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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Trabalhadores Pseudo-Dedicados

"Um estudo conduzido no Reino Unido pela Ashridge, da Hult International Business School, uma faculdade de gestão, concluiu que em 28 empresas existem colaboradores que parecem ter um elevado grau de empenho, parecendo sempre muito ocupados, quando na realidade trabalham pouco e prejudicam a produção coletiva, noticia a BBC.

Estes trabalhadores, que a equipa de pesquisa batizou de “pseudo-dedicados” caracterizam-se por se saberem vender bem, promovem-se em reuniões de equipa e têm a tendência de se juntarem às conversas que lhes convém, no local de trabalho. Por isso, são normalmente encarados como colaboradores “altamente dedicados”. (Jornal Económico)

Conheço-os bem. Todos conhecemos não é? Todos, vírgula, pois na verdade, só um bom trabalhador pode identificar um trabalhador pseudo-dedicado. Quando um pseudo-dedicado está na presença de outro pseudo-dedicado o mundo deles é aquele, são ambos espertos, os outros, os verdadeiros bons trabalhadores é que são uns otários.

Na imagem abaixo vemos um exemplo do trabalhador pseudo-dedicado. Mal o patrão ou a chefia abriu a porta ou ficou num ângulo em que o possa observar, ele ataca furiosamente o teclado:



Mal o chefe ou o patrão vira costas e o trabalhador pseudo-dedicado lá volta à sua rotina de fazer o menos possível. Não há como dizê-lo doutra forma. O trabalhador pseudo-dedicado é um especialista, especialmente na arte de não fazer um caralho! Mas aparenta, sempre, logicamente quando as chefias estão por perto, muita pró-atividade e dinamismo! Está sempre preocupado com a empresa! O trabalhador pseudo-dedicado passa o dia a consultar páginas da internet que não era suposto, de telecrã na mão a atualizar a rede social mas, subitamente, quando alguém se aproxima, rapidamente comuta para o que era suposto estar a fazer. Só que por vezes é lento, e quando a porta abriu lá vemos aquela comutação de janelas tããããão lenta! Acho que há trabalhadores pseudo-dedicados que deveriam fazer um curso para pseudo-dedicados, para se tornarem mais rápidos na arte  invisível de mudar de janela sem ninguém se aperceber!

O trabalhador pseudo-dedicado tem um ego imenso. É o maior. Não há ninguém como ele. Os outros é que são uma merda. Ele é que trabalha muito e os outros é que não fazem nenhum. São super despachados, principalmente a despachar o seu trabalho para os outros! Mas quando entram mais pessoas para a empresa "no tempo deles é que era"! Sozinhos faziam o trabalho de três ou quatro pessoas! Eu nem quero imaginar como seria!

O trabalhador pseudo-dedicado é especialmente dedicado na arte da coscuvilhice. A informação é poder, logo, há que se fazer amigo de toda a gente, ou, no mínimo, tentar parecer amigo de toda a gente, estar sempre em cima do acontecimento, ter o máximo de informação para se conseguir sempre antecipar ao que irá acontecer. Por exemplo, se há uma auditoria ou um trabalho mais chato de se fazer, convém antecipadamente saber a data, para que, com tempo se elabore uma estratégia de fuga, de fugir com o rabo à seringa! Porque a verdade é essa, o pseudo-dedicado é muito esperto, principalmente na arte de fazer o menos possível da forma mais rápida possível, nem que para isso tenha de atalhar caminho e deixar tudo mal feito!

Só que, infelizmente, não se consegue enganar toda a gente ao mesmo tempo. Há ângulos de visão diferentes e, aos poucos, estes pseudo-dedicados começam a ser apanhados nos seus estratagemas. E nós, os trabalhadores comuns, até fazemos de conta, mas por favor, não insultem a nossa inteligência ou os nossos ouvidos! Eu estou-me a cagar se os pseudo-trabalhadores não fazem um caralho! Não sou eu que lhes pago o salário! Eu não sou polícia, quem paga que abra os olhos, se quiser. Mas já me incomoda um bocadinho, quando vejo certos espertinhos a picar o ponto depois de almoçar, ficando assim com quase meia hora de almoço que eu. Contudo, também não me estou a ver no papel de queixinhas. Incomoda-me e revolta-me, mas, o papel de queixinhas está reservado aos pseudo-dedicados. No entanto, quando elas tiveram que sair, certamente que sairão.

Mas como os pseudo-dedicados gostam de mostrar que se preocupam muito com a empresa, passam a vida a enviar e-mails às chefias. A fazer queixinhas, a mostrar como os outros é que são maus trabalhadores, para que eles passem pelos pingos da chuva. Daí que seja normal ver um pseudo-dedicado chegar a chefe. Porquê? Porque um chefe não tem de trabalhar como os outros, só tem que mandar os outros fazer!

Por isso, muito cuidadinho com risinhos e palmadinhas nas costas. Pode ser só um trabalhador pseudo-dedicado a espetar-te uma faca nas costas. 

domingo, 30 de abril de 2017

Jogo do Dia: Só gostamos de pessoas que sejam como nós?

Inquérito em jeito de passatempo no site do The Guardian:

Será que somos atraídos por pessoas como nós - mesmo quando são desagradáveis? Um ponto comum nos estudos psicológicos é que tendemos a ser atraídos para pessoas que são como nós. Mas isso é verdade mesmo quando a outra pessoa tem traços de personalidade desagradáveis? E, mais importante, o que é que as tuas respostas dizem sobre sua própria personalidade?

Quanto é que gostas de pessoas que mostram cada uma das seguintes características numa escala de 1 (extremamente desagradável) a 5 (extremamente simpático): 

a) (antagonism) conflituoso; B) manipulador; C) (grandiosity) grandiosidade (?) ; D) busca por atenção.


O resultado médio é obtido adicionando-os e dividindo por 4. Se marcaste entre 1 e 2, então tu estás na média: a maioria das pessoas acha que os hostis, manipuladores, gente que procura atenção com uma opinião exagerada de se mesmo bastante insuportável. Se o resultado deu-te 2 ou mais, então tu mesmo podes ter uma tendência para esses traços desagradáveis. 

Um estudo recente em Houston, Texas, descobriu que as pessoas que se classificam como possuindo esses traços negativos também são menos ofendidas por essas características do que o resto da população. Eles classificam esses traços como indesejáveis ​​(cerca de 2 pontos na escala de 5 pontos), não tão indesejáveis ​​quanto a maioria das pessoas os classifica (uma média entre 1 e 2). Curiosamente, o mesmo estudo descobriu que as pessoas que possuem esses traços negativos classificam características positivas como a consciência como menos desejáveis ​​do que a população em geral.

Então, sim, nós gostamos mais de pessoas que são como nós, mesmo que eles sejam bastante desagradáveis.

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Isto é extremamente curioso quando ainda ontem, em conversa, eu me questionava se seria possível eu ter um relacionamento com alguém extremamente conservador, e que votasse, por exemplo, nos partidos da extrema-direita (PSD / CDS).
Até recordo de novo quando o Torrejõn, um colega de estudou comigo, e era a pessoa do grupo com quem criei mais empatia, e me contava quando descobriu que a namorada da altura, tinha votado no Bloco de Esquerda! Um ultraje! sendo ele de extrema-direita (mas extrema a sério! PSD/CDS é para meninos!) e que achava que os pretos e homossexuais e doentes com SIDA era metê-los todos numa ilha e mandá-los pelos ares; que tinha nos Estados Unidos um exemplo de país; que defendia com unhas e dentes as touradas. Tudo coisas que eu abomino!

Mas não estou certo que pessoas com diferentes visões do mundo não se possam apaixonar. Mas acho que não será fácil. Uma pessoa que tem uma visão do mundo completamente diferente da nossa, não nos vai conseguir compreender, ou não vai conseguir ver as coisas do nosso ponto de vista, e se não nos sentirmos compreendidos, será que nos conseguimos sentir amados? Não sei. Dificilmente.

Por isso estes estudos chegam à conclusão, óbvia, que gostamos mais de pessoas que são como nós.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A barba e as gaijas

Muito se tem falado de barba nos últimos tempos. No ano passado saía a notícia de um estudo australiano, que referia que as mulheres sentiam-se mais atraídas por homens com barbas. Outra notícia referia ainda que "a barba faz bem aos homens", porque protege a cara dos raios solares, diminuindo assim (supostamente) os riscos de cancro de pele, e constata ainda o óbvio, que a barba combate o envelhecimento da pele. Se o sol envelhece a pele, se a protegermos, seja lá com o que for, esta ficará protegida, logo não envelhecerá tão rapidamente - era preciso um estudo científico para chegar a essa conclusão?  

Há uns meses foi uma amiga minha a dizer-me "olha que as barbas compridas estão na moda"! "Oh diabo", pensei, não me digas que agora os gaijos todos vão agora fazer-me concorrência! Meto já uma lâmina na cara! E sem ter feito qualquer estudo - científico! - ao que parece estava certo, mas já lá vamos.

Hoje saiu mais uma notícia sobre as barbas dos homens, e com direito a primeira página no Diário de Notícias.


"Alto lá, isto interessa-me"! Fui-me inteirar da notícia, e desde logo constatar que o título é sensacionalista. Segundo mais um estudo australiano - estou a ver que na Austrália não há nada mais importante para se estudar! - chegaram à conclusão, mais uma vez, do que me parece bastante óbvio!

Então é assim, chegaram à brilhante conclusão, que as mulheres tendem a preferir o mais raro, ou seja, quando a maioria dos homens rapa a cara, o mulherio fica logo húmido quando vê um gaijo de barbas, por outro lado, quando estão rodeadas por uma maioria de homens com pilosidades proeminentes, as senhoras passar sentir-se mais atraídas por caras-pele-de-golfinho!

Façam lá um estudo sobre isto: um gaijo entra num bar, e se estiverem dez mulheres, nove loiras oxigenadas e uma de cabelo preto, para quem é que um gaijo vai olhar primeiro?! Vai uma aposta como, mesmo sem estudo científico, eu sei para quem é?