domingo, 15 de julho de 2018

E a Esperança Morrerá...


"E a esperança morrerá
Quando as cortinas caírem
E silenciarem a dor"


"Hope" / Swallow the sun (2006)

Quando as Testemunha de Jeová te Baterem à Porta

Queiram desculpar, mas vocês não estão enganados? Então vocês, que são da religião que em 1966 , no livro "Vida eterna na Liberdade dos Filhos de Deus", anunciaram o fim do mundo para 1975 e afinal o fim do mundo não veio, nem os bons (vocês claro, os escolhidos por Deus!) não foram os únicos que se salvaram e não ficaram num paraíso para todo o sempre, continuam a apregoar o fim do mundo para quê? 
Longe de mim querer contrariar a crença dos cristãos que o planeta Terra só tem seis mil anos, pois se está na Bíblia e se o vosso Deus disse, quem sou eu, que nada sei de religiões, para dizer o contrário, mas a verdade é que, ou vocês andaram a enganar as pessoas, ou então o vosso Deus enganou-vos! Não há uma terceira hipótese! O mundo não acabou em 1975!, mas em 2018 vocês, com grande lata, ainda continuam a apregoar o fim do mundo, que segundo a vossa religião acabaria em 1975! 



"Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono (segundo o hemisfério setentrional) do ano 1975 E.C" (página 27)


Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus (1966) 


(obviamente este argumento serve para ser usado para outra qualquer religião cristã)

Batem as Portas, em Tons de Suicídio...

"Nuno, a Rita suicidou-se ontem e  foi tudo por tua causa. Deixou esta carta para ti (..) 

A Rita gramou de ti - disse-me o Pedro assim que ela nos deixou para trás ao pé de casa e acelerou o seu Punto sem olhar para trás (o Pedro tem uma predileção por miúdas com carro). Na verdade, não senti nada de especial. Ainda tinha a cabeça cheia da Mónica, tínhamos acabado tudo há um mês, chateei-me porque não gosto que estejam sempre a criticar, já bastam os pais e os professores (...)

Sinceramente pensei que não se is passar nada entre mim e a Rita. O Pedro bem que se fartava de dizer que ela perguntava por mim, mas não se pode levar a sério tudo o que ele diz. 
Encontrámo-nos uma semana depois numa festa de anos. Durante a noite fiquei com a ideia de que me estava a controlar e resolvi dar-lhe um pouco de atenção. Gostava de futebol e de música, curtia um charrito de vez em quando, como a maioria dos meus amigos (...)

Não sei bem porquê, a certa altura a química funcionou e curtimos ali mesmo. O Pedro deve ter-se apercebido de tudo, como de costume, porque quando me acompanhou à mota fez um sorriso de entendido. Pensei que as coisas tinham ficado por ali.
No dia seguinte acordou-me pelo telemóvel. Disse que não tinha dormido a pensar em mim e que tinha um livro para me oferecer. Estava com muito sono e copos a mais, fiquei a pensar no que aquilo poderia querer dizer, achei melhor desligar rápido e dizer que depois falaria (...)

Estavas agora à minha frente, Nuno, e tinhas começado a tua história. Invejei por momentos o teu à-vontade a falar, como eras capaz de descrever o envolvimento com uma rapariga sem receios de te expores, como conseguias contar o que se tinha passado sem estares sempre a interpor ideias moralistas. Quando tinha a tua idade, sabes, as raparigas fugiam um pouco de nós, em risinhos abafados, quase não tinham autorização para sair à noite, nem para ter um carro aos dezoito anos, como a Rita de quem acabaste de falar. 

Acho o médico um pouco distraído, bem me dizem que os psiquiatras não batem bem. Vejo os seus olhos descaídos e um pouco tristes a deambular pelo gabinete, agora surgem de novo mais próximos. Talvez devesse ter ido antes a um psicólogo, assim tinha a certeza de que não me daria químicos, também se este gajo mos der não os tomo (...)

Preciso mesmo de falar com o médico, embora não saiba como começar.
Aconteceu tudo numa vertigem. A Rita começou a telefonar-me várias vezes por dia, a combinar encontros, a propor programas, às vezes apenas para dizer olá. De início achei que devia estar só e com problemas familiares, procurei apenas dar umas dicas sobre a sua vida e pouco mais. 
Um dia mandou-me uma mensagem escrita para o telemóvel: "a escuridão em que me queres deixar rouba-me a vida". Achei isto muito forte. Foi a primeira vez que a associei com a ideia de morte, fui a correr pedir a opinião da minha amiga Leonor. O Pedro acha que ela é feia e vai ficar para tia, eu acho que a Leonor é tão inteligente que há-de seduzir um homem com a sua cabeça. A Leonor disse que era uma bela declaração de amor, não acreditava que se poderia morrer de amor?

(...) Nuno, apetece-me só ficar quieto a ouvir a tua narrativa, afinal como tudo evoluiu?
(...) A Rita começou a andar atrás de mim e eu a fugir. Bem explicava ao telefone que tudo tinha corrido o melhor possível, mas não gostava o suficiente para poder andar com ela. Disse até um dia que os rapazes eram diferentes das raparigas, como tinha aprendido lá na escola, por isso não se prendiam tanto, estava a ser sincero não queria gozar com ela. Respondeu-me com um longo e-mail, de que recordo o final: "Estou à espera do último pôr do Sol, prefiro o silêncio a todas as palavras do mundo, não sei o que passa mas não suporto a ferida que as tuas fugas me provocam, com amor, Rita". Mostrei a carta à Leonor, respondeu-me com uma frase do Principezinho - o essencial é invisível para os olhos -, que me deixou mais confuso que nunca (...)

Tudo o que temos cá dentro / Daniel Sampaio (2000)
(curioso como oferecemos livros sem os ter lido, e depois, quase duas décadas depois, eles nos regressam às mãos para os lermos)

sábado, 14 de julho de 2018

Quando Ele Deixou de Lhe Saltar Para Cima

É sabido que as relações dos casais podem ter problemas de vária ordem. Só assim de repente estou a pensar nos ciúmes doentios, muitas vezes da vida do outro em que o casal ainda nem sequer se conhecia ("antes de mim o dilúvio"); as diferenças comportamentais em casa; personalidades incompatíveis; a gestão do dinheiro; e por fim, e não menos importante, claro, o sexo.

Quando nos interessamos por alguém (por norma) não sabemos como o outro é do ponto de vista sexual. A pessoa pode ser mais ou menos culta, mais ou menos bonita, mais ou menos qualquer outra coisa qualquer, mas não sabemos como ela é do ponto de vista sexual. Digo por norma, porque eu ainda sou do tempo em que primeiro conhecíamos a pessoa, sabíamos o seu nome e a sua maneira de ser e só depois, mais à frente, se entrava noutras aventuras, ao passo que hoje em dia nem sempre é bem assim. Hoje em dias, muitas vezes as pessoas encontram-se, dão umas traulitadas com perfeitos desconhecidos, e de quem nada sabem, e isso não invalida que depois de umas ramboiadas, as pessoas até se queiram conhecer e entrem numa relação afetiva. Mas "por norma", o percurso natural nos humanos não é esse. Conhece-se a pessoa e então só mais à frente desvendamos alguém que só quer fazer sexo com a luz apagada, ou alguém verdadeiramente ninfomaníaca que não descansa enquanto não nos esvaziar o saco escrotal!

As pessoas conhecem-se, apaixonam-se, entram numa relação e têm sexo (não necessariamente por esta ordem, pois como disse anteriormente podem ter sexo, conhecer-se, apaixonar-se e só depois entrar numa relação ou nunca sequer se apaixonarem). E "por norma" as pessoas vão-se ajustar em tudo. Nos interesses, na divisão do tempo, nas escolhas para sair, e também poderão ter necessidade de se ajustar no sexo, pois quem vê caras não vê libidos. Tentarão ajustar o número de vezes, a variedade, a duração, tudo na tentativa de manter ambos os elementos mais ou menos satisfeitos.

A relação segue o seu percurso, mais ou menos feliz, e sempre numa base de fidelidade, com mais ou menos sexo, que "por norma" irá acentuadamente decrescer ao longo do tempo, mas o casal vai vivendo bem com isso. Mas o que acontece se, de repente, um dos elementos do casal não mais quer ter sexo? Como é que ficamos?

E eu estou em crer que, numa relação nenhuma pessoa chega ao pé do outro e diz "olha, ando sem vontadinha nenhuma. Por favor deixa-me estar no meu canto. Não me apetece. Agora se te apetecer usa as mãozinhas, ou compra uns brinquedos porque eu não estou para aí virado(a) e não sei quando ou se voltarei a estar".

Não, "por norma" imagino que os problemas simplesmente se vão empurrando para a frente como a dívida portuguesa. Quem não tem vontade não procura o outro. Se o outro não procura ótimo, problema resolvido. Mas se procura então vai ter de arranjar desculpas. É o cansaço; são as dores de cabeça; é o sono; é o ter de levantar cedo de manhã; é a desculpa de andar deprimido; porque afinal o Benfica não foi penta; porque a seleção foi eliminada no mundial e não há clima; qualquer desculpa servirá. E não se faz hoje; não se faz amanhã; não se faz para a semana; não se faz daqui por um mês. Quando se dá conta não se faz há anos.

Foi ao ler este artigo em que uma mulher se queixa que só tem uma vez sexo por ano com o marido, que relembrei um caso que fui acompanhando de perto, e em que se passaram vários anos até que a mulher tivesse decido pôr ponto final na relação.

"Ainda sou muito nova para passar o resto da vida sem sexo", disse-me.



E o que é que se faz numa situação destas? Quem não quer sexo sente-se incomodado com as pressões do outro para o fazer. Quem quer fazer sente-se completamente frustrado e diminuído na sua auto-estima. Começa-se a ficar farto de ouvir "só pensas nisso" como se desejar a pessoa que se ama fosse uma doença, como se quem tem vontade de está ali pronto para a ação é que estivesse errado. É a frustração e a culpa de, por exemplo ter de meter mãos à obra para acalmar o problema quando, supostamente, um companheiro(a) serve também para não ter que se usar as mãos sozinho.
As dúvidas começam a assaltar-nos a mente. "Ele(a) ainda gosta de mim"? "Será que já não me deseja?" "Será que tem outro(a)"? "Será que afinal descobriu que é gay"? Isto não é minimamente saudável, mas quando se gosta deixa-se a situação ir-se arrastando, mantendo a secreta esperança que aquilo seja só "uma fase". O problema é quando a fase passa a ser o estado habitual e até nós já nos cansamos de tentar.

E se até aqui só ouvíamos os homens queixarem-se das eternas dores de cabeça das mulheres que não queriam nada "ir ao castigo", agora, fruto no meu entender da sua emancipação, são também as mulheres que reivindicam a sua sexualidade e saem porta fora se os companheiros ficam eternamente com enxaquecas e sem vontade nenhuma de lhes saltarem para cima.

Lembro-me de ouvir, nos tempos em que ainda via televisão, a ginecologista Maria do Céu dizer que aconselhava sempre as suas pacientes a fazer sexo com os maridos quando eles queriam. Não estão com vontade? Deixem-se levar na mesma. Depois de começarem começam a lubrificar, ficam excitadas e até vão gostar. Aliviam a pressão dos os companheiros e no fim ficam todos satisfeitos.

Outra coisa que acho é que, excluindo situações de doença, ou de tomas de medicamentos que tenham implicações na libido, a ausência de sexo, ou a falta de intimidade no casal, seja por ambos ou por parte só de uma das pessoas, "por norma" significará que algo não vai bem no reino de suas majestades. Acho que o sexo poderá ser um bom barómetro da relação, mas, logicamente, tendo em conta que, nada será igual aos primeiros tempos, porque aos poucos tudo está desvendado. Mas quando, sem nada que o fizesse esperar, as coisas mudam radicalmente, então é porque algo se passa. E se, como eu costumo dizer, não vai ser o sexo que vai manter uma relação insuportável, pode muito bem ser o sexo um motivo que, aos poucos, possa começar a minar uma excelente relação.

E como é que se resolve então uma situação em que, numa relação baseada na fidelidade, um deixa de querer sexo?
- Deve a pessoa sujeitar-se a estar toda a vida sem sexo, porque afinal é "na saúde e na doença" e se for preciso toda a vida sem sexo só porque o outro não quer?
- Tentar falar, expor o que se sente e se as coisas não melhorarem termina-se a relação?
- E se a pessoa que não quer sexo se virasse para a pessoa que e lhe desse um livre trânsito para ela, só durante o tempo que durasse o retiro sabático, pudesse fornicar com quem quisesse? Não seria isso aceitável? Mas também ninguém disse que a outra pessoa aceitaria não é?

Não será nada fácil. E foi por isso que na situação que fui acompanhando ela acabou mesmo por ter de terminar com a relação que era vista por todos como a relação perfeita. Ela passou a ser a má da fita, a cabra (ou outro animal se preferirem), porque abandonou o lar e deixou um excelente marido. Na volta tem algum amante a puta. Só que nunca ninguém soube que as coisas acabaram tão simplesmente porque ele deixou de lhe saltar para cima. Pois é...

Que Opinião Tenho Sobre Deus e a Criação do Mundo?

Há metafísica bastante em não pensar em nada. 

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.

A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.


Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.


O Guardador de rebanhos / Alberto Caeiro 

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Ironias Bíblicas

Estamos no ano 2018. Nunca como agora tivemos ferramentas ao nosso dispor para investigar e tentar chegar um pouco mais perto da verdade. Ainda assim, e mesmo sendo o povo muito instruído, e tendo ferramentas ao seu dispor para investigar e se informar, é comummente aceite que os jornais dizem aldrabices. Ou seja, ainda assim, é perfeitamente reconhecido por todos nós que muitos média como jornais e televisões manipulam e mentem.

Há muitos séculos atrás o povo não tinha instrução. Nem sequer sabia ler. E então publicaram-se uns escritos, que mais não são do que cópias de cópias de cópias, porque convenientemente os originais perderam-se todos, e disse-se nesse tempo que esses escritos eram a "palavra de deus" e era para cumprir à risca senão ia tudo arder no fogo do inferno. E o povo, sem instrução e que não sabia ler acreditou. 

Em 2018 aceitamos tranquilamente que, apesar de sabermos ler, de termos bibliotecas,  jornais, revistas, televisões, e podermos confrontar toda essa informação e termos internet à descrição, aceitamos que os média nos mentem. Contudo, ainda assim, mesmo hoje, em 2018, uma grande parte da população, instruída e esclarecida, acredita piamente naqueles conjunto de escritos, naquelas cópias de cópias de cópias de sabe-se lá o quê, e afirma cegamente que aquilo é a "palavra de deus"! 

Em 2018 aceita-se que as televisões mentem. Que os jornais mentem. Mas ai de que diga que há mais de dois mil anos alguém mentiu ou manipulou o povo que nem ler sabia. 



quarta-feira, 11 de julho de 2018

Foi Você que Pediu um Irrevogável? ou As Muitas Caras de Paulo Portas

A triste cena do "irrevogável" fez no início deste mês cinco anos. Acho que a efeméride merece que lembremos um dos políticos mais hipócritas, cínicos, mentirosos e dissimulados da história da democracia portuguesa:



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Jornalismo: pergunta de retórica

Quando a Ponte de Castelo de Paiva caiu, levando consigo 59 vidas, quantos jornalistas tailandeses é que vieram a Portugal cobrir o evento, com reportagens no local e diretos para as televisões? E durante quantos dias seguidos é que as televisões tailandesas só passaram nas suas televisões as imagens da queda da ponte portuguesa? 
E quando foi a Maddy que desapareceu? Também vieram cá jornalistas tailandeses fazer diretos e reportagens para as televisões falando dos Mccann e dos filhos, e de todos os indícios e suspeitas que estavam a ser alvo, porque naquela altura nada mais interessa saber aos tailandeses que a menina inglesa desaparecida?
E aquando das enchentes na Madeira que mataram 42 pessoas? E nos incêndios do ano passado?
Será que sempre que acontece alguma coisa em Portugal de relevo, também vêm para cá jornalistas armados em repórteres para que os tailandeses saibam tudo sobre o que se passa em Portugal?

Para já era só isto que queria saber. Obrigado. 

Onde a Escuridão se Torna Luz


A chuva cai sobre mim 
O som da escuridão vindo na minha direção
Tão perto, tão escuro
Põe fim à minha vontade
E então vem a luz
Desvanecendo a minha queda


Onde a escuridão se torna luz...




Becoming Light / Process of Guilt (2006)