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sábado, 22 de novembro de 2025

A Palavra do Ano é Spinunviva e Deitou Abaixo um Governo

 Apesar de nem sequer ter entrado a concurso, a palavra do ano é, sem qualquer margem para dúvidas: "Spinunviva". Só que, vá lá saber-se porquê, ninguém achou por bem considerá-la no concurso de miss simpatia das palavras do ano da Porto Editora. 

Começamos a ouvir falar da Spinunviva em fevereiro, quando no dia 15 o Correio da Manhã fez esta primeira página e voltou ao assunto nos dias seguintes. Posteriormente também o Expresso, que já tinha divulgado o escândalo da casa de Espinho, apareceu com mais informações do caso. 

Mas a verdade é que fomos para eleições mas o governo caiu - e não tinha de cair, bastaria unicamente substituir o primeiro-ministro - no entanto os eleitores acharam mesmo que um agente imobiliário avençado por debaixo da mesa era mesmo a pessoa mais preparada para gerir os destinos do país. 










Spinunviva é claramente a palavra do ano e que deitou um governo abaixo, mas, com jeitinho, ainda irão considerar que "imigração" é que é. 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Palavra do Ano é Saudade de 2020


Eu, conjuntamente com mais quarenta mil pessoas, participei na eleição da palavra do ano e, apesar do voto ser secreto posso-vos assegurar que votei na palavra pandemia. Faz sentido, não? Eu pelo menos achei que sim, que em ano de pandemia, palavras como "pandemia", "confinamento", "zaragatoa", "COVID-19", todas estas palavras fariam sentido. E tive até pena que, incompreensivelmente, palavras como "vacina" ou "negacionista" não estivessem a concurso. 

Mas para os senhores da Porto Editora, "saudade" era uma palavra que fazia todo o sentido estar ali metida! E vai daí, 25% dos votantes, apesar de ali terem tantas palavras que adjetivariam bem o ano que passou, acharam por bem ignorá-las e votar precisamente na palavra que estava completamente deslocada. Em "pandemia" votaram comigo 17% das pessoas e "COVID-19" ficou em segundo lugar. 

Se a pandemia tivesse acabado a 31 de dezembro de 2020, e daqui a uns anos nos dissessem que  a palavra do ano de 2020 foi "saudade" por certo que, de imediato, saberíamos que foi ano de pandemia! Não, não saberíamos! Tal como não saberemos porque é que "violência doméstica" foi a palavra do ano de 2019 ou "enfermeiro" foi a palavra do ano em 2018. 

Mas certamente que se eu vos disser que a palavra do ano de 2017 foi "incêndios"; ou que a palavra do ano de 2010 foi "vuvuzela" ou a palavra do ano de 2011 foi "austeridade", certamente que todos saberão de imediato que anos tivemos. 

Mas a pandemia não acabou a 31 de dezembro de 2020. Nem acabará a 31 de dezembro de 2021. Se calhar em a 31 de dezembro de 2022. Ah, já percebi. As pessoas que participaram na iniciativa palavra do ano da Porto Editora, votaram na palavra "saudade" porque já estavam com saudades de 2020. Foi isso.