Quando me diziam que o almirante Gouveia e Melo - o tal que pedia para lhe darem uma corda para se enforcar caso fosse para a política porque não tinha jeito nenhum para tal coisa - ganhava à primeira volta as presidenciais, e nessa altura, António José Seguro estava em último nas sondagens, e era mesmo hostilizado pelo seu próprio partido, já eu insistia que Seguro seria o próximo Presidente da República Portuguesa e achavam todos que eu estaria louco.
Mas afinal parece que não estava tão louco assim.
Tantos milhões de euros gastos e nem era preciso nenhuma eleição, bastaria terem-me perguntado! Como em muitas outras coisas da vida - e lembrar a vitória de Mário Soares em 1986 - isto nunca é como começa, mas sim como acaba.
António José Seguro, o homem que foi varrido do próprio partido porque só tinha vitórias de Pirro e ganhava por "poucochinho" no tempo de Passos Coelho, acaba de se tornar no político português com a maior vitória de sempre. Ironias da vida.


Sem comentários:
Enviar um comentário