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sábado, 30 de maio de 2020

Quando Te Volto a Abraçar?

"Ainda não sei, mas talvez seja breve. Porém, aviso-te. Depois da tempestade, tens de te sentir forte, porque vou apertar-te com força, como se aperta quem se quer para sempre. E não me vou importar que seja no meio da rua, à porta de tua casa ou até mesmo num lugar qualquer onde o silêncio seja obrigatório.

Vi-te há poucas horas, mas tenho saudades tuas. E quando mais te vejo, mais te aceno, mas te sorrio, mais saudades tenho de ti. Preciso de te abraçar, sabes? Sim, porque a saudade só se mata com um abraço. De preferência, forte. Tão forte como a amizade. Tão forte como o amor. Tão forte como as histórias que te repito vezes sem conta sempre que te reencontro.

Quanto te voltar a abraçar, não vou querer que o tempo acabe. Quero que o sol não nasça se te encontrar à noite e quero que ele não se ponha se te encontrar de dia. Nem ele nos vai fazer isso, sabes? Ele vai querer testemunhar o nosso abraço e saber que é assim que a saudade se mata.

E se houver lágrimas, quando te voltar a abraçar, que escorram pela face e que apenas se enxuguem quando passarem no peito, onde tenho o coração. E não te preocupes se caírem em abundância, pois também assim é a alegria que os olhos querem mostrar quando a saudade se mata.

Quando voltar a abraçar-te, quero também pedir-te desculpa. Por te ter abraçado depressa, da última vez que te vi e por não te ter dito todas as palavras que tinha para te dizer. Se eu soubesse que iria estar perto de ti sem te poder abraçar, teria ficado mais contigo. O tempo, essa coisa inventada por mim e que agora tenho de sobra…

Acabei de falar contigo, logo depois de te ver à janela e a saudade aumentou ainda mais. Pergunto a mim mesmo quando te volto a abraçar.

Ainda não sei, mas talvez seja breve.  (José Rodrigues)


Depois da quarentena passei um mês na solitária. Apesar de estar num dos concelhos mais infetados do país, o meu risco maior é fora da empresa, não propriamente lá dentro. Um mês de auscultadores nos ouvidos a ouvir rádio. Ontem, enquanto saltava de estação em estação (e por vezes, especialmente de tarde é muito complicado encontrar algo de jeito para ouvir nas diferentes rádios) tropecei na TSF no programa "Com os livros estamos mais próximos" onde apanhei este mesmo excerto dum livro de José Rodrigues, autor que não conhecia, pena não ter sido identificado de que livro é o excerto. Se alguém souber que diga.

Quero Abraçar-te de José Rodrigues - Com os Livros Estamos Mais Próximos / TSF

terça-feira, 28 de maio de 2019

PAN: Quem Quer Ser Grande Tem Que Se Mostrar

"Em 2009, vegans e budistas new age, criam o Partido dos Animais. Só depois da fundação, o seu nome passou a incluir a natureza e ainda mais recentemente as pessoas. É um partido com uma agenda radical poucas vezes explicitada em público, e tem poucas relações com o movimento ecologista europeu. Pretende impor pela via política modos de vida e hábitos pessoais, indo até aos domínios mais íntimos como a dieta de cada um. Arranjou um deputado apresentável e esconde os restantes dirigentes. É o único partido partido português que faz os seus congressos totalmente à porta fechada. Nem o PCP.

O PAN é um partido animalista, nunca foi um partido ecologista. É um partido urbano em conflito violento com modos de vida rurais, avesso à conciliação e ao equilíbrio, e com relações próximas com grupos de ação direta. Ao contrário dos VERDES europeus, não é de esquerda nem de direita, desconfia do Serviço Nacional de Saúde e da medicina moderna e recusa em diversos domínios o discurso científico. O PAN é um movimento mais filosófico e religioso do que político. 

O PAN prepara-se para ter um papel importante nos equilíbrios políticos, podendo dar ao PS, em troco de quase nada, a maioria absoluta que lhe permitiria guinar de novo à direita. Está na altura de começar a ser escrutinado. Sugiro que comecem pelo seu programa. Por propostas como pôr as mulheres a usarem copos menstruais em vez de pensos ou de propostas municipais que apresentou que levariam a retirar os cães aos sem abrigo. Os jornalistas que falem com outros dirigentes para além de André Silva, que exijam assistir aos seus congressos. Quem quer ser grande tem que se mostrar.