sábado, 19 de agosto de 2017

Coisas Que Eu Escrevi na Net Há Uns Anos II

Abri este topico por curiosidade, e também quem sabe, descobrir novas posições 

qual é a vossa posição sexual preferida?


Luis Royo
Abril 2012

Na verdade só existem seis posições sexuais, o que existem depois são pequenas variantes. 

Às vezes fala-se de posições sexuais como se estivessem a falar de ginástica rítmica!!

Já agora concretizando as seis posições básicas:

- Missionário

- De pé

- Sentados

- Canina (ou como fazem grande parte de todos os outros animais)

- Colher (de lado)

- Mulher por cima (missionária?)

Acho que cada pessoa tem no máximo uma ou duas posições realmente favoritas, depois tudo também depende do parceiro, e no fundo é bom de qualquer maneira desde que a coisa encaixe.

Alterações ao Código da Estrada

Já estão a par das novas mudanças ao Código da Estrada? 
É que se não estão é conveniente informarem-se pois já sabe que anda aí a caça à multa. 

As mudanças ao Código da Estrada têm basicamente a ver com as paragens do automóvel nas bichas de trânsito, mais especificamente quando parados no sinal vermelho. 

Até agora, perante o sinal vermelho, o condutor colocava a primeira velocidade e arrancava de imediato. Mas agora deixou de ser assim. É verdade, e é neste ponto que devem ser absolutamente escrupulosos no cumprimento da lei, sob pena de lhes verem ser retirados -4 pontos de um total, que como sabem, de 12 que têm. E já sabem que quando tiverem menos de 5 pontos têm de fazer uma ação de formação. 

Então para evitar a perda de pontos, e toda essa chatice de se submeterem a uma formação, quando pararem num sinal luminoso de cor vermelha, o procedimento correto a fazer é o seguinte:

- Parar ao sinal vermelho e nunca mais olhar para o semáforo. 
- Pegar no telemóvel
- Verificar o E-mail
- Ver se alguém interessante na zona está disponível no Tinder
- Mandar uma foto nua par aquela pessoa com quem andam no engate
- E depois passar o resto do tempo a ver as palermices que se vêem no Facebook
- E só quando ouvirem uma valente buzinadela é que podem voltar a olhar para o semáforo. 
- Mas nada se arrancar logo se seguida. 
- Ainda antes disso podem ver um pouco de um vídeo de gatinhos que alguém publicou.
- E então sim, muito calmamente, engrenam a 1a velocidade, e arrancam lentamente. 



É este o procedimento correto que devem passar a aplicar. A estrada não é para fluir livremente o trânsito. Já não estamos no tempo das cavernas. As estradas são vias de comunicação para estar em contacto com as pessoas que mais gostamos. Se a estrada já era para conduzir enquanto se falava tranquilamente ao telemóvel, agora que as pessoas têm mil-e-uma-coisas-fúteis-para-encher-a-cabeça-no-telemóvel-com-net é para se poder aproveitar enquanto se conduz. 

Coisas Que Eu Escrevi na Net Há Uns Anos I




Março 2012

 "Dar um Tempo"

As pessoas vêem demasiadas telenovelas e depois imitam. Nas novelas - há mais de dez anos que não vejo nenhuma, mas suponho que os argumentos não tenham mudado assim tanto - é que acontece frequentemente a célebre situação "vamos dar um tempo na relação"? (ler com sotaque brasileiro)

As coisas não estão bem, conversa-se, põe-se as cartas na mesa, e decide-se, ou se tenta limar as arestas ou vai cada um para seu lado. Isso de ir-se repensar a relação como é que funciona? Quanto tempo se dá? E nesse tempo as pessoas fazem o quê? Vão para a cama com o primeiro que aparece para ver se ainda gostam da pessoa anterior? Eu sou muito terra à terra, gosto das coisas bem claras e situações pouco nublosas.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Só Quando Te Foste...


"Only when you're gone" / The Nighty Disease / Madrugada (2001)

Partidos Políticos: Como o Marketing os Tornou Todos Iguais

Estamos a menos de dois meses das Eleições Autárquicas 2017, e o que já não falta por aí é a poluição do costume. Ruas e tudo que é rotunda cheia de enormes cartazes, com a propaganda dos candidatos dos partidos. Mas o mais curioso, é que cada vez mais vemos tudo azul! Da Esquerda à Extrema-Direita são todos azuis. Mas porquê?, pergunto eu. 

Vamos às cores, dos principais partidos, da Esquerda para a Direita:

O Bloco do Esquerda, o Partido Comunista Português (que nas eleições se chama CDU e é azul!) e o Partido Socialista são todos Vermelhos! O Partido Social Democrata é Laranja. E o Centro Democrático Social (partido de direita que mas que tem no seu nome "centro"!) é Azul.

E faz sentido que assim seja. A cor da revolução, da luta, é o Vermelho. A cor dos conservadores, que representava a monarquia, sempre foi o Azul. "Sangue azul". Aqueles que se acham melhores do que os outros - estão a ver? O lápis da censura também era azul, e não se podia dizer vermelho - e mesmo quarenta aos depois da Ditadura de Salazar, ainda hoje, os jornalistas dizem "encarnado" e não vermelho, não vá o ditador levantar-se da campa e ficar ofendido! 

Mas de repente, as alminhas do marketing, meteram nas cabecinhas de quem manda nos partidos, que vão todo ter muitos mais votos e ganharem eleições se forem azuis! E agora vejam alguns exemplos retirados da Internet, numa mera busca aleatória, começando pelo cartaz oficial do Bloco de Esquerda:







Conseguem ver as diferenças? Não pois não?! É tudo Azul! São todos da mesma cor! 

Se muitas vezes as pessoas não sabem diferenciar os partidos (simplesmente porque não se informam nem querem saber) agora o marketing político tornou-lhes a vida muito mais facilitada! Parecem mesmo todos iguais!

Porreiro, pá!

Não Vou Clicar Para Obter Mais Informações



# EM QUE ESTÁS A PENSAR?

O Homem das Coisas Simples



"Olha o homem das coisas simples"! 

Foi precisamente assim, com esta expressão, que aquele senhor de bigode branco, já na casa dos setenta anos, e com uma riqueza de conhecimentos sem igual (ainda que nem sempre pelos melhores motivos)  se dirigiu a mim quando me viu. 

E isso deixou-me a pensar que se calhar essa é uma extraordinária definição da minha pessoa. Acho que se um dia me perguntarem como gostaria de ser recordado, talvez tenha acabado de encontrar uma resposta. Talvez desse também um bom epitáfio!



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Castigo Divino: Deuteronómio 5:8



"Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra" (Deuteronómio 5:8 / Bíblia)


Ainda assim eu vou mais pela tese da estupidez no caso da queda do andor em Lousada. Tenho para mim que Deus é demasiado preguiçoso para castigar quem quer que seja.



Eventos de Rara Probabiliade II

Por estes dias conheci um artista, pessoa formada em Belas Artes, que quando me conheceu, disse-me que quando leu o meu nome no e-mail, lembrou-se de quando usava esse mesmo nome (primeiro e último) como pseudónimo e até se questionou se esse seria mesmo o meu nome verdadeiro.

E este fim-de-semana, numa feira de artesanato, parei numa tendinha a falar com uma miúda - até foi ela que nos interpelou para nos mostrar um quebra-cabeças - e já quase a vir embora (e fui o único que comprei alguma coisa) de repente, reparo que o nome da loja é, precisamente, o meu nome, e que é também o nome do pai dela, pessoa que faz aquelas peças de artesanato...


# Eventos de Rara Probabiliade I




Marilyn Monroe

Marilyn Monroe em botões, argolas de abrir as latas de refrigerantes e outras coisitas mais:



Na loja de roupa Alkimia em Seia. 


No Fim do Mundo a ver passar a Volta a Portugal

Por mero acaso, estava no restaurante Fim do Mundo e apanhei a Volta a Portugal em Bicicleta na sua penúltima etapa Lousã - Guarda. Ando tão entendido nisto, que até fui pesquisar para saber que o camisola amarela e vencedor deste ano foi Raúl Alarcón.




Mas este conheço de outras voltas. Rui Sousa que anunciou o abandono e ficou no 25º lugar:



E por fim, claro, o Carro Vassoura:


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A tua carta era uma Carta de Amor

Há duas semanas que já se fazia um longo silêncio entre nós. E duas semanas depois decidiste escrever-me. Olho para o envelope e vejo a data do carimbo no selo. E eu gosto de cartas com selos (e quantos mais selos melhor!) e não com estas etiquetas brancas que saem da impressora de forma automática lá com o preço que temos de pagar. E vejo que o selo tem a mesma data do cabeçalho que colocaste na folha de linhas que dobraste a meio e que colocaste dentro do envelope.

Eu retirei a carta da caixa do correio no sábado de manhã do fim-de-semana seguinte. Acho que estremeci ao ver o teu nome no local do remetente. Acho que fiquei com medo do que pudesse encontrar lá dentro. Não a abri de imediato. Só a viria a abrir na noite do dia seguinte, não por desinteresse, mas porque não tinha o tempo suficiente para me dedicar a ela. E não a queria ler, apressadamente, por entre um monte de coisas que tinha de fazer nesse fim-de-semana, em que nem passei a maior parte do tempo em casa. Uma carta tua teria de ser lida com toda a calma necessária.

E afinal a tua carta era uma carta de amor. 

Eu sei que não se agradece por se receber uma carta de amor. Agradecer-te a carta seria como agradecer-te por gostares tanto de mim a ponto de me escreveres uma carta. De amor.
E a verdade é que eu passo a vida a queixar-me da minha pouca sorte no que ao amor diz respeito - e bem sabes que tenho as minhas razões - mas pensando bem, quantas pessoas hoje em dia, com a minha idade, é que se podem orgulhar de receber uma carta de amor? Fiquei a pensar nisso.


Não é um e-mail, não é uma mensagem escrita de telemóvel, não é uma foto nua. É uma carta de amor. E as cartas manuscritas, sejam de amor ou não, têm o seu ritual próprio, que hoje em dia pouca gente estará para se dar a esse trabalho. E receber uma carta de amor tem de me fazer sentir um privilegiado. Algures neste planeta, há alguém que perde do seu tempo a pegar numa caneta e a colocar numa folha de papel todo o sentimento que me dedica. E isso só pode ser amor.

E acreditas que, curiosamente, nesse mesmo domingo em que só à noite haveria de abrir a tua carta para a ler, andei pelos mesmos sítios por onde andamos juntos? Já durante a semana andava a pensar que me apetecia lá voltar. À noite achei curiosa a coincidência. E vi-nos deitados naquele prado verde, em cima daquela mantinha que eu tinha levado na mala do carro, e onde, no meio daquelas pessoas por lá espalhadas, aqueles cães nos vieram fazer companhia, e, deitados ao nosso lado, pareciam mesmo que nos estavam a guardar, fosse lá do que fosse.   

Mas a tua carta, apesar de me ter deixado feliz, deixou-me também triste, quem sabe, com a mesma tristeza ou angústia com que a escreveste. E só pode ser muito triste, quando duas pessoas reprimem o que sentem, como se fosse uma semente que não pode germinar.

E eu acho que o amor platónico, aquele amor que não reivindica e que nunca se concretizará é isso: um fruto que originou uma semente geneticamente preparada para poder germinar, mas que simplesmente não encontrou ainda todas as condições para nascer. Mas mesmo que nunca germine ela estará sempre lá... E tu sabias que há sementes, que resistem e resistem, e conseguem germinar ao fim de dois mil anos? É verdade. 

Há sementes que conseguem arranjar uma forma....


# JÁ NINGUÉM ESCREVE CARTAS

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Ladrão Voltou


Depois de vinte anos à frente da Câmara Municipal de Gondomar, com uma pena de três anos de cadeia pelo meio, Valentim Loureiro, após um interregno de quatro anos por força da lei da limitação de mandatos, volta de novo a ser candidato.  

sábado, 5 de agosto de 2017

Coisas que as Pessoas deixam dentro dos Livros




Wild Nights -- Wild Nights!
Were I with thee
Wild Nights should be 
Our luxury!

(...) 

Emily Dickinson

Portugueses: Os Falsos Pacifistas

Recentemente ficamos a saber que Portugal passou a ocupar o terceiro lugar na lista de países mais pacíficos do mundo, sendo só suplantado pela Islândia e Nova Zelândia. Quem não conhecer a realidade, imaginá que por cá não existe violência doméstica e somos um país de cavalheiros, fazendo jus a termos sido o primeiro país do mundo a abolir a escravatura e um dos primeiros a abolir a pena de morte. 

Mas depois na prática, somos tão pacíficos, mas tão pacíficos, que uma avioneta aterra de emergência numa praia, e os populares querem linchar, à boa maneira medieval, os tripulantes do aparelho. Era só ir buscar uma corda, que fazia-se já ali justiça! 

E depois reparem como afinal, pensando bem, para as pessoas, a diferença entre o heroísmo e a bestialidade é extremamente ténue. Tivesse a avioneta aterrado sem que ninguém tivesse ficado ferido, e estes homens, agora acusados de homicídio por negligência, podiam muito bem ser os novos Eder deste verão. 



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Como é que eu posso pegar num Momento e guardá-lo numa Caixa?




"Rumble Heart" / The Angel The Demon The Machine /The Temple (1997)


Uma Questão de Bom Dia

Acho que a mim ensinaram-me boas maneiras. E que faz parte da boa educação cumprimentar as pessoas. Que quando se chega a determinado lugar diz-se "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite" consoante a hora do dia. Aqui na aldeia cumprimenta-se quem passa por nós na rua, mesmo pessoas com quem não temos ligação ou até pessoas desconhecidas. 

E confesso que se à coisa que me deixa um bocadinho fodido, é chegar ao trabalho, dizer "bom dia", e do outro lado ouvir o som do silêncio. E quem diz "bom dia", diz "até amanhã" ou "bom fim-de-semana". 

Ah, Konigvs, mas se calhar as pessoas estão muito ocupadas e não te ouvem. Como? Nas redes sociais ou a verem vídeos no Youtube antes da hora de pegarem ao trabalho? Sozinhas e sem ninguém ao lado? Não! Ou então têm de lavar os ouvidos porque aquilo deve estar com uma camada de cera que deve dar para abastecer uma fábrica de velas! 


E de vez em quando nada. Silêncio. Fico pior que estragado. Muitas outras vezes, vem um b...o...m d....i....a ao ralenti ou como se estivessem a morrer. E se é para isso, então mais vale mesmo não dizerem nada. Parece que o meu "bom dia" as incomoda. Que chatice ter de abrir a boca e responder. Isso dá muito trabalho!
Mas por incrível que pareça, noutras ocasiões, muito raras, lá vem um BOOOM DIIIA tão efusivo mas tão efusivo (deves-lhes ter corrido bem a noite), que uma pessoa quase tem de meter as mãos na cara para não levar com aquela explosão de boa disposição na cara! 
O que eu acho é que estas pessoas devem bater muito mal dos cornos, só pode. Não sou especialista na matéria, mas creio que deve haver ali uma bipolaridadezinha qualquer a carecer de rápido tratamento, sob pena do mal se ir agravando cada vez mais.

E perante isto, dia-após-dia, lá continuo eu, sempre a dizer bom dia. Porque para mim é automático. A boa educação, o cavalheirismo ou se tem ou não se tem. É inato. Mas começa a chegar a um ponto que uma pessoa cansa-se das boas maneiras, e retalia. 

"Hoje não vais dizer bom dia". 
"Hoje não vais dizer bom dia". 
"Hoje não vais dizer bom dia".  

Mentalizei-me ainda no carro. E então pus a minha melhor cara de assassino - o que não é difícil - aliás, até tenho uma amiga, que me diz que eu fico sempre com cara de mau nas fotografias!, e então,entro, pico o ponto e faço de conta que não está ali ninguém.

Mas não é que depois acabei por me sentir culpado?! Estranhei. Culpado de quê? De responder à letra? E depois pus-me a refletir. Afinal, qual será o melhor comportamento nesta situação?

Continuar a ser como sempre fui, fazer a minha parte e ignorar a má educação dos outros, ou por outro lado reagir para que as pessoas percebam que os seus atos têm de ter consequências?  
Não sei, acho que ainda não cheguei a um veredito final....

E já agora.... Se o dia tem 24 horas, porque raio não dizemos sempre só "Bom dia"? 
Só falta começarmos a dizer, "Boa madrugada", "Bom amanhecer", "Boa manhã", "Bom entardecer", "Bom anoitecer".... "Bom dia" é o dia todo. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A Política Vergonhosa do Partido dos Supostos Defuntos

O mais incompetente líder da oposição desde que há memória, não satisfeito depois de ter mentido, afirmando que havia pessoas a suicidar-se por falta de apoio psicológico, veio entretanto afirmar que o governo estava a esconder mortos. Mau demais para ser verdade. 

Vejamos o que dizem Lobo Xavier (CDS) e Pacheco Pereira (PSD), ambos de direita, nos dizem sobre o acontecido: