sexta-feira, 14 de abril de 2017

...nem bom Comportamento

Ainda nem uma semana passou desde a notícia de que mil alunos portugueses, na casa dos 18 anos foram expulsos de Espanha, e já outra notícia ecoa além fronteiras: o aberrante caso dos cânticos da claque troglodita do Futebol Clube do Porto, que nem a memória dos mortos da Associação Chapecoense respeita, nem tem respeito pelos próprios adeptos do clube que repudiam tais manifestações, e isto poucos dias depois de um dos elementos da claque ter, em campo e para toda a gente ver, ter partido o nariz de um árbitro de futebol. 

Eugenia Loli

Em Portugal, como em quase todos os países, gostamos de rebaixar os nossos vizinhos, no nosso caso os espanhóis, e usamos um provérbio que diz que "de Espanha nem bom vento nem bom casamento". Pois o que eu acho é que na verdade quem tem telhados de vidro não deveria atirar pedras aos outros, porque pelo que se tem visto: de Portugal nem bom vento, nem bom Comportamento.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O Pedido de Desculpa

Isolado no meio do maralhal, aproxima-se um senhor já conhecido de outras andanças, com idade para ser meu pai e diz-me:

"Lembra-se daquela caminhada às minas em Paredes? E lembra-se de estarmos no restaurante e eu ter-me exaltado e ter sido inconveniente consigo? Já há muito que andava a ver se o encontrava para lhe pedir desculpa. Aquilo não foi normal, eu não costumo agir assim e queria-lhe pedir desculpa."



Costuma-se dizer que as desculpas não se pedem, evitam-se. Mas neste caso o pedido de desculpa desarmou-me completamente, talvez por já ter passado tanto tempo. Está quase a fazer um ano desde essa ocorrência, e o senhor ficou a remoer naquilo. Eu e ele não temos qualquer relação. Somos simplesmente dois estranhos que nos juntamos em determinados eventos. Ele não precisa de mim para nada, tal como eu não preciso dele. Mas ele fez questão de vir junto de mim pedir-me desculpa. E isso tem de demonstrar alguma grandeza, pois talvez até seja quando erramos que nos podemos mostrar humildes e nobres. Este pedido de desculpa como que, de imediato, limpou a má imagem com que eu tinha ficado, e ao mesmo tempo criou uma imagem positiva.

"Ah não pense mais nisso" disse-lhe enquanto lhe afagava o braço. 

De facto deveríamos evitar começar falhar com os outros para evitar ter de pedir desculpa. Mas infelizmente não somos perfeitas. E para que haja uma reconciliação é preciso perdoar, mas primeiro é conveniente pedir desculpa.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Amar é Admirar o Outro




"Eu acredito piamente, que uma relação amorosa, para durar, tem de incluir uma dimensão de admiração pelo outro. Cuidado. Não idolatria. Mas nós temos de admirar uma ou outra coisa pelo menos no outro."

Júlio Machado Vaz



domingo, 9 de abril de 2017

A Saudade


"...não digas a ninguém
mas esta noite vou partir...
...para encontrar de quem tenho saudades"


"The longing" / Pirate Scum/  Storm Seeker (Versão Hurdy Gurdy) / 2016

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Erica

O android mais bonito e autónomo do mundo... 
ou como o futuro está mais próximo do que podemos pensar

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pinturas Faciais

"Acho que dos meus seguidores és o único que não usa maquilhagem". 

Via Pinterest
Estaríamos em 2006 ou 2007, por aí. Certo dia reparo num dos jovens que fazia trabalho temporário lá na empresa. Ele tinha uma cara estranha. Não é que o gaijo tinha as sobrancelhas aparadas, de onde já nasciam novos pelos? Já antes tinha reparado, que os pelos das mãos peludas de um colega, que até tinha responsabilidades de chefia, tinham, subitamente, desaparecido! Desde logo percebi que estava aberta a Caixa de Pandora: não faltaria muito para que em breve eu fosse um autêntico homem das cavernas!

Maquilhagem nos homens, para mim, era coisa de bandas de Black Metal. E é curioso que a esse respeito, agora até me lembro de certa vez ter ido a casa do Tião, um colega do secundário. O Tião tinha o cabelo comprido, preto, abaixo dos ombros. Era baixinho e magro, e andava de Vespa. E andava também com umas camisolas um bocado rotas.

Certo dia ele fazia anos e íamos jantar num qualquer tasco do Porto com amigos dele, e ele disse para eu ir lá a casa dele. Um casarão. com vista privilegiada para o rio Douro, e com, por exemplo, uma bateria no quarto onde eu me pus para lá a bater como se percebesse alguma coisa daquilo. Ele pediu-me para eu o pintar com umas pinturas que comprou para o efeito. E pediu-me que o pintasse como um dos gaijos dos Immortal (na imagem), e eu até acho que a coisa nem correu mal.