domingo, 4 de maio de 2025

sábado, 3 de maio de 2025

A Carraça

Menos de um ano depois do governo do PSD-CDS ter tomado posse, vamos novamente a eleições porque o senhor primeiro-ministro não se demitiu na sequência da descoberta que mantém uma empresa e recebe dinheiro faz negócios enquanto mantém o cargo de líder do governo. 

E antes de avançar, é aqui a minha principal intriga: porque é que a imprensa de direita, nomeadamente o Expresso, do fundador do PSD Balsemão, não larga os casos de Montenegro? Por que é que não lhe dão descanso? Há quem aponte a questão dos problemas financeiros de Balsemão e o querer o reembolso por ter elegido um governo de direita, mas há também quem atire que tudo não passa por uma questão de lutas na moçonaria. 



O que interessa é que, todos os dias vamos sabendo de detalhes que tresandam a tráfico de influência e corrupção, mas noto, não com surpresa que, de repente, o servidor de vichychoises, o "escorpião traidor", o rei das selfies e das deslocações ao Multibanco, o Presidente da República, que conjuntamente com a procuradora cometeu um golpe de Estado e deitou abaixo um governo de maioria absoluta, de repente, como que se eclipsou e ninguém sabe dele. 

Relembremos. Com o governo de António Costa, Marcelo era o animal feroz que, de forma insensível humilhava ministras em público (como se vê no vídeo); agora, com o governo de Montenegro fez-me lembrar a carraça do livro "O Perfume", em que a carraça representava a personalidade de Grenouille, o assassino:

"A carraça que se faz deliberadamente pequena e insignificante para que ninguém a veja nem a esmague. A carraça solitária, fechada e escondida na sua árvore, cega, surda e muda..."

*lamentavelmente li O perfume, creio que há dois anos, e, ao que parece, não coloquei aqui uma única citação


Celebremos Enquanto Podemos!

 Celebremos enquanto temos Liberdade, celebremos enquanto temos imprensa. 

Cartoon de Luís Afonso, hoje, no jornal Público, a propósito do dia mundial da liberdade de imprensa. 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Jornalismo à Concorrente do Big Brother

No Big Brother, e pelo menos o primeiro eu vi (e ainda vi outros ali pelos anos 2010 quando soube que um ex-colega de trabalho estava lá) fomo-nos habitando a ouvir "os portugueses lá em casa", "os portugueses estão a ver", "os portugueses...". E o primeiro Big Brother passou na televisão há já vinte e cinco anos.

Hoje vemos os jornalistas a usar a mesma terminologia "os portugueses querem", "os portugueses" isto, e aquilo. E eu agradecia que os senhores jornalistas deixassem de me incluir nessas generalizações bacocas, porque, como sou português, e, por regra, não concordo nada com os restante "portugueses", e como  tal gostaria que acabassem que este unanimismo imbecil, como que a querer passar a mensagem que todos queremos o que, de facto, muitos, que pensam pela sua cabeça, não querem. 

E o que eu quero é um governo de esquerda, que trate de resolver os problemas no SNS, que trate de resolver o grave problema da habitação em Portugal, que reduza o horário de trabalho, que aumente o salário mínimo para fazer face ao aumento do custo de vida e que pense, principalmente, nos mais carenciados e não, como fez este governo do Esteves, que melhorou a vida dos mais ricos e fodeu a dos mais pobres. É mais ou menos isso que eu quero.



quinta-feira, 1 de maio de 2025

Arauto da Ruína


Os ventos da ilusão varrem o vale
Ecos silenciosos de promessas enterradas profundamente numa cova
Pedras desfeitas sob o céu em chamas
O presságio chama enquanto a última esperança morre

Renascido através do fogo
E desperta o silêncio
Discernimos interiormente o clamor do nosso céu
Como um aviso de um rebelde

Os ventos suspiram como tu suspiras
A iluminação aproxima-se
E as tuas esperanças
Nunca alcançarão o outro lado
Na ira eterna de Deus

Os céus expulsaram o ar dos céus gelados
E desnudos, os olhos dos inimigos odiosos para nós
Para percorrer a distância até ao fim do tempo
Para seguir a luz da vida eterna

Os ventos suspiram como tu suspiras
A iluminação aproxima-se
E as tuas esperanças
Nunca alcançarão o outro lado
Na ira eterna de Deus

O presságio, a minha ruína
Através dos seus olhos vejo
Tudo o que nunca serei
O pesadelo do seu grande desejo
Dentro de mim, o seu fogo
Dentro de ti!

Os ventos da ilusão varrem o vale
Ecos silenciosos de promessas enterradas profundamente na cova
Pedras desfeitas sob o céu em chamas
O presságio chama
Mas nada, nada
Devemos morrer


Muito raro acontecer não conhecer uma determinada banda que me seja sugerida pelo Youtube, e ouvir uma música pela primeira vez e adorar logo. Esta banda com nome de suculenta - na verdade Aeonian significa "eterno" - e a sonoridade lembra-me Draconian. É lento e muito triste, mas depois alterna com agressividade, raiva e rapidez. Música lançada no 25 de Abril de 2025. 

terça-feira, 29 de abril de 2025

Um dia Por Semana Sem Eletricidade e Internet


 Pessoas a ouvir rádio (a pilhas) e a ler. Pessoas preocupadas com os vizinhos se precisam de alguma coisa. E malta nova a apanhar sol e a jogar à bola na rua. 

Uma semana depois da morte do Papa, por volta das 11 e meia (andava eu a corta a relva) e o país ficou sem eletricidade. Ninguém foi informado de nada. Ninguém comunicou nada. Rapidamente apareceram teorias da conspiração: foram os russos! Eu pergunto-me como seria este governo de direita a gerir uma pandemia. 

Sim, não estamos preparados para nada disto, muito menos quem nos governa. Mas houve aspetos positivos. Até me leva a crer que um dia por semana sem eletricidade e internet só nos faria bem. A todos.