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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Conhecer Melhor os Portugueses na Europa

O relatório da PORDATA que faz o retrato de Portugal na Europa foi apresentado ontem e creio que apresentará alguns dados surpreendentes para muitas pessoas. Afinal, será que nos conhecemos assim tão bem?

Antes de mais parem de dizer que Portugal é um país pequeno! Esse é mais um mito que se repete erradamente, mas que não corresponde minimamente à verdade. Portugal é hoje o 12º mais populoso da União Europeia. Existem dez países na União Europeia que têm menos de cinco milhões de habitantes! Não temos que ter nenhum complexo de inferioridade, nós fazemos parte, sublinho, dos maiores países da Europa. 

Depois, o dado que achei mais interessante e surpreendente: a maioria das crianças que nasce em Portugal, nascem fora do casamento e parecidos connosco só os países do norte da Europa, como os suecos e dinamarqueses. No oposto estão estão os italianos e os gregos. Ou seja, nós não somos o país tipicamente do sul da Europa. Interpretação minha, que acho que não será abusiva, dizer que isto significa a completa falência da instituição casamento e da Igreja Católica. 

Depois, puxar o ego para cima - já basta os jornais e televisões para nos enterrar - e nos aspetos positivos dizer que, nós somos o país que, desde os anos sessenta até hoje, mais reduziu a mortalidade infantil quer da Europa como no Mundo. 

No que se refere à saúde, por vezes muito se fala pelos piores motivos, mas na verdade a Esperança Média de Vida dos portugueses é superior à média europeia.

Estes e outros dados podem ser ouvidos na entrevista da Antena 1 à diretora da Pordata, Maria Valente Rosa aqui.



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Quem não se sente mija na cama

Mal tenho acompanhado as notícias sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, pois felizmente tenho mais do que fazer - mas não deixa de ser irónico que o primeiro país a sair da União Europeia nem seja propriamente um país, mas a união de outro conjunto de países! - mas tenho vindo a ouvir falar-se “em crise”. Por estes dias era mesmo o senhor mordomo da guerra do Iraque, Durão Barroso, conhecido comunista que virou capitalista e que falava na crise da Europa.

Mas vamos lá ver uma coisa: agora dar a voz ao povo nas eleições, e depois não gostar dos resultados obtidos é “crise”? A democracia é uma chatice não é? Melhor mesmo é nem ousar falar-se em eleições, pois sabe-se lá o que as pessoas poderão votar! Mais seguro mesmo seria que decidissem por nós! 



Talvez seja por isso que ouvi o nosso Presidente da República, que ao que parece tem-se fartado de viajar, e que foi o único responsável enquanto líder do PSD pelos dois únicos referendos que tivemos no nosso país, vir, ironicamente, dizer que um referendo em Portugal sobre a saída da União Europeia nem se coloca! Mas não se coloca porquê? Só se for por metade das pessoas nunca ir votar, e como tal nenhum referendo é vinculativo, o que significa que os referendos que ele mesmo quis antes, não serviram para nada. 

Mas o que eu acho é que, se não gostam da democracia (e eu também não gosto) então mudem, proponham um novo sistema que seja melhor. Ou então façam como a outra, a Ferreira Leite, que dizia que o melhor mesmo era parar a democracia por seis meses. Se calhar essa era a solução para a Europa e para a escolha dos britânicos. Suspendia-se a democracia por seis meses, este referendo não tinha qualquer validade porque as pessoas não sabem escolher o melhor para si e o problema estava resolvido.  

Mas e se houvesse um referendo em Portugal?

Bom se houvesse eu provavelmente também votaria pela saída. É que ver um primeiro-ministro eleito pelo povo português (que não teve o meu voto), ter que ir a Bruxelas mostrar o seu orçamento de Estado, aquele que foi sufragado nas eleições, mais ou menos como uma criancinha, que na primária vai mostrar as contas à senhora professora, foi das coisas mais humilhantes a que assisti. 
“Ainda não estão bem as contas menino Costa, vai lá para a carteira fazer as contas de novo e depois vem cá mostrar outra vez”. Andamos a eleger o quê afinal?

E ver um ministro alemão, vir mais uma vez, de forma criminosa, pressionar um país como Portugal, agitando mais uma vez a bandeia de uma nova ajuda financeira, que teve como resultado mais um aumento nas taxas de juro é indigno. Uma união é para unir todos ao redor dos mesmos interesses, não é para humilhar os mais fracos. E o que vou observando é que os países mais fracos economicamente não são defendidos pelos maiores, pelo contrário, parece que somos aquela criança mais fraca, que os mais velhos gostam de espezinhar. E eu sempre ouvi dizer que quem não se sente mija na cama.

Se só estamos num grupo para fazermos o que os outros nos mandam, então, se calhar, mais vale mandarmos nós mesmos, sozinhos, naquilo que ainda é nosso.