segunda-feira, 30 de julho de 2018

Conversas Improváveis (29) - Atriz MILF

"Detesto as novelas da TVI. Até me podem dizer que Alexandra Lencastre é boa atriz. Mas para mim ela só sabe fazer papeis de MILF... ou de má!"



domingo, 29 de julho de 2018

Às Vezes Sinto-me um....




"Começas uma conversa que nem consegues terminar
Falas de caralho mas não estás a dizer nada
Quando eu não tenho nada para dizer a minha boca não se abre
Dizes uma vez, para quê dizer outra vez?"


"Psycho Killer" / Talking Heads / 1977


sábado, 28 de julho de 2018

A Partir de Quanto Tempo Um Telemóvel é Considerado Clássico?

Pois é, mudei de telemóvel. Que grande novidade não é?! Pode-se dizer que é um telemóvel "novo" mas calma! É um modelo de 2005 e tem portanto treze anos!

Mas de repente perguntei-me se este se poderia considerar um telemóvel clássico, à semelhança da terminologia que se usa para os automóveis. Um automóvel é considerado um clássico a partir dos vinte e cinco anos de vida. E um telemóvel? Quanto tempo é preciso para ser considerado um clássico? Três anos? Um ano? Seis meses? Um mês?

Imagem emprestada da net

A Flexibilização Laboral é Só Para um Lado: O dos Patrões

Os políticos, principalmente os mais à direita (incluindo o PS) falam constantemente que é preciso flexibilizar o mercado de trabalho, que dito por palavras mais acessíveis às pessoas, é como quem diz poder despedir só porque apetece. Chegamos ao trabalho e como o patrão anda com os quilhões inchados porque se chateou com a mulher, vai daí e despede o primeiro trabalhador que lhe aparece à frente só porque sim. Flexibilizar é isto, é simplesmente poder despedir só porque apetece aos patrões. Flexibilizar é o eufemismo para precarizar. 

Mas não basta poder despedir quando apetece. Isso seria pouco. Era preciso despedir quando apetece sim, mas fazê-lo de forma a não gastar muito dinheiro, porque senão era uma chatice! Os patrões queriam poder despedir mas dar um pontapé no cu de um trabalhador que está numa empresa há quinze ou vinte anos mas sem ter que pagar o que sempre foi devido! E esse foi um dos muitos favores que Passos Coelho e Paulo Portas fizeram aos patrões, no fundo para quem a direita, mais ou menos neoliberal governa. 

Antigamente uma pessoa que estivesse numa empresa vinte anos, caso fosse despedida, trazia de indemnização de vinte salários (30 dias por cada ano de trabalho) enquanto que a partir de 2012, passou -se a receber doze dias de indemnização por cada ano de trabalho. 



No entanto a tão apregoada "flexibilização laboral", vendida tantas vezes como uma coisa boa, só é pena que só funcione para um dos lados: sempre para o lado dos patrões! Os patrões, após o governo de Portas e Passos, puderam passar a despedir quase livremente não pagando nada por isso, nem pelas horas-extra que tiveram uma redução brutal na sua compensação, e pior ainda, inventou-se uma coisa extraordinária: trocou-se trabalho suplementar por não trabalho!

Sempre que, por exemplo, tenho de ir trabalhar para fora, para Lisboa, por exemplo, e mesmo que saia da empresa ás cinco da manhã e chegue ao hotel às duas da manhã, vou ganhar quanto? Nada! Zero cêntimos! Vou depois ficar essas horas a não trabalhar! Fantástica a flexibilização laboral não é? Fantástica para os patrões que não me pagam nada pelo esforço suplementar de trabalhar doze ou dezasseis horas seguidas. 

Como se não tivesse bastado permitir que se pudesse despedir quase livremente, e tornado o valor do trabalho suplementar irrisório, reduziram-se também os dias de férias (de 25 para 22 dias), mas não satisfeitos, ainda acabaram com quatro feriados porque os portugueses ainda só eram o segundo país da União Europeia em que os trabalhadores mais horas trabalhavam por ano e com um jeitinho podíamos chegar a número um!

Então já sabemos que a "flexibilização laboral" é uma coisa muito boa, mas o que é que se flexibilizou a favor das trabalhadores?

Nada! Pois é, a flexibilização é boa mas é se for a nossa favor. Se for a favor dos outros já não presta!

Vamos a um exemplo prático. Eu vou entrar no quinto ano de trabalho na mesma empresa. A flexibilização laboral é muito boa, mas se eu hoje encontrar uma empresa que me dê melhores condições e eu me quiser mudar, continuo a ter que esperar os mesmos dois meses, para poder sair da empresa onde estou. Por que é que não se passou todo esse tempo, sei lá, para no máximo quinze dias? Pois é.  Então deixem de atirar areia para os olhos das pessoas e vão-se mas é foder todos mais a precarização laboral.


Vender Gato por Lebre

Já por diversas vezes falei aqui no blogue sobre compras on-line em sites como OLX e Custo Justo e sobre os cuidados que é preciso ter visto que as fraudes abundam, uma vez que ambos os sites não têm um índice de reputação dos utilizadores. Um dos principais problemas é não se ter confiança quando o negócio não é efetuado em mãos.

Mas há mais. Por vezes há vendedores a vender algo que não corresponde ao que dizem. Por estes dias contactei um vendedor que tinha à venda um corta-relva a gasolina à venda no site OLX. Na descrição não estava identificado qual o modelo. Contactei então o vendedor que me disse que o modelo em questão se tratava do STERWINS 450 HSP-3, que se vende novo por cerca de 400€. No dia seguinte o vendedor atualizou o anúncio.

Fui fazer um pesquisa sobre os diferentes modelos da marca STERWINS e rapidamente dei-me conta do insólito! O vendedor está a vender um corta relva em que o modelo em questão tem motor Honda, quando coloca fotografias de um corta-relva que tem motor Briggs & Stratton que se vende novo em Portugal por cerca de 300€.

Vejamos as diferenças. Este é o modelo STERWINS 450 HSP-3 que o vendedor diz que está a vender:


E agora atente-se nas fotografias do corta-relva que estão no anúncio. Parece igual mas é muito diferente:



Mesmo que a pessoa compradora não repare nas diferenças óbvias da marca do motor, em que num motor diz GVC e por baixo tem uma chapa que diz HONDA, e o outro tem o logótipo da marca Briggs & Stratton, repara-se logo por certo nas rodas detrás, que saltam logo à vista pois são bem maiores, ao passo que o corta-relva que está à venda tem todas as rodas do mesmo tamanho.

Contactado o vendedor e mostrando o erro, este responde-me que não, que está mesmo tudo corrreto.

Tenham cuidado, não falta por aí gente a vender gato por lebre. 


Ponte da Barca