segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sinto o tempo passar quando....

Sinto o tempo passar quando olho com aquele olhar que tira as medidas, não predador mas quase lascivo, naqueles segundos em que passo de carro e vejo uma jovem que espera pela camioneta na paragem. Na mesma paragem onde eu, durante tantos anos também esperei. Dias depois apercebo-me que a jovem é filha da Mafalda, uma menina que estudou comigo na Telescola




Esta curta publicação estava para ter por título "Sinto-me velho quando...", mas a verdade é que, apesar dos cabelos brancos irem proliferando cada vez mais (apesar de ser sempre melhor ter neve nas telhas, que ver as telhas voar!) mas na verdade continuo a sentir-me o mesmo miúdo de sempre. Parece cliché mas acho mesmo que a velhice está na cabeça, apesar de, como é lógico, com o tempo o corpo começar a não corresponder como antes. Mas há tanto puto envelhecido por aí...

domingo, 23 de abril de 2017

Shhh


Na Calçada das Carquejeiras - Porto

Bufo-real


O Bufo-real (Bubo bubo) é uma espécie de ave estrigiforme pertencente à família Strigidae. É, atualmente a maior espécie de coruja existente no planeta, chegando a 86 cm de comprimento, 1,70 a 2,10 metros de envergadura e pode pesar até 5,5 quilos.O Bufo-Real tem uma longevidade bastante extensa que pode variar de 10 a 20 anos. (Wikipedia)

sábado, 22 de abril de 2017

Porto Antigo - Porto Atual

Antiga Praça Almeida Garrett
Vista para a Rua Mouzinho da Silveira e Rua das Flores

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Acabe-se Já com a Medicina - Obriguem-se as Pessoas a Rezar aos Santos!

Tenho acompanhado ao de leve a discussão acalorada, por causa da enorme pandemia que Portugal atravessa de milhões, milhares, centenas, afinal parece que são vinte pessoas infetadas com sarampo. Tem sido uma tragédia, algo nunca antes visto, tal é a forma como os média portugueses não falam de outra coisa! E a discussão faz-se entre os dogmáticos defensores das vacinas, e aquelas ovelhas tresmalhadas, que como eu, gostam de questionar e analisar as coisas com outros olhos. 

E após uma breve análise já tirei as minhas conclusões. E o que eu acho é que se deveriam fechar os hospitais e deixar de formar médicos e enfermeiros. Deveria-se acabar já com a medicina! 
E deveria-se obrigar toda a gente, não a tomar todas as vacinas que a Santa Indústria Farmacêutica prescreve, mas sim, sempre que uma pessoa estivesse doente, obrigá-la a rezar à Santinha de Fátima e aos Pastorinhos, pois como se vê hoje na primeira página do jornal mais credível do país, os novos santinhos de Fátima já curam as pessoas!
Os milhões que se vão poupar ao SNS e em absentismo ao emprego! E com isso este governo de esquerda, já pode baixar a idade da reforma para os 50 anos! A fé é sem dúvida o melhor tempero. 


E eu acho realmente muita piada a quem se manifesta violentamente contra quem não segue a cartilha de que todas as vacina são boas, e que tudo o que a indústria farmacêutica coloca no mercado é para o bem da Humanidade. E eu vi algumas coisas que se têm escrito na blogosfera. De repente, até eu já pareço um terrorista fanático! Mas só ainda não percebi é qual será o interesse escondido das pessoas que ousam questionar as vacinas. Questionar e procurar esclarecimento, hoje em dia é crime, mais ou menos como era na Idade Média era crime mortal questionar Deus. 

Mas o meu interesse eu sei qual é. É questionar e tentar ficar minimamente esclarecido. É principalmente ousar pensar pela minha própria cabeça e não aceitar qualquer monte de merda que aparece nas televisões e nos jornais como uma verdade universal. É também saber que o negócio da saúde das pessoas só é ultrapassado pelo negócio de armas, tirando isso, nada dá mais dinheiro que o negócio da falta de saúde das pessoas. E é saber o que se disse por alturas da gripe A. Vinha aí, não o Diabo, mas uma enorme pandemia. Milhões e milhões de pessoas iriam morrer. Todos tinham de tomar a vacina, todos tinham de comprar aquele líquido desinfetante para as mãos (que em França foi proibido) e ia ser um caos. E é saber, que mais de 50% dos médicos e enfermeiros - grupo de risco! - não as tomaram! 

Mas se aparece nos jornais e nas televisões que os santos fazem milagres e curam as pessoas, então, acabe-se já com a medicina e os hospitais. Não obriguem as pessoas a tomar vacinas, Obriguem sim toda a gente a rezar! Fica muito mais barato!

Mas atenção, rezem de forma correta, com a correta devoção! Há muita gente que vai a Fátima a pé e depois acaba atropelado. Ou como uns tios da minha mãe, que num dia foram a Fátima rezar e à noite chegaram a casa e tinha a própria casa em ruínas por causa de um incêndio.

Rezem todos à Santa Vacina, mas cuidado, rezem com devoção, porque às vezes a coisa pode mesmo dar para o torto. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Hoje não te vais Sentar no teu Lugar


Via Pinterest
Obviamente que não existem lugares marcados à mesa. Mas habitualmente cada pessoa ocupa sempre o seu mesmo lugar, e eu tomo sempre o meu. Hoje uma colega, que de vez em quando parece querer saltitar de lugar em lugar, decidiu que haveria de se sentar, naquele que é, habitualmente, o meu lugar à mesa do refeitório. Não podendo eu sentar-me no colo dela, ocupei o lugar à sua esquerda que é, habitualmente, o lugar de um outro colega. E conforme as restantes pessoas foram chegando, toda a gente foi ocupando um lugar, diferente daquele que é, habitualmente, o seu lugar. 

E assim se prova, como uma pequena decisão de uma pessoa, pode modificar a rotina de de todas as outras pessoas. 

domingo, 16 de abril de 2017

Universo: queres falar?

Há sempre mais um gato, aqui ou ali, ou a aproximar-se de mim para me assombrar. O que me vale é que eu quase nunca me lembro dos meus sonhos, se não, provavelmente iria descobrir agora que os meus piores pesadelos envolviam gatos.

A última conversa que tive com a Paula foi sobre quê? Gatos precisamente. Depois a Paula desapareceu. Para sempre. Não estou nada a ser trágico, nem dramático. É verdade. Espera... deixa corrigir, pelo meio ela deixou aqui um ou outro comentário. Mas isso não conta porque não voltamos a falar. Se um dia te encontro Paula, vais levar tantas nesse cu até ele ficar vermelho como a camisola do Benfica! 

Mais recentemente foi a Sofia. Penso na Sofia constantemente, pelo menos todas as semanas é de certeza. Talvez eu lhe devesse telefonar, ao menos para saber se está tudo bem com ela, mas não sei. Já no ano passado lhe enviei mensagens de telemóvel, e já lhe enviei um e-mail este ano. Não responder acho que é sinal suficiente que não quer falar comigo, e na realidade já não falamos vai para um ano. Bem, ao menos eu sei onde ela mora. E é curioso que a Sofia tinha-me dito que acreditava que eu seria das poucas pessoas que levaria como amigo para a vida, ainda por cima sendo eu uma pessoa com pénis. Sempre nos demos muito bem e acho que ela sempre soube o quanto gosto dela. Pois é... tudo corria bem até ao dia em que eu escrevi sobre gatos, aqui no blogue.


Sim, para mim foi uma discussão completamente parva, ao estilo de o-meu-clube-é-melhor-que-o-teu. Mas para a Sofia não foi. Foi grave porque encarou as coisas de forma pessoal. Claro que ela sabe muito mais sobre o assunto que eu, e sentiu como se eu a estivesse a atacar pessoalmente, mas não foi nada disso. Pelo menos esta é a minha versão, a dela será sempre um pouco diferente. Eu entendo perfeitamente o que pessoas como ela defendem e o mérito que essas pessoas têm em desenvolver o trabalho que desenvolvem, mas eu tenho a minha própria visão das coisas. Não se trata se discutir quem está certo ou errado, porque o mais estúpido, é que se calhar, até estamos os dois certos. 

Mas isso não interessa para nada. O que interessa é que eu perdi a amizade de uma pessoa que me era especial. E eu sinto-me culpado apesar de também achar que, uma discussão sobre gatos não deveria ser o bastante para acabar com uma amizade de anos.  

E se durante tantos anos os gatos andaram afastados da minha vida, agora são uns atrás dos outros que vão constantemente aparecendo. Gatos, gatos e mais gatos. Olha, ali um, na estrada atropelado. Eu sei Paula, que morrem muitos gatos atropelados na estrada. Esta semana, a gata da vizinha teve quatro filhos em casa dos meus pais. Eu sei Sofia, a importância do planeamento familiar para os gatos. 

E esta semana, mais um gato, veio miar para a minha beira em minha casa.
Universo: queres falar?

Ridículo e sem Noção

Desejar uma "Santa Páscoa" a quem não conhecemos é como desejar um santo Ramadão. Ridículo e sem noção.  (Fernanda Câncio)



Eu confesso que fico um bocadinho fodido quando entro numa loja, supermercado ou outro sítio qualquer, e toda a gente que me atende desata a desejar-me bom Natal ou boa Páscoa sem me conhecer de lado nenhum, e sem eu exibir uma cruzinha ao peito. 

Se agora até saiu uma lei europeia que permite, por parte do patrão, a proibição da exibição de símbolos religiosos, acho que dentro dessa neutralidade, bastaria o bom senso para dar indicações aos trabalhadores, para não partirem do pressuposto que determinado cliente é cristão, muçulmano, budista, pagão, ou de outra qualquer religião. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

As Mamas e as Bombas


Operatic - Eugenia Loli

"Por outro lado, e visto por esta ótica, não acham que seria muito interessante poder prever as reações que teriam face a certos estímulos os governantes que vamos eleger? Seria sensacional poder saber se um par de mamas é capaz de enlouquecer um indivíduo e torná-lo capaz de lançar bombas ou desencadear uma guerra para resolver os seus problemas sentimentais."

Livro das Emoções / Laura Esquivel (2000)


A Mãe de Todas as Bombas

Candy Bomber (2014)




Dúvida Existencial: Semana Santa



Visto que em Portugal não existe separação entre a lacidade do Estado e a Religião, e hoje até é feriado católico e tudo, surge-me contudo uma dúvida existencial:

Se estamos em plena "Semana Santa", por que é que então só é feriado na Sexta-Feira? A Segunda-Feira também não é Santa? Nem os restantes dias da semana porquê? Para quando então uma semana inteira de férias devoção e fé e os católicos terem tempo de limpar a casa e os passeios para a visita pascal? 

...nem bom Comportamento

Ainda nem uma semana passou desde a notícia de que mil alunos portugueses, na casa dos 18 anos foram expulsos de Espanha, e já outra notícia ecoa além fronteiras: o aberrante caso dos cânticos da claque troglodita do Futebol Clube do Porto, que nem a memória dos mortos da Associação Chapecoense respeita, nem tem respeito pelos próprios adeptos do clube que repudiam tais manifestações, e isto poucos dias depois de um dos elementos da claque ter, em campo e para toda a gente ver, ter partido o nariz de um árbitro de futebol. 

Eugenia Loli

Em Portugal, como em quase todos os países, gostamos de rebaixar os nossos vizinhos, no nosso caso os espanhóis, e usamos um provérbio que diz que "de Espanha nem bom vento nem bom casamento". Pois o que eu acho é que na verdade quem tem telhados de vidro não deveria atirar pedras aos outros, porque pelo que se tem visto: de Portugal nem bom vento, nem bom Comportamento.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O Pedido de Desculpa

Isolado no meio do maralhal, aproxima-se um senhor já conhecido de outras andanças, com idade para ser meu pai e diz-me:

"Lembra-se daquela caminhada às minas em Paredes? E lembra-se de estarmos no restaurante e eu ter-me exaltado e ter sido inconveniente consigo? Já há muito que andava a ver se o encontrava para lhe pedir desculpa. Aquilo não foi normal, eu não costumo agir assim e queria-lhe pedir desculpa."



Costuma-se dizer que as desculpas não se pedem, evitam-se. Mas neste caso o pedido de desculpa desarmou-me completamente, talvez por já ter passado tanto tempo. Está quase a fazer um ano desde essa ocorrência, e o senhor ficou a remoer naquilo. Eu e ele não temos qualquer relação. Somos simplesmente dois estranhos que nos juntamos em determinados eventos. Ele não precisa de mim para nada, tal como eu não preciso dele. Mas ele fez questão de vir junto de mim pedir-me desculpa. E isso tem de demonstrar alguma grandeza, pois talvez até seja quando erramos que nos podemos mostrar humildes e nobres. Este pedido de desculpa como que, de imediato, limpou a má imagem com que eu tinha ficado, e ao mesmo tempo criou uma imagem positiva.

"Ah não pense mais nisso" disse-lhe enquanto lhe afagava o braço. 

De facto deveríamos evitar começar falhar com os outros para evitar ter de pedir desculpa. Mas infelizmente não somos perfeitas. E para que haja uma reconciliação é preciso perdoar, mas primeiro é conveniente pedir desculpa.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Admiração pelo Outro

theodysseyonline.com

"Eu acredito piamente, que uma relação amorosa, para durar, tem de incluir uma dimensão de admiração pelo outro. Cuidado. Não idolatria. Mas nós temos de admirar uma ou outra coisa pelo menos no outro."

Júlio Machado Vaz



domingo, 9 de abril de 2017

A Saudade


"...não digas a ninguém
mas esta noite vou partir...
...para encontrar de quem tenho saudades"


"The longing" / Pirate Scum/  Storm Seeker (Versão Hurdy Gurdy) / 2016

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Erica

O android mais bonito e autónomo do mundo... 
ou como o futuro está mais próximo do que podemos pensar

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Pinturas Faciais

"Acho que dos meus seguidores és o único que não usa maquilhagem". 

Via Pinterest
Estaríamos em 2006 ou 2007, por aí. Certo dia reparo num dos jovens que fazia trabalho temporário lá na empresa. Ele tinha uma cara estranha. Não é que o gaijo tinha as sobrancelhas aparadas, de onde já nasciam novos pelos? Já antes tinha reparado, que os pelos das mãos peludas de um colega, que até tinha responsabilidades de chefia, tinham, subitamente, desaparecido! Desde logo percebi que estava aberta a Caixa de Pandora: não faltaria muito para que em breve eu fosse um autêntico homem das cavernas!

Maquilhagem nos homens, para mim, era coisa de bandas de Black Metal. E é curioso que a esse respeito, agora até me lembro de certa vez ter ido a casa do Tião, um colega do secundário. O Tião tinha o cabelo comprido, preto, abaixo dos ombros. Era baixinho e magro, e andava de Vespa. E andava também com umas camisolas um bocado rotas.

Certo dia ele fazia anos e íamos jantar num qualquer tasco do Porto com amigos dele, e ele disse para eu ir lá a casa dele. Um casarão. com vista privilegiada para o rio Douro, e com, por exemplo, uma bateria no quarto onde eu me pus para lá a bater como se percebesse alguma coisa daquilo. Ele pediu-me para eu o pintar com umas pinturas que comprou para o efeito. E pediu-me que o pintasse como um dos gaijos dos Immortal (na imagem), e eu até acho que a coisa nem correu mal.