracia é a indiferença. A maior ameaça à nossa democracia é o cinismo. Um cinismo que levou a que demasiadas pessoas virassem costas aos políticos e ficassem em casa no dia das eleições. Portanto, se não gostam do que está a acontecer neste momento, e não deviam gostar, não se queixem, não hashtag, não fiquem ansiosos, não se percam num desapego irónico, não enfiem a cabeça na areia, não insultem, 
Votem!

domingo, 17 de setembro de 2017

Como Surge a Simpatia pelo Discurso Xenófobo e Racista

"O que é que nós temos vindo a verificar?
Nós temos vindo a verificar que tem vindo a atingir o poder ou a ficar muito perto de o atingir, gente, com um discurso, de uma violência, duma xenofobia extraordinária. E nós muitas vezes interrogamo-nos: mas como é que isto é possível?
E temos muito a ideia que, aquela gente, só pelo seu carisma, convencem as pessoas disto e daquilo. É infinitamente mais complicado. Porque o que acontece é que, o maior sucesso dessas pessoas é, no meio de outras, que têm um mal estar larvar, que encontra - digo eu - uma falsa resposta nas promessas dessas pessoas. 


As pessoas sentem-se rejeitadas. As pessoas têm falta de emprego. As pessoas sentem-se ameaçadas num processe que é clássico, o ser humano pelos outros, que é: a vida corre-me mal, de quem é a culpa? É muito mais fácil que a culpa seja de um tipo que tem uma cor diferente. E agora aparece alguém, que vem confirmar digamos assim, essas nossas teorias e diz: se nós nos livrarmos do Outro, nós voltamos ao paraíso perdido. Que é outra das táticas, que é dizer, antigamente é que era bom. E portanto, não é nada de admirar, que haja terreno fértil, para que determinadas ideias (muitas vezes nem são ideias, são puramente slogans) possam medrar, e levar a que se ganhem eleições.

Júlio Machado Vaz / O amor é... / 16/9/2017