Neste mesmo dia 11 de Agosto de 1999, dia do último eclipse solar do milénio, eu estava internado numa cama de hospital. Não tinha telemóvel, muito menos internet, e muita gente achava que o mundo ia acabar daí a quatro meses.
E foi precisamente na data do eclipse, que se deu um crime que intrigou o país: o brutal assassinato de um casal de médicos de Ílhavo. "Ritual satânico", lia-se nos jornais. O filho, a mais pacata das pessoas, e vocalista de uma banda de Death Metal, foi o principal suspeito, mas o crime acabou por se perceber que não teve nada que ver com coisas do Diabo.
Primeiro Tó Jó confessou o crime para proteger a mulher, depois que ela o abandonou na cadeia, ele contou uma versão diferente, talvez a verdadeira, em que a aponta a ela como autora moral do crime, e toda a gente confirmou a adoração que ele tinha por ela, e como ela era manipuladora.
Ele apanhou 25 anos de cadeia. Durante esse tempo foi o melhor dos reclusos, fez vários cursos e saiu em liberdade em 2017. E mais ninguém foi condenado por falta de provas.
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