sábado, 9 de maio de 2020

Um Longo Silêncio Perdido




A Long Lost Silence / There's A Light (2018)


Novos Ditados Populares: A Dobradiça do Portátil

Já ninguém vai à fonte buscar água porque hoje em dia todos temos água canalizada em casa. Então, o velho ditado popular "tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia deixa lá a asa" extinguiu-se e não faz mais sentido ser usado.

A partir de agora a expressão deverá ser substituída por:

"Tantas vezes o computador portátil abre e fecha que um dia fode a dobradiça". 


HP

A Doutrinação Política que o CDS Gosta

Nesta semana que agora termina várias foram as polémicas causadas pelos fachos dos CDS e pelo facho-coiso-comentador-da-bola-que-de-vez-em-quando-mete-os-pés-na-assembleia-da-república para atos racistas e que mais uma vez foi driblado, desta vez com uma trivela do primeiro-ministro António Costa.

O CDS, na pele do eurodeputado Nuno Melo, o português mais faltoso do parlamento europeu, veio-se insurgir contra o historiador Rui Tavares, e o partido acabou mesmo a perguntar ao governo se este era professor da Telescola e falaram mesmo doutrinação política. Não, o historiador Rui Tavares não é professor da Telescola, apareceu simplesmente num vídeo de uma aula.

Mas eu acho é que o CDS e o Nuno Melo têm muitas saudades e salivam pelos tempos do fascismo e da ditadura, tempos esses de verdadeira isenção no ensino! Nesses tempos, como se provam as imagens abaixo retiradas dum livro de ensino para adultos do meu avô, era o próprio presidente do conselho de ministro, "Doutor Oliveira Salazar" que publicava textos para os alunos lerem!, e ainda diziam cobras e lagartos do comunismo, principal motor da oposição em Portugal ao fascismo. 

Ah, Nuno Melo, nesse tempo é que havia isenção no ensino, não era? 



terça-feira, 5 de maio de 2020

Máscaras: Vestir uma Roupa Lavada Sem Primeiro Tomar Banho

Encontro para uma venda pessoal proveniente do Custo Justo. Dez minutos antes da hora marcada já eu estava no local combinado. Dez minutos depois da hora marcada chega um Renault 4L. Momentos depois de estacionar, sai de lá de dentro um senhor de cabelo quase rapado e uns olhos azuis bem bonitos. Sai disparado em passo apressado em direção ao meu carro. E nota-se que é uma pessoa muito consciente pois usa uma máscara que lhe tapa a cara. 
Chega ao pé de mim e diz: "Boa tarde", enquanto me estende a mão para eu o cumprimentar. 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Como É Que o Sabão Mata o Coronavírus?

Quem percebo um pouquinho que seja de agricultura biológica, sabe que o sabão é muito usado porque, entre outras bichezas, mata o piolho, a cochonilha e limpa a  fumagina, aquela película escura que se forma sobre as folhas das árvores. Diluindo um bocado de sabão em água, e pulverizando as plantas, todas estas bichezas morrem.

Como tal, para mim não é surpresa nenhuma que o sabão também mate o coronavírus, e por isso devemos lavar muito bem as mãos, porque se ele estiver nas nossas mão o sabão matá-lo-á! Mas o que a grande maioria das pessoas não sabe é porquê! Então, é muito simples e vão perceber porquê. As bichezas são, quando comparadas connosco, microscópicas não é? Então é mais do que óbvio. As bichezas, tal como o coronavírus acabam por morrer, com um enorme ardor nos olhos!

Justiça Portuguesa a Dar Cambalhotas

Nesta semana que passou o jornal "Público" noticiou que o Tribunal da Relação recusou condenar este jornal por causa duma reportagem que fez em que dava conta das péssimas condições de trabalho (falava mesmo em escravatura) dos cruzeiros do Douro da empresa Douro Azul do senhor Mário Ferreira.



Mas a mesma Justiça Portuguesa, condenou duas vezes um ex trabalhador da Douro Azul por ter denunciado as mesmas más condições de trabalho!


Acho que não é preciso fazer um curso de Direito para perceber que, se os factos são verdadeiros para o jornal Público, não servem os mesmos factos também para ilibar o trabalhador? Ou, pelo contrário, se há provas que afinal o trabalhador cometeu difamação, então que dizer do jornal que falou em escravatura?! Que merda de Justiça é esta? É a pedido? É conforme apetece? É consoante os juízes estarem bem dispostos ou mal dispostos, se almoçarem bem ou mal? Acho absolutamente lamentável.