quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sonhos Destruídos


"Crescer e tornarmo-nos adultos é ver todos os nossos sonhos serem destruídos". 
(N.)

Para o Meu Anjo Caído


As I draw up my breath,
And silver fills my eyes.
I kiss her still,
For she will never rise.

On my weak body,
Lays her dying hand.
Through those meadows of Heaven,
Where we ran.

Like a thief in the night,
The wind blows so light.
It wars with my tears,
That won't dry for many years.

"Loves golden arrow
At her should have fled,
And not Deaths ebon dart
To strike her dead."


For My Fallen Angel / Like Gods of the Sun / My Dying Bride (1996)

domingo, 16 de julho de 2017

Tragédias? Como era no governo de Passos Coelho?!

Tenho ouvido, aqui e ali, com grande surpresa, a propósito da tragédia de Pedrógão Grande, algumas declarações dos dirigentes dos partidos de direita, criticando a atuação dos atuais ministros, quando ainda há pouco mais de um ano eram eles que estavam na cadeira de poder. 

E a minha pergunta é: será que já ninguém se lembra do que se disse no governo de Passos Coelho no Outono de 2015? Uma grande inundação abateu-se sobre Albufeira, com grandes prejuízos e uma vítima mortal a lamentar.



No meio de todo aquele cenário, eis que chega o ministro da Administração Interna Calvão da Silva e profere as seguintes pérolas:

“Deus nem sempre é amigo e de vez em quando dá-nos a provação”

Sobre a vítima mortal, disse que o homem de 79 anos "Entregou-se a Deus" e "com certeza que lhe reserva um lugar adequado".



E segundo ele, as inundações no Algarve deveram-se a uma "fúria demoníaca", a um “ato de Deus, um "act of God" como se diz numa língua estrangeira que a maioria das pessoas desconhece. 

E sobre quem ficou com prejuízos avultados, as pessoas tinham era que ter um seguro:

"Sei o que é ser pobre e tentar ser alguém. A mobilidade social funciona para todos e todos temos de ter a nossa responsabilidade também no sentido de dizer ‘eu tenho um negócio, vou fazer o meu seguro, para que, se o infortúnio me bater à porta, tenha valido a pena pagar o prémio"


Em face disto, aos olhos dos partidos de direita, ficámos a saber que o incêndio de Pedrógão Grande deveu-se à ira de Deus ou à fúria do Diabo. Um dos dois, tanto faz! No fundo devíamos era ficar felizes porque aquelas pessoas todas entregaram-se a Deus, mas Ele reserva-lhes um lugar melhor! Com jeitinho os familiares ainda deviam era pagar! 

"Se tem um familiar do agregado familiar que se "entregou a Deus" e foi para o Hotel Celestial, não se esqueça de declarar no IRS e pagar o impostozinho"!

E quem ficou sem casa? Bom, certamente que a maioria das pessoas guardou um dinheirinho para ter um seguro que cubra os prejuízos. Quem não tinha? Olha, azar. É a vida... (escrever aqui outra expressão religiosa qualquer)!

Estamos conversados sobre a sensibilidade dos fascizóides. 

Café Frio

Ora bem, depois de em 2016 a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter vindo alertar que beber café (quente) provocava cancro, e agora, apenas dois anos depois, já vir dizer, apresentando um estudo que, supostamente, o comprova, que quem bebe mais cafés vive mais anos, então só posso concluir uma coisa:
Há por aí muita gente a beber muitos cafés frios! Ou então beber café quente provoca cancros que prolongam a vida, mas até do que ser saudável e não ter cancros!


"Por favor, era um cafézinho... mas numa chávena bem gelada!"

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O Natural deveria ser o Normal

"Neste livro explica também qual é que é a diferença entre um parto natural e um parto normal...


Pois, porque o normal está muito longe do que é natural. Nós hoje já consideramos normal um sumo de laranja artificial. Um sumo natural custa muito mais dinheiro. Não devia.
Portanto, pegando um pouco nesse exemplo, o que as pessoas hoje chamam de parto normal, são partos altamente intervencionados e que se nós fôssemos perguntar a um bebé, se um bebé falasse no final desse parto, se calhar nós não iríamos gostar de ouvir aquele bebé. Por isso nós temos de ter algum cuidado e tentar desconstruir aquilo que é normal para que seja mais natural. Tal e qual como se está a fazer em tantas áreas da sociedade, nomeadamente a agricultura. O que é normal, já não é natural também. E está-se a procurar isso. E vários países da Europa também já estão a crer que o natural seja o normal por uma questão de saúde das pessoas, porque sabemos que o natural é mais saudável. E quem duvida disso, realmente, tem de procurar informação. 



sexta-feira, 7 de julho de 2017

7-7-7

Passam hoje dez anos que estive em Panóias (Braga) para um concerto de Orphaned Land com as bandas portuguesas Thanatoschizo e Thee Orakle.

Há dez anos eu era como um pássaro que viveu toda a vida numa gaiola, e que de repente, quando é libertado sente-se preso. Bom, é verdade que eu nunca fui pássaro para saber ao certo o que eles sentem, mas eu só sei que depois de tantos anos numa relação, a abrupta separação deixou-me perdido, como o tolo no meio da ponte. Sem saber o que fazer. Mas saía muito, acompanhado e também sozinho, e ia a muitos concertos, nem que fosse só para não estar metido em casa a pensar sempre no mesmo.

E no dia 7 de Julho de 2007 rumei a um hotel à entrada de Braga, onde me encontrei com um casal amigo. Deixámos os pertences, e dirigimo-nos para o concerto. E há dez anos, como se pode ver no vídeo, as pessoas curtiam mesmo os concertos, não passavam o tempo todo de pequenas televisões na mão para filmar ou fotografar, como agora. E não que não houvessem boas máquinas fotográficas que também filmavam bons vídeos, mas o Youtube ainda só nasceria em 2005 e as redes sociais ainda não eram o que são hoje. Então, para quê filmar se não se pode mostrar aos outros? Essa é a questão. 

E foi a primeira e única vez que vi os israelitas Orphaned Land ao vivo:

 

Nora El Nora, ne'ezar begvura shuvi elay malki
Dodi refa, nafshi nichsefa, lebeitach malchi
Nora El Nora, ne'ezar begvura

Nora Ashira, Lach akabira, shir mahalali
Lecha etna menat chevly vegoraly

Bekol zman azor el nora, geza avraham, netzer tifa'ara,
Ata el hai noten torah

Em 2007 saiu também o EP "Secret" dos transmontanos Thee Orakle. Haveria de os ver a primeira vez em Maio na Fábrica do Som, no Porto. Vi o concerto a um ou dois metros dos vocalistas, e tanto gostei que até comprei logo o EP à saída. Foi uma banda que acompanhei em inúmeros concertos, e quase que me tornaria uma espécie de groupie, pois acabaria de privar com alguns elementos da banda, e ainda haveria de descobrir que o baixista vivia (enquanto estudava no Porto) a duzentos metros do meu trabalho.



...Bela era a cena
Ou de ter ainda o sentir
Deslumbrante a paisagem
Nessa onda levava-me serena
Á vela solta em plácida viagem...


E tu, por onde é que estavas há dez anos?



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Carneiro daquele que sabe mesmo a Carneiro

Hoje levei carneiro para comer no trabalho. Mas atenção, era daquele carneiro que sabe mesmo a carneiro. Daquele que a Judite de Sousa comeu no Paquistão. Vamos lá ver se nos entendemos... É mesmo daquele que sabe a carneiro, não é daquele que sabe a peixe-espada!